Depois da Guerra.

4 Aprender a conviver com a dor.


Notas iniciais
Oi, então mudei a capa da fic. O que acharam? Achei que a criança de antes não tinha a ver com os dois, essa tem os cabelos e olhos castanhos e quero que quando a K olhe para o bebe lembre dos olhos do Pedro. Enfim, esse cap é mais grande, espero que não tenha problema. AGRADEÇO AOS COMENTARIOS, ACOMPANHAMENTOS E FAVORITAMENTOS, MUITOOO OBRIGADA, FICO MUUITO FELIZ. SEM MAIS DELONGAS, ESPERO QUE GOSTEM DO CAP :*

Sete meses se passaram, a dor se tornou amena. Eu passo os dias no escritório com a cabeça afundada em assuntos burocráticos. Graças a Deus ser advogada mantém minha atenção fora e dentro do escritório. São papeladas e mais papeladas, assuntos para resolver, convenções e palestras para ir. Eu agradeço, por que é o único jeito de manter minha cabeça afastada das lembranças de antes da morte do Pedro. Porem, sempre quando minha cabeça encosta no travesseiro as lembranças voltam a martelar na minha cabeça.

Eu fico mais no apartamento do meu pai do que no meu agora. Antes, ficar no meu apartamento era algo bom, eu conseguia sentir a presença o cheiro de Pedro, mas, agora essas lembranças me machucam. O fato de repetir todos os dias para mim mesma que ele está morto e não vai voltar, me machuca.

Meus olhos abrem, revelando o quarto que dividia com Bianca no passado, ele está todo iluminado, devido os raios de sol que invadem o espaço inteiro. Deslizo minhas pernas para fora da cama e me sento nela, ergo os braços para o alto e bocejo.

– Ouuu calminha ai. – digo, depois de sentir um movimento na minha barriga. – Faltam dois meses ainda. Fica quietinho ai. – aliso minha barriga.

Levanto deixando a preguiça que sentia de lado. Pego meu roupão de banho e me dirijo até o banheiro. Tomo um banho rápido, e volto para o quarto. Me visto e calço uma sapatilha preta, por que com a gravidez é impossível usar salto, a não ser, que eu deseje que os meu calcanhares doam a noite inteira e me impeçam de dormir. Arrumo meu cabelo e faço uma maquiagem leve no rosto.

Saio do quarto e entro na cozinha. A mesa está posta com o café da manhã, há essas horas meu pai já deve estar na academia. Como algumas torradas acompanhadas com uma xícara de café meio amargo, do jeito que eu gosto.

– Bom dia, Karina. – Bethe entra na cozinha, alarga um enorme sorriso no rosto.

– Bom dia, Beth. – retribuo, com um sorriso fraco nos lábios.

– Como você está? – quer saber.

– Estou bem. – responder essa pergunta, já não dói tanto.

– E esse bebe, como está hoje? – pergunta, enquanto sua mão acaricia minha barriga.

– Acho que esse bebe, vai ser igual o vovô. Por que, adora distribuir chutes dentro da barriga da mãe. – instantaneamente um sorriso de orelha a orelha alargou-se nos meus lábios.

– É bom ver você sorrir desse jeito, Karina. – diz.

– É bom sorrir. – levanto e dou um beijo na bochecha da mulher parada na minha frente. – Preciso ir trabalhar. Hoje o dia vai ser cheio. – volto para o banheiro e escovo meus dentes.

Abro minha pasta de trabalho e retiro as papeladas de Márcia Alves, que está disputando a guarda dos filhos com o marido. Uma mulher que já foi espancada pelo marido, o mesmo tem a guarda dos filhos, uma menina de 11 anos e um garoto de 13. Ela diz que os filhos estão sofrendo com o homem. E qualquer pessoa consegue ver nos olhos das duas crianças o que elas sentem. Elas têm medo do pai, e saudades da mãe. Eu tenho fé que vou conseguir a guarda para Márcia, assim espero. Tiro também as papeladas de outro caso, de uma garota de 15 anos que foi espancada pelas colegas da escola, todas maiores de idade. É o dia estava cheio.

