Depois da Guerra.

9 O que importa é que agora estou aqui.


Notas iniciais
Heeeeeey! Sei que demorei, perdão. Muitos livros para ler, e aquele tipo de livro chato e cansativo , que tiraram toda a minha vontade. Mas aqui estou eu, com um cap cute e para tirar a depre do episódio de hoje e de amanhã da novela :(. Espero que vocês gostem. Bom, como eu gosto de agradar as minhas leitoras, antes de colocar uma cena de sexo, eu tenho que pedir a permissão de vocês. UAUHSUAS Eu sei, eu até ia fazer uma nesse cap, mas não quero que digam que aconteceu rápido demais e essas coisas. Então, me digam o que vocês esperam e me deem permissão para fazer no proximo cap. Okay.

Tudo ainda é tão surreal. Pedro esta de volta e eu ainda não estou acreditando. Eu posso dizer que os cinco últimos anos foram muito difíceis. Durante esses anos eu estive de luto e pensei que ia estar à vida inteira. Pelo menos em sentir amor por um homem, esse tipo de sentimento morreu em mim, junto com Pedro. Sophi ficou encarregada da minha Felicidade, cada mínimo sorriso meu era por causa dela, e para ela.

Quando dizia que eu ia ser a melhor mãe para Sophi e sua heroína, eu não estava mentindo, eu me tornei tudo isso para ela, mas, quando Sophi nasceu ela trouxe junto com ela uma luz que me deu vontade de viver e sorrir novamente. Na verdade Sophi foi a minha heroína. Ela me salvou, quando mais ninguém podia.

Mas, agora, eu ganhei uma segunda chance e aquele pedaço meu que morreu junto com a noticia da morte de Pedro, ressuscitou junto com ele. A verdade é que Pedro é o único homem que sou capaz de amar, eu não deixei de amá-lo durante todos esses anos. Dizem que o amor é uma coisa complicada e que machuca, não discordo. Quando amamos de verdade, estamos em uma corda bamba e a qualquer minuto podemos cair. Eu amo Pedro da forma mais verdadeira possível e esses últimos anos me mostraram o quanto o amor pode machucar. Eu tentei afastar as lembranças nossas para não sofrer mais, porem foi impossível.

As feridas nunca secaram, elas sempre foram profundas e dolorosas. Cada lembrança que eu tinha de Pedro e eu, era uma ferida que se abria. Eu sempre me mantive forte para Sophi, ela sempre precisou de mim, assim como eu sempre precisei dela. Então, eu comecei a pensar igual ela. Pedro foi um herói e morreu para salvar vidas de pessoas inocentes, ele foi um herói e esse pensamento diminuiu as dores, entretanto as feridas ainda continuavam ali.

Mas, agora, que Pedro está de volta, eu sinto-as se fecharem e secarem, formarem cicatrizes. Sempre pensei que nós fomos feitos um para o outro, opostos, mas perfeitos. Não sei dizer o que estou sentindo, vai muito alem da Felicidade. Ver os dois juntos, as pessoas que eu mais amo, brincando com um camaleão, com certeza vai muito alem da felicidade.

Pedro olhou para mim e sorriu, enquanto mostrava a nova cor do camaleão para Sophi que gargalhava com a fofura do bichinho. Ela pediu um para João, quando os dois estavam assistindo um filme sobre animais e ela se encantou com o camaleão, por que ele muda de cores e é fofo. João é o padrinho dela e a mima demais, assim como meu pai. Não sei qual é o pior, Sophi adora fazer biquinho para os dois, que se derretem como o gelo.

– Você pode se juntar a eles. Eu termino de arrumar o resto. – Delma cochicha no meu ouvido.

A casa estava virado do avesso, após a festa de Sophi. Ela está tão feliz com o pai. Vê-la dando risada e o abraçando é tão lindo. Termino de arrumar os presentes dela em caixas e me junto a eles. Sophi senta ao nosso meio, segurando o bichinho. Pedro pega na minha mão e aperta. É tão bom sentir seus toques. Sentir que é ele mesmo e não apenas um sonho.

