Notas iniciais
hey então esse capitulo é como um teste se vc gostarem assim eu deixo assim,mas se preferirem como um unico foco por capitulo dai so falar que volto. assim é melhor para colocar os personagens que não apareceram mais rápido e não enrolar muito com apresentações

Enquanto o pequeno quarteto era assombrado pela pequena brincadeira sem graça, do outro lado da escola na torre mais alta , Damen se encontrava preso junto com sua irmã gêmea,Melissa, na aula de Ruínas antigas. Embora fosse gêmeos não tinham muitas semelhanças, além da aparência que ambos sempre se esforçavam para não se parecerem, suas personalidades eram distintas demais. Damen tinha um jeito mais irônico e divertido já a irmã tinha trejeitos semelhantes aos da mãe. Por serem os herdeiros mais velhos de Bela e Adam são os primeiros na linha de sucessão ao trono. Claro que uma certa rivalidade entre os irmãos acabou crescendo pro causa do titulo de rei de Encantia. Os herdeiros já que encontravam no ultimo período daquele inferno, o que significava que o ano seguinte descobririam que ganharia o titulo de Rei ou Rainha. Mas até lá precisavam aguentar Milo ensinando sobre as ruínas de seu reino, Atlantis.

–Fale que a aula já acabou. -implorava Darmen com sua cabeça deitada sobre a mesa feita de madeira.

–Pare de reclamar uma vez. A aula nem começou. -respondia sua irmã que mantinha uma postura exemplar na cadeira, mas tinha tal postura afetada ao notar a presença de alguém.

Darmen por sua vez percebeu a mudança de postura da irmã e ergueu sua cabeça para ver do que se tratava, embora já tivesse em mente o que era. Só uma pessoa conseguia fazer Melissa estremecer de medo e por ironia do destino era seu meio-irmão. Apos corrigir sua postura na cardeira fixou seu olhar nos do meio-irmão, Klaus, como se tentasse provar algo pro garoto. Klaus sempre foi um certo incomodo pros gêmeos, Melissa jurava que o garoto tentara matar a irmã mais nova deles quando tinham 16 anos, claro que nunca conseguiu provar nada. Darmen algumas vezes chegou a amaldiçoar os pais por acolherem aquele completo estranho em sua casa.

–Bom dia, irmãozinho. -cumprimentava Klaus sentando-se uma cadeira a frente dos gêmeo e dirigindo um sorriso amigável que tornava seu perfeito rosto ainda mais bonito.

–Não imaginei que ficaríamos nas mesmas aulas esse ano. -comentava Darmen olhando com certo desprezo o mais velho.

–Eu fiz questão de trocar. -respondia o loiro jogando sua cabeça um pouco para trás, assim podia fitar Melissa com seus olhos azulados. -Parece meio pálida, irmã.

Darmen esticou seu braço e o colocou a frente de sua irmã, como se tentasse defende-la daquele cara. Por algum motivo Klaus tinha um ar maligno, olhar dentro de seus olhos era como olhar para sua morte e sentir uma faca perfurando seu peito, seus pais nunca enxergaram isso.

–O que deu em vocês hoje? -questionou Klaus arqueado sua sobrancelha esquerda.

Os gêmeos não responderam apenas continuaram com aquele olhar seco e áspero para o meio-irmão que agora tinha um sorriso de deboche em seus lábios perfeitamente desenhados.

–Acho que vou me diverti mais esse ano com a escola cheia de vilões. -zombava Klaus enquanto se endireitava na cadeira e deslizava sua mãos direita por suas mechas douradas. -Uma pena para vocês.

Darmen estava prestes a respondeu-lo, mas acabou que sua atenção foi roubada pela gêmea que fez um jeitos de cabeça para que não entrasse em conflito com o irmão, ambos eram inteligentes a ponte de perceber o quanto aquele maniaco era perigoso e como as pessoas tinham a tendencia em aceitar tudo que saia de sua boca. Melissa todos os dias tentava descobri quem eram os pais de Klaus, tinha certeza que seus pais não eram heróis, não tinha como aquele cara ter um sangue heroico, era simplesmente um psicopata.