Porem o momento mais importante do dia vai ser depois da ultrassom, estou morrendo de ansiedade para saber qual o sexo do meu pequeno. Não tenho preferência, se for menina vou amar, se for menino o sentimento vai ser o mesmo. É um pedaço meu e de Pedro, um pedaço do amor que vivemos.

Coloco os dois arquivos em outra pasta, pego as chaves do carro e minha bolsa e saio a passos largos do apartamento.

O elevador abre as porta e eu saio. Aperto o botão do controle do alarme do carro e escuto ele apitar. Entro no automóvel e começo a dirigir.

[...]

O transito estava mais rápido que o normal, isso me fez chegar meia hora antes da audição começar. Márcia chegou logo depois de mim. Abraçou-me e me desejou sorte, desejei o mesmo para ela. Ela é uma mulher muito boa, tenho certeza que é uma mãe maravilhosa. Logo depois, Vagner, seu ex marido chegou, acompanhado do advogado e dos filhos que correram abraçar a mãe. Márcia abraçou os dois filhos, notei que ela segurava o choro, já as crianças choravam naturalmente, enquanto diziam que estavam com saudades da mãe e que não queriam ficar com o pai.

Vagner fez questão de arrastar as duas crianças para o seu lado. Não teve nem receio de deixar seu lado brutamontes visível aos olhos das outras pessoas que se encontravam no fórum.

[...]

Depois do advogado de Vagner defender seu cliente foi a minha vez. Eu não estava ali para perder, eu estava ali para ganhar, não queria que o caso entrasse na minha lista de casos ganhos, apenas quero que Márcia tenha seus filhos junto a si novamente, e que seus filhos fiquem com que eles não sintam medo. Apresentei todos os argumentos possíveis, provas de que Vagner batia na mulher e ameaça os filhos. Vitor o filho de 13 anos, tinha o direito de falar com quem queria ficar. E como o advogado de Vagner não o chamou eu podia chamá-lo.

– Sr, Juiz, peço que libere a entrada do menor Vitor Alves de Alcântara. Ele tem idade necessária para falar com quem quer ficar. – falo.

– Peço que desconsidere essa sugestão, senhor. – disse o advogado de Vagner. Ambos sabíamos a resposta do menino e sei que ele temia.

– Libero a entrada do menor. – diz o juiz.

– Isso é um absurdo, senhor. Ele ainda é uma criança. – rebate o advogado. Vagner engole em seco e afrouxa o nó da gravata.

– Ele já tem a idade necessária. Tragam o menor. – ordenou.

As portas da pequena sala se abriram e Vitor entrou, deu alguns passos apreensivos. Olhou para a mãe que sorriu, e depois para o pai. Sentou na cadeira que o juiz apontou para ele.

– Você sabe por que está aqui, menino? – assentiu. – Se você pudesse escolher entre seu pai e sua mãe, qual seria sua escolha? – o juiz pergunta. Vitor abaixa a cabeça e começa a mexer nos dedos, ele está claramente nervoso. Depois de um tempo, ergue o rosto e olha para a mãe.

– Com a minha mãe. – disse, com a voz firme e determinada.

– Podem levar o menino daqui. – um dos guardas presentes na sala, pega na mão do menino e o guia para fora da sala. – Vocês querem dizer mais alguma coisa? – indaga, olhando para mim e para o outro advogado.

– Não senhor. – me sento ao lado de Márcia. Pego na mão dela e aperto.

– Não. – o homem fala, em seguida senta ao lado de Vagner.

– Aguardem. – o juiz levanta e sai da sala. Depois de alguns minutos volta, com o veredicto. – Dou por fim essa ação de guarde de menores. Devido aos argumentos debatidos, meu veredicto é: A guarda dos menores, Vitor Alves de Alcântara de 13 anos e Beatriz Alves de Alcântara de 11 anos, ficam com a Mãe, Márcia Alves de 32 anos. E dou o direito a Vagner de Alcântara Neto, de visitar os filhos na casa da mãe, duas vezes por semana. – o juiz bate o martelinho.

