Depois do Futuro
6 Capitulo 6
Notas iniciais
Não sei se queria sair com Logan, não queria me decepcionar, sei que para ele eu era só mais uma, mas eu o queria.
Fiquei deitada olhando para o teto e depois comecei a observar minha parede verde, não sei exatamente o porquê, mas aquela cor me atraía de uma forma que não conseguia explicar. Meu pai entrou no meu quarto e ficou lá sentado enquanto eu olhava distraidamente para os cantos do meu quarto.
–Você já conheceu o Logan. –ele disse sorrindo.
–Como assim? – disse sem conseguir esconder o sorriso do rosto.
–Não venha com isso. – ele disse com um sorriso maior ainda. – Você gostou dele.
–Claro que não. – disse falando em um tom normal, porém não consegui conter um sorriso.
–Mas eu o acho muito velho, o Eduardo e mais apropriado para você.
–Pai! –disse enquanto ele saia do meu quarto.
Então fui dormir, pensando em como me adaptara rápido na nova cidade e então finalmente caí no sono, não me lembro com o que eu sonhei, não sei ao certo se eu sonhei com alguma coisa. Sei apenas que foi tranquilo.
Acordei cedo e me arrumei para a escola, saí mais cedo para não ter que ir à escola com Logan, principalmente se ele falasse alguma coisa perto do Ed.
Fui andando sem dar alarde, só que Ed saiu e foi caminhando até mim.
–Oi! – ele disse enquanto comia uma maçã.
–Oi.
–Então... você já viveu alguma aventura? – percebi que ele não tinha assunto e resolveu perguntar a primeira coisa que veio a sua cabeça.
–Sim, muitas. – disse com um sorriso enorme no rosto.
–Pretende viver mais alguma? – ele perguntou com um sorriso que não consegui distinguir.
–Sim. – disse olhando em seus olhos.
Então chegamos à escola e ele foi falar com seus amigos e eu com as minhas, Hillary estava sentada ao lado de Lindy enquanto Carrie veio falar comigo. Ela chegou mais perto e me abraçou, então pegou meu braço e começamos a andar.
Andávamos pelo colégio enquanto ainda não dava horário de entrar, quando avistei uma coisa estranha pelos corredores do colégio.
–O que é isso? – perguntei para a Carrie apontando para uma porta no corredor.
–É uma passagem secreta, caso aconteça... –ele olhou fixamente para mim. – a terceira guerra mundial. – ela disse com ênfase e rindo
Voltamos andar, ela segurou meu braço fazendo com que eu parasse, olhou com timidez em meus olhos e disse:
–Posso te perguntar uma coisa? – balancei a cabeça positivamente e ela continuou. – Eu meio que... gosto do Eduardo. –não estava gostando do rumo daquela conversa. – E você é amiga dele... –já sabia o que ela ia dizer só não sabia o que iria dizer depois. – Você me ajuda a ficar com ele? – ele disse com um sorrisinho meigo, enquanto sentia algo que não queria admitir que fosse ciúme. O sorriso do meu rosto sumiu e não sabia o que dizer, perguntei a mim mesma qual era o motivo do meu ciúme. NÃO GOSTAVA DELE. Várias meninas já repararam nele. Aposto que a maior parte não olhou diretamente para a sua beleza. Ele simplesmente era incrível por dentro.
Não sabia se ficava com raiva ou com medo mas na dúvida, falei a primeira coisa que me veio a cabeça:
–Claro, eu falo com ele.
Saí andando até minha sala, era aula de matemática, entrei e sentei em uma carteira ao lado da Tiffany, ela era muito alegre, tinha cabelo castanho e olhos pretos. Estava prestando atenção na aula, até ela me cutucar e entregar um papel amassado. “Oi, fiquei curioso em qual seria sua aventura”. Olhei para Ed no mesmo instante. Sorri. E voltei a escrever “Eu não si ao certo. Acho que procurar minha mãe”.
