Derrepentemente
2 capitulo 1 - Desespero e Solidão
Notas iniciais
Eu me chamo Gustavo, tenho dezesseis anos de idade, sempre foi um grande esportista, porém esse ano estou me esforçando mais aos estudos pois quero passar ainda esse ano no vestibular nacional para poder entrar na faculdade.. Eu curso o segundo ano, normalmente as pessoas entram na faculdade ao finalizar o terceiro ano do ensino médio, mas como sou um excelente aluno e bastante esforçado, estou treinando para passar ainda esse ano, por isso larguei todos os esportes que eu praticava, o futebol, o futsal, o vôlei, o boxe e a natação, única coisa que eu faço desde as ultimas férias é estudar e frequentar o meu curso de inglês.
Nunca tive muitos amigos, ainda mais esse ano em que eu quero me esforçar mais aos estudos, sempre fui mais quieto, não me meto muito em encrenca, nesse ano que eu não ia entrar mesmo. Comecei o ano um pouco indignado, pois eu tinha planejado com meus pais de ir esse ano fazer intercambio nos Estados Unidos, porém na ultima hora, por algum motivo, meus pais decidiram não me deixar ir e agradeço por não ter ido, pois não sei o que seria de mim sem estar aqui.
O ano começou e eu já estava a bastante tempo já estudando, então estava bem adiantado em relação aos meu colegas de sala de aula. Esse ano daria atenção somente aos estudos, não me importaria com vida social, esporte, amigos e muito menos paixãozinha. Nunca namorei, porém já sofri bastante por amor, mesmo sendo bastante seco e difícil para me atrair por alguém, às vezes isso acontecia, porém eu nunca deixava acontecer, pois eu nunca acreditei em amor.
Porém tudo mudou mesmo me afastando ao Maximo das pessoas, tinha uma menina que sempre conversava comigo, desde o ano passado nos éramos bastantes amigos, mas nunca dei maiores importâncias. Ela me chamou a atenção, pois eu me afastava dela e parecia que cada vez mais ela se aproximava de mim, no que fui perceber, já estava completamente apaixonado, porém dessa vez foi diferente, não era paixão, era amor, e não tinha mais volta, e nem eu queria que tivesse, nunca tinha sentido isso e acreditava que nada podia estragar o nosso amor, ou quase nada.
A cada dia que passava, eu estava mais apaixonado por aquela menina. O nome dela era Fernanda, uma garota do exterior, nascida na America do Norte, cabelos loiros e olhos castanhos, sorriso lindo, foi o que me conquistou. Uma alegria irradiante, mesmo com o meu senso de não me aproximar das pessoas, ela me conquistava com um sorriso, sorriso que me conquistou completamente. Ela é a garota perfeita para mim, não existiria outra igual a ela.
Porem uma tragédia aconteceu, ainda não sabemos como e nem imaginamos como ou quem, mas acontece que um vírus que foi criado geneticamente espalhou-se pelo mundo, algo inacreditável, esse vírus traz a pessoa à vida após a sua “morte”, pensava que essa possibilidade não passaria de filmes de terror. Só sei isso ate agora, mas dizem que o único jeito de matar um zumbi, é atingindo o cérebro da pessoa, ou do monstro que se tornou.
Começou tudo vagarosamente, relato pelo mundo de pessoas com comportamentos estranhos, como se não tivessem vida, consciência ou raciocínio. De acordo com a mídia e o governo, não era nada preocupante, porem não dava uma explicação para os fatos ocorridos. As pessoas estavam assustadas, porém como tudo que acontece de ruim, achamos que não vai acontecer e que não passara de superstição.
Com o passar dos dias, ataques de pessoas com essas mesmas características aumentavam pelo mundo, relatos de ataques em hospitais, cadeias, nas ruas. Os médicos diziam que os pacientes que morriam estavam voltando a vida e com tais atitudes, algo que ninguém queria acreditar.
