Depois da Guerra.

22 Eu confio em você.


Notas iniciais
Oi gente, então eu até pensei em dividir esse cap, mas pensando eu melhor, eu achei que já que demoro, nada como um cap enorme e cheio de emoções para recompensar. E quando digo CHEIO DE EMOÇÕES, é mesmo cheio. Bom, eu espero mesmo que gostem. musica do cap https://www.youtube.com/watch?v=lp-EO5I60KA ANA FREITAS, MENINA LINDA, OBRIGADA PELA SUA RECOMENDAÇÃO SUPER, HIPER, MEGA LINDA, EU AMEI. SÉRIO MESMO, VOCÊ É INCRIVEL. BOM, ESSE CAP EU DEDICO A VOCÊ, BEBE

KARINA.

Pedro vai voltar para casa hoje, depois de tantos dias em observação no hospital do quartel. Sei que ele não aguenta mais aquela comida hospitalar, até disse que prefere a gororoba do exército. Ele também não aguenta mais ficar o dia inteiro naquela cama, não vê a hora de voltar para nossa casa, e eu também.

Ainda não contei sobre o bebê, quero fazer uma surpresa e tenho certeza que acontecerá nessa noite. Sophi está empolgadíssima para a volta do pai, todos os dias ela pergunta quando o pai dela vai voltar, e hoje quando respondi a ela que a noite ele já estaria em casa, ela deu pulos de alegria.

Delma está no meu apartamento, organizado uma pequena comemoração pela volta do filho. Se eu a conheço, na verdade a pequena comemoração vai virar uma festa de arromba. Minha missão é pegar Pedro, depois do meu horário de trabalho e leva-lo para casa. João ficaria com ele no hospital, até que eu chegasse lá. Depois vamos para a casa, e ele terá uma festa surpresa.

Pode ser fácil, mas eu sou péssima com mentiras, não sei inventar uma desculpa que preste. Pedro sempre acaba arrancando a verdade de mim. Mas, ainda bem que João vai estar lá, assim ele me ajudará muito. Saio do inferno que está sendo trabalhar nesses dias, Diego está evitando reuniões onde eu esteja presente. Certamente sente-se muito envergonhado. Hoje ele nem veio trabalhar, ninguém sabe o motivo, seu tio sempre foi tão profissional e nunca faltou. Diferente do sobrinho.

As portas do elevador se abrem no estacionamento do escritório, eu saio e mexo em minha bolsa, procurando o chaveiro. São tantas coisas que acabo demorando cerca de dois minutos até encontrar as chaves. Olho ao redor, e o local está vazio, parece até cenário de filme de terror. Sorrio quando sinto o chaveiro em minha mão, arranco da bolsa e ando em direção ao meu carro. Enfio a chave na porta e puxo, mas alguém empurra com força, dou um pulo por causa do barulho.

— Karina. — Viro-me, e Diego está atrás de mim, está visivelmente bêbado. — Você está tão bonita. — Tenta tocar meu rosto, mas eu desvio do seu toque. — Eu sei que você ainda está furiosa comigo, e...

— Diego, agora não. — replico. Viro-me novamente e puxo a porta, mas novamente ele empurra com força.

— Me escura. PORRA! — rosna, como um doido, e eu me encolho.

— Diego! Escuta você! Eu não quero conversar com você. Você está bêbado e fora de si. Não é hora para conversar e além do mais, eu já falei que nossas conversas serão apenas profissionalmente. Preciso ir embora. Agora tira a mão da porta do meu carro!

— Não. Antes você vai me escutar. — O espaço entre nós torna-se ainda mais pequeno. Eu o empurro, mas ele é forte. — Eu disse tudo aquilo, porque gosto de você. E acho sim, que Pedro não merece você, que ele escolheu a guerra ao invés da mulher que ama e da filha. — Sinto minha mão formigar e um grande ódio interno por ele. Dou um tapa em sua cara com toda a força que tenho. Meus dedos ficam desenhados em sua bochecha.

