Depois do Futuro
7 Capitulo 7
Notas iniciais
Estava sentada em minha cama fazendo meu dever de casa para segunda-feira queria ter o final de semana livre para passar com Stella, não sabia se ficara ansiosa ou com medo do futuro. Não fazia a menor ideia do que ela queria falar comigo, mas o jeito como ela me deu a noticia que viria me deixara a pensar sobre qual assunto seria tratado. Estava fazendo meus deveres de matemática, mas não conseguia pensar em nada, além disso. Fiquei recapitulando cada coisa que ela me dissera para ver se eu tinha alguma noção do que ela iria dizer, mas por fim, acabou não dando em nada, e peguei um dos meus livros perto da minha escrivaninha e com o passar dos minutos, as páginas iam passando e quando vi, já eram duas e meia da manhã, então resolvi me deitar, não queria ser acordada pela chegada da minha amiga.
Meu despertador tocou e depois de quase cinco minutos com aquele barulho infernal me fazendo levantar, me levanto e vou direto para o banheiro tomar banho e trocar de roupa. Fico sentada em minha cama olhando para o nada, apenas esperando Stella chegar, não sei o que fazer enquanto espero naquela mesma posição, mas não por muito tempo, logo toca a campainha e saio correndo até a porta.
Abro com tanta rapidez, quanto minha mão é levada a minha boca sem eu notar o gesto que acabara de fazer. Por um minuto, tudo veio a minha cabeça, Stella não precisava explicar mais nada, já tinha entendido.
Subimos para meu quarto, não podia deixar de notar em sua cicatriz na cabeça. Nunca a vira tão triste. Então ela começou a contar a história toda, e suas palavras foram acompanhadas de soluços e lágrimas, minhas e delas e aquelas palavras foram se repetindo em minha cabeça, como se ela estivesse falando novamente.
–Eu tive câncer com apenas cinco anos de idade, mas consegui vencê-lo, nunca contei a ninguém porque simplesmente não queria que sentissem pena de mim, então não sei o que aconteceu, só sei que a cada ano, a cada dia fui piorando até chegar ao que eu estou hoje... — e então foi aí que as lágrimas realmente vieram em grande quantidade, sentei ao seu lado e ela continuou. –Eu estou com câncer, de novo, e agora não sei se posso vencê-lo, é um caso um pouco raro, eu acho, poucas pessoas ficam com câncer no cérebro, mas eu, eu fui uma dessas pessoas. Não tenho mais de dois meses de vida, então decidi que deveria falar com você, minha mãe não queria que eu viesse, mas senti que, se não fosse agora, não seria nunca mais.
Ela apoiou a cabeça em meu ombro e ficamos lá chorando como se precisássemos daquele momento, porque poderia ser nossas últimas memórias juntas, sentia que eu, precisava daquilo, ela era minha amiga, não aguentava vê-la se distanciar de mim.
Ela começou a passar mal, ela vomitou e eu comecei a gritar meu pai, não sabia o que fazer, não sabia o que estava acontecendo, não parei para raciocinar, apenas fiquei lá gritando para ela que não poderia ser o seu fim, como se em um momento como aquele ela iria ouvir. Então meu pai a levou para o hospital e eu fiquei para arrumar algumas roupas para levar para ela.
Enquanto pegava algumas das minhas coisas, vi uma foto minha da July e Stella, nós estávamos sentadas em um banco de uma praça, tomando sorvete, sorrindo, tínhamos mais ou menos uns doze anos. Lembro-me deste dia perfeitamente, nós tínhamos acabado de fazer uma prova de inglês, e então saímos para tomar sorvete, e July tinha deixado cair e eu e Stella começamos a rir, como se tivesse muita graça naquele pequeno feito, mas o motivo que ninguém entendeu foi que não estávamos rindo pelo acontecido, mas sim porque estávamos juntas e um pouco pela cara que July fez quando o sorvete caiu. Enfim, comecei a chorar.