Sinto uma enorme felicidade invadir meu peito. Só de pensar nas crianças quando descobrirem a noticia. Márcia me abraçou e agradeceu. Disse que seria eternamente grata a mim. Saímos juntas da sala. Pude ver quando as crianças correram até ela e a abraçaram.

– É mamãe conseguiu. – murmuro, acariciando minha barriga. – Agora o que acha de um sorvete antes do próximo caso?

[...]

A segunda batalha do dia também teve um bom resultado. As três agressoras de Isabela foram condenadas a pagar serviços sociais. Os pais de Isabela queriam recorrer, queria que as agressoras fossem presas. Porem, Isabela mostrou que era adulta, e que a justiça estava feita, e que elas iam pagar, os pais concordaram e saíram do fórum rumo a uma lanchonete. As agressoras também foram ordenadas a manter certa distancia da vitima.

Sai do fórum e entrei no carro. Faltava meia hora para a consulta com a obstetra que vai realizar a ultra. Dirigi de vagar, respeitando todas as regras do transito. Quando cheguei no consultoria, olhei no relógio e ainda faltavam sete minutos. Sentei e esperei.

– Karina! – doutora Silvana chamou. Levantei e entrei na sala dela. – Ansiosa? – indaga.

– Muito. – respondo.

– Como tem se sentido nos últimos dias? Dores, desconfortos, algum sintoma especifico?

– Um pouco de dor nas costas e nas pernas. – ela sorri, e anota o que eu disse em um papel.

– Isso é extremamente normal. A barriga está aumentando e o esforço também. É normal sentir dores nos músculos, principalmente nas pernas e costas. – assinto. – Então, está pronta, para saber se é menino ou menina? – concordo com a cabeça e gradativamente um largo sorriso se desenha nos meus lábios.

– Prontíssima! – exclamo.

– Vamos. – ela levanta, faço o mesmo e a sigo, entramos em uma pequena sala. Ela me manda tirar a camisa e o casaco e colocar um jaleco. Faço o que ela diz e em seguida deito na cama. Ela passa um gel na minha barriga e em seguida um aparelhinho gelado. – Está escutando esse barulho? – Assinto. – É o coração da sua MENINA! – uma menina? Cubro minha boca com a mão e sinto meus olhos marejarem. Como queria que Pedro estivesse aqui, comigo, recebendo a noticia.

Deixo as lágrimas caírem naturalmente dos meus olhos. São lagrimas de felicidade misturadas com lágrimas de tristezas e saudades. É impossível não sentir falta dele, eu sinto, todos os dias quando me deito e me acordo. Desejo todos os dias que ele volte. Imagino seus sorrisos, sinto falta dos seus beijos. Seus carinhos. Sinto falta de tudo que Pedro me proporcionava e ainda mais o amor que ambos sentíamos pelo outro. E pensar que isso nunca mais vai existir, me causa uma dor enorme, que eu sinto que nunca vai passar. Eu vou ter que aprender a conviver com essa dor, e é isso que eu vou fazer.

[...]

PEDRO...

– Hey! Aproveite sua folga. – assinto, para meu colega de guerra que estava sempre fazendo piadinha. – Bar, mulheres, sexo selvagem, bebidas. Sabe que daqui uma semana estará no meio do inferno novamente. Temos que aproveitar. – não discordo em nada do que ele disse, é tudo verdade, tenho que aproveitar o máximo possível.

– Conheço uma boate aqui perto, podemos ir lá, o que acha? – indago.

– Aaaah esse é o meu garoto. – envolve meu pescoço com o braço e bagunça meus cabelos. – preciso passar em casa e me arrumar. – diz.

– Então, passo no seu apartamento às dez da noite! – exclamo, pegando minha mala e desembarcando do avião.

– Combinado, espero que esse clube seja cheio de gostosas, faz dois meses que não trepo, sabe como meu amigo aqui fica? Não queira saber. – apenas sorrio e termino de descer as escadas do avião.