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Enquanto os gêmeos tinham seus problemas familiares para resolver Dillen se encontrava preso ao seu parceiro de companheiro de quarto A filha de Hades conseguiu afasta-lo por um certo tempo, mas agora estão sozinhos em uma sala ,que Dimitrio disse ser a de Astronomia, porém a unica coisa que encontraram foi uma pilha enorme de papeis revirados sem nenhum conteúdo escrito. E para o animo do filho de Ursula ir as alturas alguma estátua do lado exterior havia caído e bloqueava a passagem.

–Eu te odeio. -resmungava Dillen que estava sentando sobre uma cadeira velha feita de madeira. Abraçava suas pernas e fuzilava o grego com seu olhar.

–A culpa não é minha que mudaram a sala e que uma estátua acabou por tombar na frente da porta. -respondia Dimitrio passando sua mão pelas paredes na esperança de encontra alguma passagem secreta.

–Deveria ter ficado com a Thalia. -continuava Dillen que agora direcionava seu olhar para janela. Já tinha pensado em pular, mas a queda seria fatal, preferia morrer de uma maneira natural do que perder a vida porque ficou preso em uma sala com um bastardo.

Alguns minutos se passaram e nada mudou, apenas Dimitrio que agora estava sentado sobre uma mesa a frente de Dillen e tentava manter um diálogo com o menor que por sua vez não tinha o menor interesse no que quer que lhe era dito por aquele cara. Na cabeça de Dillen tudo aquilo era a merda de um plano para expulsa-lo da escola, Thalia havia dito para não confiar nos filhos dos mocinhos. Todavia, Dimitrio era o único que conhecia até aquele momento. Um longo suspiro saiu de seus lábios sendo seguindo por um baixo e suave ''Te odeio, bastardo.'' Claro que junto a isso o herdeiro de Ursula pode sentir a mão macia e quente de Dimitrio em suas mechas brancas, por ter a pele clara corou violentamente e afastou-se.

–Mas que porra! Pare de me tocar!-ordenava enquanto tomava certa distancia. -Vai fazer algo que preste e nos tire daqui!

Sua resposta foi um riso baixo da parte do companheiro de quarto que aproximou-se outra vez e dessa vez, por perceber a reação negativa de Dillen, resolveu irrita-lo mais do que já estava. Colocou seus braços na parede, um de cada lado do menor para prende-lo, e aproximou seu rosto vagarosamente.

–Por que está tão vermelho? -perguntava Dimitrio com um tom mais arrastado e sem para de olhar nos olhos de Dillen que a todo momento tentava evitar contato visual.

–Saia daqui! Agora! -ordenava o menor, mas seus comandos eram ignorados por completo, na verdade apenas incentivavam Dimitrio a continuar sua brincadeira.

–Por que? -perguntava mais uma vez, mas dessa vez não via mais os olhos cinzentos do garoto por ter focado apenas no pescoço alheio. Encostou seus lábios na pele alva e deu-lhe uma mordida um tanto quanto forte.

–Dimitrio! -gritou Dillen se debatendo um pouco, mas não fez o maior recuar apenas mordia com mais força e passava sua lingua algumas vezes.

Todavia, um som um tanto quanto alto se fez na sala e a por foi aberta.

–Dimitrio! Largue o garoto novo!-ordenava Charlotte ao ver tal cena.

Charlotte era filha do Chapeleiro com Alice, mas nunca chegou a conhecer a mãe. Tinha toda a loucura do pai, mas mesmo não sabendo puxou algumas coisas de sua mãe como a teimosia e a coragem. Mas ainda sim não era uma pessoa muito confiável de se ouvir já que tinha o péssimo habito de falar com as paredes e mobilas. Em sua cabeça sempre uma cartola azul, presente de seu pai.

–Hey, Lotte. -cumprimentava o grego afastando um pouco sua boca do pescoço de Dillen. O garoto não acreditava a naturalidade que Dimitrio falava, era como se não estivesse quase o estuprando a poucos segundos. -Como achou a gente, exatamente?

–Um bule de chá me contou que estavam presos aqui. -respondia a garota cruzando seus braços e fazendo uma cara de reprovação para Dimitrio. -Solte o garoto novo! Que coisa, Dimmy. Você não pode ver nada com pernas que já precisa leva-la para cama?