Passaram uns dois minutos e o bilhete retornou “Eu poderia ir com você, acho que precisaria de um amigo”. Gostei de ler aquelas palavras, então olhei em sua direção e ele olhava para mim, então fiz que sim, com a cabeça. Ele sorriu para mim e voltei a prestar atenção na aula.
Na hora do intervalo, Carrie foi falar com Ed, e eles começaram a rir, fiquei com um pouco de raiva, peguei meu lanche no meu armário e fui andando. Sentei em um canto e comecei a ler enquanto falava para mim mesma que não era ciúme, eu não gostava do Ed, éramos apenas amigos, apenas AMIGOS.
Era um lugar calmo, cheio de árvores e tinham pássaros cantando tão suavemente que me esqueci do livro, esqueci que estava na escola, esqueci-me de tudo. Comecei a olhar para cima, observar o céu, como ele estava azul com algumas nuvens parecidas com algodão doce, espalhada pela aquela imensidão azul sem fim.
Voltei para sala, sentei em uma carteira ao lado de Annie, muitas pessoas tinham escrito coisas que não fazia o menor sentido para mim o que não importava para elas, pois significava alguma coisa para essas pessoas, então também escrevi.
Saímos da aula e Lindy me chamara para ir para a casa, então fui, queria conversar com ela. Começamos a andar, estava muito quente, passamos por muitas casas incríveis, até chegarmos a mais bonita de todas.
–Você mora aqui? – perguntei admiranda com sua linda casa.
–A maioria do tempo. –ela disse sem eu entender muito, mas não resolvi perguntar nada.
Entramos e era gigante lá dentro, tinha um tapete na entrada, vermelho, uma escada incrível, era só uma escada, mas era uma escada especial, subimos e entramos no quarto dela, não parecia o quarto que eu imaginava. Era rosa, tinha uma cama de casal com umas bonecas, parecia um quarto de uma menininha de sete anos, mas até que se eu tivesse sete anos ia gostar de um quarto como aquele.
Conversamos por um tempo sobre escola, mas esse assunto não durou muito então fiz certa pergunta:
–E ai? O que você achou do bibliotecário? – disse rindo um pouco e lembrando da cena na praia.
–Rodrick? – ele disse enquanto olhava e ria. – Sei lá, eu gostei dele, mas foi coisa de um dia só.
–Hum rápida! – disse enquanto ria.
–Eu? Disse à menina que vai sair com um dos garotos mais populares do colégio e está aqui a menos de um mês.
–Como você sabe disso? – disse morrendo de curiosidade.
–Todos estavam comentando que Logan ia sair com uma menina do primeiro ano. Então pensei bem e descobri que era você.
Pensei no dia que estava no quarto de Ed e disse que não amava Logan, me sentia idiota de ter feito isso com meu melhor amigo, e de tê-lo beijado, duas vezes. Não queria que ele sentisse mal, ele me evitava desde o intervalo, precisava falar com ele. Despedi-me de Lindy e fui para casa tentando falar com ele pelo celular, mas ele não atendia, não queria falar comigo, eu não queria ir à sua casa, não queria me deparar com Logan.
Sentei no meu quarto olhei para rua, calma como sempre, tinha uma senhora passeando com um cachorro, e um senhor fazendo caminhada, mas nada além deles.
O tempo foi se passando e eu continuei sentada ao lado da janela, Logan saiu pela porta de sua casa, muito arrumado, o que me fez lembrar que o encontro era hoje... O ENCONTRO ERA HOJE. Desci as escadas e fui correndo até a porta, abri antes de ele tocar a campainha.
–Oi Logan, queria que você me desculpasse, mas não estou passando muito bem hoje, queria ver se da para mudar para amanhã? –disse tão rápido que ele me olhou com uma cara de quem não entendera nada.
Ele me olhou meio indignado, mas balançou a cabeça e disse:
–Claro. Espero que você melhore. –ele disse já se virando para ir embora.
–Obrigada, mas então, amanhã?
–Claro. –foi só o que ele disse e foi embora, enquanto via Ed na janela do quarto de Logan rindo como se não pudesse mais parar. Soltei uma risadinha e entrei.
