Depois do Fim

12 Capítulo 12 - I don't know if I'm gonna change


Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês! WEEE

Depois de conversarmos um pouco sobre o beijo, o Freddie, o Brad me ligando depois que soube do término do iCarly, o dia que eu dormi na casa do Freddie porque o Spencer tinha ido à Yakima, meu "namoro" estranho com o Brad, a Candice, o Freddie de novo, a festa, a briga... Ela finalmente me contou como andavam as coisas na Itália.

Ela falou que a escola é bem diferente da Ridgeway, o que eu já imaginava. Mas nunca que ia pensar que farda é obrigatório. Ela me mostrou uma foto dela com a farda e eu caí na gargalhada relembrando de como surtamos quando quase foi obrigatório usar farda na Ridgeway por causa do Mr. Howard e da Mrs. Briggs.

Carly disse que engordou cerca de dois quilos porque quis experimentar as comidas dos restaurantes mais famosos. Falou que era maravilhoso e que eu adoraria tudo. Fiquei com água na boca só em pensar. E ela também disse que o cardápio de garotos era bem extenso. Rimos disso.

Provavelmente Spencer, Gibby, Freddie e eu, iríamos à Italia depois da formatura, e não consigo não ficar ansiosa por isso.

I-t-á-l-i-a.

Depois dessa esperança de conhecer um lugar novo juntas, explorar tudo, imaginar como seria, planejar cada detalhe na imaginação e com muito sono, dormimos.

***

Domingo, 9h43min, Groovy Smoothie

Tentando acalmar o amontoado de pessoas diante de nós, o Freddie me trouxe um megafone.

Estava uma gritaria sem tamanho e não tinha espaço suficiente para todos.

O T-Bo veio reclamar, irritado:

– Ou eles gritam mas compram alguma coisa, ou nada feito. – Ele falou, cerrando os olhos.

Respirei fundo e comecei a falar alterada:

– Calem a boca! – Gritei – A Carly vai embora amanhã e sabe-se lá quando ela vai voltar de novo.

Ouviu-se um silêncio.

– E comprem alguma coisa ou nosso encontro vai ser ao ar livre, na chuva. – Falei mais calma.

– Comprem rosquinhas! – O T-Bo puxou o megafone e falou.

As pessoas começaram a sussurrar entre si, umas xingaram, mas o T-Bo entregou o megafone para a Carly.

Ela subiu no balcão, ficando em pé e olhou para todos meio corada.

– Então, eu não sei muito bem por onde começar... Eu sei que devo toda explicação do mundo a vocês... a vocês que acompanharam o iCarly religiosamente esses anos e que são os melhores fãs do mundo. – Ela pausou e sorriu.

Todos presentes a aplaudiram.

– Sem chorar, Carls. – Eu subi e fiquei em pé do seu lado. Chamei o Freddie com a mão e ele veio subir também, com a sua câmera, nos gravando.

Estava ao vivo para todos os que não puderam comparecer.

Nós três ali, o começo de tudo.

– Tudo começou com uma brincadeira e a partir do momento em que a brincadeira fez pessoas rirem, decidimos que era isso que queríamos.

– Fizemos um quarto do apartamento da Carly, não usado, de estúdio, o Freddie ficou atrás da câmera e eu segurei o controle mais legal do mundo. – Falei.

– Eu sei que muita gente não aceita, mas no fim das contas não foi um fim. Não acabou. É uma pausa, somente. – Freddie afirmou.

– E quando vai voltar? – Um garoto gritou.

– Eu não sei. – Carly praticamente balbuciou – Não é justo, eu sei, mas não é justo com a gente também. O iCarly nunca foi uma obrigação, foi um tipo de diversão que dedicamos nosso tempo à isso. Cada um de vocês, além de serem fãs, tem uma vida. – Pausou – E nós, além de sermos o iCarly, também temos uma.

Eles assentiram.

– Eu vou sentir falta de fazer os programas, mas não vai ser para sempre. Também não é fácil para mim deixar meus melhores amigos – Ela direcionou o olhar para nós e depois para o Gibby que estava sentado numa mesa –, nem meu irmão.

Dessa vez o Spencer se aproximou e acenou para a platéia.

– Eu quero que apesar de tudo, vocês continuem com a gente. – Ela sorriu – E quando a gente voltar, espero que ninguém tenha parado de sentir essa conexão que só nós temos, essa conexão louca, sem sentido e completamente sem noção, mas intensa e única.

– Obrigada por tudo. – Carly e eu dissemos em uníssono.

O Gibby se levantou e ficou de frente para o público. Então Gibby, Spencer, Freddie, Carly e eu nos reverenciamos para as pessoas as quais nós somos eternamente gratos, porque, no fundo, eles eram e são o os responsáveis por bombear energia e nos incentivar.

Os fãs são o coração do iCarly. E até o último coração de um fã parar de bater, o iCarly se manterá vivo.

Alguns fãs se emocionaram e todos concordaram, ao passo que levantaram cartazes com mensagens sobre o iCarly.