— Eu disse para você nunca mais falar sobre isso... — Ele avança e segura meus ombros com força contra a lataria do carro. Empurra seu corpo contra o meu e me beija a força, sinto repulsa. Nojo dele. Dobro meu joelho e lanço contra seus países baixos, mordo seu lábio com força. Ele solta um urro e cai em posição fetal no chão, fica gemendo e resmungando de dor. Limpo minha boca. — Você não devia ter feito isso. Seu ato terá consequências, seu porco imundo.

Entro no carro e saio em velocidade máxima. Quando percebo que estou a uma grande distância do edifício eu estaciono o carro. Estou muito nervosa, não tenho condições de dirigir agora. Seguro o volante com força e abaixo minha cabeça, respiro fundo. Não queria me sentir culpada, mas a sensação que tenho é como se eu tivesse traído Pedro. Diego pagará por isso.

Quando estaciono o carro no estacionamento do hospital, eu encosto minha cabeça no banco do carro e respiro fundo. Eu sinto tanto ódio e nojo de Diego, que eu pensei nunca existir dentro de mim. Não posso esconder isso de Pedro, uma das bases mais importantes de um relacionamento é a honestidade, não vou omitir isso do homem com quem vou me casar. Desembarco do carro.

Entro no hospital e ando pelos corredores até o quarto em que Pedro está. O lugar é cheio de corredores e quartos. Abro a porta. Pedro e João me olham como se estivessem me escondendo algo, semicerro meus olhos e olho de um para outro.

— Bom, então eu vou indo. — comenta João, já saindo do quarto. Espero ele sair e fechar a porta, então me sento na cama, aos pés de Pedro.

— Vocês estão me escondendo algo?

— Nós? — Pedro segura minha cintura e me puxa para baixo dele. — Não estamos escondendo nada. — Beija meu queixo e desce pela extensão do meu pescoço, provocando arrepios no meu corpo. Seguro seu queixo, mas não consigo entrar no clima.

— Pedro, para. — Empurro seu peito. — Preciso te contar uma coisa, antes que isso me consuma. — Ele para, e então fita meus olhos.

— O que foi? Aconteceu algo?

— Outro homem me beijou. — disparo. Um rastro de decepção passa por seus olhos, ele levanta-se e senta-se na cama.

— Tudo bem, eu entendo... Eu estive dias foras e...

— Não. Foi hoje, agora. — Replico. Dessa vez ele não esconde sua decepção, eu me sinto muito mal. — Desculpa. Eu não queria, mas Diego forçou a barra.

— Diego? Seu chefe? — Ele respira fundo, sua é respiração pesada e a fúria está estampada em seu rosto. — Você o beijou?

— Você sabe que eu nunca faria isso com você. Mas eu não consegui reagir, ele praticamente me agarrou a força.

— Eu vou matar aquele desgraçado! Quem ele pensa que é? — Começa andar de um lado para o outro. Então, para, segura meus braços e começa analisar meu corpo. — Ele machucou você? Porque se ele fez isso, eu vou mata-lo.

— Não. Eu estou bem. — Pedro me abraça, pressionando os lábios em meu pescoço.

— Não quero mais ele perto de você. Se eu vê-lo na minha frente eu...

— Não. Eu vou tomar minhas medidas. Abrir um processo contra ele. Abuso sexual é crime e ele vai pagar, eu avisei. — Pedro me olha chocado.

— Ele já fez isso outra vez?

– Não, mas venho com papos estranhos. Disse que você preferia a guerra ao invés de mim. Eu disse para ele nunca mais falar aquilo. Ele nunca tentou nada, mas agora ele estava bêbado e forçou a barra.

— Minha vontade é mata-lo! Aquele imbecil. — cerra os punhos. — O que ele disse é mentira, nunca foi uma questão de escolha para mim.

— Eu sei. — Coloco a mão na face de Pedro, acariciando sua bochecha com meu polegar. — E eu te amo ainda mais por isso. Não vou deixar Diego chegar perto de mim. — Pedro me abraça outra vez, pressionando o queixo no topo da minha cabeça. — Vamos para casa agora?

[…]

PEDRO...

Enfim em casa, não posso nem acreditar, depois de três semanas internado. No momento, minha casa é tudo que eu preciso. Colocar minha filha para dormir, como sinto falta disso, e dormir ao lado da minha mulher. Minha mulher. Resolvi deixar o lance que Karina me falou sobre Diego de lado, estava tão feliz por voltar para casa e por outro motivo, que coisas ruins não são bem vindas.

