Depois da Guerra.
12 O vestido de noiva perfeito.
Notas iniciais
Karina estava deitada de bruços na cama, suas costas estavam nuas, seus cabelos esparramados pelo travesseiro, como ela consegue ser linda até dormindo? E o melhor de tudo é que isso tudo é meu. Giro meu corpo sobre o dela. Posiciono meus joelhos entre suas pernas. Curvo meu corpo e começo a distribuir beijos pelas suas costas e seu pescoço. Karina começa a rir quando roço meus lábios em seu pescoço, ela sempre sentiu cocegas nessa região.
Ela gira o corpo, virando-se na minha direção. Seus lindos olhos fitam os meus, ela tem um olhar poderoso, ele tem muitos poderes sobre mim. Meus olhos desceram até seus lábios rosados e percorrem por seu corpo, seus seios nus, os mamilos duros deixando visível o quanto ela esta excitada.
– Bom dia. – falo baixinho com a minha voz rouca.
– Bom dia. – retribuiu com grande animação. Envolve meu pescoço com seus braços e puxa meus lábios junto aos dela. O beijo é avido e urgente. Exploro cada canto da sua boca, enquanto meus dedos deslizam pela lateral do seu corpo, ela deixa um gemido escapar da sua garganta. Sinto o calor que seu corpo emana. Sua pele roça levemente na minha me deixando maluco para estar dentro dela. Desço com beijo pelo seu pescoço, ombro e clavícula, abocanho seu seio e passo a língua ao redor do bico dele. Karina tampa a boca para não soltar gemidos altos. Afasto-me fitando com admiração todo o seu corpo.
– Continua. – ela diz ofegante. – Ainda temos 20 minutos. – sorri travessa tirando o lençol que cobria parte do seu corpo. Ajoelho-me sobre a cama, e a puxo junto comigo. Karina segura meu membro e guia até seu sexo. Nossos corpos se encaixam perfeitamente. Sinto meu membro deslizar pelo seu sexo úmido e estar por completo dentro dela. Ela rebola e quica sobre meu membro lentamente enquanto beija meus lábios com paixão e pressa. Seguro seus cabelos e levemente os puxo para trás, beijo seu pescoço e desço distribuindo beijos pelo seu corpo.
Karina intensifica os movimentos, os deixando mais rápidos e intensos. Suas unhas afundam na minha pele e começam a me arranhar, sinto minha pele rasgar acompanhado de uma leve dor. Seguro a coluna dela e a deito na cama. Seguro as pernas de Karina e dobro os seus joelhos, ela puxa junto ao seu peito e deixa os tornozelos repousar nos meus ombros, a penetro mais fundo com estocadas mais rápidas e fundas. Olho para o seu rosto, seus olhos fechados e seus dentes cravados em seus lábios, o prazer que eu estou sentindo é o mesmo que ela sente, posso ver isso estampado em seu rosto.
Sinto cada parte dos meus músculos se contraírem de encontro ao corpo de Karina, sua pele deslizando pela minha.
– Ah meu Deus... Pedro! – exclamou com a voz rouca, liberando os espasmos do seu corpo. Suas unhas cravaram anda mais nas minhas costas. Intensifiquei os movimentos, ainda mais rápidos e mais rígidos. Karina deixa um gemido alto escapar da sua garganta.
– Você é tão gostosa. – murmuro, arrancando um sorriso dos seus lábios. Karina desliza as pernas pelo meu corpo e envolve meu quadril. Ergue o quadril de encontro ao meu, nossos corpos começaram a suar, facilitando os movimentos ritmados entre nossos corpos. Afundo minha cabeça na volta do seu pescoço. Meu corpo retesa, estou pronto para gozar. Torno meus movimentos dentro dela mais lentos e fundos até sentir meu liquido ser derramado dentro dela. Tombo meu corpo sobre o seu. Ambos ofegantes e com o coração acelerado. Karina afaga meus cabelos, continuo com meu rosto afundado no seu pescoço. Espero toda a adrenalina no meu corpo ser liberada.
– Eu te amo pra caralho. – sussurro no seu ouvido.
– Eu também. – o barulho do despertador ecoa pelo cômodo. – 20 minutos. – empurra meu corpo para o lado dela e levanta-se. Olho para todo o seu corpo nu, ela é maravilhosa. Karina entra no banheiro, minutos depois escuto o barulho do chuveiro sendo ligado. Levanto-me e me visto. Junto nossas roupas espalhadas pelo quarto e coloco no sexto.
Saio do quarto e entro no quarto ao lado, Sophi ainda dorme tranquilamente agarrada na rena de pelúcia. Sento ao lado dela e jogo seus cabelos para trás, dou um beijo em sua testa.
– Amor. – chacoalho seu ombro, lentamente ela abre os lindos e brilhantes olhos castanhos e sorri para mim. Esse é um sorriso que me faz derreter todo.