Cheguei mais rápido que pude no hospital, sai andando perdida pelos corredores, enquanto pessoas choravam, aguardavam, torciam, rezavam, e alguns perto da sala de parto, sorriam. Uma moça, uma enfermeira disse onde Stella estava e então saí correndo.
Ela estava tomando soro, os olhos semiabertos e o rosto muito pálido, ela olhou para mim de uma forma como se quisesse guardar a minha imagem, pois nunca me veria de novo, então comecei a chorar.
–Não vá embora, não me deixe aqui sozinha. –disse com a voz trêmula.
–Não posso ficar e você não estará sozinha, eu estarei sempre por perto.
Comecei a chorar mais ainda, a moça que encontrara antes entrou no quarto e me pediu para sair, então de repente, não via mais nada, todas as cores se apagavam e eu não enxergava nada além da enorme escuridão a minha frente.
Acordei em uma maca, meu pai ao meu lado, perto dos pai da Stella, acordara sem saber o que acontecera, levantei, olhei para todos e mesmo sem coragem, perguntara onde ela estava, por sorte a resposta não foi o que eu imaginei, ela estava na UTI e pude ficarem paz.
Depois de um tempo, todos sentados lá sem fazer nada, o Sr. Prescott disse que podíamos ir para casa e qualquer coisa eles ligavam, esse “qualquer coisa” não me deixou feliz em sair dali, tinha medo desse “qualquer coisa” acontecesse se eu saísse do hospital, mas por fim, tivemos de ir embora.
Acordara de mais uma noite de pouco sono, fazia três dias que ela estava no hospital e três dias que não conseguia dormir, acordei e era um péssimo dia de terça- feira que eu já começara a viver, estava com dor de cabeça e muita preguiça de ir para aula, o bom é que nesses dias, meu pai estava me levando de carro para a escola. Não prestava atenção na aula, não conversava com ninguém, apenas queria ir para o hospital ficar junto de minha amiga enquanto podia.
As aulas foram passando tão divagar que era como se o tempo tivesse parado, mas no meio da aula de ciências, uma moça entrou interrompendo a aula e se dirigiu diretamente a mim. Disse que meu pai tinha ligado e disse que a mãe da minha amiga tinha falado com ele, então de repente não escutava mais nada que falavam, só as lágrimas que brotaram em meu olhos enquanto abaixava minha cabeça na carteira, muitos se aproximaram de mim, com aquela cara de “o que está acontecendo” e me levaram para a sala dos professoras na qual liguei para meu pai, mas não consegui falar com ele. Então inventei que meu avô estava me esperando e que eu tinha que ir.
Quando finalmente consegui sair fui direto para o hospital, corri para onde a vira pela última vez, porém ela não estava lá, um pânico subiu em minhas entranhas e eu realmente fiquei com medo do que viria, perdera poucas pessoas em toda a minha vida, acho que só fui ao enterro de meu primo, mas não tinha mais de cinco anos. Encontrei com seus pais e eles me esclareceram tudo, então todas aquelas lágrimas foram embora e um sorriso apareceu em meu rosto, à alegria de ouvir aquelas palavras era como nascer de novo. Stella tinha saído da UTI e agora estava em algum destes quartos, os pais dela acabara de entrar e muitos familiares apareceram por lá, levaram flores, chocolates e ursinhos de pelúcia, então fiquei lá sentada por um bom tempo, deu tempo de ler, escrever, até que aquele bando de pessoas fosse embora e quando finalmente foram já era tarde. A enfermeira me dissera que Stella havia dormido, pois estava muito cansada, então decidi que viria amanhã para vê-la, na verdade não tinha opção.
Cheguei em casa muito mais tranquila, finalmente consegui dormir em paz, um pouco pela notícia e um pouco pelo fato de eu estar realmente exausta. Tive vários sonhos em qual sempre acontecia uma tragédia na qual eu era a única que sobrevivia e via todos a minha volta mortos, acordei então três e meia da manhã e não queria voltar a dormir, então peguei meu livro e comecei a ler sem prestar atenção no que estava escrito direito, apenas queria me distrair e pelo visto não estava dando nem um pouco certo.
