Notas iniciais
edit 04/06/2017 - cap editado

O natal mal havia passado, o ano novo se aproximava, a neve ainda cobria o pequeno vilarejo que se preparava para a chegada do novo ano. Perto dali, no meio da mata, uma jovem qualquer de cabelos negros e curtos vestida com um pobre kimono azul andava até a cachoeira que havia ali perto, mal sabia ela que ela estava sendo observada das sombras.

A estranha figura que a observava tinha estranhos olhos vermelhos e estava escondida entre as sombras da floresta. Quando a garota menos espera, o estranho ser a dicera com suas garras fazendo jorrar sangue por toda parte. Sangue. Algo tão comum naquela época mas que preocupada à todos.

Enquanto isso, no vilarejo, tudo estava calmo. Quando Kagome havia descoberto que estava grávida, havia ficado preocupada se alguma vez aparecese um youkai no vilarejo, por enquanto ela havia tido sorte. Entretanto, as manchas de sangue que apareciam cada vez mais perto na floresta eram prova de que a sorte da garota estava perto de acabar. De uma coisa, no entanto, ela tinha certeza. Ou melhor, de duas. Que ela tinha aprendido a se defender bem melhor depois de todo esse tempo e que Inuyasha a protegeria.

Kaede andava pelo vilarejo vendo se tudo estava em ordem, tinha acabado de sair da humilde casa de uma familia ajudando a filha deles que estava um pouco doente, ao passar pela entrada do vilarejo, ve um estranho com longos cabelos negros amarrados num alto rabo de cavalo, usava um kimono do tipo hakama bem modesto de wagi verde, calça azul escura e obi preto. Em seu obi, três glamurosas espadas que pareciam as unicas coisas de valor do viajante estavam presas. Ao ver Kaede, ele foi logo falar com ela.

— Desculpe perguntar, mas vocês teriam uma casa para um humilde viajante? Estou andando a dias, estou exausto e dessa vez queria dormir debaixo de um teto... especialmente nesse frio.

— Você... não é humano... — responde ela calmamente como se fossse algo obvio

— V-Você notou? — responde ele surpreso — Na verdade sou um hanyou, um meio youkai, mas sou muito fraco. Não... tem medo de mim não é?

— Não... você não é o unico Hanyou por aqui.

— Não sou? — perguntou ele surpreso por não ser novidade — Estou surpreso de achar outro como eu.

— De fato.... compartilho da surpresa — disse Kaede — Não é exatamente fácil ver muitos Hanyou por aí.

— Julgo que seja pela dificuldade que temos em sermos aceitos. Mas, me diga, esse hanyou de quem fala é aceito?

— Creio que sim. Ao menos por alguns, acho. — disse Kaede olhando para o homem uma segunda vez — Qual é seu nome, hanyou?

— Akimoto Kureno

Com essa apresentação, Kaede levou o viajante até sua casa onde ele iria dormir, lá estavam Rin, Kagome e InuYasha conversando só que Kagome e InuYasha já estavam de saída. Ele estendia a mão para ajuda-la a levantar quando Kaede entrou.

— Ah Kaede-baa-sama... quem é esse? — perguntou Kagome

Kureno, no entanto, não olhava para Kagome. Estava ocupado encarando outra pessoa. Kureno e InuYasha estavam se encarando a algum tempo sabendo o que os dois tinham em comum.

— Akimoto Kureno — responde ele próprio se apresentando novamente.

— Ele vai ficar aqui por hoje para descansar da viagem — responde Kaede

— Como sempre ajudando todo viajante eim, Kaede? — diz InuYasha

— Como sempre reclamando eim, InuYasha? — rebate Kaede

— Tsc... — InuYasha então nota que Kureno ainda o encarava — o que foi?

— InuYasha seja gentil! — repreende Kagome

— Não, é culpa minha por estar encarando ele a tanto tempo... na verdade... estava adimirando a espada.

— Ah... a Tessaiga? — pergunta Kagome

— Tessaiga... parece ser uma espada muito boa...

