Depois da Guerra.
10 “Para sempre” ainda é pouco para nós dois.
Notas iniciais
O quanto é bom acordar do lado da mulher que ama? Há muito tempo eu não sei o que é isso. Todos esses anos que estive fora, eu acordava e dormia em um local sujo, fedido e frio. Quando acordava sempre sentia um enorme vazio no peito. Uma sensação horrível de saudade.
Eu amava acordar ao lado de Karina, amava a forma que ela acordava e quando ela olhava para mim. Ou quando um beijo levava a outro a nos acabávamos fazendo amor logo pela manhã. Durante todos esses anos, essas coisas boas só aconteceram nos meus sonhos e na minha imaginação. Tudo tinha sido tirado de mim.
Mas, agora, eu tenho essa oportunidade novamente. Vê-la dormir tranquilamente sobre o meu peito, seu ressonar leve, sua mão espalmada no meu abdômen, todos esses pequenos detalhes que me foram tirados no passado, eu os tenho novamente e não pretendo perder nunca mais. Ter Karina ao meu lado toda manhã é algo que eu amo e quero para sempre.
Os finos e curtos raios de sol começam a invadir o quarto. Com toda a certeza essa foi uma noite tranqüila e ótima, como há muito tempo eu não tinha. Sem pesadelos ou sonhos bons, eu estou vivendo os sonhos bons e sobre os pesadelos, é algo que desejo não ter mais. Nunca mais. Os pesadelos começaram logo após Andre me encontrar e eu voltar às missões. Eu tinha pesadelos com as coisas horríveis que víamos. Aldeias bombardeadas, feridos por todo o canto. Pessoas mortas a sangue frio, crianças que serviam como iscas para que os rebeldes armassem emboscadas, para nos pegar. Ou crianças que eram torturadas e depois jogadas em uma vala. Mulheres estupradas, ou espancadas até a morte. Sei que agora estou em um lugar que a realidade é diferente, mas eu nunca vou esquecer-me do que passei, do que fiz, das pessoas que não consegui salvar. Cada rosto, cada grito de ajuda, essas lembranças sempre estarão guardadas em um canto da minha memória.
– Você está distante. – escuto sua voz doce e entorpecida pelo sono. – Esses cinco anos foram difíceis, não é? Você passou por muita coisa, não foi? – sento-me na cama e puxo seu pequeno corpo junto com o meu. Ela ergue o rosto e seus olhos ficam fixos nos meus.
– Foram horríveis. Porem, eu não quero lembrar. Eu vivi tanto tempo longe da minha família, longe de você e da nossa filha, longe de tudo que eu julgo amar. Agora eu só quero ter o direito de ficar ao lado de vocês, cada minuto do dia. – um sorriso estende-se nos lábios de Karina. Seus olhos brilham intensamente.
– Você tem esse direito e sabe disso. – rapidamente giro meu corpo sobre o dela. Encaramos-nos por um longo tempo. Seus olhos fixos nos meus e os meus nos dela. Karina umedece os lábios com a língua e por segundos me distraio, olhando para sua boca. Cravo meus olhos nos dela.
– Eu te amo. – disparo, fazendo seus olhos estreitarem-se e um sorriso brincar nos seus lindos e apetitosos lábios.
– Eu amo você. – revida, com seus olhos brilhando ainda mais. Ela morde o lábio inferior, enquanto suas mãos seguram a gola da minha camisa, me puxa fazendo meu corpo cair para o lado, com movimentos rápidos ela encaixa as coxas no meu quadril. Seus lábios avançam de encontro aos meus, e ela me beija com urgência. Espalmo minhas mãos em suas coxas e aperto. Meu corpo reage internamente e externamente. Tiro a camisa minha que ela usa com rapidez e a jogo para longe. Olho para seus seios escondidos pelas finas rendas do sutiã.
Sinto-me como um homem que viveu anos dentro de uma caverna, em uma escuridão absoluta e quando sai, depois de anos e anos, encontra a luz do sol. Com certeza Karina é essa luz, que eu adoro contemplar.