– Papai. – diz com a voz baixa. – Você vai me leva na ecola hoje de novo? – indaga com os olhos trasbordando expectativas.
– Claro que sim. – respondo e ela esboça um enorme sorriso.
– Eba! – joga os bracinhos para o ar.
– Mas, antes você vai dar comida para o Robert e vestir o uniforme da escola. – Sophi joga as cobertas para o lado e levanta saltitando da cama. Pega o pacote de ração de Robert e coloca uma pequena quantidade no potinho de Robert, depois abre o viveiro e coloca o recipiente dentro da gaiola. Levanto e saio do quarto dela, vou até a cozinha e preparo um café. Karina sai do quarto, arrumada para mais um dia de trabalho. Adianto-me e dou um selinho em seus lábios, ela segura minha nuca e puxa meus lábios para um beijo mais ávido, somos interrompidos pelo barulho da mochila de rodinhas da Sophi.
– Mamãe. – Karina se agacha e abraça Sophi.
– Como você está? – pergunta.
– Eu estou ótima e vucê?
– Também. Não vai armar o enorme bico e pedir para faltar à escola? – questionou Karina.
– Não. Papai vai me leva, eu gosto quando ele me leva. – diz Sophi.
– Hey! Então, quer dizer que não gosta que eu leve você para escola? – Karina finge estar triste e decepcionada.
– Não. – Sophi começa a se explicar. – Claro que eu gosto. É que é difelente quando o papai me leva. Eu não o tinha por perto antes. – explica com a voz fraquinha.
– Ouch minha filha, a mamãe entende. – Karina a pega no colo e lhe dá um beijo na bochecha. Olha para mim e sorri.
– E agora eu vou sempre estar perto de vocês duas. – disparo.
– E isso é maravilhoso. – Karina murmura.
Sentamos ao redor da mesa e tomamos café, com conversas sobre os amiguinhos de Sophi. Sobre o trabalho de Karina e um tal evento que vai ter no escritório e que ela me convidou para ir com ela. E falamos sobre meu novo emprego no perfeitão. É tão maravilhoso ter uma família. Depois de tomar o café Sophi foi escovar os dentes e eu fiz o mesmo. Despedimo-nos de Karina. E saímos de casa rumo à escola de Sophi.
Parei em frente à escola com ela segurando a minha mão. Uma funcionaria da escola fica no portão ajudando as crianças. Sophi meu deu um abraço apertado e um beijo na bochecha, depois disse que me amava e entrou na escola junto com seus coleguinhas. Nunca vou cansar de escutar “eu te amo, papai” Isso é indescritível.
[...]
Cheguei no perfeitão e meus pais me cumprimentaram com abraços. É meu primeiro dia de serviço, já sei como funciona tudo, eu trabalhava no restaurante deles antes de me alistar no exercito. Minha mãe pediu para eu organizar algumas tabelas de preços do menu e depois organizar a cozinha e o deposito. Fiz tudo que ela tinha me mandado, estava agora limpando as mesas que os clientes haviam ocupado.
– Hey! – escuto a voz conhecida atrás de mim. Giro sobre meus calcanhares e Andre esta parado em pé com um sorriso nos lábios. – Como vai amigo?
– Hey. – aproximo-me dele e nos cumprimentamos. – Estou bem. E como você está? – pergunto.
– Estou bem. Estava passando uma temporada com a minha família, mas o dever chamou. Hoje à noite estou saindo em missão. – comenta.
– Boa sorte, amigo. – falo.
– E como anda as coisas como chefe de família? – nos sentamos em uma mesa, para colocar o papo em dia.
– Nunca pensei que isso fosse tão maravilhoso. Karina e Sophi, elas são fantásticas, eu amo estar com as duas. Karina continua sendo a mulher que eu amo e sempre vou amar e Sophi, eu a conheço há pouco tempo, e ela se tornou a pessoa que mais amo no mundo. – responde.
– Sabe que você merece tudo isso. – Andre aperta meu ombro. – Não queria tocar nesse assunto, mas você já falou para sua família sobre os últimos meses, os que você serviu para o exercito?
Eu venho às dias pensando nesse assunto, pensando em como falar para meus pais e Karina sobre os últimos meses, os meses que guerrilhei. Eu sentia tanto ódio pelo que aconteceu comigo e Uzuri que eu deixei a raiva tomar conta do meu corpo e falar mais alto, eu poderia ter voltado para casa antes, mas não foi o que eu fiz. E agora sinto tanto medo em falar isso para eles.
– Ainda não falei. – respondo a pergunta de Andre.
– Sabe que não pode esconder isso por tanto tempo, Pedro. E é melhor contar, antes que eles saibam por outras fontes. – assinto.
– Vou tentar fazer isso ainda hoje.
– Faz, eu tenho certeza que eles vão entender. Torço muito para você ser feliz meu amigo.