Mas, se Diego ousar chegar perto de Karina, ou encostar um dedo sequer nela, eu juro que ele terá uma lição. Confio nela e sei que ela é uma advogada de ouro, vai colocar aquele cretino em seu devido lugar. Mas, não medirei minhas atitudes se ele tentar fazer algo com ela.

— Você está bem? — indaga Karina, sentada ao meu lado no carro. Coloco minha mão sobre seu joelho e dou um leve apertão.

— Só estou pensando.

— Posso saber no que você está pensando? Não é sobre o que lhe falei, né?

— Também, mas nada demais. Estou pensando em outra coisa. — Ela me encara com uma expressão de duvida. — Logo você vai saber, eu prometo. — Inclino meu corpo e lhe dou um beijo no ombro. — Como está nossa princesa?

— Entusiasmada. Feliz. Pulando de alegria. Não vê a hora de você chegar em casa.

— Eu também. — murmuro.

Entramos no estacionamento onde moramos e Karina estaciona o carro em sua vaga. Desembarcamos do carro e pegamos o elevador. Notei que Karina está me escondendo alguma coisa, mas não quis questionar, por enquanto. Ela anda tão feliz, e radiante, com um brilho a mais nos olhos. Algo me diz que é uma coisa muito boa.

Seguro sua mão enquanto o elevador sobe e me viro, pressionando meus lábios contra seu ombro, sentia tanta falta da pele macia e saborosa dela. Trilho beijos em seu pescoço e mordo o lóbulo da sua orelha. Ela solta uns sorrisinhos.

— Não vejo a hora de chegar em nossa casa. — resmungo. Seguro seu queixo e junto nossos lábios, minha língua adentra sua boca e explora cada canto. Karina segura à gola da minha camisa e junta ainda mais nossos corpos. Seguro sua nuca e ela ergue o pescoço, mordo seu queixo e desço com mordiscadas, deixando marcas vermelhas em sua pele.

O elevador dá um tranco e apita, as portas se abrem, dando caminho ao corredor que nos leva ao nosso apartamento. Estou morrendo de saudade da minha filha, e tenho certeza que ela vai correr e me abraçar bem forte, e é uma sensação maravilhosa. Saímos do elevador e seguimos para nosso apartamento. Karina tira as chaves do bolso e abre a porta. Mas, ao contrario do que eu imaginei, Sophi não vem me abraçar, está tudo escuro.

— Cadê a Sophi? — indago.

— SURPRESA! — as luzes se acendem e revela minha família no canto da sala, todos amontoados. E também faixas presas na parede, parabenizando a minha volta. Sophi está no colo da minha mãe, usa um daqueles chapéus de festa e assopra uma língua de sogra.

— PAPAI! — ela pula do colo da minha mãe e corre me abraçar, recebo-a em meus braços a erguendo no ar e fazendo cocegas em seu pescoço, ela solta aquelas gargalhadas gostosas que apenas ela sabe fazer. — Senti tanta sua falta.

— Papai também. — dou um beijo em sua bochecha e a abraço.

— Todos nós sentimos sua falta, capiroto. — diz Gael, abrindo os braços e vindo me abraçar, eu recebo seu abraço caloroso e retribuo. — Espero que agora seja para ficar e nunca mais voltar para aquele lugar. — murmura, para que apenas eu escute.

— Agora é para ficar. — respondo baixinho.

Gael se afasta e eu recebo abraços receptivos dos outros, que incluem: meus pais, minha irmã, João, que chegou antes que nós, Bianca, Dandara, Duca. Todos eles me parabenizam. E agradecem por eu ter voltado inteiro.

— Foi ideia da sua mãe. — comenta Karina. — Eu concordei e adorei. Sabe que amo a comida dela. — abraço Karina pelos ombros.

— É bom tê-los aqui. É a nossa família, e eles sempre estarão ao nosso lado. — dou um beijo na testa de Karina, permanecendo com meus lábios ali por um longo tempo.

— Ei. Vamos jantar? — indaga minha mãe.