Abro seu sutiã com rapidez e a alça desliza vagarosamente pelos seus braços, revelando aos poucos seus mamilos duros e rosados, ergo minhas mãos encaixando-as em seus peitos e apertando com delicadeza, roço meus polegares nas pontas, fazendo Karina gemer e pender a cabeça para trás. Movimenta o quadril freneticamente sobre o meu, sinto meu membro latejar, uma profunda vontade de estar dentro dela. Giro meu corpo e fico sobre ela, desço com beijos e mordidas pelo seu pescoço, até seus seios. Chupo e mordo um enquanto minha mão brinca com o outro. Suas mãos delicadas deslizam para dentro da minha bermuda. Solto um grunhido rouco quando sua mão envolve meu membro.
– Mamãe! – escutamos a fina voz de Sophi e em seguida as batidas na porta. Rapidamente nos levantamos, Karina veste a camisa e chuta o sutiã para baixo da cama. Encaramos-nos por um tempo, nossas respirações aceleradas mesclam-se. Karina solta um longo e profundo suspiro, depois corre abrir a porta. Sophi entra chorando no quarto e pede colo para a mãe. Karina agacha-se e a pega no colo. Afaga seus cabelos e anda até a cama, se sentando nela.
– O que foi meu amor? – murmura suavemente. Sophi afunda o rosto na volta do pescoço de Karina e começa a soluçar. – Sophi meu amor, o que está acontecendo. – pergunta, dessa vez mais alto, mas com o mesmo tom de voz de antes.
– O Robert... – soluça mais uma vez. – Hoje quando acoidei... – começa a chorar compulsivamente de novo. Karina segura o rosto de Sophi, afasta os cabelos das bochechas dela e limpa suas lagrimas.
– Meu amor, o que aconteceu com o Robert? – indaga.
– Ele não está no vivero. Ele sumiu mamãe. – consegue responder sem chorar dessa vez.
– Nós podemos procurá-lo. – sugiro e Sophi me encara sorrindo e com seus pequenos olhinhos brilhando.
– Eba! – exclama. – Papai, não quelo ficar sem o Robert, eu amo ele. – sussurra tímida. Pego na mão dela e me agacho na sua frente.
– Prometo que vamos encontrá-lo. – falo erguendo o dedinho, ela olha para minha mão confusa e depois para Karina que sorri. – Eu juro de dedinho. – falo. Karina ensina Sophi enroscar o dedo no meu. – E promessas de dedinho nunca são quebradas. – Acrescento.
Depois de uma longa e minuciosa busca por Robert na casa dos meus pais, eu o encontrei em uma gaveta do guarda-roupa de Tomtom, ele estava camuflado no meio das meias. No final, cada meia tirada da gaveta tinha valido a pena, pois ver o sorriso de alegria de Sophi pagaria qualquer esforço.
– Eu fiz pudim de café da manhã. – minha mãe grita da cozinha, fazendo Sophi dar pulos de alegria e sair gritando “Pudim, pudim, pudim...” pelo corredor dos quartos até a cozinha. Acho que não preciso pedir qual a sobremesa favorita de Sophi, pois acabei de descobrir. Karina havia ido tomar banho. Esperei-a sair do banheiro e quando ela saiu quase tive um ataque, ela vestia minhas roupas, mas seus cabelos molhados e caídos sobre os ombros deixavam-na ainda mais linda.
– Mamãe fez pudim. – esboçou um leve sorriso.
– Eu escutei os gritos da Sophi, ela ama pudim. – me aproximei aos poucos de Karina. – É a sobremesa favorita dela. Acho que se ela pudesse, ela viveria...
Interrompo-a com um beijo ávido e urgente, encosto seu corpo na parede e aperto de encontro ao meu. Afastamo-nos quando precisamos de ar.
– Não podemos fazer isso no meio do corredor dos seus pais. – diz.
– Não? – revido. Ela me lança um olhar despreocupado, segura a gola da minha camisa e me puxa, recomeçando outro beijo. – Acho que podemos voltar para o quarto, duvido que eles sintam nossa falta. – murmuro.
– Ou podemos terminar isso na minha casa, que também é sua. – dispara. – Não quero mais ficar longe de você Pedro. – completa.
– Eu também não. – concordo.
– Aquele apartamento também é seu. – sussurra.
– Temos que dar a noticia para meus pais. – assente. Pego em sua mão e nos dirigimos até a cozinha. Sentamos a mesa. Olho para Sophi que já está toda lambuzada de pudim.
– Huum...Está delicioso. – diz, deliciando-se com o alimento.
Tomamos café em meio a conversas divertidas, sobre os primeiros dias de aula de Sophi, quando ela se escondeu em baixo da cama e não queria de jeito algum ir para a escola. Repetia que não queria se sentir igual um boi indo para o abate. Karina falou que se arrependeu de ler o livro “extraordinário” para ela.
