Notas iniciais
Uhuuuuuuuuuu!!! Consegui postar mais um hoje! Mas só porque é só o segundo dia de aula, semana que vem vai ficar mais dificil.... Mas prometo que vou tentar postar pelo menos uma vez por semana. Obrigada a todos que comentaram!! Foram a inspiração para eu ganhar coragem para postar outro capitulo hoje! Espero que gostem! :DD

Depois que eu coloquei minha mochila no primeiro degrau da escada, eu entrei na cozinha, assistindo Sebastian acabar de fazer a janta. Mesmo eu não ter mais necessidade de me alimentar, eu gosto de comer a comida dele, não que eu tinha o contado isso, e eu como pelo menos duas almas de alguém qualquer ao mês, para eu não ficar muito fraco.

“Hoje eu preparei um risoto com aspargos, tomates cerejas e queijo brie.” Sebastian falou, servindo um prato enquanto eu me sentava à mesa.

Ele colocou o prato na minha frente, sorrindo feito um bobão. Eu olhei feio para ele-mas ele ignorou como sempre-, pegando meu garfo.

“Espero que goste.”

Eu fiz um barulho baixo com a garganta, o deixando saber que eu o ouvi. Eu peguei um pouco da comida com o garfo e levei a boca, mastigando devagar para que minhas papilas sentisse bem o gosto antes de engolir. Droga, de novo, a comida dele está perfeita. Nem sei por que ainda espero que ele erre em algo assim.

“Pretende ficar em pé ai a noite toda ou vai se sentar, seu idiota?” Essa é a minha demonstração de afeto. Faz bastante tempo que eu disse para ele que não era mais necessário que ele ficasse em pé enquanto eu comia então ele podia se sentar.

Ele deu uma pequena risada e se sentou ao meu lado, descansando a cabeça no seu punho, me assistindo comer.

“Como foi a aula hoje?” Ele colocou a sua mão no meu joelho, desenhando pequenos círculos nele, me encarando com aquele sorriso de canto de boca.

“Boa.” Respondi rápido, muito desinteressado em sua conversa. Como ele consegue fazer uma comida assim? Isso já foi feito ou foi ele que inventou esse prato? Aposto que ele fica sentado no sofá o dia todo assistindo aqueles ridículos shows culinários na televisão.

“Você diz isso todo dia.” Outro risinho. Idiota. Junto com os shows culinários, aposto que ele fica pensando o dia todo em como me irritar quando eu chegar em casa.

“Humph.”

A nossa conversa foi assim, ele falando — sem parar – e eu grunhindo em resposta até que eu terminei de comer. Sebastian recolheu meu prato e levou até a pia para lavá-lo.

...

Será que eu falo do Alois? Ele deve saber de alguma coisa sobre isso. Mesmo eu não gostando, Sebastian é muito inteligente, perspicaz, eu realmente acho que ele tem a resposta para tudo. É melhor eu perguntar logo. E se aquele menino tentar me matar?

“Ei, Sebastian?”

Ele olhou por cima do ombro enquanto lavava meu prato, com uma leve expressão de surpresa. Normalmente, eu não o chamo enquanto ele trabalha.

“Sim, Jovem Mestre?”

“Se, por exemplo, você tivesse devorado a minha alma, existe alguma possibilidade de eu voltar a viver? Depois de muito tempo?”

“Quer saber de reencarnação? E eu posso perguntar o que o levou a tal curiosidade?” Ele secou o prato e o pôs de volta no armário em seu devido lugar, se aproximando de mim e cruzando os braços.

“Hoje, entrou um novo rapaz na minha turma. E eu acho que ele é um desses casos.” Falei enquanto me levantava, levemente esticando meu pescoço para cima para que eu pudesse olhar nos seus olhos – mesmo sabendo que eles podiam me distrair da nossa conversa atual -.

“Bom, existem dois tipos de reencarnação. Física, que mantém os traços físicos da pessoa, e espírita, que mantém a personalidade ou comportamento dela. Eu já ouvi falar muitas vezes de ambas, e já vi alguns casos eu mesmo. De quem foi a reencarnação que você viu, Jovem Mestre?” Ele sorriu com o canto da boca de novo, envolvendo seus braços em volta da minha cintura.

