Depois De Tanto Tempo
26 Capítulo 25 (Parte 2)
Notas iniciais
Ps: Mais músicas que eu recomendo para esse capítulo:
Lace and Leather Britney Spears
Undisclosed Desires do Muse
SexyBack e FutureSex/LoveSounds do Justin Timberlake
S&M Remix da Rihana e Britney Spears
Super Drive do Yuya Matsushita
Devil Wouldn't Recognize You da Madonna
Para a parte Não lemon:
Madness do Muse
Going to Pasalacqua do Green Day
Mirrors e My Love do Justin Timberlake
Irresistible do One Direction
Crash do You Me At Six
Hallucination do Yuya Matsushita
Kizu Darake no Eternity e Arigatou do Daisuke Ono (Omg essas duas músicas!)
Em poucos segundos, já estávamos em nosso quarto, praticamente nus – ele estava com sua calça e eu com meus shorts -, nos beijando furiosamente enquanto apertávamos o que podíamos no outro.
“Uhn... Sebastian...” Gemi ao senti-lo pressionar sua ereção contra a minha, rolando seus quadris contra os meus.
Ele riu baixo, movendo suas mãos pelos lados de meu corpo, aproveitando para apertar e beliscar meus mamilos antes de pressioná-los e fazer movimentos circulares com os dedões sobre eles.
Arqueei minhas costas e puxei seu cabelo com força, um sorriso malicioso se formando em meus lábios quando o ouvi chiar quietamente em prazer, fechando seus olhos magenta e tombando a cabeça levemente para trás.
Aproveitando desse breve momento de distração dele, empurrei-o para que eu pudesse me sentar em seus quadris, meu sorriso crescendo à medida que um do mesmo aparecia no rosto dele.
Lambendo os lábios, Sebastian correu uma mão pelo meu peito, descendo antes de subir de novo. Ele olhou brevemente em meus olhos com um sorriso maldoso antes de voltar sua atenção ao que estava fazendo.
Lentamente ele deslizou sua longa unha do dedo indicador sobre minha pele bem abaixo de meu mamilo esquerdo, um fino fio de sangue saindo do corte, fazendo-me arfar. Gemi seu nome alto quando ele abaixou a cabeça e sugou o líquido, roçando os dentes na ferida que queimava. Exatamente como eu gosto.
Soltei um som de desgosto quando ele se separou. O corte já havia se fechado, mas havia algumas pequenas gotas de sangue que caíram no meu torso, sujando e manchando minha pele.
“Mesmo depois de tudo que fizemos...” Sebastian murmurou enquanto beijava meu ombro esquerdo, suas mãos apertando vulgarmente minhas nádegas. “Você ainda continua extremamente puro...”
Eu ri baixo, mas gemi e senti um tremor percorrer meu corpo quando um de seus dedos passou sobre minha entrada, passando sobre ela provocativamente. Mas ele a ignorou e continuou movendo um singelo dígito até chegar à pele que se encontrava entre meu membro e minha entrada, massageando-a firmemente.
“Nnng... Ah...” Tombei minha cabeça para trás, apertando seus cabelos escuros enquanto me contorcia em deleite em seus braços.
Escutei-o rir por entre os dentes, pressionando com mais força o local sensível, ganhando espasmos de mim.
“Agora, Jovem Mestre, quero que você fique apoiado em suas mãos e joelhos.” Disse roucamente nos meus ouvidos, seus chifres chocando-se gentilmente contra os meus.
Revirei os olhos com seu pedido, rindo novamente para mim mesmo antes de sair de seu colo, movendo-me até o meio de nosso coxão. Fiquei primeiramente de joelhos antes de abaixar meu tronco, apoiando-me com minhas mãos pálidas.
Senti um peso atrás de mim e mordi meu lábio inferior, virando minha cabeça para o lado para ver Sebastian ajoelhado, já levando as mãos a minhas nádegas, apertando e separando os montes.
“A-ah...” Um calor extremo tomou conta de meu corpo quando senti a respiração dele contra minha entrada e, pouco depois, sua língua passou pelo anel apertado de músculos, espasmos tomando conta de mim enquanto eu apertava o lençol com força.
