Notas iniciais
Olá!!!!!!!!!!!!!!
POis é chegamos ao fim neh?
Eu queria ter postado no meu niver, mas acabou q bolo me impediu, então to trazendo agora!
Espero que gostem! ^^ E agradeço aos que mandaram MP de niver, respondê-las com muito amor!
Vamo lá neh?

Final


Suzuki Akira, esse foi o nome me dado por aquele homem que se diz meu pai.


“Você é igual a ele, os dois são demônios... precisam ser purificados...” foi o que minha ensandecida e demente mãe disse no dia que pegou um punhal e marcou uma cruz em meu nariz, com a desculpa de que “demônios precisavam ser purificados”


Ela não durou muito mais depois daquilo... quantos anos eu tinha mesmo? Ah... 5 anos... aquele homem decidiu que ela já estava dando trabalho de mais e a matou enquanto ela dormia... provavelmente um jeito digno e calmo de dar fim ao sofrimento mental dela.


“Pessoas inúteis devem ser extintas, lembre-se disso meu filho, você assumirá meu posto um dia... não se deixe envolver...”


Foi o que ele me disse no solitário enterro dela, com apenas nós dois de platéia, até mesmo os homens deles não foram permitidos a ir. E foi olhando o caixão ser abaixado dentro da cova que eu me perguntei o que deveria sentir com aquilo, pois vontade de chorar eu não tinha.


“Chichiue*... por que mamãe nos chamava de demônios?”

Perguntei, mas aquele homem não respondeu, apenas me puxou para que eu andasse ao seu lado até o carro preto.


Não demorou para eu descobrir do que mamãe tanto tinha medo e o que ela tanto odiava em nós. Éramos demônios, não como os seres mitológicos, éramos seres humanos ainda, mas seres humanos que destruíam vidas de outras pessoas, éramos a casa Suzuki, éramos da máfia... éramos Yakuza.


Mas em nossa casa, o que governava não era o lema de “honra”, apenas “medo”.


Eu não chorei, mas fechei bem os meus olhos quando aquele homem me levou para seu “trabalho” um ano depois, dizendo:“Você já está na idade de aprender os negócios da família”. Uma prostituta sendo torturada, um homem endividado sendo degolado e todos aqueles jovens quase despencando em overdose... éramos demônios que nos aproveitávamos das fraquezas das pessoas e as fazíamos se destruírem.


“Não feche os olhos!” ele rugiu para mim enquanto a mulher que provavelmente um dia fora bonita era estuprada e cortada por alguns de seus homens. Mas eu não o obedeci e cerrei bem os meus olhos.


Quando chegamos em casa aquele dia, minha “desobediência” e “fraqueza” foram punidas com violência. Era um tipo de chicote com pontas de metal, rasgando a minha pele e me deixando cicatrizes permanentes, que anos mais tarde foram semi cobertas pela tatuagem do símbolo da família Suzuki, mas até meus 13 anos elas voltaram a ser feitas, deformando parte do desenho do dragão Sakura em minhas costas que já não adiantava mais ser retocado. Eu não me importava, acabei por me tornar digno do meu nome e de nossa casa, acabei por aceitar o destino de me tornar um demônio que ceifava as vidas de outras pessoas. “Pessoas são como animais, Reita, só servem para nos servir e serem descartados quando não precisamos mais” Ele dizia como se ele mesmo não fosse uma pessoa também.


Entretanto, segui suas palavras fielmente, batia em meus coleguinhas de escola, não me importava se eles saíssem feridos, com membros quebrados ou até mesmo mortos, como de fato aconteceu com um pobre idiota que ousou esbarrar em mim no recreio de meu quase décimo primeiro aniversário. Infelizmente, era filho de uma pessoa rica, o que me rendeu uma “correção educativa daquele homem” e um processo contra ele, nada que ele já não estivesse acostumado, tinha dinheiro e influência para fazer outros se calarem ou dizerem o que queria, e era temido o suficiente para fazer pais desistirem de uma acusação, caso não aceitassem, simplesmente toda a família morreria “misteriosamente” em acidentes, suicídios, assaltos...


Eu já tinha me acostumado a viver e aceitar aquilo, era o que fazíamos, era o que eu faria quando crescesse.


Fui transferido para outra escola particular, incrível como as pessoas cedem fácil a qualquer pedido quando se “pede” da maneira certa. Nada muito diferente da anterior, pessoas com medo de mim, nem se quer me olhavam, e era bom mesmo, pois qualquer olhar mais atravessado e irrevogavelmente se tornaria meu novo saco de pancadas, só não poderia chegar a matar outro “coleguinha” novamente, mas a direção e os professores com os “incentivos” certos faziam vista leve às minhas brigas e às vezes até eram ameaçados por mim para me fazerem alguns favores. O que não se estendia ao quesito nota, já que aquele homem havia deixado bem claro que para ser chefe da casa eu teria que ser inteligente e esperto, por isso todos os educadores foram totalmente “convencidos” a não pegarem leve comigo, o que me obrigava a ir a escola todos os dias e ter que prestar atenção nas aulas ridículas e chatas.