“...” Agora isso era um pouco mais delicado de falar. Afinal de contas, Alois... Pronto, a situação já está explicada. Alois.

“... Jovem Mestre, se não quer me falar, sabe que não vou força-lo, eu só quero te aj-“

“Do Alois.” Eu o interrompi porque eu sabia se eu não falasse agora, eu não ia conseguir falar depois.

“...” Ótimo. Até ele ficou sem palavras. “Tem certeza, Jovem Mestre? Hoje em dia é muito normal as pessoas terem o mesmo comportamento que... Ele tinha.”

“É físico, Sebastian.”

“Oh.”

Ficamos em silêncio depois disso, encarando um ao outro por alguns segundos.

“Bom, pode ser que seja ele, Jovem Mestre, não vamos tirar conclusões precipitadas.” Ele apertou os braços na minha cintura e aproximou seu rosto ao meu.

“Mas Sebastian, eu tenho certeza que-”

“Sem conclusões precipitadas, Jovem Mestre.” Droga, eu odeio quando ele faz isso.

“Agora, que tal nos irmos nos deitar?” Ele sorriu maliciosamente, beijando de leve minha bochecha e descendo seus lábios para meu pescoço, mordiscando devagar, sabendo que eu sou mais sensível nessa área, me fazendo soltar um gemido baixo enquanto meu rosto ficava quente, levemente me empurrando para me pressionar contra a mesa.

Maldito.

Agora eu entendo porque todos gostam de sexta-feira, antigamente não me importava com os dias da semana, mas hoje em dia. E a melhor parte é que amanhã é sábado e vou poder descansar. Ontem o Sebastian foi de tudo menos gentil e a parte inferior das minhas costas e... Enfim, estou todo dolorido — ainda sinto um pouco quando estou na forma humana, um pouco, ou seja, aquele idiota foi um completo bruto comigo, nãoqueeunãotivessegostadomasmesmoassim -, e tive que usar uma camisa de gola alta para esconder essas marcas vermelhas no meu pescoço.

Fui para a sala o mais rápido o possível e peguei meu lugar favorito, mas hesitei por um tempo antes de me sentar, grunhindo e fechando os olhos em dor quando fiz contato com a madeira.

“Oi, Ciel.” Me assustei um pouco com a voz, abrindo meus olhos para olhar do meu lado.

“Ah, oi Alois, não tinha te visto.”

Ele sorriu e disse que não havia problema, passando a mão pelos cabelos. Deve ser um hábito. Conversamos antes de a aula começar e assim que começou nos calamos e prestamos atenção – bem, eu prestei, peguei o Alois “voando” algumas vezes durante a aula -.

“Ei, Ciel, quer ir lanchar?” Alois me perguntou animado, um sorriso no rosto enquanto me segurando pelo cotovelo, levemente me puxando.

“Eu te acompanho.”

“Você nunca lancha?” Ele perguntou inclinando a cabeça para o lado. Realmente, ele parece uma criança.

“Não tenho muita fome, só isso. Mas você parece mais animado que o resto das pessoas para ir lanchar.”

“Ah, é porque, diferente de você, eu tenho muita fome. Não como direito em casa, então eu aproveito para comer aqui.”

Eu olhei para ele com estranhamento. Ele parecia mesmo muito magro.

“Como assim?”

“Não tem muita coisa para comer, então...” Ele explicou, movimentando a mão no ar, como se isso fosse ajudar em sua explicação.

“Oh.” Bem, eu não devia ter perguntado. E por que eu ligo?

“Então você não come em casa?” Ciel Phantomhive, cale a boca agora mesmo. Eu devia voltar a ser humano. Mas nem quando eu era humano eu me importava. Culpa do Sebastian. Essa coisa de sentimentos que está acontecendo comigo há tanto tempo é tudo culpa dele.

“De vez em quando. Tem vezes que tem alguma coisa ou outra para comer na janta. Nada de mais. Já me acostumei mesmo, nem me importo mais.” Ele riu. Você não tem o que comer e ri disso? Louco. Deve ser o Trancy mesmo. Mas eu podia ver. Os olhos dele. São sempre os olhos que você vê o que alguém realmente sente. Aprendi isso com o passar dos anos. Não importa se é um humano ou demônio. Droga.

“Por que você não janta na minha casa hoje então?”

...

Mas que droga.