– Mãe...Pai. – olho sério para os dois. – Eu vou me mudar para o apartamento da Karina. – disparo.
– É uma ótima noticia. – diz minha mãe.
– Isso não é novidade. – comenta meu pai.
– Isso é muito bom meu filho. Sophi precisa de vocês dois perto dela, ainda mais agora que você voltou. Alias, você ainda está morto para a sociedade... – dá uma pausa quando escuta a campainha tocar. – Quando vai resolver esse problema? – indaga.
– O exercito se encarregou disso, mãe. – respondo.
– Logo seu filho ressuscita, Dona Delma. – escuto a voz de Andre. Viro-me e olho para ele que esboça um leve sorriso. – Como está amigão?
– Mamãe, o que ele tem no rosto? – Sophi cochicha para Karina.
– Estou muito bem. – disparo.
– Quem é essa garotinha? – pergunta olhando para Sophi.
– Minha filha. – vejo seu rosto empalidecer e seu olhar questionador cair sobre mim. – Karina descobriu sobre a gravidez logo depois da noticia da minha morte. – completo.
– Cara, você tem uma filha! – exclama admirado. – Meus parabéns. – me abraça de forma desengonçada. – Bom, eu passei aqui apenas para lhe avisar sobre uma confraternização que vai ter no 15° batalhão. Você e sua família estão mais do que convidados. Patrícia não aceita não como resposta. – diz.
– Então diga que eu vou estar lá. – disparo.
[...]
Depois de sairmos da casa da minha mãe fomos direto para o apartamento de Karina. As mudanças estavam visíveis, mas não deixei de notar em algumas fotos nossas espalhadas pela sala. Muitas dela e de Sophia, tomando sorvete, na piscina. Na casa de Gael e dos meus pais. Fotos de Sophi sorrindo era o que mais tinha. Sophi correu levar Robert para o quarto dela. Ajudei Karina levar as caixas de presente para o quarto da nossa filha.
– Papai, vamos assisti frozen? – não resisti aos olhos de gatinho dela.
– Claro. – escutei Karina sorrir enquanto arrumava algumas peças de roupa no guarda roupa. – O que foi? – pergunto.
– Prepare-se. – diz, apenas isso e depois sai do quarto com um cesto de roupas sujas.
Depois de ver o filme duas vezes, Sophi queria ver pela terceira vez. Agora entendo o recado de Karina. Sophi levantou-se e correu em roda de mim, cantando a musica que Anna canta para Elza na porta do quarto.
***
KARINA...
Eu dei um aviso para Pedro, ele que agüente as conseqüências. O fato é, Frozen é uma bela forma de deixar Sophi quietinha, mas também é uma boa ferramenta para deixá-la explosiva, correndo por todos os lados, ela parece um foguete.
É bom tê-lo em casa, na nossa casa. Durante vários momentos eu imaginei como seria se Pedro voltasse vivo da guerra. Imaginei como seria nosso casamento, nossa definitiva vida a dois, e confesso que eu amava imaginar essas cenas de um casal perfeito. Porem, no fundo eu sabia que aquilo era impossível, por que ele estava morto. Entretanto, agora, posso voltar a imaginar aqueles momentos, na verdade não. Eu posso vivenciar aquelas cenas, ao lado dele e Sophi.
Entro no quarto de Sophi e os dois estão dormindo deitados no tapete felpudo que comprei especialmente para quando Sophi e eu fossemos assistir filmes em seu quarto. Corto caminho para não passar por cima dos dois. Abro o guarda roupa de Sophi e tiro um vestido vermelho com estampa de bolinhas pretas, uma meia calça branca e uma sapatilha preta. Deixo-as sobre a mesa.
Arrumo toda a bagunça da cozinha. Meu quarto e o banheiro, enquanto os dois dormem. Tomo um banho calmo e relaxante, quando saio do banheiro os dois estão comendo salada de frutas que eu havia preparado no dia anterior.
– Mamãe, papai disse que vamos sair. – assinto. – Nós vamos ver aquele homem com a cala machucada de novo?
– Sim. – respondo.
– O que ele tem papai? – vira-se fitando os olhos de Pedro.
– Ele se machucou quando tentava salvar um... – ponderou. – Urso. – Sophi o fita confusa.
