Depois da Guerra.
15 Sophi manhosa
Notas iniciais
As coisas estavam correndo perfeitamente bem, exceto pelo resfriado que Sophi acabou pegando em um dia de chuva. Ela acabou ficando alguns dias de atestado, não precisava ir para a escola. E eu também acabei pegando licença no trabalho para cuidar dela. Isso afetou um pouco meu trabalho, mas Sophi sempre virá em primeiro lugar, antes de qualquer coisa. Pedro também está ficando em casa durante a manhã com a gente.
Sophi fica muito manhosa quando está doente. Ela aproveita para fazer manha e pedir tudo que quer. Eu consigo colocar freios nela, mas Pedro, é visível a dificuldade que ele tem em dizer não para Sophi, ele falha todas as vezes que tenta. Isso chega ser engraçado.
Meu pai todos os dias vem visita-la e traz um monte de doces, eu já disse para ele que isso é errado, porém, seu Gael não consegue resistir a carinha do gato de botas do Shrek que Sophi faz e ele acaba realizando todas as manhas dela. Já disse para Sophi que doce demais faz mal, que estraga os dentes. Mas, nada disso entra na cabecinha de Sophi. Isso me levou a impor regras, para ela, meu pai e Pedro. Não quero que ela acabe pegando uma doença mais seria.
Nessa ultima semana ela dormiu comigo e Pedro, todas as noites. Eu sou durona com ela, mas nem sempre consigo resistir, ela me encanta com simples gestos. E nessa ultima semana Pedro e eu não tivemos nenhum momento intimo. Estivemos apenas a mercê de Sophi e do seu resfriado.
Ele sai do banheiro do nosso quarto sem camisa, usa apenas uma calça jeans escura, que fica perfeitamente bem nele. Seu abdômen está molhado, mas ele rapidamente seca com a tolha que segura. Engulo em seco. Isso é um crime contra mim, uma conspiração só pode.
– Tenho que ir para a lanchonete. – sussurra depois de colocar a camisa. Se isso amenizasse o meu problema, mas a única vontade que tenho é arrancar toda a roupa dele. Okay, eu pareço uma tarada.
– Tudo bem. – falo baixinho para não acordar Sophi que dorme de bruços sobre o meu braço. Não me importo com o formigamento que sinto na região, apenas com o bem estar dela.
Ela passou a noite inteira acordada com febre alta e com tosses constantes. Conseguia escutar de longe o chiado em seu peito. Apenas agora ela conseguiu dormir, por que o cansaço tomou conta dela.
– Qualquer coisa você me liga, eu venho correndo. – assinto. Pedro esboça um pequeno sorriso. Estava com a expressão abatida pelo sono, ambos passamos a noite em claro cuidando de Sophi.
– Tenta não se preocupar, é apenas um resfriado forte. – tento o tranquilizar, mas vejo que ele continua muito preocupado.
– Vou fazer o máximo que posso. – se aproxima da cama e senta ao lado de Sophi, joga alguns fios de cabelos que caem sobre sua face para trás e deposita um beijo na testa dela. – Você vai ficar bem. Prometo que vamos no zoológico quando você estiver melhor. – dessa vez beija a bochecha dela. Sophi continua dormindo. – Papai ama você. – sussurra. Depois levanta-se.
– Hey. Não está esquecendo-se de mim. – finjo estar magoada e recebo um enorme sorriso dele.
– Jamais. – dá a volta na cama e senta-se no pequeno espaço ao meu lado. – Seu eu tentasse lhe beijar dali onde estava, ia acabar acordando Sophi. – murmura acariciando meu rosto com o polegar. Ignoro a vontade de beija-lo, não posso me mexer, não quero acordar minha princesa, ela está cansada demais. Fico imóvel enquanto fito os olhos castanhos de Pedro. – Não esquece que eu te amo. – inclina a cabeça e seus lábios encontram os meus, ele me beija com paixão e carinho, um beijo casto, cheio de amor.
– Eu também te amo. – sussurro com meus lábios junto aos dele. Beijamo-nos novamente, mexo apenas meus lábios. Sinto seus dedos raspando na lateral da minha barriga. Precisamos de um tempo para nós, estamos há dias sem isso. E ver Pedro ao meu lado toda a noite sem podê-lo tocar está me deixando louca. – Seu cuida.
