Derrepentemente
5 Capítulo 4 - Destemidos
Notas iniciais
Estávamos bastante tristes com o acontecimento que aconteceu no caminho. A cada segundo que passava, pensávamos como estaria a situação no local onde Nanda mora. Eu estava tentando me concentrar em Nanda. Precisava pensar em como iríamos fazer para salvá-la. Mas era incrível como não conseguia me concentrar. A imagem daquele jovem soldado morto por mim com um tiro na cabeça, não saia da minha mente.
Acho que não estou preparado para tudo isso. Eu mal consigo aguentar a situação de ver pessoas que eu nem conheço sendo mortas. Preciso endurecer meu coração. Não posso ligar para isso, tenho que me concentrar em sobreviver e não deixar as pessoas que eu amo morrerem.
Estamos chegando no local onde a Nanda mora. Ela mora em um prédio ainda um pouco afastado da praia. É muita sorte nossa dela morar naquele lugar, pois se fosse mais no centro da cidade, não saberíamos como iríamos ir salvá-la.
Ao chegar, estacionamos o carro do outro lado da rua, o lado que estava menos congestionado. Chegamos a um local onde as ruas estavam completamente congestionadas. Nossa sorte é que a casa dela é em paralelo a um cruzamento de avenida, fazendo com que o congestionamento fosse gerado um pouco longe de sua casa, porém não estava nada vazio.
Antes de descer do carro. Percebemos que deveríamos tomar bastante cuidado ao sair do carro, pois tinha alguns carros na frente de seu prédio que impedia-nos de estacionar lá. Porém a grande preocupação era se existia algum zumbi naquele local. Existir com certeza existia, porém não tinha nem um visível.
Chegamos ao local devagar, pois tentávamos fazer o mínimo possível de barulho para não atrair zumbis. Não falamos nada um com os outros, já sabíamos o que deveríamos fazer e que teríamos que tomar bastante cuidado.
Descemos do carro devagarmente, sem bater as portas, tomando todo cuidado possível para não atrair zumbis. A arma maior, munição e o colete foram entregue ao Paulo, mesmo não podendo ser usada primeiramente. Ele já havia servido no exército uma vez e sabia bem como usa-la.
Eu desci e coloquei a pistola em minha cintura e coloquei minha faca em punho, havia comigo uma barra de ferro que eu entreguei para o Victor. Danilo tinha uma faca também, porém estava com um pedaço de madeira na mão.
Fomos caminhando devagar ao sentido do prédio. Estávamos prestando bastante atenção para que não fossemos mordidos e pegues de surpresa. Estávamos desviando dos carros e começamos a escutar zumbis.
Olho para baixo e vejo um sentado encostado no carro, ainda “acordando”. Sem nem pensar antes, enfio minha faca em sua cabeça com todas as minhas forças. Vamos andado e “matando” esses zumbis que ainda estão “adormecidos”. Melhor “matar” enquanto eles ainda não estão reagindo.
Chegamos a grade do prédio. Eu fico na grade enquanto o Danilo pula. Depois Victor. Paulo me dá a arma enquanto eu o ajudo. Devolvo a arma pelas frestas da grade, pulo por cima e entro no local.
Vamos em direção ao hall. As portas de vidro estão destrancadas. Entramos tranquilamente no prédio. Temos que subir as escadas até chegar ao andar onde Nanda mora, e esse é o grande problema. É bastante perigoso esse caminho, pois podem existir zumbis nos andares posteriores e nas escadas, podemos acabar sendo encurralados.
Estávamos procurando algo que possa nós ajudar. Ao observar o local, vejo uma salinha com uma porta de alumínio, salinha que parecia ser usada para guardar matérias de manutenção do prédio, e tive uma ideia. Chamei o Danilo para me ajudar a remover aquela porta.
Por nossa sorte, dentro da salinha tinha uma caixa de ferramenta, que eu obtive até o interesse de levar para casa na volta, pois pode ser útil futuramente. Removemos a porta. Com a nossa barra de metal, entortamos um pouco a porta e a fizemos como se fosse um escudo. Fez um pouco de barulho, porém eu acredito que não tem qualquer problema, pois já estávamos no interior do prédio e estávamos teoricamente protegidos.
Começamos a subir as escadas. Paulo ficou na retaguarda, enquanto eu e Victor ficávamos atrás da porta, sendo protegidos por ela. Danilo estava com a barra de ferro na mão para atacar qualquer zumbi que aparecesse em nossa frente.
O apartamento da Nanda era no sétimo andar. Já estávamos no segundo. Não dava para ver o que tinha em nossa frente. Para vermos algo, o objeto ou pessoa teria que estar a pelo menos um metro de nós.
Chegamos no quarto andar, já estávamos chegando no quinto, quando começamos a escutar barulho de zumbis. Não de um zumbi, mas parecia que tinha muitos. Quando derrepente um zumbi apareceu em nossa frente e tentou nós atacar. Eu e o Victor ficamos o segurando sendo protegidos pela porta, então Danilo o acertou na cabeça com a barra de ferro.
Parecia que meu coração iria sair pela boca. Estávamos todos assustados. Então continuamos o caminho e ao chegar na porta do quinto andar, começou a sair zumbis daquele andar. Tinha pelo menos uns três e começava a aparecer mais e mais.
Eu, Victor e o Danilo já estavam atrás da porta tentando aguentar a força que usavam contra a nossa barreira. Danilo de vez enquanto levantava um pouco e tentava atingir algum na cabeça, mas já eram muitos. Conseguimos empurrar eles ate a porta do quinto andar, então Paulo fechou rapidamente a porta e a ficou segurando para que não abrissem a porta novamente. Então Danilo pegou a barra de ferro e colocou na maçaneta da porta, fazendo com que a porta fosse travada e que os zumbis não saíssem do local.
Aliviados estava eu e Victor caídos no chão, totalmente fadigados e cansados. Não sei como conseguimos conter todos aqueles zumbis. Não sei nem como aqueles zumbis possuem tanta força. Pelo menos estávamos vivos e aliviados por não sermos mordidos.
Continuamos o percurso do mesmo jeito. A porta em nossa frente nós protegendo, porém dessa vez o caminho foi tranquilo. Nem sinal de zumbi. Chegamos ao andar de Nanda em poucos minutos. Entramos no sétimo andar e tem três apartamentos. Encostamos a nossa porta em forma de escudo na parede. Revistamos o local para não termos maiores preocupações, mesmo assim estávamos preparados.
Paulo estava com a AK na mão, concentrado na situação. Todos nós estávamos concentrados e destemidos àquela hora. Já passamos por bastantes coisas e isso nos deu mais coragem e destreza. Direciono-me ao apartamento 0702. Bato em sua porta e falo em um bom ton de voz:
–Nanda... Nanda!! Vim te salvar como eu te prometi amor! Abre a porta. Sou eu, Gustavo.
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