Descendência
1 Prólogo
Notas iniciais
Muitos não acreditam em demônios, mas mesmo assim os temem... Não acreditam em monstros em baixo da cama ou no escuro do armário, mas mesmo assim não deixam de sentir medo quando estão sozinhos no quarto e sentem que alguém os observa. Sabemos que não há ninguém ali, ou pelo menos acreditamos que não, mas não deixamos de sentir algo atrás de nós, no escuro a observar, esperando apenas um movimento em falso, uma distração de nossa parte. Temos medo de virar e nos deparar com algo que nossa mente não compreende, que simplesmente se nega a crer que possa existir, mas mesmo assim o medo está presente e nos faz seguir para debaixo de cobertores onde sentimos que é mais seguro, e cobrimos cada parte exposta do corpo com medo de sentir uma mão gelada agarrando nossos pés e nos levando para as profundezas do tártaro.
Mas, mesmo com algumas pessoas descrentes quando o assunto é o céu e o inferno, isso não influencia os que sabem a verdade, os que acreditam cegamente em uma verdade que muitos não podem provar.
A verdade é que todos já presenciaram, já vivenciaram um momento sobrenatural, mas, como tantas vezes, substituíram a verdade por desculpas que achavam mais plausíveis do que simplesmente aceitar o fato de que a sombra que passou ao seu lado não foi uma ilusão de ótica, ou que um objeto próximo caiu com o vento em um dia de sol com brisas fracas.
O mundo fantasioso que criamos em nossa mente é muito mais seguro do que o que realmente existe lá fora, fora do nosso cobertor de todas as noites. O que existe lá fora é perigoso, muito perigoso. Então, se não estiver preparado para descobrir mais a fundo o que há no mundo lá fora, aconselho a não continuar essa leitura, simplesmente recoloque o livro na prateleira e apanhe algo mais real.
Não se esqueça de que eu avisei...
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