— Acho que é um mandado. — sussurra Karina.

— É. — deposito mais um beijo entre suas sobrancelhas e nos juntamos com os outros na cozinha. Sophi que até então estava no colo do meu pai, pede o meu colo, então eu a pego. Sentamos todos em volta da mesa. O cheiro está ótimo.

Sinto-me tão bem ao lado de todos eles, me sinto realizado e acredite isso não é pouco. Eu posso sentir a felicidade que todos eles sentem. Isso diminui todo o peso que sinto sobre minhas costas, eles me fazem esquecer tudo de ruim que aconteceu durante todos os anos em que prestei serviços ao exercito, não é como se aquilo não tivesse existido, mas vendo o sorriso estampado em cada rosto, especialmente no da minha filha e no da mulher que eu amo, me faz sentir que tudo aquilo está guardado em outro lugar na minha memoria, em uma caixa de chumbo, muito bem fechada.

Sophi se lambuza toda com o molho de tomate do macarrão e começa a fazer graça, fazendo todos cair na gargalhada. É incrível como o sorriso da minha filha me traz luz, me permite continuar sonhando com dias melhores, se é que existe um dia melhor do que esse. Karina segura minha mão por de baixo da mesa e aperta. Olho para ela e sorrio, ela retribui, sei que está se sentindo como eu. Feliz e completa.

[...]

— Preciso falar com você. Vou à cozinha, nos encontramos lá. — murmuro para Bianca. Todos estão reunidos na sala, se deliciando com a sobremesa de morangos que minha mãe e Karina fizeram.

— O que é? — Olho para Karina. Ela e Sophi estão distraídas com a própria conversa.

— Te falo quando estiver lá. — levanto e sigo para a cozinha. João já está lá também.

— Então, falou com a Bianca? — assinto. — Sobre tudo?

— Não. Vou falar agora.

— O que foi? Por que estão cochichando? — indaga Bianca, parada ao pé da porta.

— Preciso da sua ajuda. — ela assente e eu começo a falar para ela o que tenho em mente. Ela fica maravilhada quando concluo. — Então, você vai me ajudar?

— É claro que vou. É algo arriscado, mas é perfeito. Tenho até as minhas ideias.

KARINA.

Depois que todos saíram, deixei Sophi na sala com Pedro, os dois estavam jogando um jogo de tabuleiro que ela havia acabado de aprender com meu pai. Sei que durante semanas ela vai ficar agarrada no jogo, até se cansar e largar ele em qualquer canto da casa. Aproveitei e fui tomar um banho.

Tomei um banho demorado e relaxante. Raciocinava muitas coisas na minha cabeça, ela estava a todo o vapor, tentei esquecer o incidente com Diego no estacionamento, mas aquilo foi tão ridículo da parte dele, que ficou impossível eu esquecer. E tudo que eu quero é que ele nunca mais chegue perto de mim, sinto nojo dele. Vou processa-lo, nem que para isso eu perca o meu emprego.

Sai do banheiro apenas com o roupão, abri meu guarda roupa e tirei a camisa surrada de Pedro e um short, passei hidratante corporal e depois me vesti. Peteei meus cabelos e os deixei soltos. Voltei até a sala e Sophi tinha dormido, Pedro estava acariciando os cabelos dela.

— Vou leva-la para a cama, você pode aproveitar e tomar banho. Depois eu ajudo com o seu curativo. — murmuro, contornando o sofá e pegando Sophi no meu colo.

— Tudo bem. — ele levanta, dá um beijo na testa de Sophi e segue para o nosso quarto.

— Sophi, você está muito pesada. — sussurro a carregando para seu quarto.

Empurro a porta com meu pé e entro, levo Sophi até a cama, depois pego uma muda de roupas limpas, porque a que ela usa está sujo de molho de tomate, devido as suas artes. Troco-a com cuidado para não acabar a acordando. Depois vou ao banheiro social e pego uma toalha. Deixo-a úmida. Volto para o quarto e limpo as mãos e o rosto de Sophi.