A ponto de sua língua corria em volta de minha entrada antes de pressionara contra ela, a ponta de seu músculo penetrando-me de leve, quase me levando ao delírio.
Mas acabou tão cedo quanto começou.
“Maldito.” Murmurei um pouco irritado de ter meu ápice negado de tal maneira. Levei minha mão á minha ereção, apertando e massageando-a de leve, aliviando-me mesmo que um pouco.
“Acalme-se, Jovem Mestre.” Ele riu e eu virei meu rosto para lhe dar um olhar feio, mas parei ao vê-lo despejando uma quantidade generosa quantidade de lubrificante em seu membro. Que eu devo dizer que estava completamente ereto, fazendo um tipo de curva no ar, como se fosse feito para deslizar dentro de mim.
Sem falar que, em sua forma normal, ele também voltava ao tamanho normal, o que é um pouco maior e mais grosso.
Mordi meu lábio e pressionei meus quadris contra os dele, fazendo um grunhido alto escapar de sua garganta.
Ele me segurou pela cintura e, pouco a pouco, foi me penetrando, preenchendo-me por completo. Apertei o lençol com mais força ainda, gemendo baixo em dor e prazer. Minha mistura favorita.
“Se-Sebastian... Ahnn...” Movi meus quadris ao encontro dos dele, fazendo pressão sobre seu membro, notando que suas mãos se apertaram a minha volta.
“Mm, apertado como sempre...” Ele gemeu rouco, já começando a estocar furiosamente, enterrando suas unhas afiadas na minha pele, causando tremores violentos percorrerem minha espinha. Choraminguei baixo, cravando minhas próprias unhas no coxão, não me importando se eu estava rasgando-o.
Levantei minha perna esquerda, para que meu pé estivesse encostado na cama e eu ficasse mais empinado, facilitando as ações de Sebastian.
“Ah... Ah!” Arregalei meus olhos quando ele acertou minha próstata em cheio, meus dedos se curvando em deleite a sensação bruscamente prazerosa. “Sebastian...! Ah! M-mais forte!”
Ouvi-o rir rouco, sentindo um peso sobre mim. Ele havia se inclinado, agora mordiscando o lóbulo de minha orelha, puxando-o gentilmente antes de lamber a volta da mesma.
“Mais forte? É isso que quer?” Murmurado isso, ele levou uma das mãos a minha nádega esquerda, apertando-a antes de dar um tapa mais alto do que forte na mesma.
“Nnng! É-é!”
Antes que eu pudesse piscar, eu estava com minhas costas contra a cama, minhas pernas nos ombros de Sebastian e pressionadas contra o meu peito, e ele já estava me adentrando novamente, movendo-se com estocadas lentas mas fortes, quase que violentas, que deixaria meus quadris avermelhados.
Com um grunhido, ele estava completamente dentro de mim, inclinando-se para frente para me beijar, o que eu correspondi de bom grado, entrelaçando meus dedos em seu cabelo, que parecia ser mais sedoso nessa forma.
Ele engolia todos os sons que deixavam minha garganta, nossas línguas se encontrando de maneira desesperada. Mesmo sabendo que tínhamos todo tempo do mundo, sempre ficamos desesperados por mais. Mais do sabor, mais do prazer, mais um do outro.
“Sebastian!” Separei-me com um gemido alto e agudo. Eu fiquei distraído demais que não o vi movendo uma de suas mãos a meu membro enrijecido, brincando com a ponta antes de abaixar a palma mais ainda, massageando agora meu escroto.
“Meu... Mm, Jovem Mestre sempre gostou quando o toco aqui...” Ele disse com um sorriso malicioso, pequenas gotas de suor visivelmente rolando pelo lado de seu rosto ridiculamente perfeito.
Minhas costas arquearam bruscamente, uma de minhas mãos se movendo para apertar o lençol perto da minha cabeça, tentando controlar-me para não terminar muito cedo.
Sebastian fechou os olhos de cornalina, tombando a cabeça para trás de leve, e eu assisti-o engolir um seco, vendo sua garganta se mover, o que me deu água na boca.