– As dez em ponto, André. – aviso.

– Não se atrase, marica! – exclama.

Saio do aeroporto e pego um táxi, não vejo a hora de ver minha família. Passo ao motorista meu endereço e ele segue pelas ruas da metrópole em que vivo. O dia está quase escurecendo o céu está ganhando um tom alaranjado. O taxi passa pelo sem graça e pequeno parque, onde trombei com a garota loira, depois desse dia o parque passou a ser meu lugar preferido. É impossível esquecer esse dia, impossível esquecer o rosto dela, e é bem possível lembrar que ela tem um namorado. É, garotas interessantes, como sempre são comprometidas.

O taxi estaciona na frente do restaurante da minha mãe, que está bem movimentado. Pago ao motorista e desembarco do carro. Subo os degraus da entrada do restaurante e vejo minha mãe e meu pai atendendo os clientes, Tomtom está com os olhos fixos no computador. A primeira a me ver é minha mãe, ela corre e me abraça.

– Filho. Por que não avisou que vinha? – beijo o topo da cabeça dela, e recebo um abraço do meu pai e da minha irmã.

– Queria fazer uma surpresa. – falo, abraçando os três juntos.

– Senta aqui filho. Vou te trazer um prato de comida. Deve estar faminto. – meu pai me arrasta até a mesa e me faz sentar.

– Não pai. Faço um lanche em casa. Combinei de sair com um amigo. Tenho que me arrumar. – falo.

– Tem tudo que você precisa na geladeira meu filho. Agora nós temos que trabalhar. – comenta minha mãe.

– Eu vou indo. – dou um beijo em Tomtom outro na minha mãe e um abraço no meu pai.

[...]

Depois de fazer um lanche me joguei no sofá e tirei um cochilo, até as nove da noite. Depois de acordar tomei um banho e me arrumei. Uma camisa slim fit manga longa, preta e uma calça jeans. Calço minhas botas. Pego o celular e disco o numero de João.

– Fala Jhony meu camarada. – digo.

‘Porra! Você está na cidade?E não veio na minha casa?’ – pergunta, fingindo-se de bravo.

– Calma! Acabei de chegar. O que acha de sairmos? Estou indo para aquela boate, não lembro o nome dela, aquela que fomos da ultima vez. – convido.

‘Estou mesmo querendo sair. Está um saco ficar em casa, quer dizer na casa do namorado da minha mãe. Cara, ele é um zero a esquerda. Passo ai, daqui 10 minutos’ – desliga o celular.

Entro na cozinha e tiro o pedaço de sanduíche de atum e queijo que deixei na geladeira e como. Assisto um pouco de TV, até escutar a buzina do carro do João. Pego minha jaqueta e as chaves da casa, apago as luzes e saio da casa.

– Vai tirar o atraso hoje? – dou de ombros.

– Não é da sua conta. – dou alguns tapinhas nas costas dele. Abro a porta do carro e entro.

– Faz quantos dias que não tranza? – João pergunta, depois de dar partida no carro.

– Dois meses. – respondo.

– Caralho! – exclama.

– Preste atenção na estrada, João. – ralho.

Depois desse papo sobre quantos dias não tranzo, ficamos em silencio. João sabe que não gosto de falar sobre as batalhas, então, prefere não perguntar nada. Ele estaciona o carro na frente do prédio que Andre mora.

– Estava congelando aqui fora. – Andre entra no carro, depois de reclamar.

– Estamos apenas cinco minutos atrasados, cara. – comento.

– Quem é esse daí? – pergunta, apontando para João.

– João. Amigo de infância dessa marica aqui. – responde, apontando para mim.

– Gostei dele. – os dois batem os punhos, em sinal de amizade. – Então essa boate? Tem bastantes mulheres? Cara preciso comer uma mina. – olho para a estrada, enquanto João e André conversam. Não estou nenhum pouco a fim de participar do assunto dos dois, parecem dois maníacos por sexo.

– Hey! Chegamos marica! – exclama João. Abro a porta do carro e desembarco dele. Enfrentamos uma pequena fila, até os seguranças liberarem nossa entrada. Vamos direto para o bar.

