Depois De Naraku - InuYasha e Kagome

6 Juntinhos até mesmo no Natal


Notas iniciais
edit 10/09/2017 - essa fic foi escrita em 2013 quando eu era muito menor. estou reescrevendo começo. os acontecimentos são os mesmos, apenas quero acrescentar detalhes e melhorar a qualidade principalmente dos capítulos 1 à 7. Esse capítulo foi atualizado

Festinha fora de data no dia 23 na Sengoku Jidai, um passeio cheio de compras com as amigas no dia 24, Kagome estava muito cansada, especialmente se fosse considerado que ainda por cima ela estava grávida. Mas mesmo assim, estava feliz de passar um tempo com seus amigos. Hoje, seria uma festa na casa dela junto com a familia, alem da mãe, do avô, do irmão, e do gato é claro, InuYasha também iria participar, afinal ele agora era oficialmente da família. De uma forma um tanto triste, Kagome pensava em como seria se tivessem parentes de Inuyasha também. Se os pais dele estivessem vivos por exemplo, ou avós... mas esse pensamento logo foi trocado por uma risada quando imaginou Sesshoumaru ali comemorando o Natal com eles.

— Qual a graça? — perguntou Inuyasha que estava escovando os dentes, uma cena interessante de se ver por causa das presas. Mais uma prova de que, apesar do japão feudal ter feito alguns dos costumes de Kagome mudarem, o japão atual também estava mudando Inuyasha.

— Nada... — disse Kagome sentada na cama — É que imaginei o Sesshoumaru aqui... comemorando o Natal e tudo mais. — completou ela rindo de novo.

— Keh. Prefiro que ele continue lá. — reclamou Inuyasha terminando de escovar os dentes.

— Sabe... seria realmente legal se você se desse melhor com ele. — disse Kagome de forma leviana.

— Já não estamos nos matando. Me parece progresso o suficiente. — disse ele dando de ombros encostado do portal da porta do banheiro.

— Bem, tenho que concordar com isso.

Kagome havia dormido na casa da mãe esse dia, junto com InuYasha obviamente. A disposição de camas foi um tanto complicado. Não havia espaço no quarto de Kagome para uma cama de casal. A mãe de Kagome até chegou à oferecer a própria cama para que os pombinhos pudessem dormir juntos mas Inuyasha teve a maturidade o suficiente para recusar a oferta para que não incomodasse a sogra. Dessa forma, para Inuyasha, sobrou o sofá. Pouco depois do almoço, todos começaram a se arrumar, a mãe de Kagome estava tentando convencer InuYasha a colocar uma roupa mais bonita em vez de seu típico kimono vermelho. Foram necessários vários argumentos até que ela acabou desistindo. Ele não via porque trocar o querido kimono vermelho quando não tinha que disfarçar-se para chamar menos atenção. Kagome, enquanto isso, se arrumava no banheiro e ela percebeu como a barriga já havia crescido, já estava começando à ficar complicado encontrar roupas para vestir. Bem... pelo menos na época atual. Alguns kimonos eram bem práticos quanto à isso.

A comida estava toda pronta, Souta liga a televisão e deixou em um canal que passava um filme de natal, o avô de Kagome estava bem animado com sua gorro de papai noel. Todos estavam bem alegres.

— Kagome-chan, da pra ver pela roupa que sua barriga cresceu. — comentou o avô dela.

— Sim.. também percebi isso. — respondeu Kagome acariciando distraidamente a barriga com um sorriso leve no rosto

— Já está com quantos messes Nee-chan? — fala Souta animado com a possibilidade de virar Tio

— Cinco

— Ah!! Então meu netinho vai nascer... em Abril? — fala o avô animado depois de fazer as contas — Ah! Serei avô… não…pera.. já sou avô.. bisavô então!! Nossa...Estou me sentindo velho!!

— Mas você é velho vovô — responde Souta que logo recebeu um olhar de repreensão do avô.

— Concordo… — disse a mãe de Kagome dando uma gostosa risada — e pai, Kagome terá uma menina. Tenho certeza.

— Como sabe? Tem alguma coisa nesse lado pra ver isso também. — perguntou Inuyasha.

— Ah, mães tem sexto sentindo Inuyasha-kun — disse a mãe dela dando uma piscadela para o rapaz — Mas sim, tem. Depois de certo tempo.

— Mas eu não quero fazer. Quero que seja surpresa. — disse Kagome escondendo o medo de o que poderia acontecer se o médico visse orelhas de cachorro.

— Ah! E só agora que você me conta que aqui tem uma coisa dessas? — reclamou Inuyasha.

— Desculpa? — disse ela com sorriso torto e ele revirou os olhos. Não conseguia ficar com raiva dela.

— Não. Já eu, acho que vai ser um menino — disse o avô de Kagome passando a mão na barba como se o sexo do bebê de Kagome fosse suas maiores palavras de sabedoria.

— Me-ni-na!! — disse a mãe dela.

— Aliás... você vai ver um médico nee-chan? Um daqui que digo. Que tem ultrassom e tudo mais? — perguntou Souta.

— Bem... eu tinha falado do problema disso com mamãe um dia e... — disse Kagome olhando para a mãe que na hora sorriu determinada.

— Ah não se preocupe! Andei fazendo uma pesquisa quanto à isso. Se eu tivesse conseguido levar menos tempo pra enfiar essa ideia na sua cabeça seria melhor. Mas acho que estou quase achando um médico bom para você passar e ver o bebê.

— Eh? — reclamou Inuyasha já preocupado com o filhinho ou filhinha — Certeza? Se alguma coisa der errado...

— Não se preocupe Inuyasha-kun. — continuou a mãe de Kagome — me preocupo com a minha filhinha tanto quanto você ou até mais ainda. E tal preocupação se estende para minha primeira netinha. Terei o máximo de certeza possível de que é um médico confiável mas ao mesmo tempo discreto.

— Bem... se é assim... — disse Inuyasha embora ainda tivesse suas dúvidas.

Independente de se iria ao tal médico discreto ou não, ao ver toda sua família ali juntinha na sala de estar, Kagome sentia uma grande felicidade dentro de si. Seus entes mais queridos estavam ali, seu irmão ao seu lado, seu marido do outro, seu avô à sua frente e sua mãe ao lado dele. Com um sorriso no rosto, Kagome se aconchega em Inuyasha deitando a cabeça em seu ombro esquerdo e fecha os olhos com um sorriso no rosto. InuYasha coloca gentilmente a mão sobre a barriga de Kagome onde seu filho ou filha estava crescendo e essa mesma mão então pega o queixo de Kagome com delicadeza e vira a cabeça até que fique em sua direção, a garota abre os olhos e InuYasha diz:

— Ainda não entendi direito o que é mas esse tal de Natal, mas Feliz Natal Kagome.

— Vamos fazer uma maratona de filmes de Natal e quem sabe você entenda à tempo para o próximo — comentou ela sorrindo antes que os lábios dos dois se tocassem selando um doce beijo.

Não precisava nem ter votação, aquele foi realmente o Natal mais diferente de todos que Kagome já teve e com certeza também entrava na sua lista de os melhores natais que já teve. Esperava que pudesse ter muitos outros pela frente.