— É só uma espada velha — responde InuYasha desconfiado encarando o homem de cima à baixo.

— Eu coleciono espadas — fala Kureno mostrando as espadas que carregava — eu sei ver quando alguma tem algo de especial.

InuYasha não parecia gostar do viajante e foi logo cortando o papo dele dizendo que ele e Kagome tinham que ir logo e ficou apressando Kagome. Kureno fica na casa de Kaede onde ela o deu comida, água e um futon para dormir, enquanto isso, na casa de Kagome e InuYasha eles discutiam sobre Kureno.

— Não vou com a cara dele! — dizia InuYasha

— Pra mim ele me pareceu bem gentil...

— Você confia muito nas pessoas Kagome...

— E você é muito desconfiado!

— Essa de colecionador de espadas não me cheira bem... espero que ele vá embora logo...

— Não deveria ser mais gentil com ele por ele ser hanyou também? — perguntou Kagome.

— E você por acaso é gentil com todos os humanos, Kagome? — perguntou ele.

— humm... bom argumento.

— Estou falando. Não gosto do cheiro daquele homem. — disse Inuyasha.

— Acho incrível o quanto que você pode dizer sobre alguém com base no cheiro — disse ela admirada e pensando sobre como ele parecia com um cachorro quanto à isso.

— Kagome, ele cheira à sangue.

Aquelas palavras foram as que realmente trouxeram a preocupação ao rosto de Kagome. Ela ficou pálida e na hora Inuyasha se arrependeu de ter compartilhado essa informação.

— Não... não — disse ele — Esqueça o que eu disse.

— Fácil falar.

— Você está grávida. Precisa descansar e relaxar. Uma boa noite de sono é importante para você.

— Virou mesmo o marido super protetor eim? — disse Kagome com uma leve risada.

— Keh — disse ele virando a cara corado.

— Mas como vou dormir agora que sei disso? — perguntou ela.

— Estou aqui. Isso não basta?

— Sempre esteve... — disse ela com um doce sorriso já se sentindo mais tranquila.

— E sempre estarei — disse ele pegando em sua mão e dando um doce beijo nas costas da mão da esposa.

Os dois ficaram falando por mais alguns minutos, jantaram e resolveram ir dormir. Embora Kagome insistisse em ela mesma estender os futons, InuYasha rapidamente tomou dela os futons e os estendeu e se deitou junto de Kagome abraçando-a em uma conchinha.

— Durma... você tem que descançar...

Arrumando uma posição confortável por causa da barriga já avantajada, Kagome dorme aconchegada nos braços do amado. Enquanto isso, o mesmo ser que anteriormente havia matado a jovem, estava pulando de telhado em telhado da vila, atrás de algo ou alguém.

InuYasha, que não deixa nada passar e nunca está realmente dormindo, percebeu com seu olfato o ser se aproximando cada vez mais, mas não estava reconhecendo o cheiro. Silenciosamente, com medo de acordar Kagome, ele sai do futon e fica sentado ao lado da garota, espada preparada, para o caso do youkai atacar, ele era rápido ao se mover pelo vilarejo e InuYasha não queria arriscar deixar Kagome sozinha. O fantasma do medo assolou o coração de Inuyasha. Sabia, com toda certeza, que protegeria Kagome custe o que custar. Também protegeria o filho que estava para nascer custe o que custar. Entretanto, nunca antes teve que proteger Kagome grávida. A ideia o assustou. Temia que algo pudesse acontecer com o bebê, um ser tão frágil e pequeno. Ele apertou a Tessaiga com mais força, a prova de sua resolução de não deixar ninguém encostar um dedo se quer em sua família. Não era a primeira vez que ele sentia aquele youkai por lá, mas nunca antes ele esteve tão perto. Talvez presentindo que InuYasha estava a postos para o caso de algo acontecer, o youkai não atacou, ficou somente na espera de uma oportunidade, que chegaria, mas não naquela noite.

Notas finais
pra quem falou que faltava luta na fic