Subi ao meu quarto, e fiquei pensando em voz alta:
–Como eu sou idiota, dispensei o garoto mais bonito do colégio. O que eu tenho na cabeça? –dizia em quanto eu pensava na cena do Ed na janela rindo da cara do seu irmão.
Sentei ao lado do meu pai na sala para ver filme, fiquei olhando para ele, como parecia cansado, queria perguntar, mas não sabia como, então tudo saiu da minha boca sem eu pensar:
–Pai, você sente saudades da minha mãe?
–Não sei, acho que não quero pensar nela, a única coisa boa que ela me deixou foi você. – ele disse enquanto provavelmente pensava nas coisas ruins.
Então ficou por isso mesmo, não iria perguntar mais nada sobre minha mãe, e aposto que ele não diria mais nada, o que eu quisesse saber teria que descobrir sozinha. Não sei exatamente quando, mas se que procuraria minha mãe, essa ideia sempre passava pela minha cabeça.
Fui dormir, mas voltei a pensar no que me perturbava fazia tempos, fiquei pensando no pior, no que teria acontecido com Stella. Demorei a dormir.
Acordei atrasada. Meu pai não estava em casa então, saí correndo, literalmente, quando saí pela porta vi Ed e Logan no carro parado em frente a sua garagem:
–Atrasada? –Ed olhou pra mim e riu. – Quer carona?
Entrei no carro e sentei no meio, entre Logan e Ed, e era exatamente como me sentia.
Sua mãe era muito bonita, alta magra, e loira, seu pai, bom eu não o vi direito, ele estava dirigindo, estava tudo indo bem até a mãe deles fazer perguntas:
–Então... qual é o seu nome?
–Sophie.
–E você é namorada do Logan ou do Ed?
Nem eu mesma sabia a resposta desta pergunta, tentava adivinha-la fazia dias.
–Amiga.
Então os três olharam para mim ao mesmo tempo, nunca me sentira tão observada, a mãe com um sorriso enorme no rosto, mas os dois estavam com cara de “Jura? Amiga?”.
Chegamos ao colégio, desci do carro e fui andando com Ed para a nossa sala, ele ficou me olhando por um bom tempo enquanto andávamos, aqueles olhos azuis brilhantes me observavam.
–Você não disse que era minha namorada nem pra minha mãe achar que eu tinha uma namorada. – ele disse sorrindo.
–Desculpa, não podia falar isso na frente do Logan. – essas palavras saíram da minha boca sem eu perceber.
–Tudo bem, eu tenho que ir.
–Ed espera...
Eu era a pessoa mais idiota da face da Terra. Nem eu mesma sabia que era tão burra.
Fiquei a aula pensando no Ed, como tinha chegado a tão pouco tempo e já tinha estado tão confusa, fiquei olhando para a sala, olhando o nome de alunos que estudaram ali antes de mim, tinham quatro fileiras de carteiras, cada um com um aluno diferente que continha uma história diferente, tinham suas próprias vidas, suas próprias escolhas, suas próprias decisões.
As aulas foram passando tão rápido e no intervalo sentei naquele mesmo lugar onde os pássaros cantavam e o tempo não passava, aonde ninguém ia, era o meu lugar de paz, onde tinha uma árvore enorme onde sentava na grama para ler mesmo tendo um banquinho, descansava naquele lugar pequeno, mas quieto, meu refúgio no colégio. O intervalo acabou e tive que voltar para a aula, que foram se passando e eu só pensava no meu encontro com Logan, não iria desmarcar aquele encontro de novo, queria ir, ele era meu cara dos sonhos, pelo menos, eu acho.
Fui andando para casa sozinha, o que por um lado foi bom.
O tempo foi passando então comecei a me arrumar, coloquei um vestido preto de alça. Com uma sapatilha, passei um batom e perfume, ele estava trocando de roupa, e eu fiquei esperando sentada na minha cama ouvindo uma das minhas bandas favoritas quando a campainha tocou. Desci sem parecer apressada, meu pai abriu a porta e falou:
–Não faça nada que eu não faria. –ele disse sorrindo.
