Depois da Guerra.
1 Prologo
Notas iniciais
COMEÇA COM UM CAP HOOOT. DEPOIS ELE FICA, TRISTE.
Eu estou louco para vê-la. Foram dois meses lutando no Afeganistão, enfrentando soldados da esquerda e salvando vidas. Perdendo alguns companheiros de luta. Sei que em cada uma das viagens que faço, eu vejo um mudo amargo, sangrento e escuro. Mas, depois de tudo, quando a vejo, meu mundo inteiro fica colorido, ela me faz esquecer de tudo. Ela me traz luz depois da guerra. Segurança depois da destruição.
Eu já pensei em desistir, muitas vezes. Já perdi a conta de quantas vezes disse para mim mesmo que ia desistir, porem, me mantive firme. E continuei, por mais que eu veja um lado horrível do mundo e da humanidade, eu me sinto bem quando salvo uma vida. Eu vou desistir, claro que vou, mais cedo ou mais tarde e Karina é a grande culpada. Eu quero um futuro ao lado dela. Uma família é tudo que eu quero.
O taxi que peguei no aeroporto estaciona em frente o apartamento dela. Não avisei que estava vindo, queria fazer uma surpresa a ela. E sei o quanto ela acha sexy quando paro na frente do apartamento dela, vestindo a farda do exercito.
- Obrigado, senhor. – agradeço ao senhor já de idade que dirigia o taxi, depois de paga-lo.
- Tenha um bom dia, meu jovem. – assinto com um largo sorriso no rosto.
Acho que ele quis dizer, “tenha um bom final de dia, meu jovem” pois já esta escuro. Entro no prédio e comprimento o porteiro. Ele já me conhece, então nem se dá ao trabalho de ligar avisando minha chegada, para Karina.
Entro no elevador e à medida que ele vai subindo meu coração acelera. Não vejo à hora de sentir os lábios macios dela nos meu. Sua pele contra a minha. Sua essência. Não vejo a hora de tê-la em meus braços.
O elevador para no ultimo andar do prédio. Abre as portas e eu saio a passos largos. Paro na porta dela e escuto uma musica que diz, Tudo o que eu quero é nada além, de ouvir você bater em minha porta. Pois se eu pudesse ver seu rosto, só mais uma vez. Poderia morrer um homem feliz, tenho certeza.
Como é sexta feira, ela deve estar fazendo faxina no apartamento. Fecho o punho e ergo, batendo constantes vezes na porta. A musica é desligada, e eu consigo escutar os barulhos dos pés dela batendo no assoalho do lado de dentro.
- Estou indo. – a escuto dizer. Meu coração pula dentro do peito ao escutar sua doce voz. Ela abre a porta. Meus olhos cravam nos dela e descem pela sua boca e por todo o seu corpo. Ela usa um vestido de seda fina, da cor amarela, solto ao corpo. Esta com os cabelos molhados, caídos sobre os ombros. Está ainda mais linda do que a ultima vez.
Volto a olhar no rosto dela, que contem um misto de surpresa e felicidade. Deixo minha bolsa deslizar pelo meu braço e cair no chão. Dou um passo à frente e enlaço meus braços em torno da sua cintura. Aproximo meus lábios dos dela, e ela dá um pulo e envolve as pernas nos meu quadril.
Sinto as suas mãos percorrer das minhas costas até a minha nuca. Meu corpo imediatamente reage aos seus toques. Quero amá-la urgentemente. Seguro sua nuca e colo meus lábios nos finos e macios lábios dela. Ela abre a boca, dando passagem para a minha língua, a beijo com fervor, deixando minha língua explorar cada canto de boca dela. Sentindo seu gosto doce.
Inclino meu corpo para o lado e pego a minha mala. Entro no apartamento e fecho a porta com o calcanhar direito. Do jeito que ela me apertava contra o seu corpo, íamos fazer amor no corredor mesmo, caso eu não tomasse precauções. Giro meu corpo, a encostando na parede e contraio meu corpo contra o seu.
- Senti sua falta. – mordo seu lábio inferior. Ela geme quando encosto a ponta dos meus dedos na sua coxa direita.
- Eu também. – diz com a voz rouca. Ela afasta a boca da minha e suas mãos seguram cada lado da minha farda. Ela puxa, rasgando os botões e depois crava os olhos no meu abdômen. – Eu acho tão sexy quando você usa essa roupa. – morde os lábios e volta a olhar nos meus olhos.
Seus olhos denunciam o quanto ela me deseja, soltam faíscas de desejo e luxuria. Sinto meu pau latejar dentro da calça. Sinto quando suas unhas raspam meu peito nu. Olho para ela que suplica por meus toques, beijos e caricias.