– Pode deixar. – beija minha testa e levanta-se, sai do quarto e fecha a porta, deixando apenas Sophi e eu. Estico meu braço que está livre sobre meu corpo e encosto na testa de Sophi. Ao menos a febre diminuiu. Com dificuldade a cubro, tento não me mexer para não acorda-la. Ela está dormindo tão profundamente.
Giro meu corpo para poder vê-la, acaricio suas bochechas ruborizadas e lhe dou um selinho nos lábios. Fico o mais perto possível dela, fecho meus olhos. O cansaço toma conta do meu corpo e eu caio no sono gradativamente.
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Acordo mais tarde e Sophi ainda dorme ao meu lado. Verifico sua temperatura e parece que a febre aumentou. Com cuidado para não acorda-la levanto da cama e sento-me ao lado dela. Pego o termômetro e coloco em baixo do seu braço. Depois de alguns minutos retiro o termômetro e vejo que sua febre está em 35°. Graças a Deus.
Fecho a porta do meu quarto com a chave e entro no banheiro. Deixo a porta aberta para caso dela acordar e me procurar. Tiro minhas roupas e ligo o chuveiro, tomo um banho mais rápido do que o normal. Visto um roupão e saio do quarto. Sophi está sentada na cama esfregando os olhinhos com as mãos fechadas. Não demora muito para ela me notar e abrir os braços.
– Mamãe. – resmunga com a voz fininha, sinto um aperto no meu coração por vê-la tão imune. Ando até ela e me sento na cama a puxando para o meu colo, aninha a cabeça no meu peito e meche nos meus cabelos, mania que ela anda adquirindo. – Papai? – pergunta.
– Ele está no trabalho. Você quer falar com ele? – pergunto baixinho, ela ergue o rosto e fita meus olhos.
– Vucê vai me levar no peifeitão?
– Não. Mamãe vai ligar para o papai. – explico. – Então, você quer falar com ele? – pergunto novamente.
– Sim. – sorrio. Pego meu celular sobre a cômoda e procuro o numero de Pedro. A ligação cai na caixa postal duas vezes. Tento mais uma e então escuto a voz dele.
“Aconteceu alguma coisa?” – sua voz transborda preocupação.
– Não. – o acalmo, antes que ele venha correndo para casa. – Liguei por que Sophi quer falar com você. – escuto ele suspirar aliviado. – Vou passar para ela.
Sophi encosta o celular na orelha, e demora um pouco para uma palavra sair da sua boca. – Papai. – diz apenas. – Tô bem, mamãe tá cuidando de mim. – ela sorri com algo que Pedro fala. – Também amu vucê. – solta uma gargalhada gostosa. — Tá bom, eu falo. – entrega o celular para mim, a ligação já foi encerrada. – Papai disse que ama a gente. – deita a cabecinha no meu colo. — Mamãe, estou com fome.
– Espero que não seja de doce. – ela fica em pé sobre o colchão.
– Não, quero batata frita. – diz.
– Sophi... – ela me olha com os olhos brilhando iguais duas estrelas. – Okay, mas antes você vai tomar um banho, por que está cheirando suor.
– A não mãe. – retruca dengosa.
– A sim, e não adianta fazer birra. – levanto e alcanço a mão para ela. – Vamos?
– Tá bom. – diz carrancuda e então pega na minha mão.
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PEDRO.
Depois que sai de casa, e cheguei no perfeitão, comecei a trabalhar, mas não conseguia me concentrar em nada. Já tinha perdido a conta de quantas vezes havia trocado os pedidos dos clientes. Até um copo eu tinha quebrado. Minha mãe notou e me colocou atrás do balcão, cuidando do caixa.
Minha cabeça não saia de Sophi, ela estava tão cansadinha e também nunca passei por isso, é a primeira vez que a vejo tão quietinha e sem animo. Sei que Karina já está acostumada com isso, mas confesso que eu não estava preparado para passar por essa coisa toda.
Nunca pensei que iria ficar tão preocupado igual eu estava há poucos minutos atrás. E quando Karina me ligou eu quase tive um treco, e então fiquei mais calmo quando ela disse que não era nada demais, apenas Sophi querendo falar comigo. Quando escutei a voz manhosa e doce da minha filha eu me senti em paz. A tranquilidade tomou conta do meu corpo.