–Tá pai, tchau.
Fomos a um restaurante e estava tudo perfeito, era tudo lindo, uma mesa para dois, as paredes tinham estampa de flores, tinham lustres em todas as mesas, e na nossa tinham velas, era tão romântico, comemos, rimos, foi como estar com a companhia perfeita no lugar perfeito na momento perfeito, ele me dera rosas, tenho que admitir que aquilo era novo para mim, e a sobremesa estava realmente uma delícia, foi um momento muito emocionante, nada se comparava, ele olhava para mim com seus lindos olhos e conversávamos sobre assuntos variados, mas sem perder o interesse de conversar, era realmente magnífico, apagamos as velas, mesmo não sendo para apagar, apagamos. Sentamos em um lugar, onde passava-se várias pessoas, mas era como se tivéssemos sozinhos.
Foi aí que ninguém tinha mais assunto, ele ficou olhando para a rua e eu para o chão.
Então ele olhou para mim, eu olhei para ele, nos olhamos, e ele me beijou. Foi... foi... sem palavras, não sei exatamente o que dizer, como descrever, foi como se fosse nosso mundo, como se nada nem ninguém pudesse estragar aquele momento, e na verdade não podia. Foi como se todas as coisas boas se juntassem e... não sei... sabia que era ele.
Fomos andando pelas ruas, casais andavam juntos, eu e Logan andávamos juntos, não sei se éramos um casa, Lindy disse que namorar Logan Pines é sinônimo de ser traída, mas naquele momento não queria saber de nada, estávamos apenas nós dois.
Cheguei, subi para o meu quarto, e deitei na minha cama, pensei em tudo, pensei em mim, pensei no Logan, no meu pai, na minha mãe, na Stella, na July e no... no Ed. Como queria poder conversar com ele no outro dia, como queria que as coisas entre nós não ficasse estranha, como queria ir para a escola com a sua companhia, então comecei a assistir series na TV.
Fiquei entediada então peguei um livro, comecei a ler até às duas da manhã, e depois fui dormir pensando em tudo o que acontecera desde que eu cheguei.
Acordei me sentindo como uma princesa, só que sem o castelo, o dinheiro, a coroa e nem o café da manhã na cama, mas tinha o príncipe, ou os príncipes. Tomei banho, coloquei minha roupa e fui para o colégio. Ed já tinha saído, então fui andando sozinha até chegar.
Logo que cheguei Lindy veio falar comigo, com um sorriso de orelha a orelha, com Carrie e Hillary ao seu lado:
–Então, como foi o encontro com Logan? –ela perguntara enquanto Ed passava ao meu lado, ele passou como se não tivesse ouvido, mas ouvira.
Começamos a conversar sobre meu encontro, começamos a rir, até que foi divertido falar um pouco sobre minha “relação amorosa”, estava acostumada a ouvir minhas amigas falando sobre encontros, namorados o que eu não tinha a uns... quinze anos. Fiquei olhando para elas enquanto falavam, Lindy era linda, tinha cabelos claros e lindos olhos verdes, sempre tinha um sorriso no rosto e nada tirava a sua felicidade, Hillary era a mais alta das três, tinha cobelos pretos e olhos azuis, tinha uma risada realmente cativante, mas mesmo assim era, de vez em quando, um pouco depressiva, já Carrie, tinha pele morena e cabelos e olhos castanhos, tinha um leve e tímido sorriso no rosto, era a mais quieta e menos escandalosa. Fiquei feliz com as minhas novas amizades, mas sentia saudades das minhas conversas com July e de como ela me fazia rir. Entramos e cada uma foi para um canto.
Entrei para minha sala de inglês na qual infelizmente fazia junto à Ed e fiquei olhando em sua direção constantemente, mas ele nunca olhava de volta, então simplesmente parei de olhar em sua direção. Meu professor Jeremy era um homem alto e magro de cabelos castanhos, andava pela sala de um lado para o outro, o que me deixava um pouco irritada, então voltei a pensar no que as pessoas pensavam, pelos olhos de Jeremy, percebi que estava triste com alguma coisa fora destas quatro paredes, e comecei a olhar para aquelas pessoas que faziam aula comigo, mas eram completos estranhos.