Peguei meu celular e fiquei vendo o que tinha acontecido enquanto eu estava fora do mundo do pessoal da escola, estava apenas escolhendo ficar ao lado da minha amiga, pelo menos enquanto podia.
Fui para o banho e fiquei praticamente quarenta minutos lá, era onde eu pensava em tudo, em histórias, na vida, em canções, era aonde eu tinha inspiração para fazer qualquer coisa que relacionasse a, na verdade, qualquer coisa.
Saí para ir à escola, meu pai não me levaria hoje, motivos do qual eu não sabia, então esperei que Ed aparecesse para irmos juntos. Quando ele apareceu fomos andando sem falar nada um com o outro.
–O que está acontecendo? –ele por fim acabou perguntando.
–Como assim?
–O que está acontecendo com você?
–É uma longa história. –disse, e depois contei tudo o que estava acontecendo, precisava contar para alguém e Ed com certeza seria a pessoa ideal para falar qualquer coisa, enquanto contava percebia os seus olhares em minha direção, não percebi se era de pena ou ele apenas estava prestando atenção nas minhas palavras. Seus olhos azuis brilhavam como se ele estivesse lembrando de alguma coisa, por fim, não decidi perguntar.
Cheguei e Lindy, Hillary e Carrie vieram em minha direção e Ed saiu, foi falar com o Josh, simplesmente me abraçaram, sem eu saber o real motivo daquele abraço.
–Soubemos o que está acontecendo, fomos até a coordenadora ontem e ela nos explicou, sentimos muito pela sua amiga. –Hillary disse enquanto me abraçava. Pensei em várias coisas enquanto aquelas palavras eram ditadas para mim, mas o que realmente se sobressaia era: como a diretora sabia da minha amiga?
Então esse era o motivo, sei lá, nunca fui muito de gostar de ser abraçada, com as minhas outras amigas, não tínhamos muito essa coisa chata de ficar abraçando umas as outras ou de ficar conversando de roupas, porém naquele momento, aquilo me fez bem, como se precisasse de alguém para compartilhar aquilo comigo.
Aulas foram se passando, e eu apenas queria ver Stella, nunca fiquei tão preocupada com ela como ficara nestes últimos dias, talvez porque antes não precisava ficar preocupada, não sabia o que acontecera nos últimos momentos do qual eu não estive presente, na verdade não pensara em nada a não no que poderia acontecer a cada minuto que eu não estive junto dela, o que de fato, iria acontecer a qualquer momento, só não sabíamos quando.
Na saída encontrei Ed e Logan que saíra mais cedo do que nos outros dias, estava com raiva de Logan por sair com outra menina um dia depois de mim, mas no momento só queria chegar à minha casa e ir para o hospital. Os meus passos foram aumentando e quando eu vi, estava praticamente correndo.
Almocei rapidamente para ir vê-la. Não prestei atenção no meu prato, mal sabia o que estava comendo, apenas comi. Arrumei-me e fui andando para o hospital, não diria que fui correndo, porém, praticamente. Quando cheguei, senti um leve cansaço, então fui até o quarto dela, e fiquei esperando do lado de fora enquanto ela terminava de almoçar. Fui ficando impaciente, não tinha paciência de esperar, enfim, entrei.
Ela estava com uma cara mais cansada, porém com um sorriso no rosto, ela estava muito magra, não parecia à mesma Stella que eu conheci, ela tinha raspado a cabeça e estava ali sentada a minha frente como uma completa estranha, totalmente diferente, se não fosse pelos brilhos em seus olhos que de fato não saiam nunca, falaria que não era a mesma garota que eu conheci. Sentei em sua cama e ela apoiou sua cabeça em meu colo
–Sophie, me promete uma coisa? –ela disse com um pequeno sorriso no rosto.
