Depois De Naraku - InuYasha e Kagome
1 Kekkon
Notas iniciais
Kagome depois de 3 anos havia voltado para a Sengoku Jidai e ela ainda achava tudo aquilo estranho. Claro, tinha passado muito tempo por ali quando procurava pela Shikon no Tama, mas agora era totalmente diferente, pois queria viver lá. Tinha certeza disso apesar de seu coração doer ao pensar em tudo que deixaria para trás. A comodidade e a tecnologia, a mãe, o irmão, o avô e as amigas.
InuYasha estava muito feliz por ela ter voltado e queria aproveitar o tempo perdido. Ele estava sempre ao lado dela, ajudando ela. Parecia ter medo de que ela fosse voltar para a Era dela e, por isso, vira e mexe parecia querer se certificar de que iria acordar na manhã seguinte e ela ainda estaria ali. O poço ainda funcionava, mas Kagome evitava atravessa-lo e tentava focar a vida dela no que a era feudal japonesa tinha à oferecer. Mesmo ela tendo dito para Inuyasha que agora ficaria para sempre na Sengoku Jidai, ele parecia achar difícil acreditar naquilo. Não que não acreditasse na palavra da garota, apenas porque aquilo parecia mais um sonho e depois de três anos esperando pela garota, temia ter que acordar de tal sonho.
Todos da vila decidiram fazer uma espécie de festa de boas vindas para a garota dois dias depois do dia que ela chegou e anunciou que ficaria. Encheram o vilarejo de lampadas e fizeram diversas comidas típicas de acordo com o que as condições de tal pequena vila permitiam. Separaram sakê e chá, os aldeões tocavam musicas folclóricas para animar o ambiente. Alguns aldeões pareciam já ter se esquecido qual era o motivo da comemoração depois de alguns minutos após seu início já que uma festa, mesmo sem motivo, seria muito bem vinda para animar o humor do povo.
Kagome estava usando um kimono simples, mas muito bonito. Ele era azul com delicados desenhos brancos contornados de flores. Seu obi era de um rosa claro e seu cabelo estava elegantemente preso com um prendedor vermelho. Vendo a garota tão bonita daquele jeito, depois de tanto tempo, InuYasha percebeu o tanto que ela era importante pare ele. Era meio irônico pensar que ela se arrumou para aquele dia e Inuyasha continuava com as roupas de sempre. Nunca havia parado para pensar em arrumar mais roupas já que nunca teve o luxo de ter uma residência fixa e ter coisa para carregar por aí apenas atrapalharia tudo.
— O que acha? — perguntou Kagome sorrindo docemente e virando o corpo um pouco para que ele pudesse ver mais de seu kimono.
— E-Eu... erm... — disse Inuyasha ficando vermelho e coçando a cabeça — acho que... f... é bem diferente daquela roupa branca e verde que usava antes.
— É isso que tem à dizer? — perguntou Kagome um tanto incrédula e decepcionada, mas conhecendo bem o rapaz.
Ele olhou para ela mais um pouco, ainda bem sem graça e falou bem baixinho.
— Você está bonita. — resmungou ele fazendo a garota sorrir enquanto o rosto dele ficava incrivelmente ruborizado.
— Wah! O que disse? Quero ouvir de novo! — pediu a garota.
— Nem vem, sei que ouviu da primeira vez! Não vou repetir! — reclamou o garoto cruzando os braços e virando a cara com as bochechas completamente vermelhas.
— Droga... tá aí uma hora perfeita para ter um gravador — resmungou ela com um sorriso no rosto e soltando um suspiro.
Ele olhou para ela com o canto do olho, a tempo de ver um sorriso se formando em seus lábios e então virou o olhar de novo quando pensamentos foram preenchendo sua mente. Alguns desses pensamentos, ele já havia pensado no tempo em que ficou esperando por ela e vendo Sango e Miroku seguindo com a vida. Mas antes eles não passavam de pensamentos tristes e deprimidos sobre o que poderia ter sido. Agora talvez ele tivesse a oportunidade de fazer eles se tornarem de fato reais. Queria que se tornasse reais. Especialmente agora que tinha ainda mais medo de perder o presente que ganhara novamente, a presença dela.
Falando em Sango e Miroku, eles estavam sentados conversando com o pequeno Ayumu no colo enquanto alegremente, o filhinho mais novo do casal. Suas filhas gêmeas, Akiko e Minako, brincavam com Shippou, Rin e mais algumas crianças. Ao ver Kagome chegando com Inuyasha, vários aldeões quiseram falar com ela, dizer como estavam com saudade e coisas do tipo. Eles estavam muito felizes pela garota ter voltado. Inuyasha ficou o tempo todo logo ao lado da garota olhando para a garota com um leve sorriso. Era engraçado como os aldeões que antes tinham tanto medo dele, agora simplesmente o consideravam mais um no meio da multidão. Depois de alguns minutos, como aquele bando de gente enchendo o saco estava o incomodando, ele saiu de perto um pouco para conversar com Miroku que tentava levantar Minako pois a menina queria pegar uma das flores que estavam fora de seu alcance numa árvore.