Quando termino de limpa-la, a cubro até as orelhas, a rena voltou para casa depois que Pedro melhorou, e Sophi sentia muita falta dela, então era melhor estar com a dona verdadeira. Coloquei-a em torno dos braços de Sophi e ela soltou um suspiro preguiçoso. Dei um beijo na bochecha gorducha de Sophi, apaguei o abajur e sai do quarto, fechando a porta com cuidado.

Entro em meu quarto e Pedro ainda está no banho. Pego a caixa de primeiros socorros e coloco sobre a mesa. A ferida de Pedro está bem melhor, ele nem reclama mais de dor, mas ainda temos que trocar o curativo. Ele sai do banheiro usando apenas uma calça de moletom. Seu peito está exposto. E eu o desejo muito.

— Precisa mesmo disso? A ferida já está seca? — resmunga.

— Ordens do seu medico. — digo o fazendo sentar-se na poltrona. — Pare de reclamar. — Molho o algodão com antisséptico e passo pela ferida, depois cubro com gazes e coloco a fita branca por cima. — Pronto.

Pedro levantou-se, ficando em pé na minha frente. Ele fitava meus olhos com expectativas, e eu entendi muito bem o que aquilo queria dizer. Ele segurou minha nuca e inclinou meu corpo para trás. Roçou seus lábios nos meus e então mordeu meu queixo e desceu com beijos pelo meu pescoço e ombro. Minhas mãos passeavam pelo seu abdômen nu. Quando ele chegou a minha clavícula, eu soltei um gemido preso em minha garganta. Ele afastou a boca da minha pele.

Pedro fitava meus olhos com tamanha intensidade, seus olhos trilharam todo o meu corpo, senti minha pele queimar, e todos os músculos do meu corpo enrijeceram. Eu queria sentir seus lábios cobrindo os meus e descendo por todo meu corpo, eu ansiava por isso, meu corpo inteiro desejava seu toque, e suas carícias. Minha pele queria sentir a dele, eu queria fazer amor com ele intensamente, urgentemente, e por muitas horas. Quando os olhos de Pedro desceram até meus lábios, eles tremeram de expectativas. Ele deu um passo a frente e eu cobri a distancia entre nós.

Joguei meus braços em torno do seu pescoço e puxei sua boca para a minha, sua língua deslizou para dentro da minha boca com tamanha luxúria que eu senti meu corpo inteiro formigar de tensão. Suas mãos fortes cobriram toda a extensão das minhas costas e ele me apertou junto ao seu corpo. Eu o beijei com urgência, nossas línguas dançavam em sincronia, movimentando-se lentamente. Minhas mãos passeavam em seu corpo, sentindo sua rigidez, eu gemi quando seus lábios desceram novamente pelo meu pescoço e depois subiram passando a língua pela região, em seguida ele mordeu e sugou o lóbulo da minha orelha.

Tudo que eu queria era me livrar das roupas que atrapalhavam o nosso momento, queria ver Pedro nu, sua bunda saliente, queria rever cada detalhe do seu corpo, porque eu desejava aquilo desde o momento que o revi. Arranquei minhas roupas enquanto Pedro fitava meu corpo com admiração. O volume em sua calça evidenciava o quanto ele me desejava. Ele livrou-se da calça.

Eu segurei seu pescoço e colei nossos corpos. Beijei seus lábios com delicadeza e percorri com meus lábios pelo seu largo peitoral, passando minha língua pelos seus mamilos e pela barriga. Continuei descendo até meus joelhos encostarem-se ao chão. Segurei a borda da sua cueca e olhei para Pedro, seus olhos faiscavam de desejo. E eu sorri arteira, em seguida mordi meu lábio.

Abaixei sua cueca, expondo seu membro duro e ereto, e como senti falta dessa grande parte do corpo dele. Segurei seu pau e o coloquei em minha boca, lambendo sua glande e o contornando em meus lábios, ousei roçar meus dentes na pele sensível e Pedro suspirou, em seguida soltou um gemido. Ele contraiu a pélvis para frente, e segurou meus cabelos.

