Depois Do Fim
2 Subconsciente
—O que diabos está acontecendo? — ela fala consigo mesma quando vê um ônibus estacionado um pouco antes do ponto, vazio. Completamente vazio. Sem cobrador, nem motorista, nem uma mosquinha sequer. O ponto de ônibus também vazio e agora ela percebe que a rua também. Tudo bem que ainda não passavam de 7 horas da manhã mas sempre tem um número razoável de pessoas naquele horário indo para seus respectivos trabalhos ou algo do tipo. Será que ela tinha errado o horário? Com certeza não, já que o sol estava ali, razoavelmente quente naquela manhã primaveril. Talvez o dia? Mas ela lembra muito bem do domingo tedioso que havia sido ontem.
A porta do mini mercado na rua de sua casa estava aberta, ela entrou, olhou lá dentro, em todos os lugares. Olhou as casas vizinhas, o parquinho. Correu pela rua, gritou o mais alto que conseguiu. Nada. Ninguém. Voltou para casa arrastando os pés, tentando, inutilmente, achar uma explicação para aquilo. Estaria sonhando ainda? Primeiro o barulho, agora isso.
— Aliens — diz ela, em voz alta, seguida de uma gargalhada que assustaria qualquer um. Bom, se houvesse alguém ali. Forçou seu subconsciente a acordar, se beliscou, achando se tratar de um sonho. Não funcionou.
Refletiu mais um pouco e decidiu voltar a dormir, saberia se era um sonho ao acordar. Até fez questão de deixar um bilhete em cima do criado-mudo: "NÃO ERA UM SONHO" escreveu, em letras garrafais.
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