— Frô! Frô! — reclamava Minako querendo pegar alguma flor que estava longe de seu alcance.
— Hey, Miroku, tem algo que eu queria te perguntar — disse Inuyasha ao chegar perto.
— Inu! — exclamou Minako apontando para Inuyasha. Ele apenas deu uns tapinhas de leve na cabeça da garota mas ela continuou a repetir "frô".
— Me perguntar? E o que seria? — perguntou Miroku curioso.
Inuyasha olhou para a garota que estava com cara de que estava considerando a idéia de chorar para ver se a flor decidia milagrosamente cair direto para sua mãozinha. Pela árvore ser alta, nem Miroku nem Inuyasha conseguiriam pegar para ela, isso é, se fosse só se esticar, mas a menina era insistente. Vendo a insistência da menina, Inuyasha revirou os olhos e deu um pulo, mais alto do que qualquer humano conseguiria. Não escalou os galhos nem nada, apenas pegou a flor que estava imediatamente a cima de sua cabeça e deu para menina que abriu um sorriso enorme ao pegar a florzinha.
— Queria sua opinião em algo — disse Inuyasha enquanto Miroku pensava em como o amigo parecia mais calmo (e talvez até mais simpático) só pelo fato de Kagome estar finalmente de volta.
Eles discutiram por um tempo sobre o que Inuyasha queria falar. Foi bem rápido, mas foi o suficiente visto que o assunto teve que morrer quando Kagome se aproximou.
— Vem cá, preciso falar com você — falou Inuyasha para Kagome.
— O...O que é? — perguntou ela.
Afinal, achava a expressão de Inuyasha estranha. Estava sério, mas também estava vermelho. A garota podia ver, incrivelmente, a insegurança e o medo em seu olhar. Não eram sentimentos muito comuns à aparecem nos olhos do hanyou
InuYasha a levou até um lugar mais afastado do vilarejo, onde eles podiam ficar sozinhos. A cada passo que dava, mais vermelho ele ficava. Mas ele sentia que não podia atrasar aquilo mais ainda. Toda aquela espera de 3 anos o fez sentir como se 3 anos tivessem sido perdidos. E ele não queria perder mais nenhum.
— O que você precisa falar InuYasha? — perguntou Kagome meio desconfiada
— Kagome… — Inuyasha começa a corar mais ainda, então fala olhando para o chão — Vo-Você ficou 3 anos por lá.
— Eu sei… me descu…
— Então… — InuYasha foi logo falando já sabendo que ela ia vir com as suas desculpas — Muita coisa aconteceu, o tempo passou. Então… Então… — Inuyasha ficava cada vez mais vermelho
— Então? — perguntou Kagome curiosa. Inuyasha deu uma travada. Estava se sentindo um tanto ridículo. Como aquilo poderia ter sido a melhor coisa que havia pensado?
— Kagome — ele olha ela nos olhos, ainda vermelho — Quer casar comigo?
Os olhos da garota começaram a se encher de lágrimas. Inuyasha teria ficado duplamente mais preocupado com isso se não fosse o sorriso que nasceu no rosto da garota. Ela deu uma leve risada, claro que ele não teria se ajoelhado. Não achava que combinava muito com ele e duvidava que ele conhecesse esse costume tão ocidental. Lágrimas de felicidade começam a escorrer pelo rosto de Kagome, ela não podia acreditar no que os ouvidos dela ouviam. Ela correu para InuYasha, se jogou em cima dele dando um forte abraço nele. Inuyasha teria força suficiente para segurar os dois. Mas a surpresa foi tão grande, que os dois caíram na grama verdinha.
— Claro, claro que eu quero casar com você!
Kagome, com lágrimas nos olhos, começou a beijar InuYasha apaixonadamente, e ele retribuiu o beijo. Eles não tinham ideia de quanto tempo passaram lá se beijando, pode ter sido apenas alguns segundos, mas pareceu como uma eternidade. Ao se afastarem, eles olharam um nos olhos do outro. Inuyasha queria poder ter dado mais para ela, lhe pareceu um pedido um tanto tosco e idiota. Assim, ao se levantarem, ele pegou uma flor. Não a mesma que havia pego para Minako, nem mesmo uma que estava tão alto assim. Apenas uma bela flor amarela que estava numa árvore que era apenas dois palmos mais alta que Inuyasha. Esta bela flor amarela, ele colocou no cabelo de Kagome logo sobre sua orelha. Ela sorriu corada passando as mãos no cabelo e então o abraçou longamente.