– Papai! – Sophi olhou para ele e estreitou seus pequenos olhinhos, que brilhavam intensamente. – Você desistiu de ser um anjo? – Pedro ergue uma sobrancelha e me fita, desenho um sorriso nos meus lábios que se refletem nos dele.

– Papai estava sentindo muitas saudades da mamãe. Dos seus avos, da sua tia e queria muito conhecer você. – explica. Sophi presta atenção em tudo que ele fala.

– Mas, vuce vai volta pala a sua missão? – pergunta, mexendo na manga da farda que Pedro usa.

– Não vou mais voltar para aquela missão. Mas sim, para outra. – fito os olhos de Pedro, o que ele quer dizer com isso? Ele não pode estar falando sério.

– Ota? – vejo toda a inocência na voz da minha pequena. Meu corpo fica tenso e cheio de medo da resposta de Pedro.

– Sim! – Pedro pega Sophi no colo. – Vou ser o seu anjo da guarda agora. – começa a fazer cócegas em Sophi que solta suas gargalhadas gostosas. Solto todo o ar que estava segurando dentro de mim e respiro aliviada.

– Mamãe! – Sophi levanta-se do sofá com o camaleão nas mãos. – Posso levar ele no viveiro? – faço que sim com a cabeça. Ela sorri e corre até o quarto de Tomtom, onde está a gaiolinha que João deu junto com o animalzinho.

– Ela é linda... Puxou você. – diz Pedro, enquanto sorri. Amo quando ele sorri e seus olhos ficam puxado, igual aos dos japoneses, como senti falta desse sorriso e toda a luz que ele carrega.

– Ela tem seus olhos. – comento.

– Quanta coisa eu perdi? – puxa minhas pernas para cima das suas coxas.

– Muita coisa. – falo. – Seus pais reformaram todo o perfeitão. Duca e Bianca se casaram. João está namorando uma garota chamada Vick. Meu pai casou com a Dandara. A academia dele ganhou vários títulos nos últimos anos. Sophi derrubou o José Aldo no chão. – Pedro começa a gargalhar, joga a cabeça para trás e puxa o ar, para começar a rir novamente.

– Sophi derrubou a plantinha do seu pai? – indaga.

– Ioou. – dá um pulo quando escuta a voz grossa do mestre Gael. – Você sabe que não é plantinha. É bonsai...Bonsai! – dá ênfase na ultima palavra antes de sair.

– Ele ainda me dá arrepios. – inclina o corpo e me beija. – Senti tanta falta disso. – diz, com os lábios sobre os meus. Coloco meus braços em volta do seu pescoço e o beijo com paixão.

– Papai...Papai. – Sophi sobe no sofá e começa a pular. Separamos-nos e começamos a prestar atenção nela. – Quero levar Robert para casa. – diz, animada.

– Quem é Robert? – indago, ela se joga no meu colo.

– Robert é o camaleão. – dispara.

– Por que Robert? – pergunta Pedro.

– Pu que ele tem cala de Robert, ué. – dá de ombros e corre para o quarto de Tomtom puxando Pedro pelas mãos. – Vamu papai! – exclama. Fico observando a felicidade dela e de Pedro e é impossível meus lábios não se alargarem em um sorriso orelha a orelha.

Voltei a ajudar Delma arrumar a bagunça da casa. Meu pai e Dandara foram os últimos a sair da festa. Joguei-me no sofá me sentindo exausta. Estava tarde já. Sophi, Tomtom e Pedro brincaram o resto do dia com Robert. Levantei do sofá e fui até o quarto de Tomtom. Encostei meu corpo no batente da porta e fiquei admirando. Pedro estava sentado ao lado da cama que Sophi estava dormindo, a cama que Delma e Marcelo colocaram no quarto de Tomtom, para quando Sophi dormisse na casa deles. Sophi estava com a mãozinha encaixada na de Pedro e ele afagava seus cabelos. Rapidamente limpei uma lagrima teimosa que rolou pala minha bochecha.