“Ciel...” Gemeu baixo, apertando minhas panturrilhas que estavam sobre seus largos ombros. “Jovem Mestre Ciel...”
Assim que ele disse isso, senti uma grande vontade de me desfazer, mas me segurei. Sempre adorei ouvi-lo dizer isso – ainda mais gemer -, me dá uma sensação de poder sobre ele que me deixa completamente quente.
“Você gosta... Quando eu digo isso, não?” Outro sorriso cresceu em seus lábios e ele se inclinou novamente, roçando a ponta do nariz pelo meu peitoral. “Mestre Ciel... É tão perverso quanto eu...” Murmurou antes de tomar um de meus mamilos na boca, mordiscando a ponta e rodeando a auréola com a língua.
“M-merda... Mer-merda, Sebastian...!” Praguejei sem nenhum remorso ou pudor, tremendo dos pés a cabeça, puxando seu cabelo contra mim para que ele ficasse mais perto. “E-eu... Ah! E-eu quero...”
“Quer o quê, Ciel?” Perguntou com a voz rouca, seu rosto agora em frente ao meu, olhando para dentro de meus olhos.
Droga, os olhos dele me deixam louco.
“Que-quero... Que-quero gozar, droga!” Se eu não estivesse vermelho por conta do calor de meu corpo, eu teria ficado com o que acabei de falar, ainda mais em uma voz tão manhosa. As coisas que ele me obriga a dizer...
Uma risada ressoou de seu peito e ele assentiu, levando sua mão esquerda a minha ereção gotejante.
“Sebastian... Sebastian... E-eu te amo... Ah, Sebastian!” Gemi alto, gozando forte, sujando ambos de nossos estômagos e, até mesmo, um pouco do meu peitoral, ficando incrivelmente sem ar por alguns segundos pela força do meu orgasmo.
“Ciel... Ah, Ciel, eu também te amo... Ciel...” Logo em seguida, Sebastian se desfez dentro de mim, estocando lentamente para prolongar a sensação.
Puxei-o para perto e o beijei, o que ele respondeu alegremente. Mas, diferentemente dos beijos que dividimos desde que ele voltou, esse foi mantido casto, apenas para demonstrar o carinho que sentíamos um pelo outro.
–
“Ugh, será que ele ainda vai demorar muito?” Grunhi e deitei minha cabeça na mesa da cozinha, cruzando meus braços como uma criança emburrada.
“Tenho certeza que ele já deve estar chegando.” Sebastian disse, tentando me tranqüilizar enquanto terminava de fazer as panquecas para nosso café.
E, assim que ele disse isso, a campainha tocou e eu fui atender a porta rapidamente.
“Finalmente!” Disse, olhando feio para o casal na minha frente. Alois estava com o rosto completamente vermelho e Claude evitava olhar para meus olhos.
“Eh... Desculpa, acordamos tarde.” Alois murmurou, colocando algumas mexas do cabelo dourado atrás da orelha.
“Tudo bem. Vem, entre, Sebastian já está terminando o café.” Disse após suspirar, pisando para o lado para dar espaço para Alois passar.
Ele assentiu e virou-se para Claude, que fez o mesmo e estava sorrindo gentilmente para ele.
Fingi que não estava vendo, virando a cabeça para o lado, mas continuei assistindo-os.
Pude ver que Claude acariciou a bochecha de meu amigo, que sorriu para ele e colocou os braços finos em volta da cintura dele.
Fiquei surpreso ao ouvir um tímido ‘eu te amo’ vindo de Claude, o qual Alois respondeu da mesma forma com obvia felicidade.
Depois de um rápido beijo, Claude disse adeus para mim e começou a andar de volta á calçada e vi Alois encarando-o.
“... Vá logo.” Disse ao rolar meus olhos. “Chame-o para tomar café conosco.”
Alois sorriu e me abraçou antes de gritar Claude.
As coisas que eu faço pelas pessoas que eu me importo.
–
Duas semanas depois
“Ande, abra isso logo.” Disse para Alois, sorrindo e vendo-o segurando o presente que Sebastian acabou de dá-lo.