Comecei a chupar seu membro enquanto ele gemia descontroladamente, quanto mais eu enfiava em minha boca e chegava ao início da minha garganta, mais Pedro gemia. Eu senti o desejo tomar conta do meu corpo, minha calcinha encharcou e tudo que eu queria era sentir o membro duro de Pedro deslizar para dentro do meu sexo. Aumentei o ritmo e Pedro deu um leve puxão em meus cabelos. Olhei para cima e ele estava com os olhos fechados, mordia o lábio inferior com força, eu me deliciei sentindo seu pau pulsar em minha boca por alguns minutos, até sentir os músculos de Pedro tencionarem, e ele soltar um grunhido rouco.

— Karina! — disse entre dentes. — Quero você, agora! — Eu sorri e me levantei, me joguei na cama com os joelhos afastados um do outro, pronta para senti-lo me penetrar. entretanto, ele me virou de bruços. Rasgou minha calcinha e jogou para um canto qualquer. Ele pressionou o abdômen contra minhas costas, sua pele tocava a minha e eu me perdia no deleite de tê-lo tão perto, tão quente e tão pronto para me amar. Seu membro molhado roçava em minha bunda, me fazendo deseja-lo ainda mais.

Pedro lambeu o dedo indicador e o do meio, e puxou meu quadril para cima, apenas alguns centímetros, meu corpo encheu-se de expectativas. Senti seus dedos molhados percorrerem a minha barriga e descer até o meu sexo molhado, ele circulou meu clitóris e eu gemi alto, depois senti ele me penetrar com os dois dedos e estoca-los rapidamente dentro de mim, eu mordi meus lábios. Estava inerte, perdida em pequenas explosões que aconteciam dentro do meu ventre.

Senti seu corpo se afastar, mas longo o calor do seu peito me embalava em mil sensações, ele me penetrou calmo e controladamente. Suas estocadas firmes e rápidas fizeram minhas pernas tremerem, mas tudo era tão delicioso, tão cheio de luxúria e desejo que eu resisti, e deixei que meu corpo flutuasse junto com a sensação de diversos espasmos.

Ele se mexia dentro de mim, cada vez mais rápido. Agarrei o lençol com força, sentindo suas investidas frenéticas. Pedro lambia a pele sensível e macia atrás da minha orelha e em alguns momentos mordia e chupava o lóbulo da minha orelha. Tudo que eu queria era senti-lo mais fundo e mais forte.

Ele segurou minha mão pressionada contra o colchão, beijou meu pescoço e minhas costas. Distribuindo mordiscadas na região. A medida que nossos corpos se movimentava, Pedro intensificava seus movimentos dentro de mim. Deslizou a mão sob meu corpo e desceu até minha entrada, ele acariciou meu clitóris, circulando o dedo em torno dele, eu cobri minha boca abafando meus gemidos.

— Você é minha. — murmurou Pedro. — Seu cheiro, seu gosto, sua pele, apenas eu posso provar você. — acrescentou.

Seu membro deslizou para fora de mim e Pedro me virou. Eu abri minhas pernas e ele me penetrou novamente, estocando mais fundo em movimentos constantes. Seus lábios cobriram os meus e nós nos beijamos imersos em um mar de desejo e volúpia.

Trilhei beijos em seu abdômen, roçando meus dentes em sua pele, mordendo seu mamilo, o fazendo gemer. Pedro praguejou baixinho quando cravei minhas unhas em sua pele, eu sorri, a face de Pedro contorceu-se, ele parecia uma fera pronta para devorar sua isca.

Seus lábios desceram pelo meu pescoço, percorrendo pelo meu ombro e minha clavícula, chegando entre meus seios e abocanhando o direito. Mordeu com suavidade meu mamilo, lambeu e sugou com urgência. Depois fez a mesma coisa com o outro.

Eu me sentia pronta para pular do alto de um precipício e me jogar no paraíso. Pedro me estocou mais fundo e eu realmente me senti no paraíso, meu corpo inteiro amoleceu. Um sorriso enorme desenhou-se em meus lábios e Pedro sorriu. Chegamos ao clímax juntos.

Esperamos nossas respirações e nossos batimentos cardíacos normalizarem. Deitamos um do lado do outro, fixei meus olhos nos dele. Pedro estava feliz. Ele esticou o braço, jogou alguns fios de cabelos meus que cobriam meu rosto para trás e acariciou minha bochecha.