–Claro! O que você quiser.
–Quando... quando eu for você entrega isso para minha mãe e meu pai, para July e essa para você. –ela me disse entregando cartas.
Realmente não sabia o que dizer, não poderia mentir e falar que ela não iria que ela ficaria conosco e que isso era passageiro, porque não era, nós sabíamos disso. Então a única coisa que saiu pela minha boca em forma de palavras foi:
–Sim, eu entrego.
Então ela olhou profundamente em meus olhos como se quisesse me falar alguma coisa, e por fim eu disse enquanto ela olhava no fundo da minha alma como se penetrasse a fundo nela para deixar sua imagem gravada em minha mente:
–Como vou fazer para te encontrar? –disse um pouco aflita.
–Eu nunca sairei de perto. –ela me disse enquanto seus olhos se fechavam pouco a pouco tentando de despedir de mim. -Adeus. –ela disse com um sorriso breve, que demonstrava como ela estava aliviada de ir, de parar de sofrer.
–Não, você não pode me deixar! –disse enquanto chorava e soluçava ao mesmo tempo.
Os pais dela e a enfermeira entraram correndo, seu pai chorava tanto assim como sua mãe que estava na porta do quarto, não consegui ver aquela cena, fechei meus olhos e sentia as lágrimas rolarem pelo meu rosto, enquanto a enfermeira se aproximava de Stella.
Stella Prescott, minha amiga desde os sete anos, a pessoa mais sorridente que já conheci em toda a minha vida, paciente, inteligente, divertida, até uma doença idiota a tirar de campo, seus sorrisos sumiram quando ela chegou, sua felicidade, seus sonhos, sua esperança, tudo por causa de uma idiota interferência em sua vida, Stella dera seu último suspiro em meus braços, Stella morrera no meu colo, não sabia como aguentar aquilo, não sabia se aguentaria.
Fiquei deitada na minha cama olhando para o teto sem saber qual seria o próximo capitulo da minha vida, não estava pronta para segui-la, apenas queria ficar lá, deitada, sem ter que fazer absolutamente nada como se minha vida fosse um parágrafo que tivesse acabado e que não tivesse palavras o suficiente para escrever o próximo. Fiquei triste novamente, pensei no que Stella me dissera, ela me prometera que ficaria sempre ao meu lado, mas neste momento, quando eu realmente precisava da sua presença ela não estava presente, não sabia onde ela estava agora, não queria pensar nisso.
Liguei para July, precisava desesperadamente falar com alguém que não fosse meu pai. Ela me atendeu depois de dois toques, e com uma voz rouca de quem já sabia toda historia, disse um “oi” como se fosse obrigada a falar aquilo.
–Como você está? –perguntei sabendo que a resposta não seria “bem”.
Ela simplesmente não falou nada, só ouvia o seu choro do outro lado do telefone, não sabia o que dizer, nunca vi July chorando, ela era forte, do jeito que eu não era, então ficamos lá, paradas, sem coragem o suficiente para continuar a conversa, por fim desligamos.
Liguei para Lindy, queria encontra-la, esperava que toda a sua alegria se transmitisse para mim, então falei que a esperaria no parque que ficava a poucos quarteirões da minha casa. Peguei apenas a minha bolsa com balas de hortelã e alguns outros doces que eu adorava, também estava a minha carteira e o celular que depois eu tirei, porém no fim resolvi deixar caso meu pai quisesse me ligar.
Ela tinha chegado antes de mim, não estava sozinha, Hillary também estava com um vestido florido e sapatilhas azuis. Lindy estava de calça e blusa de frio mesmo com aquele calor todo, então fui a sua direção e sentei em um dos bancos.
–Espero que não se importe, mas a Hillary estava lá em casa quando você me ligou, achei que podia ser bom para você ter amigas por perto. –Lindy disse com um sorriso simples estampado em seu rosto.
–Claro, está tudo bem.