Senti vontade de fazer parte dos que choravam, mas já bastava os nossos três garotos chorando como mocinhas.

Peguei o controle do bolso e apertei o botão fazendo a música começar e as luzes piscarem.

– Dança maluca! – Spencer gritou.

Via-se até o T-Bo dançando junto.

15h55min, Groovy Smoothie

O encontro foi como tinha de ser: divertido e épico. Tirando a parte que a Esther apareceu insistindo para tirarmos mais fotos e assinarmos todas suas camisetas.

Não sei como, mas conseguimos nos livrar dela.

Para falar a verdade, ela sumiu com o Gibby e depois disso não os vimos mais.

Passamos boa parte da manhã e começo da tarde no Groovy Smoothie, até que a Carly teve que sair com o Spencer:

– Sam – Ela veio na minha direção –, eu tenho que ir em Yakima com o Spencer hoje, visitar o vovô.

Eu assenti.

– Você volta hoje?

– Provavelmente à noite, amanhã de manhã temos um tempo ainda antes do meu voo.

– Que horas?

Deu de ombros.

– 14 horas, não sei bem.

– Huh – Murmurei –, seu discurso foi bem legal.

– Ainda bem, passei muito tempo treinando, achei que não fosse conseguir falar... – Ela assentiu para si mesma.

Eu sorri.

– Eu sei que não é fácil ficar sem a Sam Puckett. – Dei um soquinho no seu ombro.

– E sem mim?

– Claro que sim... Quem mais vai pegar detenção no meu lugar? Bem mais fácil acreditarem que Carly Shay fez algo do que o maldito do Freddie Benson. – Brinquei.

– Escutei Freddie Benson? – O Freddie chegou, nos entregando vitaminas.

– Não se preocupe, não foi nada de bom. – Sorri falso.

– Como se algo de bom pudesse vir de você. – Ele fez pouco caso.

Ergui a sobrancelha.

Ele realmente não estava com medo do perigo?

Mas tudo bem, me contive porque ele ainda estava todo roxo.

– Enfim, vou indo. – Ela abraçou nós dois e saiu. Não sei se vi direito, mas acho que ela me deu uma piscadela. Será que ela estava insinuando alguma coisa?

– Você tá melhor? – Perguntei.

– Sim, e você não imagina a cara de assustada que a Mrs. Benson fez ao me ver.

Tentei imaginar e gargalhei.

– Você devia ter arrumado um jeito de filmar.

Ele sorriu de lado e se sentou no balcão.

– Ainda não caiu a ficha que a Carly não tá mais entre nós. – Freddie falou.

– Ela não morreu, Benson.

– Você entendeu.

Suspirei.

– Também não caiu para mim.

Levantei os olhos e a pessoa que eu mais estava com raiva tinha se materializado na minha frente.

Era o Brad.

Ele ainda estava com tantos hematomas quanto o Freddie e um braço engessado.

– Sam. – Ele pronunciou firme – A gente precisa conversar.

– Você não tem nada para conversar com a Sam.

– Não lembro de ter falado com você. – Ele segurou a gola do Freddie – Ela não tem mais boca para falar comigo? Você é secretário dela agora?

– Vocês são idiotas? – Puxei a orelha dos dois com força até perto do chão – Se continuarem com isso, paro de falar com os dois.

– Mas Sam, esse cara é um babaca! – Freddie gritou.

– A gente vai conversar em outro lugar. – Eu falei para o Freddie, sendo paciente.

Ele fez uma cara de emburrado e foi com a vitamina dele para longe.

– Pode começar, não tenho todo tempo do mundo. – Cruzei os braços.

– Eu sei que você está no seu total direito de estar com raiva.

– Sim, eu tô. – Eu concordei.

Andamos para fora da lanchonete e seguimos até a praça mais próxima sem falar nada.

– Então? – O incentivei a continuar quando achei que era o suficiente.

Ele respirou fundo.

– Sam, você mais do que ninguém sabe o que é ter uma relação mal resolvida, não sabe?

Eu assenti e ele continuou:

– Pois bem, a Candice e eu não éramos o melhor casal do mundo, só que quando ela apareceu de novo na minha frente, eu só consegui lembrar dos momentos bons, esquecendo de tudo o que ela tinha feito, e a queria de volta. – Ele disse, sendo sincero – Mesmo assim, nunca pensei em te trair, ela tava passando mal, fomos para fora e ela me beijou.

E por mais que eu estivesse com raiva, entendi onde queria chegar.

– Você é incrível, Sam. – Ele pegou as minhas duas mãos – Eu fui um idiota.

– Sim, você foi.

– A Candice e eu nunca vamos dar certo... Você e o Freddie também não.

– Qu-

A frase interrompida terminaria com um "Quem daria certo com uma garota fútil como aquela?" mas senti uma língua invadir minha boca.

O Brad me puxou para mais perto e, sem contestar, fechei os olhos e correspondi o beijo.

Notas finais
Fico feliz que consegui leitores novos, muito feliz mesmo. Espero que continuem acompanhando. Mas e aí, o que será que vai acontecer depois desse beijo, huh? xoxo