– Hey. – falei baixinho. Sophi não acordaria nem com uma orquestra sinfônica ao seu lado, mas Tomtom também estava dormindo, e seu sono é um pouco leve.

– Oi. – Pedro levantou e cobriu a distancia entre nós, enlaçando as mãos na minha cintura e beijando avidamente meus lábios. – Ela estava caindo de sono. Quis que eu contasse histórias sobre esse tempo que eu passei longe. Mas eu acabei inventando uma para ela, e ela acabou dormindo. – comentou.

– Deve ter sido horrível esses cinco anos. – Pedro pegou na minha mão e levou até sua boca, depositando um beijo nela. Fitei seus olhos que tentavam esconder toda a escuridão dentro dele, mas eu sabia que estava ali. Desde que conheci Pedro ela estava ali, algo que ele aprendeu a conviver, por causa de todas as vezes que ele esteve em guerra e viu coisas horríveis.

– O que importa é que agora estou aqui, com minha família, com a família que eu vou construir. – olhou para Sophi dormindo tranquilamente, e sorriu. Seus olhos dessa vez brilharam. Talvez Sophi seja capaz de tirar toda a escuridão de dentro do pai dela.

– Você me ajuda a levar os presentes dela para o carro? São duas caixas enormes e pesadas. – pergunto.

– Claro. – saímos do quarto, Pedro apaga a luz e fecha a porta. Sophi passou o dia pulando, ela vai dormir a noite inteira e eu não vou acordar ela. – Você não está pensando em ir para casa? – indaga.

– Sim. Amanhã cedinho veio pegar sophi. – Pedro segura minha mão, impedindo-me de continuar andando.

– Sabe que tem meu quarto, e dentro dele tem uma cama enorme. – sussurra com a boca muito próxima do meu ouvido, o seu hálito quente me causa um arrepio por todo o corpo. Ele é o homem que amo e que fiquei cinco anos longe, acho que meu corpo está apto a ter esse tipo de sensação. Mas ainda não entendo o meu medo que estou sentindo, só de pensar em dormir com ele, na mesma cama. E nós somos noivos. – Está tarde e você está cansada. Não quero que saia dirigindo exausta desse jeito. – a palma da sua mão pousa na minha bochecha. Fecho meus olhos sentindo seu toque cálido.

– Tudo bem. Mas você não se livrou de colocar as caixas no carro. – disparo.

– Pensei que você ia me ajudar. – retruca. com um sorriso nos lábios.

Depois de levar as duas caixas e arrumar uma no porta-malas do carro e outra no banco traseiro, nós voltamos para dentro da casa. Delma e Marcelo estavam na cozinha, tomando café que ela tinha acabado de fazer.

– Sophi está dormindo como um anjinho. – comenta Delma. Coloco um pouco do café em uma xícara e me sento à mesa.

– Só quando está dormindo mesmo. – diz Marcelo com ar divertido, Delma lança uma careta para ele, que dá de ombros.

– Bom, eu estou indo dormir. – Delma dá um beijo na bochecha de Pedro e outro na minha. – Vocês se comportem.

– Mãe. Já temos até uma filha. – dispara Pedro, com os olhos fixos em mim. E eu sinto minhas bochechas formigarem.

– É só força do habito. – diz Delma, antes de sair da cozinha rumo ao seu quarto.

– Espera que também estou indo. – Marcelo toma o ultimo gole de café, rapidamente larga a xícara na pia e segue Delma. – Durmam bem! – exclama.

