Notas iniciais
Espero que gostem !

Sabe a dor que sentimos quando perdemos alguma coisa ou que a nossa vida não é perfeita como gostaríamos que fosse, e que aqueles momentos raros, simples e nostálgicos, mas felizes, que vivemos poucas vezes em nossa vida, como se nada, nem o tempo e nem as coisas boas que um dia aconteceu fosse voltar, e um dia, nunca se sabe se vai estar ensolarado ou nublado, feliz ou triste, mas então você descobre que realmente nada do que você viveu volta atrás. Mas o ruim mesmo de toda essa história é o tempo enorme que você demora pra descobrir que momentos bons não precisão voltar, pois eles acontecem de novo. Bem provavelmente acontecerá diferente, algumas vezes com outras pessoas, mas você sente a mesma sensação emocionante de que algo naquele momento vai ser inesquecível e realmente será.

Minha vida por completo não é essa perfeita realização de desejos, da qual todos querem viver, que vemos em filmes, contos de fadas e livros de histórias que já lemos, assistimos ou até mesmo ouvimos falar. Quando eu nasci minha mãe me abandonou dias depois, vivi minha vida inteira sendo criada pelo meu pai e com os meus avós. A história romântica em minha família não é a das melhores, não daquelas que toda menina sonha em viver, meus avós se separaram depois de dez anos de casados e meu pai viveu com a minha avó. Eles são muito amigos e todos dizem que se dão bem, o que é verdade, mas só se dão bem, porque não estão mais juntos, o que algumas vezes pode ser difícil de entender.

Meu pai quando começou a namorar a minha mãe vivia em um grande romance no qual tudo e todos eram incríveis e realizações de contos de fadas, ele era o garoto perfeito para a garota perfeita, é o que a minha avó simplesmente diz, mas quando meu pai estava com dezessete e minha mãe dezesseis, aconteceu meio que, algo errado na hora errada. Meu pai ficou muito feliz, porém minha mãe, muito preocupada, ela queria fazer faculdade, fazia planos para a vida, viajar pelo mundo, ela era sonhadora, e isso não ia deixa-la.

Tenho medo que a minha vida amorosa seja tão azarada como a do meu pai e dos meus avós, não que eu me preocupe, mas me preocupo. Sei que só tenho quinze anos e não sou atirada como algumas pessoas da minha idade, mas a situação está um pouco difícil para mim, realmente não encontro ninguém por quem eu me interesse.

As minhas amigas vivem dizendo que eu sonho com um príncipe encantado, o que não é tão mentira assim, talvez um dia um cara lindo e romântico, perfeito e atencioso venha em um cavalo banco até mim e vivamos felizes para sempre, o que era bem impossível, na minha vida só existem sapos, tomara que um dia virem príncipes, Sophie na expectativa. Estava em frente ao meu armário, e então vi aquele menino dos sonhos de qualquer uma, cabelos pretos, olhos castanhos, bem pra mel, não tão alto, mas também não era baixo, ele era lindo de verdade, o que era raridade em minha escola.

Estudo naquela escola desde que me conheço por gente, o que faz praticamente uns doze anos, e desde que estudo lá, só existe meninos que não são... bonitos de fato.

Estava tudo indo como sempre, eu sou muito tímida e é claro que não falei com ele, não tinha como eu chegar perto do menino e falar “oi meu nome e Sophie McWillson, tenho quinze anos e aí? Você está... solteiro?”, isso não acontecia comigo, não falava daquele jeito, não era daquele jeito, porém estava contente de ver que ele estudava lá. Talvez numa próxima vez puxasse assunto com ele, só que não teria próxima chance. Uma menina loira, muito linda chegou perto demais dele, e percebi que quando um menino bonito chegava naquela escola, não ficava sozinho por muito tempo, ele praticamente era atacado, ainda mais quando era uma menina loira, elas são especiais, não sei o que tem de especial, mas o fato de serem loiras as fazem diferentes.

Eu estava com minhas melhores amigas, Stella Prescott e July Tompson, eu era completamente ligada a elas. Éramos amigas desde os sete anos e tudo o que fazíamos era uma com a outra (ou pelo menos tentávamos que fosse junto) como aula de natação, mas então eu e Stella saímos e July ficou. Fizemos aula de piano, mas Stella saiu. E então comecei a fazer karate com a July, mas a Stella achou muito agressivo e começou a fazer balé, difícil de entender, pois no fim não fazíamos praticamente nada juntas a não ser trabalhos de escola, o que geralmente terminava em conversas sobre livros, filmes ou atores.

Stella tem tipo... um namorado, na verdade, era mais uma amizade colorida com o Jacson, um cara bem bonitinho e inteligente, ninguém imaginara Stella Prescott a menina mais certinha de todas, presidente do clube de xadrez, namorando e July era muito mais do que amiga do Luke, ele tinha olhos azuis e sardas, eu tinha um pequeno fascínio por olhos azuis e sardas assim como era fascinada por livros, mas realmente não gostava dele. Eu era a única que estava sozinha naquele colégio (na verdade eu falo assim sempre pra dar ênfase), não estava triste por isso, era nova e tinha minha vida toda pela frente (isso era o que eu dizia, mas por dentro estava pensando “qual é o problema comigo?” o que me deixava louca). E aquele sentimento de “você precisa de um namorado porque suas amigas dizem que você precisa de um namorado”, ia me deixando completamente irritada. E... eu precisava de um namorado.

A coisa que eu mais gostava em todo o mundo era ler, já li vários livros de aventura, romance comédia, e o melhor de todos, ficção cientifica. Se eu pudesse lia o dia inteiro, vinte e quatro horas por dia. Mas infelizmente tinha que fazer outras coisas, mas ler é a melhor delas, pois viajamos para diversos mundos no qual não pertencemos, e de repente entra dentro de você uma sensação de que precisamos fazer parte daquele incrível e perfeito mundo, com certeza, poucos me entendiam, July conversava muito comigo sobre livros e Stella lia tanto quanto eu, eu adorava essa nossa ligação.

Eu era uma garota de uma pequena cidade do interior, uma garota comum, não tinha olhos azuis ou verdes, nem cabelos loiros ou ruivos, não era diferente das outras meninas, nem na altura, não era baixa nem alta, mas isso não me qualificava para ser diferente, eu queria ser e não participar daquele grupo grande de robôs, de cabelo e olhos castanhos com uma altura média que dominava o colégio, e eu fazia parte dele, não que eu me achasse feia ou coisa do tipo só simplesmente não me achava especial, não era especial.

Todo dia depois da aula, eu e minhas amigas íamos para casa juntas, pois todas nós morávamos perto uma da outra o que na maioria das vezes era muito bom, mas de vez em quando July aparecia na janela do meu quarto ás duas e meia da manhã, só pra perguntar o que eu achava de um ator mais velho bonitão que ela tinha visto, se eu já tinha visto um filme que ela já assistiu ou lido algum livro que ela já leu. Mas no fim até que a história era engraçada de se contar no outro dia, porque onde há July há comédia.

Notas finais
Notas do fim do capitulo é o que espero que vocês digam, esperam que tenham gostado, digam melhorias ou sugestões, conto com vocês beijos !!!