— Senti tanta a sua falta. — Juntei meu corpo ao dele e beijei seus lábios.

— Eu também. — sussurrei. Seus dedos faziam círculos imaginários na extensão fina foi meu braço, provocando arrepios em meu corpo.

— Por que esta sorrindo assim? — questionou.

— Tenho algo para lhe falar. Algo que vai superar isso. — Pedro chacoalhou a cabeça negando.

— Superar isso? O que você vai fazer? Se vestir de pantera e me seduzir, vamos fazer amor novamente, e por fim vai me devorar? — Brincou.

— Espera. — Puxei a gaveta da cômoda ao lado da minha cama e tirei uma pequena caixinha. Sentei-me puxando a coberta sobre meu peito. — Abre. — Entreguei a caixa para Pedro.

— O que é? — Balançou perto do ouvido. — Pode ter um diamante aqui, e não será melhor do que fazer amor com você.

— Vai Pedro! Abre! — exclamei. Estava muito eufórica, ansiava ver sua reação.

— Ok. — Ele tirou a tampa e retirou o pequeno objeto parecido com um termômetro, seus olhos estreitaram e ganharam um brilho radiante. — Duas barras?.... Significa...

— Positivo. — Conclui. Seus olhos fixaram nos meus. — Você vai ser papai, pela segunda vez. — Esperei sua reação, mas seu rosto congelou por alguns segundo até um enorme sorriso alargar seus lábios e eles chegarem as suas orelhas e refletirem em seus olhos.

— Você está grávida? — perguntou ainda sem acreditar.

— Sim, Descobri logo depois que você partiu.

— Você acaba de me tornar o homem mais feliz do mundo, eu já era, mas agora. Nada supera isso. Uma família ao seu lado foi tudo que eu sempre quis, e eu já tinha. Você e Sophi, e agora esse bebê. Meu Deus, não consigo expressar o que sinto. Mas é enorme. — Ele me beijou e depois tirou o lençol que cobria meu corpo. Deitou sobre mim. — Nada do que eu já tenha feito na minha vida supera o dia que nos trombamos no parque. Você me faz o homem mais feliz, mais completo e mais realizado no mundo. Você é a mulher que escolhi amar para todo o sempre. Karina Duarte. Futura Senhora Ramos.

Ele me beijou, um beijo calmo, casto e cheio de amor.

— Eu te amo. — Declarei, e o amaria para todo o sempre. — Meu amor.

Pedro beijou minha barriga e acariciou com o polegar. Murmurou um “eu te amo” e beijou novamente minha barriga. Transmitindo amor e carinho para o filho que eu carrego.

[...]

PEDRO…

Acordei sentindo uma enorme felicidade em meu peito. Em primeiro, tenho tudo aquilo que sonhei em ter de volta, tudo que eu pensei que perderia. Em segundo, a alegria de ser pai novamente me contagia, quando Karina me contou sobre a gravidez a minha vontade era de sair correndo e gritando que vou ser pai novamente. Se eu já me sentia completo, imagina agora.

— Já acordou? — Karina jogou os braços em cima do meu abdômen e afundou o rosto na volta do meu pescoço.

— Sim. Apenas para lhe ver dormindo. — Pressionei meus lábios no topo da sua cabeça. — Você já contou para Sophi a novidade?

— Não. Queria contar para você primeiro. Se eu contasse para Sophi, ela acabaria contando para todo mundo.

— Hum. — acaricio suas costas. — Então vamos contar para ela essa manhã?

— Sim. Tenho certeza que ela vai adorar a noticia. Mas, tenho certo receio.

— Temos que fazer outro quarto.

— Aqui? Sabe que esse apartamento tem apenas 2 quartos. Vamos ter que colocar um berço no quartinho da Sophi, e... — Escutamos o barulho da campainha. Karina se prepara para levantar, mas eu seguro seu braço.

— Deixa que eu vou. — ela assente, eu me levanto e visto a calça de moletom caída no chão. Pego uma jaqueta no armário e arrasto meus pés pelo carpete.

Saio do quarto e ando a passos largos. A campainha toca mais uma vez, eu apuro. Abro a porta, e por mais que eu o tenha visto poucas vezes, e apenas naquele evento, eu lembro-me dele e imediatamente minhas veias fervem de raiva.