O tempo não para e logo três semanas se passaram, tudo estava pronto para o casamento. Infelizmente, a família de Kagome não poderia comparecer por motivos de não poderem atravessar o poço, já que ela queria continuar a vida dela na Sengoku Jidai, então o casamento seria realizado por lá mesmo. Por causa da falta da família, uma pequena comemoração foi realizada com sua família e amigos íntimos em sua casa. No entanto, no dia do casamento do lado da Sengoku Jidai, Kagome não podia deixar de se sentir triste por não poder ter pelo menos a mãe ali consigo. Tentando surprir o vazio que a figura materna fazia, estavam lá, Sango, Miroku e seus 3 filhos, Shippou, Jinenji e sua mãe, Kouga, Ayame, Rin, Kaede, alguns aldeões e outros alguns amigos que eles conheceram durante a jornada para acabar com Naraku. Contudo, fazer Sesshoumaru ir estava fora de cogitação.
Kagome usava o kimono cerimonial, assim como InuYasha que se desfez de seu típico kimono vermelho para a ocasião. Ele estava achando estranho estar em uma roupa tão diferente assim, achava o kimono preto estranho. Já Kagome achava que caía bem nele já que fazia um contraste interessante com seus cabelos. A roupa cerimonial de Kagome era bela, totalente branca e incrivelmente pesada. Em um momento, ela corou ao pensar que mal podia esperar a noite de nupcias para se livrar de tanto tecido. A cerimonia foi feita no templo da vila seguindo todas as tradições de um casamento japonês e foi perfeita depois da troca de sakê e então o beijo final. Todos começaram a conversar alegremente enquanto Kagome e InuYasha não conseguiam deixar de ficar vermelhos. Sango foi com seus filhos, Rin e Shippou para dormir. Miroku e mais alguns estavam bebados, assim como Kouga que Ayame tentava acordar.
Quando a festa havia oficialmente terminado, InuYasha começa a levar Kagome para um canto da vila que ficava próximo a casa de Sango e Miroku.
— Tenho uma surpresa pra você — disse ele — é o meu… presente de casamento pra você. Feche os olhos.
Não querendo estragar a surpresa, Kagome fecha os olhos e Inuyasha a pega no colo fazendo a garota rir um pouco. Estava se sentindo naqueles filmes românticos americanos embora aquela não tenha sido a primeira vez que o rapaz a pegou no colo, mas era sem dúvida a mais especial até então.
— É uma surpresa. Quando chegarmos eu aviso.
InuYasha andou mais alguns passos e parou.
— Pode abir.
Quando Kagome tirou ela não podia acreditar no que via. Era uma casa. Não era das maiores, mas era suficiente e era bem fofa até. Tinha um jardim cheio de flores coloridas e um quintal com uma cerejeira e mais flores. Ela obviamente era uma típica casa japonesa da época.
— InuYasha…
— Miroku, Rin, Sango e Kaede me ajudaram a arrumar a casa e usei o dinheiro que juntei caçando youkais desde que você saiu. Não é como se eu soubesse com o que usar o dinheiro. — dizia ele já vermelho — Ela pode parecer pequena, mais por dentro é bastante espaçosa. Lá dentro já tem alguns presentes dos aldeões e também dos outros.
Kagome não podia acreditar. Ela nem ao menos tinha pensado na casa e lá estava ela, prontinha para os dois. Kagome segura o rosto de InuYasha e lhe da um beijo.
— Arigatou — disse ela começando a chorar de novo
— Você anda muito chorona!
— Mas é claro! Eu nunca imaginei que isso fosse acontecer!!
InuYasha então levou Kagome para dentro da casa ainda em seus braços. Ele botou ela no chão delicadamente e os dois ficaram imediatamente um tanto tímidos sabendo bem o que costumava vir naquele momento. Com algum constrangimento e vergonha, os dois decidem estender o futon. Kagome se senta em cima do futon, InuYasha se aproxima dela e a beija e depois a abraça com carinho.
— Ei... erm... — disse Kagome um tanto constrangida escondendo o rosto no peitoral dele.
— Hum?
— Teoricamente é para nós... você sabe.... — disse ela deixando a frase no ar — noite de núpcias e tudo mais.
Inuyasha corou terrivelmente. Ela também estava bem corada.
— Eu sei. Não farei nada que você não queira — avisou ele tentando se sentir ou se mostrar menos envergonhado do que estava.
— Eu sei. Eu quero — disse Kagome se aproximando novamente de Inuyasha e o puxando para um beijo ardente e profundo. Tal beijo não demorou à ficar mais... picante. Logo ele estava passando uma das mãos pelos cabelos dela delicadamente. Ao ter certeza que ela parecia de fato relaxada, ficando por cima dela tentando não atrapalhar o beijo, ele começa a explorar o interior do kimono da garota e então começa a abrir o kimono dela e enquanto Kagome começou a fazer o mesmo com o kimono dele.
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