Já era o fim da última aula e finalmente sairia dali, só queria ir para casa e descansar, ver meus programas e ler, havia comprado outro livro ha algum tempo, mas não tivera tempo de ler, era um lindo romance no qual estava louca para ler, normalmente não costumo ler romance, porém ultimamente, acho que eu estou no clima. Fui andando com Lindy até a entrada para sua rua e depois segui para a minha casa. Cheguei e meu pai não estava em casa, eu queria comer alguma coisa, não sabia cozinhar nada, peguei um dinheiro que ficava em um pote na sala e fui até a lanchonete comprar alguma coisa.
Voltei para casa e deitei no sofá para assistir minha série favorita, acho que não vi nem dez minutos e dormi. No meu sonho, tinha que fugir de zumbis enquanto tocava violão, não entendi absolutamente nada, só sei que quando acordei fiquei com uma cara de dúvida por uns dois minutos e depois fui ver as horas.
Saí de casa para dar uma volta, andei alguns quarteirões, observando as paisagem e como tudo era lindo, comprei um doce e sentei em um banco de praça para mexer no meu celular. Olhei para frente, não muito distante de mim e nem perto, mas uma distância boa para não me notarem. Vi algo que eu não consegui acreditar, não depois do que acontecera.
Logan estava sentado ao lado de uma menina, não era ciumenta, porém agora eu sei porque não se pode confiar no Logan. Fiquei furiosa e triste tudo desmoronasse sobre mim, como se todas as palavras, as conversas, os risos que demos juntos viessem na minha mente, não sei como ele pode fazer aquilo comigo, lágrimas foram rolando sobre o meu rosto sem eu perceber, não queria ter visto aquilo, não acreditara no que vira, queria ir para casa e deitar na minha cama e chorar. Sabia que isso iria acontecer e me deixei me lavar pelas palavras que ele dizia.
Saí de lá olhando para o chão como se todas as paredes estivessem cinzas enquanto tocava uma daquelas musicas que você ouve e te faz chorar na minha cabeça, tinha me apaixonado pelo cara errado, não tinha visto nada de mais, mas ele olhava para ela como ele olhava para mim e como ele deve ter olhado para as muitas outras na qual ele envolvera nesse joguinho que infelizmente eu participara. Não queria ir para casa, sentei em banco e fiquei olhando para os meus pés, não sabia o que fazer, não queria pensar mais no Logan, porém não sabia como esquecê-lo. Estava em um parque fechado, sentada, pensando em um garoto que não queria mais nada comigo. Então era isso, esse era o resumo da minha vida amorosa.
–Posso sentar? –eu simplesmente amei ouvir aquela voz naquele momento em que me sentia sozinha.
Apenas balancei a cabeça enquanto sentava direito no banco. Ele se sentou ao meu lado e ficou olhando para mim por um bom tempo. Passei a mão em meu rosto para limpar as lágrimas e Ed falou para eu apoiar a cabeça em seu ombro.
–Obrigada por estar aqui.
–Eu sempre estou no lugar certo na hora certa. –ele disse novamente, lembrando as falas que dissera antes para mim.
Então ficamos lá por um bom tempo. Sempre sonhara em ter um amigo como Ed, talvez pela sua incrível percepção de quando eu estava mal e precisando dele sem eu ter que dizer palavra alguma para que ele soubesse. Gostei de estar ali com ele, não poderia ter companhia melhor enquanto olhava para a imensidão azul que tinha poucas nuvens, mas o bastante para que a minha cabeça viajasse nelas em meio todo aquele momento e escutava o som do silencio.
Ele olhava para mim com aqueles olhos de quem podia ler a minha mente, sentir o que eu sentia, enfim, podia me compreender como poucas pessoas podiam.
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