– Um uso? – indaga.
– Isso...Um enorme urso... – observo os dois enquanto Pedro inventa a história sobre o enorme urso e Andre para Sophi que escuta tudo com atenção. Aproximo-me dos dois e pego Sophi no colo.
– Vou dar um banho nela, e arrumá-la. Está quase na hora da confraternização. – assente. Antes de entrar no banheiro com Sophi dou um demorado beijo em Pedro. Escutamos a voz de fundo dela que diz “eca” nos fazendo rir.
Sai do banheiro com Sophi enrolada em uma toalha. Vesti um dos pijamas dela, por que eu a conheço direito e sei que ela vai acabar sujando a roupa que arrumei para ela usar na festa.
Ela quis cereal com leite. Pedro tinha ido tomar banho enquanto eu me arrumava e arrumava Sophi. Deixei-a comendo e entrei no quarto. Abri meu guarda roupa, peguei um vestido preto, com o zíper na lateral no meu corpo. Rendado atrás, e pouco justo ao meu corpo. Vesti-me rapidamente e fiz uma leve maquiagem no rosto. Deixei meus cabelos soltos e ondulados. Sophi correu até mim e olhou-me da cabeça aos pés.
– Está linda mamãe. – dispara. – Vai me deixar bonita também?
– Mas é claro. Igual uma princesa. – falo a fazendo sorrir. Pego na pequena mãozinha dela e a levo até o quarto. Visto-a com a roupa que havia separado. Termino fazendo um trança escama de peixe, em seus longos cabelos castanhos. Ela levanta e vai até o espelho.
– Estou muito linda. – diz, olhando para o seu reflexo.
– Uma princesa. – acrescento.
Saímos do quarto, e Pedro está tentando fazer o nó na gravata, brigando com ela na verdade. Pedro fica muito gostoso com a farda do exercito, mas com terno e gravata ele com certeza aflora alguns pensamentos pervertidos na minha cabeça.
– Posso te ajudar? – assente. Ele vira-se para mim, seus olhos trilham todo o meu corpo, vejo uma chama de desejo se acender em seus olhos. Sorrio satisfeita.
– Sim. – responde minha pergunta. Arrumo sua gravata. Pedro inclina a cabeça perto do meu ouvido. Toca minha cintura e aperta com a ponta dos dedos, sinto meu corpo inteiro arrepiar-se. – Você está maravilhosa. – sibila no meu ouvido.
[...]
Aparentemente eu não devia ter tomado tanto champanhe, eu sempre fui fraca para bebidas, o álcool sempre me deixa mais alegre que o normal, ainda mais agora que Pedro está vivo. Mas quem resiste a champanhe? Aquelas bolhas que estouram na nossa boca e o gosto maravilhoso. Definitivamente é impossível resistir.
A confraternização foi algo simples e alegre, Pedro viu alguns antigos parceiros de guerra, e isso o deixou feliz. Sophi tinha feito um laço de amizade com Andre, que acabou contando uma história ainda mais surpreendente do que a que Pedro tinha contado. No fim, deixou Sophi de queixo caído.
Depois da festa fomos à casa do meu pai. Ele também foi na confraternização, assim como os pais de Pedro e Tomtom. Já estava tarde, Sophi acabou adormecendo no sofá, com a cabeça descansada no colo do meu pai. Olhei para Pedro que assentiu, pegou Sophi no colo com cuidado para não acordá-la. Chamei um taxi, pois ambos tínhamos ingerido álcool. Despedimo-nos do meu pai e Dandara. Saímos da casa dele e o taxi já estava nos esperando. Ajudei Pedro a embarcar no carro com cuidado para Sophi não acordar. Em poucos minutos estávamos em casa.
Pedro levou Sophi até o quarto dela e a colocou para dormir. Joguei-me no sofá e tirei minhas sandálias, as joguei no canto da sala e relaxei meu corpo, fechei meus olhos, o dia foi longo e cansativo. Pedro sentou-se ao meu lado. Abri meus olhos e fitei seu rosto incrivelmente lindo. Dividia minha atenção entre seus olhos e sua boca umedecida. Encaramos-nos por um longo tempo, até ambos avançarmos um na direção do outro. As mãos de Pedro seguraram meus ombros e deslizaram até a minha cintura, com facilidade me puxou para o seu colo. Encaixei seu quadril entre minhas pernas e apertei, um gemido rouco escapou da sua garganta.