Minhas mãos percorrem a lateral da sua barriga até suas coxas, as aperto e ergo aos poucos o vestido. Revelando aos poucos cada canto de seu belo corpo. Quando chego ao longo de sua barriga ela solta um grunhido com meu toque. Termino de tirar o vestido com certa presa, revelando seus seios rosados e duros. Acaricio seu mamilo esquerdo com a ponta do meu polegar. Ela revira os olhos e remexe o quadril, me deixando ainda mais louco. Aproximo minha boca da dela e com urgência ela sela nossos lábios. Beijando-me ferozmente.
Ando para trás até sentir o sofá. Tombo meu corpo, ela permanece com as pernas envoltas do meu quadril e a boca colada na minha. Ergue meu queixo e beija meu pescoço. Parece uma gata feroz. Afasta o corpo e eu posso ver seus seios balançando enquanto ela rebola e quica o quadril sobre minha ereção.
- Você está me deixando louco. – murmuro. – Vou gozar sem estar dentro de você. – ela sorri e olha nos meus olhos, me provoca com um simples olhar. Está me levando ao meu limite. Aproxima a boca do meu ouvido e morde o lóbulo da minha orelha.
- Está esperando o que para me amar. Afinal, foram dois meses. – sussurra, com a voz rouca e sexy. Seguro os longos cabelos loiros dela e inclino sua cabeça para trás. Ela solta um grunhido quando sente minha boca abocanhar seu seio. Lambo e sugo o bico de seu seio. Ela geme e movimenta ainda mais o quadril sobre o meu.
Deito o corpo dela no sofá e subo sobre ela. Beijo seus lábios e desço com beijos e mordidas por todo o seu corpo. Aperto sua coxa e percorro até sua virilha, a calcinha está molhada, ela está pronta para mim. Rasgo a calcinha sem pudor algum.
Fico de joelhos e abro o zíper da minha calça. Abaixo a calça e a cueca imediatamente, revelando meu pau duro, pronto para ela. Mas, ele pode esperar um pouco. Tenho que degustar tudo nela. Beijo a sua barriga e desço com beijos até seu sexo. Passo a língua no seu clitóris, ela geme e agarra meus cabelos.
- Seu desgraçado! – exclama. Continuo sugando e lambendo seu clitóris enquanto ela geme e pragueja baixinho. Permaneço com minha cabeça no meio das suas pernas, até ela se exaltar e gritar meu nome constantes vezes. – Eu vou gozar. – murmura.
Fico de joelhos e massageio meu sexo. Abro as suas pernas e com urgência a penetro. Ela começa a mexer o quadril para cima e para baixo. Sento no sofá, puxando-a junto. Ela começa rebolar e quicar sobre meu pau. Crava as unhas nos meus ombros. Urro quando sinto minha pele rasgar.
Agarro os dois lados da sua cintura e a ajudo, mais rápido e intenso. Ela segura nas mangas da minha farda e tira, arremessando para longe. Beija meus lábios avidamente. Pega minhas mãos e coloca sobre seus seios.
- Eu comprei uma camisola vermelha, para quando você viesse... – ela revira os olhos e geme. – Mas, você me surpreendeu. – dá uma rebolada mais firme e tomba a cabeça no meu ombro.
- Você pode usá-la, depois. Afinal, foram dois meses. – ela sorri.
- Não use minhas palavras. – sussurra. Em seguida volta a mexer o quadril. Seguro sua nuca e inclino a sua cabeça na minha direção, aproximo minha boca do ouvido dela.
- Fica de quatro? – sinto seus lábios se alargarem. Imediatamente ela levanta e empina a bunda na minha direção. Apóia os braços na mesa de centro. Levanto e abro um pouco mais suas pernas. Seguro sua cintura e a penetro novamente. Coloco minha mão envolta a sua barriga. E percorro até chegar em seu clitóris.
- Pe-dro. – geme meu nome. Movimento meu corpo para frente e para trás, Intensificando as estocadas dentro dela. Meus dedos afoitam seu clitóris. – Você ainda me paga. – murmura.
Ergo o corpo dela e beijo suas costas e seu pescoço. Karina vira de frente para mim e segura meu queixo. Beija meus lábios e sai correndo.
- Droga! Você não pode me deixar assim! – exclamo, abrindo os braços.
- Já estou indo. – diz.
Depois de longos dois minutos para na minha frente. Segura uma tigela com pedras de gelo. Coloca um na boca e me lança um sorriso malicioso.