— O que está fazendo aqui?! — pergunto, sem esconder minha insatisfação.

— A Karina está? — indaga, na maior cara de pau. Tenho vontade de socar sua cara. — Preciso falar com ela. — Dá um passo a frente, mas eu o empurro.

— Você não vai falar com ela! — exclamo.

— Você é o dono dela? — retruca.

— Olha aqui, eu sei muito bem o que você fez. E isso não me deixou nenhum pouco feliz. Sabia que agarrar uma pessoa a força é crime?

— E quem disse que foi a força? Ela? Bem que Karina gostou... — Fico com ainda mais raiva e dou um murro em sua cara, ele cai no chão, e limpa o sangue que escorre do seu lábio partido.

— Eu confio na minha mulher. — ele começa a gargalhar. Ergo minha mão, para esmurra-lo mais uma vez. Mas, Karina segura meu braço. Sophi está atrás dela e visivelmente assustada.

— Para Pedro. — murmura. Eu me levanto e me afasto. — Eu quero você fora daqui, antes que eu chame a policia e peça uma medida cautelar contra você.

— Karina, precisamos conversar.

— Eu não tenho nada para falar com você. Quantas vezes vou ter que repetir. — Karina dá uma pausa. — Na verdade vamos conversar sim, mas agora no tribunal. Você vai responder contra seus atos. Será processado por assedio sexual. — ele olha chocado para Karina.

— Você não pode fazer isso. — dispara.

— Eu posso sim. E vou. — Karina fecha a porta com força.

— O que esse moço feio estava fazendo aqui? — questionou Sophi, menos assustada.

— Nada não amor. — Karina pega Sophi no colo. — Sabe que o que ele disse é mentira, né?

— Eu já disse que confio em você. — envolvo as duas em um abraço. — E vou lhe apoiar nesse processo.

— Obrigada. — sussurra.

— Agora vamos esquecer isso, e contar a novidade para Sophi.

— Que novidade? — intervém ela.

— Senta aqui amor. — Karina a coloca no sofá e, nós nos sentamos na mesinha de centro. — Nós temos uma novidade para te falar, algo que eu acho que você vai adorar.

— O que? — indaga animada. — Nós vamos toma sovete hoje e eu não vou na ecola?

— Não é isso. — digo. — É algo muito mais sério. — Olho para Karina, dando a deixa para ela, que sorri e fita os olhinhos brilhantes de Sophi.

— Meu amor, você deseja um irmãozinho, ou uma irmãzinha?

— Um bebê? — assentimos. — Eu vou poder pega ele no meu colo? — assentimos novamente. — Vou poder dividi meus binquedos com ele? — fazemos que sim. — Menos a rêna. A rêna de pelúcia é só minha. — ela cruza os bracinhos. — Seria legal tê um imãozinho.

— Que bom! — digo. Karina e eu trocamos um olhar cumplice. E passo minha mão em sua barriga. — Porque você terá um irmãozinho logo, logo.

— Eba. — ela pula entre nós e me abraça, e depois Karina. Agacha-se e pressiona o ouvido contra a barriga da mãe. — Ele está ai dento?

— Sim, meu amor. E você pode falar com ele. — responde Karina.

— Posso? — Karina assente. — Oi bebe. Eu quelo fala duas coisas pala você. Pimeiro, não vou deixa você bincar com a rêna, talvez às vezes. E segundo, nós temos os melhores pai e mãe do mundo intelinho.

Karina está com os olhos cheios de lagrimas, e não é só por causa da gravidez que a deixa mais sensível. Mas, sim, porque qualquer um se emocionaria com o que Sophi disse. Sem sombra de duvidas, temos a melhor filha do mundo inteirinho. Sophi acaricia a barriga de Karina.

— Até que tomar um sorvete hoje não é uma má ideia. — comento.

— É, não é.

— Então, vou pode falta na ecola?! — pergunta Sophi.

— Sim. — respondo. — Vamos tomar sorvete e depois passear no parque.

Notas finais
Não esqueçam de comentar meus amores! E me sigam no twitter @adriani_m. Bjoooos.