Depois de tudo que passamos separados merecemos um ao outro, de corpo e alma, completamente.
Segurei sua gravata e puxei seus lábios para os meus, enquanto ele me beijava com urgência e avidez, eu afrouxei sua gravata e abri os botões da sua camisa. Espalmei minhas mãos em seu abdômen, afastei meu corpo do dele e fitei seu corpo definido. Meus olhos cravaram em uma nova cicatriz no meio de sua barriga. As pontas dos meus dedos foram até ela deslizando pela superfície e em seguida contornando-a. Meus olhos cruzaram-se com os dele, ele me fitava com adoração, inclinei minha cabeça e seus lábios vieram de encontro aos meus, sua mão segurou minha nuca, puxando-me para mais perto dele. Selou nossos lábios em um beijo urgente e voraz.
A onda de prazer invadiu meu corpo, sentia-o queimar. Ansiava para sentir Pedro dentro de mim, desejava sentir suas estocadas fortes. Queria sentir seus lábios explorando cada parte do meu corpo. Preciso dele, inteiro para mim.
Arranquei sua camisa com certa rapidez, deixei-a cair ao lado do sofá. Meus olhos percorreram toda a extensão do seu abdômen, suas cicatrizes o deixavam ainda mais sexy, e me fazia querer mais. Abaixei meu corpo, beijando cada cicatriz, cada pedaço marcado da sua pele. Pedro segurou meu rosto e fitou meus olhos, vi o quanto ele me desejava e ansiava por mim. Beijei seus lábios com calma, provando do seu gosto.
– Faça amor comigo. – sussurrei em seu ouvido.
– É o que mais quero. – disse. Levantou-se comigo enroscada em seu corpo. Andou até nosso quarto e abriu a porta, entramos no quarto, ele fechou a porta com o calcanhar. Colocou-me no chão e se posicionou atrás de mim, beijando meus ombros. – Tão linda. – sibilou.
Sua mão tateou o zíper do vestido, deixando rastros de fogo por onde passava. Quando encontrou a extremidade, abaixou-o lentamente. Abriu-o por completo, revelando cada parte do meu corpo. Virei-me para ele e o beijei com paixão. Minhas mãos desceram até o seu cinto, o abri e deixei cair no chão. Pedro inclinou a cabeça e mordeu meu pescoço. Suas mãos apertaram minha cintura, subindo até o meu sutiã que ele abriu com presa. Abri o zíper da sua calça e ela deslizou pelas suas pernas. Encaramo-nos por alguns segundos, então peguei em sua mão, sentei na cama. Aos poucos ele deitou o corpo sobre o meu. Tirou minha calcinha e sua cueca.
Seus dedos afundaram na minha coxa, subiram até o meu sexo umedecido. Prazer era algo que eu não sentia há muito tempo, e é bom sentir novamente e com Pedro. Ele penetrou dois dedos no meu sexo, fechei meus olhos e mordi meus lábios. Permiti que alguns gemidos fugissem da minha boca. Sua boca abocanhou meu seio, enquanto sua mão provocava o outro.
– Pedro. – grunhi. – Não me faça pedir por mais! – exclamei. Escutei seu sorrisinho. Em seguida ele segurou minha coxa, na altura do seu quadril, em um movimento rápido seu membro deslizou para dentro de mim. Começou com movimento leves e curtos, à medida que nossos corpos se sincronizavam, as investidas eram mais fortes e longas.
Girei meu corpo ficando sobre ele. Rebolei meu quadril, escutei seus gemidos roucos. Apoiei minhas mãos em seu abdômen e intensifiquei meus movimentos. Ele murmurou algumas palavras que não entendi, meu corpo estava envolvido em espasmos constantes.
Chegamos ao ápice juntos. Éramos apenas um. Deitei meu corpo exausto ao lado do dele, me puxou para mais perto, deitei minha cabeça em seu peito, escutando seus batimentos cardíacos. Pedro é perfeito para mim, somos o encaixe perfeito um do outro. É por isso que eu o amo, e alem de tudo ele me deu o maior presente que podia receber.
– Eu te amo. – murmurou, em seguida beijou o topo da minha cabeça. Fechei meus olhos, sorrindo como uma boba.
Eu o amarei eternamente. “Para sempre” ainda é pouco para nós dois.
O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que têm medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno.
(Henry Van Dyke)
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