- O que vai fazer? – indago. Ela senta sobre mim e beija meus lábios, seus lábios e língua estão gelados. A pedra de gelo escapa para minha boca, e ela afasta o corpo. Sei o que fazer. Seguro o gelo entre meus lábios e passo pelo corpo dela. Pelos mamilos e pela barriga, ela geme e crava as unhas nas minhas costas.
- Isso é bom. – murmura.
- É? – afasto minha boca do seu corpo e fito seus olhos. – Pois eu ainda não terminei o que comecei. – com cuidado deito seu corpo no sofá. Fico sobre ela. E a penetro. Começo com movimentos leves e curtos. Mas, ela murmura por mais, eu atendo e intensifico as estocadas, mais rápidas e fortes.
- Senti tanta fal-ta de vo-cê. – sussurra.
Ela nem sabe o quanto senti falta dela. De tudo nela, seu corpo, seus beijos, seu sorriso, seus cabelos, sua pele, seus olhos, seu cheiro. Tudo exatamente, tudo, me faz sentir saudade dela quando eu estou longe. E foi por isso que decidi. A próxima missão, será a ultima.
- Eu te amo. Karina. – confesso pela primeira vez. Ela estreita os olhos e fica embasbacada, sem reação alguma. Até que seus olhos marejam. Ela segura meu pescoço e levanta, beija toda a minha face e em seguida meus lábios.
- Eu amo você, Pedro. – diz.
Levanto e a levo para o quarto.
Nos amamos durante horas. Ora com calma ora com urgência.
[...]
Karina estava deitada com parte do corpo sobre o meu. Eu acariciava suas costas com a ponta dos meus dedos. Tínhamos acabado de acordar com os raios de sol invadindo o quarto. Ela estava com parte do corpo coberto com um fino lençol branco, as coxas estavam nuas, seus cabelos se espalhavam pelo meu abdômen.
- Eu já volto. – me desvencilho dos braços dela e levanto. Abro o guarda-roupa que tem algumas peças de roupas minha e visto uma calça de moletom.
- Aonde você vai? – ela se senta na cama e cobre o corpo com o lençol, seus cabelos estão bagunçados e sua cara está amassada. Continua a mulher mais linda do mundo.
- Fica quietinha ai. – em seguida saio do quarto. Procuro minha mochila e ela esta caída no meio da sala. Pego e abro, de dentro tiro uma pequena caixinha. Escondo atrás das costas e volto para o quarto.
- O que foi? – indaga quando me vê. – Você está pálido. – que droga! Não posso ficar nervoso agora. Sento ao lado dela na cama.
- Karina. – limpo minha garganta. – Você já sabe o quanto eu amo você. – ela sorri, e seus olhos brilham intensamente. – Eu amo tanto, que eu tomei uma decisão na minha vida. Hoje à noite, eu vou viajar para a minha ultima missão com o exercito. Mas, antes, que quero te fazer uma pergunta... – ela assente. – Você aceita se casar comigo? – imediatamente ela cobre a boca com as mãos e seus olhos marejam, uma única lagrima desce deles. Eu limpo com meu polegar.
- Você está falando sério? – pergunta.
- Nunca falei mais serio em toda a minha vida. – ela se joga nos meus braços e me abraça forte.
- Claro que eu aceito! – exclama. – É tudo que eu mais quero. – pego a caixinha e abro. Revelando um anel de ouro branco, com uma esmeralda cravada nele. Pego a mão dela e coloco a anel, em seguida a beijo com amor.
[...]
3 SEMANAS DEPOIS...
Sinto tanta falta de Pedro. Porem, quando penso que essa é a ultima missão dele com o exercito, eu fico mais tranqüila. Mas, especialmente hoje, meu coração se aperta cada vez em que penso nele.
Sai cedo do meu apartamento, pois estava me sentindo sufocada. Porem, mesmo andando pelas ruas da cidade e pelo parque, meu coração não se acalmou. Talvez seja só ansiedade para vê-lo novamente. Então, resolvi voltar.
Quando estacionei o carro em frente ao prédio que moro, vi Delma, a mãe de Pedro. Ela parecia agoniada. Corri até ela e quando os olhos dela bateram em mim ela correu e me abraçou tão forte que senti meus ossos serem esmagados.
- O que está acontecendo? – pergunto, sentindo meu corpo tremer e minha respiração entrecortar.
- Ele morreu. – ela começa a chorar. – Meu filho está morto, Karina. – ela cai de joelhos no chão.
- Isso não é verdade. – sinto meus joelhos cederem e não vejo mais nada.
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