Depois daquilo meu trabalho ficou mais produtivo, não errei mais os pedidos e nem quebrei copos. Ajudei meu pai a limpar o restaurante e a fechar. O dia foi ainda mais cansativo por causa das poucas horas de sono da noite anterior. Mas, sei que tudo isso vai embora quando eu abrir a porta da minha casa e ver as duas mulheres que amo.
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E como disse. A melhor parte do meu dia é essa. Todos os finais de tarde quando abro a porta da minha casa, depois de um dia exaustivo no restaurante, encontro a minha mulher, a mulher que amarei durante toda a minha vida, e também a minha filha, a coisa mais linda do mundo. As mulheres que fazem meu mudo girar. Sophia, ela corre até mim com os braços abertos e se joga no meu colo.
– Senti saudadi, papai. – cobre meu rosto com beijos molhados e estalados.
– Senti a sua também. – a ergo no alto fazendo aviãozinho, ela solta aquelas gargalhadas que eu amo escutar. Em seguida a coloco no chão e presto atenção em sua mãe.
Solto um suspiro, ela está maravilhosa. Usa um short e um suéter que fica enorme em seu corpo, seus cabelos estão soltos, caindo em cascatas sobre seus ombros. Esses últimos dias com Sophi doente estão sendo difícil, para ambos. Ando até ela e a envolvo em meus braços, fito seus lábios curvados em um leve sorriso.
– Senti saudades de você também. – sussurro perto da sua orelha. Distribuo beijos em seu pescoço e pela sua bochecha até chegar em sua boca. Ela aperta o tecido da minha camisa, afasta os lábios dos meus e olha dentro dos meus olhos.
– Queria dizer algo bonito, mas... – me beija com paixão. – prefiro matar minha vontade de ter seus lábios nos meus. – sorrio e a beijo novamente.
– Eca! – exclama Sophi parada ao nosso lado. – Mamãe... vai fala pala o papai o que pepalamos pala o jantar, ou eu falo? – diz ela trocando um olhar cumplice com Karina.
– Você fala. Acho fofa a forma que você pronuncia. – Karina olha para mim e sorri.
– Nós fizemos lazana! – exclama Sophi.
– Lazana?! – olho para ela com as sobrancelhas erguidas.
– É papai, está sentindo o chelo? – faz como um gato farejando comida.
– Estou. – faço igual a ela, sentindo o aroma invadir minhas narinas. – Parece mesmo estar delicioso.
– E está. Mamãe também fez batata fita, mas eu comi tudo. – levanta a blusa e bate na barriga. – olha qui guandi minha baliga.
– É mesmo. Sabe o que me dá vontade de fazer. – ela semicerra os olhos. – Um monte de cócegas nessa barriga! – Sophi começa a correr e eu corro atrás. Quando a alcanço pego-a no colo e sento no sofá fazendo cócegas em sua barriga. – ela solta risadas altas.
– Pala papai! – diz em meio a gargalhadas.
– Agora você vai conhecer a mão cruel. – ergo a mão e faço uma cara aterrorizante.
– Não! – pula do meu colo e corre até Karina, escondendo-se atrás dela. – Não deixa, mamãe. – começo a andar todo desengonçado na direção delas.
– A mão cruel está tomando conta, ela quer o poder. – faço uma careta de dor e me ajoelho, aproximando-me cada vez mais delas. Seguro as pernas de Sophi e ela solta gritinhos. Karina a pega no colo.
– O que vamos fazer agora, Sophi? – indaga Karina, entrando na brincadeira.
– Temos que resgata o papai. – responde Sophi.
– E como vamos fazer isso?
– Com beijos e abaços cheios de calinho. – Sophi pula do colo de Karina e me abraça, enche meu rosto de beijos e me abraça. – Vem mamãe. – Karina se ajoelha e dá beijos em mim.
– Sophi. – falo. – O que aconteceu?
– A mão cuel estava tomando conta de vucê. – responde apavorada.
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Depois da nossa brincadeira, eu fui tomar um banho enquanto Karina e Sophi terminavam o jantar. A lasanha estava com um ótimo aroma. E Sophi afirmou que está uma delicia. Coloco uma regata e minha calça de moletom. Calço um chinelo e volto para a sala. Sophi está sentada no sofá assistindo um desenho.
Karina está na cozinha terminando de colocar a mesa. Entro na cozinha e encosto-me ao batente da porta. Ela demora perceber minha presença, e quando me nota alarga um enorme sorriso nos lábios.
– Como foi o trabalho hoje? – pergunta, enquanto ajeita os talheres sobre a mesa.
