Notas iniciais
edit 03/09/2017 - cap editado edit 04/06/2018 - cap editado

O dia seguinte amanheceu como qualquer outro, Kagome não podia acreditar que agora estava tão casada, tanta coisa havia mudado em apenas pouco tempo. Aquela noite que ela tivera com InuYasha…ela corou só de lembrar. Enquanto ela lembrava ficava divida entre se aquilo tudo fora um sonho ou realidade, percebeu que estava sem suas roupas e então se tocou de que aquilo não havia sido um sonho. Ela se sentou, mas e viu que InuYasha estava em pé ao lado colocando suas roupas.

— O-Ohayou… — disse ele sem graça. Talvez porque as memórias da noite também tivessem voltado para sua mente

— Ohayou — respondeu ela com um doce sorriso.

Ambos estavam levemente corados lembrado do que aconteceu na noite anterior. Eles não tiveram tempo para ficar constrangidos pois logo começaram a bater na porta chamando por eles.

— Ei!! Vocês não vão acordar nunca? — era Shippou que chamava pelos dois impacientemente — Ei!! Seus dorminhocos!! Eu vou abrir a porta!

Desesperadamente, Kagome começa a se vestir, InuYasha que já estava pelo menos com as calças postas, abre a porta de um jeito que Shippou não visse Kagome, lhe da um soco e fecha a porta com força.

— Você não precisava ter batido nele InuYasha…

— Keh! Pirralho folgado…

— Foi uma medida desesperada? — perguntou Kagome com uma risada ao notar a vermelhidão leve que estava nas bochechas do marido.

— Talvez... — resmungou ele virando a cara.

Mas Shippou não estava mentido, eles estavam demorando para acordar. O sol já brilhava forte do outro lado e ninguém, além de Shippou, se atrevou à perguntar porque os dois estavam demorando para acordar justamente porque todos sabiam qual era o motivo. Depois que terminaram de se vestir, os dois saíram e foram até a casa de Miroku e Sango.

— Ah! Olha quem finalmente acordou! — disse Sango

Miroku puxa InuYasha para um canto para que as garotas não escutassem nada e lhe pergunta:

— E ai?

— E ai o que?

— Você fez né? Pelo tempo que demorou para acordar e essa cara de quem não dormiu…

— E-Eu… EU NÃO FIZ NADA! — disse InuYasha todo corado.

— Aham… sei…é o básico de um casamento, meu caro amigo. Não adianta mentir para mim.

— Miroku... pare de importunar os dois... — ralhou Sango enquanto Kagome ficava toda corada também — Aliás...

— Hum? — disse Kagome quando Sango chegou perto de seu ouvido querendo cochichar algo.

— Posso te dar um pouco se quiser sabe? O remédio para não... você sabe... não ter nenhuma surpresa depois de alguns meses.

—Oh! Sim! Claro! Tem isso! — disse Kagome rindo disfarçadamente e sem graça. Se perguntava o quão eficiente os anticoncepcionais dessa época seriam. Já estava cogitando passar para o outro lado e fazer umas comprinhas.

Miroku então começou a falar com InuYasha de várias coisas relacionadas ao ato de amor, como consequência, o monge estava rapidamente constrangendo muito InuYasha. Finalmente, irritado, InuYasha se afasta e vai em direção a Kagome e Sango, mas no meio do caminho as gêmeas de Sango e Miroku correm para ele.

— Cachorrinho! Cachorrinho! Vamos brincar!

Meio relutante e meio empolgado, InuYasha começa a brincar com as duas. Sango, com o pequeno Ayumu no colo começa a discutir com Kagome como InuYasha parecia com uma criança e riam dele brincando com as meninas. Depois de um tempo, Kagome lembra que havia prometido a mãe que iria visita-la no dia depois do casamento, então, praticamente arrastando InuYasha, eles passam pelo poço. Kagome pensava em como talvez devesse aproveitar para fazer umas comprinhas. Naquele momento, ela teve certeza que não abriria mão de certas comodidades que o Japão do presente tinha.

Chegando do outro lado, a família de Kagome estava super animada dando-lhes o parabéns.