“Ok, ok, calma.” Ele riu, rasgando o embrulho verde com o entusiasmo de um menino de sete anos no natal.
“Nossa.” Alois exclamou quietamente, abrindo a caixa e retirando de lá cinco livros novos.
“Nós escolhemos juntos.” Sebastian disse, puxando-me para perto, roçando a ponta do nariz no meu pescoço.
“Muito obrigado, Sebastian!” Ele disse felizmente, sorrindo feito um bobo para ele e Claude riu de sua expressão.
Hoje era o aniversário de dezoito anos de Alois, e estávamos fazendo uma pequena festa para ele na nossa casa.
Claude havia lhe dado uma camisa social azul escura, um CD de uma banda inglesa que eu não me lembro o nome e um iPod clássico. Alois ficou boquiaberto e até brigou um pouco com ele, que ele não deveria gastar seu dinheiro assim, mas no final ficou apenas muito grato.
Eu havia lhe dado uma jaqueta de couro e estava prestes a dar meu último presente.
“Aqui. Espero que goste.”
Alois abriu a caixa e retirou um álbum de fotos com o forro de veludo vermelho.
“Uau, Ciel. Nossa, é... Lindo.” Ele falou ao folhear as páginas já preenchidas com fotos nossas, junto de Sebastian e Claude. Sim, obriguei a mim mesmo a tirar fotos só para o presente dele.
Enquanto ele e Claude folheavam as fotos, lembrei-me do que Sebastian havia me contado sobre ele.
Aparentemente, uma ordem direta do Céu desceu avisando que algumas almas deveriam retornar ao mundo dos vivos até conseguirem completar seus objetivos de vida.
A alma de Alois Trancy ficou percorrendo o mundo por um século, passando por vários corpos diferentes. Mas ele não conseguiu completar o que queria. E pelo o que Sebastian soube, teve uma vida sofrida em todos os corpos que conseguiu.
A única coisa que Alois Trancy tinha de objetivo de vida era ser amado e cuidado.
Após a morte dos pais, ele tinha o irmão, mas mesmo assim, ele que cuidava dele, portando não era o suficiente.
E Claude está aqui porque pediu aos anjos que lhe dessem permissão para voltar para ajudar seu mestre. Aparentemente, esse maldito viu o que aconteceu com o menino por sua culpa. Mas pelo o que Sebastian descobriu que Claude realmente queria consertar seu erro, e, por mais incrível e ilógico que pareça, ele teria algum sentimento por Alois.
E ele estaria disposto a pagar o preço. Desistir de seu posto de demônio e virar um humano e se esquecer de tudo que já aconteceu.
Os dois voltaram para se encontrar, e isso aconteceu apenas agora, o que quer dizer que tiveram de viver por décadas separadas até agora. Nós encontrarmos foi puro destino.
“Está quieto.” Sebastian murmurou no meu ouvido, sorrindo suavemente.
Olhei para ele, dando-o um olhar indecifrável, sabendo que Claude e Alois ainda estavam ocupados com nossas fotos e se acariciando.
“Eu te amo.” Disse quietamente, pegando sua mão livre, fazendo-o me dar um olhar curioso, mas ele acabou sorrindo e me dando um breve beijo.
“Eu também te amo, Ciel.”
Alois não teve a mesma sorte que eu tive de achar alguém tão rapidamente quanto eu. Por isso, agora sou muito mais grato por ter Sebastian comigo.
Mas pelo menos agora Alois está feliz. E Claude não é mais um idiota.
Estou extremamente feliz. E é porque a alma de um de meus maiores inimigos, agora amigo, poderia descansar em paz.
“Eu te amo.” Ouvi Claude e Alois dizerem um para o outro ao mesmo tempo, causando baixas risadas de ambos.
Olhei para Sebastian e o beijei novamente, sorrindo contra os lábios dele, sentindo-o correr os dedos pelo meu cabelo.
E também porque eu tenho o melhor demônio de todos só para mim.
“Quer continuar isso lá em cima?” Perguntou com um tom brincalhão, roçando nossos narizes juntos.
“Idiota.”
Sim, estou completamente e estupidamente feliz.
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