– Apenas troquei alguns pedidos dos clientes e quebrei um copo. – respondo. Ela me olha com as sobrancelhas arqueadas. – Estava preocupado com Sophi.
– Ah... Normal. Quando ela pegou o primeiro resfriado, eu ligava toda hora para a babá querendo saber se ela estava bem. – diz. – Logo, logo você se acostuma.
– Eu espero. E como foi seu dia? – pergunto.
– Consegui dormir um pouco a tarde, enquanto Sophi dormia. Depois nós acordamos e eu preparei um almoço para a gente, ela queria batata frita. Assistimos a um filme. Recebi uma ligação do escritório.
– Algo grave?
– Não. – responde. – Você lembra aquele evento que eu lhe falei que meu chefe disse que eu precisava estar presente. – assinto.
– Ele foi adiado, não foi?
– Sim. Surgiu um imprevisto com a família do chefe e ele adiou. Recebi a ligação hoje dizendo que o evento vai ocorrer amanhã, e ele conta com minha presença.
– Você vai ir? – indago.
– Eu tenho que ir. Você se importa em ir comigo?
– Claro que não.
– Liguei para Bianca pedindo se ela ficaria com Sophi para a gente ir despreocupado. Ela disse que pega Sophi na escola e daí ela dorme no apartamento da Bianca.
– Tudo bem... Melhor assim. – ela sorri.
– Vamos jantar agora.
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Depois do jantar Sophi me puxou para a sala, queria que eu assistisse a um filme com ela. Karina ficou organizando a cozinha. Sophi colocou um filme com bichinhos azuis. Era interessante, nos fez dar muita risada.
Não demorou muito para Karina se juntar com a gente. Quando o filme acabou Sophi dormia entre nós dois, segurando a mão de Karina e com a cabeça deitada no meu colo. Ainda bem que ela não está com febre, e as tosses diminuíram.
– Vou leva-la para a cama dela. – sussurro.
– Tudo bem. – levanto com cuidado e pego Sophi nos meus braços.
Entro no quarto dela e a coloco na cama, coloco a rena de pelúcia ao seu lado e a cubro até as orelhas. Ela abraça a rena e suspira. Dou um beijo em sua testa e saio do quarto. Volto para a sala e me jogo ao lado de Karina no sofá.
– Como ela está? – pergunta.
– Dormindo tranquilamente. – respondo olhando para Karina.
– É mesmo? – assinto. – Bom. – segura minha nuca e puxa meus lábios para os seus. Inclino meu corpo sem afastar nossos lábios, e fico sobre ela. Beijo-a com urgência e paixão. Deslizo minha mão para dentro do seu suéter e acaricio seu mamilo. Ela reage arrancando minha camisa com pressa e ergue o rosto distribuindo beijos e mordidas no meu abdômen.
– Senti saudades disso. – abro seu short e o abaixo até seus tornozelos, minha mão sobe percorrendo sua coxa e chegando ao seu sexo molhado. Ela começa a gemer quando acaricio seu clitóris com meu dedo. Ego seu suéter até seus seios, inclino minha cabeça e encosto a língua em sua barriga, deslizando até chegar no seu seio.
– Mamãe... Papai. – nos afastamos rapidamente, pego minha camisa e visto. Karina abaixa o suéter e ergue o short na velocidade da luz. Ainda bem que estávamos com a luz apagada e Sophi estava na ponta do corredor.
– O que foi? – Karina levanta e vai até ela.
– Não quelo domi sozinha, quelo domi com vocês. – diz.
– Sophi você já é bem grandinha, tem que dormir sozinha. – repreende Karina.
– Só mais essa noite, mamãe. – fala manhosa.
– Tudo bem, mas apenas mais essa noite.
– Tá bom. – Sophi olha para mim. – Vamos papai. – diz, chamando com a mãozinha.
– Já estou indo. – espero a excitação que sinto fluir do meu corpo. Levanto e vou até nosso quarto, as duas já estão deitadas. Deito na outra ponta da cama, Sophi já está dormindo.
– Terminamos aquilo amanhã. – murmura Karina. Sorrio e me estico dando um beijo nos lábios dela, depois um na bochecha de Sophi.
Nós temos muito tempo para terminar aquilo que começamos. Agora, temos que cuidar da nossa garotinha. Fico virado para o lado das duas, observando elas dormirem. Caio no sono depois de algum tempo.
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