Começou a haver uma resistência do governo, as pessoas começaram a ficar preocupadas e os países fecharam as portas, impossibilitando a viagem de milhares de pessoas que queria voltar a suas casas, tudo isso para tomar precaução com a contaminação e o espalhamento desse vírus, porem já era tarde demais.
Não se sabia como que a pessoa se infectava, porem sabia se que uma pessoa que levasse uma mordida ou um simples aranhão de uma infectada não tinha mais volta, a pessoa era contaminada e morria aos poucos, ate se transformar nessa coisa que podemos chamar de mortos-vivos.
Fernanda, também chamada por mim de Nanda, estavam em seu apartamento quando o momento esperado aconteceu. Houve uma crise de ataques, onde apareciam mostos-vivos de todos os lugares, as pessoas começaram a se esconder em suas casas, porém nisso, muitos já estavam mortos, contaminados e transformados.
O governo tentou manter a ordem, enviaram tropas de policia para as ruas protegendo e ajudando as pessoas irem para o interior dos estados, pois acreditava-se que seria mais seguro. Porem eram muitas pessoas no transito querendo sair da cidade, fazendo com que se formasse um enorme engarrafamento, deixando as pessoas mais vulneráveis pela epidemia e pelos ataques.
Logo que percebi o que estava acontecendo, pensei em Nanda e comecei a ligar para ela, porem a minha chamada não era completada, as linhas telefônicas estavam congestionadas. Eu estava em casa com minha família, estávamos todos assustados e apavorados, os meus irmãos mais novos estavam chorando, pois não entendiam tal situação anunciada pela televisão, enquanto isso eu, meu pai e minha mãe discutiam o que deveríamos fazer.
Eu só queria falar com ela, mas não conseguia, não sabia se ela estaria bem ou não. Consegui mandar uma mensagem para ela. Dava para perceber o meu nível de desespero e preocupação. Felizmente minha mensagem foi enviada.
“Nanda, não consegui te ligar, estou muito preocupado com você, não sei o que esta acontecendo direito, mas você precisa vir pra perto de mim, não quero que nada aconteça com você, você esta no apartamento? Me responde logo, estou muito preocupado!”
Eu estava angustiado e precisava pelo menos de uma resposta para saber que ela estava bem. Nesse momento, parece que a linha telefônica descongestionou um pouco e ela conseguiu me responder rapidamente.
“Amor, eu to com medo, só está eu e meus irmão aqui em casa, não sei o que fazer, meus pais saíram e meus irmão não sabem também o que fazer, eles disseram que não podemos sair de casa, que devemos esperar os nossos pais, mas ta todo mundo assustado, to precisando de você, amor, eu preciso de você perto de mim.”
Todos estavam desesperados. Comecei a ligar para ela desesperadamente e a ligação não concluía, depois de várias tentativas finalmente funcionou, então ela me atende desesperada e chorando.
– Amor!!!! Eu to com medo amor, eu não quero te perder, eu não quero morrer! Eu não quero ser devorada por essas coisas. Meus irmãos estão dizendo que não tem mais jeito, que vamos acabar morrendo. Socorro, amor me ajuda, me protege, só conheço você que possa me socorrer e me proteger...
Eu angustiado e já nervoso e preocupado com tal situação, tomo uma decisão rapidamente.
–Amor, não se preocupa, eu vou ai te buscar. Não sei como vou chegar ai, mas vou te buscar. Me espera, daqui a pouco eu chego ai! Me espera! Eu te amo!!
Ela mais aliviada, mas ainda com medo me responde.
–Ta, eu vou falar aqui com meus irmãos e te esperar, não sei o que eles vão falar, mas vem! Você é a minha única esperança, vem rápido, mas toma cuidado, você não sabe a loucura que estão as ruas, você não ta vendo o que eu estou vendo da varanda amor. Toma muito cuidado! — Então a sua voz fica chorosa e desesperada novamente e ela fala.
–Mas e meus pais amor? Eles não voltaram pra casa ainda, será que... — A ligação então cai e eu n consigo ligar novamente. Começo a me preparar para encontrar ELA.
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