Notas iniciais
bloqueio criativo é a causa da demora ^^" gomen minna hora da propaganda politíca... leiam minhas outras fics minna o/ HETALIA http://fanfiction.com.br/historia/243220/A_Doce_E_Fria_Historia_De_Amor_Do_Dragao INUYASHA http://fanfiction.com.br/historia/238585/A_Uniao_De_Dois_Seres_Diferentes ASSASSIN'S CREED http://fanfiction.com.br/historia/247392/Ac_Brotherhood_-_Ezio_Recruit ORIGINAL MINHA http://fanfiction.com.br/historia/318807/Blind_And_Dangerous_Love INUYASHA http://fanfiction.com.br/historia/239611/Depois_De_Naraku_-_Sesshoumaru_E_Rin FULL METAL ALCHEMIST http://fanfiction.com.br/historia/241545/Full_Metal_Alchemist_Family com o final dessa fic de Inuyasha vou começar uma fic original minha e fico muito nervosa nessa de escrever uma fic original então queria muito que vocês tentassem ler ok? =3 edit - 13/12/2017 - capítulo atualizado :)

A chuva continuava a cair enquanto na "enfermaria" montada estava um misto de alegria e tristeza, alegria daqueles que se reencontravam depois da batalha e tristeza daqueles que viram que pessoas queridas partiam. Inuyasha e os outros estavam no grupo dos que estavam em plena felicidade. Conversavam e riam enquanto faziam piadas e contavam uns aos outros os acontecimentos que ocorreram com cada um na batalha.

— Kaguya era irmão do Kureno... — disse Inuyasha.

— Quem? — perguntou Shippou.

— Aquele que apareceu aqui a um bom tempo atrás com um monte de espada estranha — disse Sango.

— E que ninguém além de mim queria acreditar que ele era do mal! — disse Inuyasha — ha! Vocês me devem uma por essa.

— Quem foi esse Kuleno papai? — perguntou Hikari.

— Foi um cara mal que atacou a aldeia antes de você nascer.

Agora que tudo estava mais tranquilo, Kagome estava sentada encostada em uma parede dando de mamar para Akira olhando-o com muita ternura. Tudo parecia normal e a felicidade exagerada deles os fez esquecer-se de alguns detalhes importantes que faltavam... Até que Kohaku falou o que estava faltando.

— Cadê Toutousai-sama e a Kaede-baa-sama?

— Boa pergunta... — disse Miroku — Ela não estava com vocês na casa?

— Ela saiu para lutar e deixou Shippou com a gente — explicou Kagome que agora ficou com uma expressão de preocupação em seu rosto.

— Eu encontrei com ela e ela parecia estar lidando bem com os youkai — disse Inuyasha ao se lembrar do momento. Ele tinha que admitir, Kaede podia ser velha, mas até que ela sabia se virar bem.

— Onde será que ela está então? — perguntou Sango querendo acreditar também nas capacidades da velha sacerdotiza mas não deixando de ficar preocupada. Por mais que Kaede fosse forte, ela também tinha sofrido o peso dos anos em seus ombros.

Foi então que poucos minutos depois um pequeno grupo de 3 aldeões chegava à enfermaria, dois deles carregavam o terceiro que estava com o braço e a cabeça sangrando e gemendo de dor. Rapidamente um grupo chegou para atender o aldeão e um dos homens que o carregava olhou ao redor como se procurasse alguma coisa e depois olhou para Kagome.

— Onde está Kaede-sama? — perguntou o homem ao notar que ela não estava lá.

— Estávamos perguntando a mesma coisa... — disse a menina — Você não a viu?

— Não...

Nesse mesmo instante, Toutousai chega em cima de sua vaca e com um tanto de pressa. Ambos, ele e a vaca, estavam bem machucados talvez sendo esse o fato de a aterrissagem da vaca ter sido tão desastrosa fazendo o velho cair de cara no chão. O youkai rapidamente se levantou e foi apressado até o grupo sem se incomodar com seus próprios machucados necessitando de cuidado.

— Vocês tem que vir comigo!! Rápido!! — disse Toutousai em tom de extrema urgência.

— Qual é o problema? — perguntou Kohaku alarmado.

— K-Kaede... — respondeu Toutousai.

Sem pensar duas vezes, o grupo se levantou e foi correndo seguindo Toutousai enquanto pensavam o pior e torciam pelo melhor. Os pequenos minutos de descanso e água foram o suficiente para a corrida seguindo o homem, pois a urgência do tom de voz dele os dava energia. Alguns aldeões seguiam também ao saberem que o problema era com Kaede. Afinal, Kaede sempre foi muito querida e importante para o pequeno vilarejo.

A chuva ainda caía, Inuyasha tirou as partes de cima de seu kimono, a vermelha e a branca, botou a branca sobre a cabeça de Hikari e a vermelha sobre a de Kagome, como a vermelha era maior, ela poderia usar para proteger Akira da chuva também. Ele teria sugerido para ela voltar com os pequenos, mas a urgência e preocupação de todos com Kaede estava tão grande que ele sabia bem qual seria a resposta de Kagome e também tinha uma péssima sensação de que nenhum segundo poderia ser perdido.