— Minha filhinha... lembro como se fosse ontem quando nasceu e olha só agora... tão crescidinha — dizia a mãe de Kagome com os olhos cheios de lágrimas.

— Mãe.... — disse Kagome sem graça com um sorriso

— É melhor cuidar bem de minha netinha! Está ouvindo!?! — ralhou o avô da menina puxando a orelha de Inuyasha para mais perto.

— ARGH! — reclamou Inuyasha — Eu ouvi! Não precisa ficar molestando minhas orelhas desse jeito!

— Eu sempre quis ter um irmão mais velho! — disse Souta.

— Ah, já fui botada pra escanteio assim? — perguntou Kagome.

— Convenhamos Kagome... eu sou mais legal que você — disse Inuyasha cruzando os braços orgulhoso.

— De onde veio tanta auto-confiança? Não deveria ficar do lado da sua esposa? — perguntou Kagome com uma leve risada.

— Acho que tenho direito de me vangloriar um pouquinho — insistiu Inuyasha rindo embora não achasse que era tudo isso que falava.

— Se é tão incrível assim... espero bisnetinhos em breve! Antes que eu morra, de preferência!

— Ah... — disse Souta — falando em orelhas... meus sobrinhos vão ter orelhinhas que nem as do Inu-no-niichan?

Embora a pergunta e o pedido fossem genuínos, eles deixaram Inuyasha e Kagome vermelhos. Apesar da vermelhidão que havia em seu rosto, Inuyasha também considerou com terror a ideia de que seus filhos seriam 1/4 youkai. Ele sabia bem que não era fácil crescer sem ser um youkai completo nem um humano completo. E foi, nesse momento, que ele notou que não tinha ainda muita certeza se queria ter filhos.

Depois de botar os assuntos em dia, a mãe de Kagome mostrou uma surpresa que ela tinha para os dois, um presente de casamento segundo ela, e para a surpresa dos dois, eles ganharam dela 4 dias num ryokan, um hotel tradicional japonês, com direito à fonte termal.

Kagome e InuYasha separaram algumas coisas para levar e pegaram o trem-bala para irem para a cidadezinha onde ficava o hotel.

— Kagooome! — disse Inuyasha no caminho chamando talvez atenção demais — Esse treco é muito rápido!

— Eu sei Inuyasha... eu sei... — disse ela meio sem graça. Falando alto aquele tipo de coisa e com os cabelos longos e prateados, não adiatava que ele escondesse as orelhas e vestisse roupas menos chamativas, ele ainda chamava muita atenção. Mas ela estava acostumada. Ou achava que estava pelo menos.

— Acha que eu consigo ganhar numa corrida outra ele? — perguntou Inuyasha com um sorriso desafiador.

— Eu já prefiro que você nem tente! — resmungou ela baixinho para que só ele ouvisse.

— Keh! Aposto que eu conseguiria ganhar! — insistiu ele.

Era um lugar simples mas confortável, era bem limpo, bonito e calmo. Eles foram para o quarto deles e despejaram suas coisas pelo chão. Algumas árvores e um pequeno córrego provavelmente artificial separavam o estabelecimento da pequena vila no qual foi construído. A decoração do lugar era bem parecida com o que Kagome e principalmente Inuyasha estavam acostumados. Futons, tatamis e portas de correr. Duas coisas, no entanto, se sobressaiam. A televisão e a internet.

— Sem ninguém para reclamar que estamos demorando para acordar ou alguém para chegar na hora errada — disse Inuyasha

— É…

Eles se olham e nesse momento, Inuyasha não conseguiu deixar de pensar no que Miroku havia lhe dito naquele mesmo dia. O céu já havia escurecido, as cigarras cantavam e Inuyasha e Kagome começaram a se beijar apaixonadamente. Inuyasha começa a se livrar das roupas e depois agarra Kagome pela cintura. Inuyasha empurra Kagome até a parede, seus lábios se separam, eles se olham e veem como os dois estão ficando vermelhos. Inuyasha roça seus lábios pelo pescoço de Kagome e nesse momento, a garota teve certeza de que iria aproveitar o ryokan mais do que imaginava.