Apoiei minha cabeça em seu ombro e ficamos lá, me sentia melhor, tomávamos sorvete enquanto conversávamos, eu praticamente não falava nada, apenas ouvia Lindy falando sobre o bibliotecário que a abandonara.
–Merda. –Lindy disse enquanto olhava fixo para algum lugar, no qual olhei rapidamente para tentar entender.
–O que aconteceu? –pelo visto Hillary estava tão perdida como eu.
Lindy começou a andar abaixada e se escondeu atrás de uma moita. Ficou ali escondida enquanto eu e Hillary tentávamos descobrir o que estava acontecendo. O antigo “namorado” bibliotecário estava andando com outra garota. Comecei a rir da Hillary reagindo ao reconhecê-lo e vê-lo com outra.
Depois que conseguimos fazê-la parar de observa-los, ela ficou olhando em nossa direção, não dava para dizer se ela estava triste ou simplesmente com raiva. Não queria dizer nada, porém Hillary não consegue ficar sem falar então começou e não parou mais.
–Como você está? Não ligue ele era feio, não gostava dele, você pode achar coisa melhor. –isso era o que diziam sempre que alguém terminava um relacionamento.
Lindy não começara a chorar como muitas pessoas fariam mas sim quando viu o primeiro menino passando, ela foi andando em sua direção, o garoto segurava um copo de suco, não era feio, e então Lindy simplesmente o atacou.
–Ela é rápida. –disse enquanto olhava eles se beijando. –E vingativa.
Então saímos andando, não queria segurar vela, fomos até uma lanchonete, estava com fome. Lá dentro estava bem cheio, era um lugar grande com várias mesas e um balcão, encontramos uma mesa vaga e Hillary ficou lá sentada enquanto fui fazer nosso pedido.
Fiquei esperando na fila por mais ou menos cinco minutos, quando chegou minha vez fui atendida por um moço, ele devia ter por volta dos vinte anos, ele transmitia um ar de dor, de perda, eu também transmitia isso, fiquei com pena dele, não sabia o que tinha acontecido, queria saber.
No fim, apenas peguei minha comida e fui em direção a Hillary, ela começou a falar de um garoto de quem ela gostava, não prestei muita atenção no que ela dizia
Aquele barulho idiota que tocava enquanto eu estava tentando entender o que estava acontecendo, por fim levantei, eram seis horas da manhã de um dia nublado de sábado, me esquecera de desligar o alarme. Desci as escadas em uma voracidade que nem eu entendia. Meu pai por sua vez, acordara mais cedo e já havia saído.
Fui até a cozinha pegar alguma coisa para comer. Na mesa havia mais daquelas pastas da qual meu pai tinha em excesso, já tinha bisbilhotado uma antes e encontrara uma carta da minha mãe, então nessa podia ter alguma coisa interessante também. Sem pensar duas vezes, olhei para os cantos da casa e quando vi que não tinha mesmo ninguém, abri a pasta.
“John, sei que fiz muitas coisas erradas, não o culpo por não me deixar vê-la, porém se um dia mudar de ideia e disser que posso conhecer minha filha, eu ficarei muito feliz! Não mereço conhecê-la, eu sei, mas mesmo depois de todas as coisas ruins que eu fiz, ainda sou a mãe. Caso mudar de ideia aqui está o meu endereço.”
Li sem saber realmente que se tratava de mim. Então que dizer que meus pais mantinham contato? Minha mãe queria me conhecer? Aquelas perguntas iam se acumulando em minha cabeça. Não sabia o que eu faria, por fim decidi o que eu ia fazer.
Ed desceu e eu fui a sua direção, seu sorriso foi se aumentando conforme fomos-nos aproximando. Ficamos parados um tempo sem falar nada. Até eu começar a botar as cartas na mesa.
–Topa uma aventura? –disse logos depois explicando o que eu estava prestes a fazer, iria visita-la de qualquer forma, ele sorriu enquanto disse que viajaríamos escondido, apenas nós foi aí que percebi que ele iria topar.
–Por que não?
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