Seguindo Toutousai, um grupo de umas 20 pessoas incluindo Inuyasha, Kagome, Sango, Miroku, Kohaku, Shippou e as crianças rapidamente chegaram até os limites da vila e então começaram a se distanciar dela. Seja lá para onde Toutousai os levava, não era dentro da aldeia. Eles andaram mais alguns metros, para dentro da densa mata, mas ainda dando para ver a aldeia entre pequenas frestas entre as folhas das árvores enquanto a chuva caia e as mães protegiam as crianças do jeito que dava.

Ao chegarem no lugar, o que viram fez com que todas as mães, além de Kagome e Sango, presentes, tampassem os olhos das crianças e deixou todos de olhos arregalados e boquiabertos. Jogada no chão entre duas árvores estava Kaede totalmente ensanguentada. Seu arco estava quebrado ao meio ao seu lado e ela estava com um braço faltando. Ao perceber a presença dos outros, Kaede abriu fracamente os olhos e levantou seu braço restante na direção do grupo.

— K-Kag-... Gome... — disse a velha.

Kagome entregou Akira apressadamente para Inuyasha e Kohaku tampou os olhos de Hikari, pois Kagome havia soltado. Inuyasha pegou o pequeno meio desajeitado e também impediu que ele olhasse para aquela cena mesmo que dificilmente ele poder se lembrar disso quando crescesse. Kagome foi apressadamente para Kaede, se ajoelhou ao lado da sacerdotisa e segurou a mão de Kaede enquanto tentava segurar as lágrimas nos olhos.

— S-Sim? — disse Kagome.

— M-meu tempo... N-nesse m-mundo a-acab-bou... — disse Kaede olhando para a garota.

— N-NÃO! VOCÊ VAI VIVER! V-VAMOS DAR UM JEITO! — exclamou Kagome já não conseguindo segurar as lágrimas. Não queria acreditar nas palavras de Kaede, queria provar que ela estava errada.

— E-Eu n-não sou tola K-Kagom-me... E-estou v-velha... e-est-tou ferida... r-reconheço que dessas f-feridas eu n-não vou conseguir me c-c-curar. Você é uma g-garota f-forte... e te ensinei t-tudo q-que eu s-sabia... mas a d-diferença e-entre eu e v-você... n-não é um f-fato tão s-simples c-como você ser a r-reenc-carnação de m-minha falecid-da... irmã... não... V-você t-tem mais força... m-mais Reiki*. Já é uma sacerdotisa... mel-lhor d-do que eu jamais fui.

— Não... eu não sou... — disse Kagome chorosa — Você é bem mais experiente e f-forte.

— Experiência v-vem com os a-a... nos... m-mas você... t-tem talento... se acha q-que... n-não é... boa o bas... tante... e-então se... esforce para ser.

— S-Sim...

— E-Eu pretend-dia fazer isso d-depois m-mas... dadas as ci-circuns...tâncias.... o templo... o templo que fica n-no alto da v-vila... c-cuide dele. S-seja a sacerdot-tiza de lá... s-seja a sacerdotisa d-da vila... e-ela precisa d-de você...

Kagome passou o braço no rosto limpando as lágrimas, ela não era a única que já não conseguia segurar o choro.

— Inuyasha... — continuou Kaede — s-sei que... tivemos alguns... p-problemas... n-no passado... m-mas q-quero te p-pedir... p-proteja s-sua família... e a s-sua vila... s-sua casa.... v-você pode n-não ter se adaptado b-bem no começo... m-mas agora... e-espero que reconheça. Que é o seu lar. Sango... Miroku... Shippou... Kohaku... s-sei que se juntaram a n-nós g-graças a b-batalha c-contra N-Naraku... mas mesmo assim... continuaram con-nosco m-mesmo que a-apenas visitando... o-ou morando... c-conto c-com vocês não s-só como proteção para a vila que era m-meu dever prote... ger... m-mas também c-como ótimos a-amigos p-para q-qualquer um. F-Fico feliz por ter conhecido todos v-vocês e... p-por todos terem f-feito d-dessa p-pequena vila o s-seu... lar.

Kaede parou então de falar e começou a tossir sangue deixando todos alarmados e fazendo Kagome segurar a mão dela com mais força e desejava que pudesse se teletransportar para um hospital. Um verdadeiro hospital do século 21 com toda a tecnologia que Kaede merecia para se curar. Na verdade, se não fosse toda a violência daquele lugar, provavelmente Kaede seria mais uma dentre as dezenas de velhinhas ficando cada vez mais velhas no Japão.

— T-Tinha mais... coisas... que essa v-velha queria dizer... m-mas... e-eu... n-não.... a-aguent — continou Kaede mais fracamente e olhando para o pequeno pedaço do céu que estava visível entre as folhas das árvores — Hora de... eu me juntar com a... m-minha irmã.

A mão de Kaede que Kagome segurava parou de apertar a mão da garota, os olhos de Kaede perderam o seu brilho enquanto encaram estaticamente o pequeno pedaço do céu e a fria chuva caia delicadamente no enrugado rosto sem vida de Kaede.

Notas finais
Reiki* - energia espirítual ..... ...................... então.... foi mal Kaede ^^" alguém não está com raiva de mim para comentar?