– Não acredito que ela está aqui. – comenta João.

– Ela quem? – pergunto.

– A filha do namorado da minha mãe. – responde.

– Quem? Aquela loira gostosa? – André aponta com a mão segurando um copo de vodka para a garota dançando no meio da pista. A reconheço na mesma hora.

– Ela é sua quase irmã? – indago. Ele faz que sim com a cabeça.

– Desculpa João. Mas, vou levar sua irmãzinha para casa hoje. – André toma o ultimo gole da vodka e bate o copo no balcão.

– Boa sorte, amigão. – murmura João, lançando um olhar de desafio para André, que se aproxima da garota. Segura a cintura dela e aproxima a boca na sua orelha. – Ele vai apanhar. – comenta.

Observo André tocar a garota, sinto algo diferente dentro de mim, tenho vontade de arrancar André de perto dela, minhas veias borbulham e minha vontade é arrancar André de perto dela aumenta cada vez mais.

– Ai, Isso doeu em mim. – olho para o meio da pista e André esta encolhido com as duas mãos sobre o meio das suas pernas. A mulher deu uma joelhada certeira, direto no saco dele. Não evitei a gargalhada que teimou em sair da minha garganta.

A mulher sorriu arteiramente. Virou as costas para o homem encolhido e andou a passos largos até o bar. Pediu uma vodka e virou em apenas um gole.

– Você podia ter deixado ele aleijado. – comento.

– Você! – exclama, depois que seus olhos encontram os meus.

– Nós, novamente. – ela sorri. – Quer dançar? – ela assente. Pego a mão dela e a levo até o meio da pista. Uma musica agitada começa a tocar. Seguro a cintura dela, que dança de uma forma sensual e provocativa.

– Acho melhor parar com isso. – digo, na ponta do seu ouvido. Porem, ela continua dançando, fazendo movimentos altamente perigosos. A faço virar para frente e grudo meus lábios nos dela, seu corpo estremece por alguns segundos, então, suas mãos seguram meu pescoço, ela retribuiu o beijo com a mesma intensidade. Nossas línguas travam uma batalha, uma é mais feroz que a outra. Separamo-nos quando o ar se torna preciso.

– Isso não devia ter acontecido. – ela se afasta de mim. Seguro o braço dela e a puxo, seu corpo choca-se com o meu.

– Sinto vontade de te beijar desde a primeira vez que te vi. – a beijo novamente.

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– KARINA! – sento na cama, meu coração bate rapidamente, minha respiração está mais rápida que o normal, meu corpo está suado. As lembranças sempre estão presentes nos meus sonhos.

– Pedro. – Uzuri entra no quarto. Começo a chorar como uma criança. Ela senta ao meu lado e me abraça. – Karina de novo? – assinto.

– Todo dia eu sonho com ela, as lembranças começam a passar como um filme em minha cabeça. Eu tenho que voltar para casa, Uzuri. – falo.

– Nós vamos dar um jeito, Pedro. – diz, afagando minhas costas. – Temos que ter fé.

– Cansei de ter fé. Sete meses. Eu ainda estou aqui. Seu pai morreu, os fazendeiros nos largaram o que vamos fazer? Morrer de fome? – esbravejo.

– Não tenho mais nada a perder. Acho que tem uma forma de você sair daqui. Porem, precisa de um barco e é perigoso. – diz.

– Como eu saio daqui? – pergunto.

– Pelo rio. Se você atravessar todo o rio, chega em outra vila, tive noticias de lá a dois anos atrás e é uma vila com mais recursos que essa. – explica.

– Vamos, dar um jeito, nem que tenhamos que construir um barco. E você vai comigo. Não vou deixar você aqui. – ela assente. Não quero mais ficar nesse fim de mundo, não quero mais ficar longe da mulher que eu amo, da minha família.

Notas finais
E aí, gostaram? Espero que sim! Mereço comentarios? Sim né gente? Não custa nada e me deixa muito feeeliz. Bjoos até o proximooo