Levanto e coloco minha xícara sobre a pia. Os braços de Pedro envolvem minha cintura, sinto seu hálito quente no meu pescoço, seu corpo colado ao meu. Deposita um beijo em meu pescoço. Suas mãos apertam minha cintura e ele me vira. Meu corpo reage internamente. Esses cinco anos mudaram a forma física de Pedro, ele tem uma postura ainda mais rígida e séria. Ganhou mais músculos e não tem mais aquele rosto de menino como antes. E essa farda sempre me tirou do sério. É impossível resistir.

– Acho que temos que ir para a cama. – disparo rapidamente. Os lábios de Pedro se alargam em um sorriso tímido e ao mesmo tempo sexy.

– Uhum. Mas... primeiro... – seus lábios colam nos meus, ele me beija com urgência e paixão, como se esse fosse o nosso ultimo beijo. Sua mão trilha caminho até minha nuca, nossos corpos grudam ainda mais. Afastamo-nos quando o ar torna-se possível. Nossas respirações ofegantes e nossos corpos ainda juntos.

– Isso foi muito bom. – seguro a nuca dele e puxo seus lábios para os meus. Estava sentindo tanta falta dos beijos de Pedro, dos seus toques, do seu corpo. – Mas ainda temos que ir para a cama. – falo, com os lábios encostados nos dele.

– Você está certa. E eu preciso de um banho também. Sophi derramou refrigerante na minha farda. – pega na minha mãe e me guia até o quarto. Entramos no quarto de Pedro, que Delma fez questão de manter limpo durante esses cinco anos. Sentei na cama e tirei a sandália, meus pés estavam doloridos, por causa do salto e de tanto correr atrás de Sophi durante o dia. – Eu já volto. – dá um beijo na minha testa antes de sair do quarto.

Levanto e abro a porta do guarda-roupa de Pedro. Pego uma calça de moletom com cordinha e uma camisa do ACDC. Tiro as roupas que uso, coloco a calça e regulo no meu quadril, visto a camisa e me deito na cama. Jogo a coberta sobre o meu corpo e me aninho na cama.

[...]

PEDRO...

Entro no banheiro e tiro a farda do exercito. Olho no espelho as cicatrizes que ganhei durante esses cinco anos e alguns meses que estive fora. Eu tinha apenas uma cicatriz antes de sair para a ultima missão, levei um tiro no ombro, que tirou muito sangue de mim. Mas nesses últimos anos o numero aumentou. Tinha uma enorme na barriga, causada por uma adaga. Uma no braço, também por uma adaga. Uma na lateral da barriga, por causa de uma granada, ela explodiu e os estilhaços atingiram a lateral do meu corpo. Outra nas minhas costas, causada por um tiro de uma Glock. E a outra na minha clavícula, também por uma arma de fogo.

Entrei em baixo da ducha morna e comecei a gargalhar baixinho. Eu estou de volta e isso é mesmo real. Minha família. Karina e minha filha, não é mais um dos meus sonhos, é real. Eu tenho uma filha linda, uma mulher maravilhosa e minha família de volta. Não tenho palavras para expressar o que estou sentindo. Karina me deu um enorme e maravilhoso presente.

Desliguei o chuveiro e sai do box. Peguei a toalha e me sequei, enrolei-a no meu quadril e sai do banheiro. Quando entrei no quarto, Karina já estava deitada. Vesti uma roupa rapidamente e me deitei ao lado dela. Puxei seu corpo o mais próximo possível. Ela aninhou a cabeça no meu peito e apertou o tecido da minha camisa em sua mão. Afundei meus lábios em seus cabelos. É assim que quero passar todos os dias da minha vida. Com minha família, brincando com minha filha e a colocando para dormir. E no final, dormindo com a mulher que eu amo. A mulher feita para mim.

(LEIAM AS NOTAS INICIAS)

Notas finais
Okay!!! Não esqueçam de comentar e me dar permissão HAUSHASU. Espero que tenham gostado do cap, e que comentem, não me xinguem pela demora, pf. Não esqueçam de mim. Bjoooos. Se o cap não estiver bom, podem criticar, eu sou forte e aguento. Bjoos de novo.