Andre e eu conversamos por um longo tempo, até ele receber uma ligação da capitã Caroline, e sair às pressas por que a viagem havia sido adiantada. Depois de um longo tempo pensando em como falar isso aos meus pais, eu entrei na cozinha do restaurante, os dois haviam dado uma pausa no trabalho para tomar café.
– Tenho que falar algo para vocês.
[...]
KARINA
O dia no escritório estava correndo calmamente, alguns processos para avaliar entre outras coisas relacionadas ao meu trabalho. Olhei para o meu relógio de pulso e estava quase na hora do meu almoço. Meu celular tocou e eu o peguei, a foto da minha irmã apareceu no visor do objeto.
– Alo. – falei um pouco empolgada.
“Nossa que voz alegre.” – comentou. – “É bom ver que você está feliz, acho que essa felicidade toda tem nome.” – acrescentou.
– Pedro! – exclamei seguido de um riso que escapou da minha boca. – E como você está?
“Estou ótima, alias estou na frente do edifício que você trabalha. Que tal sairmos juntas para almoçar?” – ponderei por alguns minutos.
– Já estou descendo. – disse por fim, escutei um gritinho de animação. Peguei minha bolsa e guardei o celular dentro dela. Sai da minha sala e peguei o elevador até o primeiro andar. Quando as portas se abriram pude ver Bianca sentada em uma poltrona.
– Hey! – ela levantou e sorriu. – Reservei uma mesa em um restaurante italiano aqui perto. Podemos ir andando.
– Comida italiana, sabe que eu amo. – saímos do prédio onde eu trabalho e nos dirigimos até o tal restaurante. Estávamos conversando animadamente quando parei bruscamente e fiquei com os olhos fixos na vitrine de uma loja de noivas.
– Ka, você está bem? – Bianca estava olhando diretamente para mim, mas depois seus olhos passaram a olhar na mesma direção que eu olhava.
– É maravilhoso. – falei.
– Ficaria perfeito em você.
O vestido é todo branco com uma calda bordada e o tecido também bordado. Tem uma fita de cetim abaixo dos seios e uma curta manga de renda. É maravilhoso, tudo que sonhei para quando eu entrar na igreja. Qual seria a cara de Pedro ao ver-me nesse vestido? Não posso pensar nisso, com certeza não está dentro do meu orçamento.
– Karina, seus olhos estão brilhando. Por que não compra? – tiro meus olhos da vitrine da loja e olho para Bianca.
– Não... Não. – murmuro. – Esta fora do meu orçamento. – acrescento.
– Você ainda pensa em casar com Pedro?
– Claro. Nós já conversamos sobre isso e ainda continuamos com essa ideia fixa na cabeça.
– Então qual o mal em antecipar o assunto do vestido? – pergunta olhando diretamente para mim.
– Acha mesmo que devo comprar? Não estou me adiantando demais, eu e ele ainda não marcamos a data. – explico.
– Acho que você deve comprar. Claro que não, tem mulheres que antes mesmo de arranjar um marido já compram o vestido. Por que você não o experimenta?
[...]
Saímos da loja de noivas com uma enorme caixa branca, era o vestido que tanto amei. Estava com um preço dentro do que eu podia gastar. Depois almoçamos no restaurante que Bianca tinha reservado. Pedi para ela guardar o vestido em sua casa, para que fosse um segredo nosso. Ela concordou. Voltei para o meu trabalho.
A tarde tinha uma cliente para defender, ela havia sofrido exploração sexual do seu chefe e pedia uma grande indenização. Sai com mais uma vitória do tribunal. Depois voltei para o escritório e finalizei alguns assuntos. Olhei para o relógio e já estava na hora de ir para casa. Desci até o estacionamento e entrei no meu carro. Mais um dia de trabalho que chega ao fim e tudo que quero é chegar na minha casa e ver a minha filha e o meu Pedro.
O elevador parou no andar que eu moro e abriu as portas, sai dele e andei a passos largos até o apartamento em que moro. Meu coração ganhou um ritmo acelerado. Peguei a chave de dentro da minha bolsa e abri a porta, a casa estava em um silencio danado. Entrei e tirei meus sapatos, chutei-os em um canto da sala. Joguei minha bolsa no sofá.
– Sophi! – chamei e não obtive respostas. – Pedro. – depois de um tempo Pedro apareceu na porta que dava entrada para o corredor do nosso quarto e do de Sophi. – Onde está a Sophi?
– Eu a deixei com meus pais. Precisamos conversar algo sério. – Pedro esta diferente, algo está acontecendo, ele está sentindo medo, preocupado com algo. Senti meu coração apertar no mesmo instante em que seus olhos fixaram nos meus.
– O que é Pedro? – meu maior medo é que Pedro fale que vai voltar para o exercito, não posso perdê-lo, não quero passar por tudo aquilo novamente.
Fale com o autor