Em meio algumas risadas Dimitrio afastou-se de Dillen e ofereceu ajuda ao menor, claro que foi negada, na cabeça do filho de Ursula apenas pensamentos insanos que misturava a tortura e a morte daquele que havia acabado de marcar seu pescoço. Colocou sua mão sobre a marca para esconde-la, abaixou sua cabeça e dirigiu-se para fora da sala sem falar uma só palavra.

–Dillen, espera!-pediu o grego que começara a correr atrás do menos, mas foi impedido por Lotte.

–Deixe o garoto em paz! Não ver que está assustado e com raiva de você? -perguntava a garota que retirava um bule de chá de dentro de sua cartola, assim como uma xícara e alguns biscoitos. Os aulos desistiram de entender como ela fazia coisas insanas acontecerem. -Se você fosse mais romântico ele poderia te dar bola. -dizia a garota que agora arrumava a mais bela mesa de chá naquela sala completamente vazia. Dimitrio não ligava pois já se acostumara com aquelas loucuras, apenas sentou-se em uma cadeira de metal e colocava sua mão sobre a toalha com rendas azuis. -Ou não...-Lotte ficou uns minutos olhando para o nada e segurando sua xícara de chá. -Oras! Não me importo, mas uma pergunta para você meu caro. Qual a semelhança entre um corvo e uma escrivaninhas?

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–AHH! Me deixe em paz!-gritava Ingrid que se segurava para não desferi um soco na face de Selena

–O que eu fiz? -questionava a garota mais nova com seus olhos brilhantes.

–O que você não fez! Você fez pombas me atacarem! -gritava a escocesa que agora proferia inúmeros palavrões na língua de sua terra natal.

Selena pensou um pouco sobre o ocorrido e depois voltou-se para mais velha.

–Olha, as pombas não te atacaram, você que entrou na frente delas.

–AAHH!-gritou Ingrid olhando ao redor a procura de algo para livrasse de sua companheira e por sorte lá estava sua salvação cruzando os corredores. -Vem cá! -Agarrou no punho de Selena e a arrastou para perto de uma garota que nunca vira na escola, mas tinha certeza que era a pessoa certa para assumir seu problema. -Hey! Novata. Olha só, essa aqui é Selena e ela precisa de alguém para segui-la. Eu não posso porque estou atrasada para aula de Transfiguração, sabe como a professora daquela aula é chata. -Ingrid não fazia ideia de quem dava essa aula, apenas deixou Selena com a morena e fui no sentido oposto. Não queria ver nem sombra de sua companheira, agora poderia ter um pequeno momento de paz e descanso para seus ouvidos.

–Eu nunca te vi aqui. -comentava Selena observando a garota de pele clara como a sua e cabelos negros. Seus olhos tinham um tom cinzento e suas roupas eram bem simples comparadas ao vestido de renda rosa que usava.

–Por que sou nova aqui, princesa. — o tom de deboche da garota já era forte e nem tinham começado uma conversa civilizada. Selena já estava determinada a conversar com aquela garota e faze-la gostar de si.

–Me chamo Selena White. Sou filha da Branca de neve. -apresentava a garota com um largo sorriso em seus lábios avermelhados.

–Me chamo Shadow Green. -falava a morena andando um pouco a frente da princesa.

–Que nome estranho. -comentava. -Claro que minha mãe se chama Branca de neve então acho que estou sem argumentos. Quem é seu pai?

–Monstro Verde. -respondia a mesma parando um pouco de andar. -Você fala demais, White.

–Desculpe...-por um breve momento Selena realmente sentiu-se intimidada por aquela garota. Não sabia muito do reino do seu pai apenas sabia do incidente de natal que ocorreu. Claro que nunca pesquisou muito sobre aquele mundo sombrio e sem cor. Mas por algum motivo precisava queria saber mais sobre aquele lugar escuro agora. -Green! -chamou Selena que parava ao lado da morena. -Então...

–Então...?

–Sabe quando você não tem o que dizer?

–Não.

–Você não é de muitas palavras, né?

Green apenas revirou seus olhos e voltou a seguir seu caminho para a escadaria que levava ao segundo andar. Claro que foi seguida por White que ainda tentava desesperadamente conseguir sua atenção e um dialogo com mais de vinte palavras.