Eu ficava mais estressado que o normal, e regulamente escolhia algum idiota para pegar no pé e espancar até que um idiota melhor aparecesse, só ficava atento em escolher locais isolados para as minhas “diversões”, e foi a procura de um lugar assim que o vi pela primeira vez.


Fazia dois meses que havia chegado à escola nova e já não agüentava mais de tanta chatisse, fiz um garoto mais velho esbarrar em mim no corredor e simplesmente o arrastei até a parte isolada do jardim atrás do prédio principal, havia visto o lugar da minha janela no dia e me pareceu um local adequado para aqueles assuntos. Provocar os riquinhos era fácil, e os mais velhos que eu era diversão na certa, já que eles não se acovardavam e faziam a besteira de me encarar sem tentar fugir. Mas, por vezes, acontecia de pegar um dos imbecis desprezíveis que se faziam de corajosos e fortes na frente das garotas e quando chegavam naquele momento simplesmente imploravam e pediam por suas vidas. Ridículos, fazia questão de bater mais nesses só para aprenderem a seres homens.


“Reita-san, desculpe, eu não queria...” – o idiota implorava enquanto eu torcia seu braço em suas costas e o conduzia até o que seria minha “nova área de lazer”, nem sabia que só por me chamar pelo o apelido que aquele homem havia me dado já teria ganhado dois dias de coma. Foi quando vi de longe a figura verdadeiramente pequena, sentada e comendo algo bem atrás do lugar que eu usaria para descontar o meu estresse.


“Cala a boca!” – vociferei para o garoto mais alto que me obedeceu instantaneamente e fuzilei o garotinho mais a frente, mesmo que este não tivesse notado nenhum de nós dois ali, parecia ocupado demais com sua comida e com um caderno de desenho no colo. “Quem é ele?” – perguntei o garoto e este olhou pro garotinho por um segundo.


“Não sei, não sei se é aluno daqui” ele respondeu, eu sentia bem quanto medo ele estava sentindo, não ousaria mentir naquela situação.


“Diga quem ele é ou vai ser pior para você” – rugi e o pobre imbecil tratou de olhar bem o pequenino, começando a chorar compulsivamente de terror.


“E-eu não sei, eu juro, eu não sei, deve ser algum aluno novo, eu não sei, desculpe...” o garoto começou a implorar e eu acabei por soltá-lo no chão, aquele ridículo já estava me fazendo me arrepender de ter escolhido-o, talvez o insolente anão ali fosse diversão melhor.


“Corra, brinco com você depois, vou dá um jeito naquele cara ali agora!” – ditei para ele que não demorou muito em sumir da minha frente. Respirei fundo e franzi o cenho, não batia em crianças muito novas e em mulheres, mas aquele garoto parecia só ser realmente pequeno, já que o uniforme dele era do ano anterior ao meu.

“Problema dele se ele escolheu o lugar errado para comer”.

Assim que dei um passo, meu corpo pareceu congelar. O garotinho colocou a vasilha de comida e o caderno de lado, se deitou na grama e olhou o céu por um segundo, uma corrente de vento atingiu meu rosto e eu não deixei de pensar que o pequenino de cabelos negros era de certo modo adorável.


Então ele começou a cantar, uma voz ainda aguda, mas bem afinada e melodiosa, cantava uma música que eu não conhecia, mas que fez meu corpo relaxar e todo o meus estresse sumir. Meu coração acelerou e coisas estranhas pareciam andar dentro de minha barriga, ele parecia tão inocente, tão adorável, tão puro... tão ... lindo!


Acho que foi naquele momento que eu, Suzuki Akira, Reita, pude me considerar inegavelmente apaixonado.


Me afastei e fui embora assim que ouvi o sinal do intervalo terminar e nos dias seguintes esbarrava com vários garotos para forçá-los a me dizer qual era o nome dele já que eu não o via com ninguém durante o recreio, apenas sozinho naquele canto. Para a minha surpresa e irritação ninguém parecia saber de quem eu estava falando, ainda que eu os ameaçasse e os espancasse, nem mesmo os professores tinham muita idéia de quem eu queria encontrar. Cheguei a me contestar porque diabos eu só não chegava no garoto e perguntava o nome dele, mas só de pensar em fazer aquilo eu já me sentia perder qualquer coragem e me tornar um desprezível covarde.


Continuei olhando-o da janela da minha sala durante os intervalos até que um dia minha professora me viu e ousou ser intrometida, dizendo “Sei que implica com muitos garotos, Suzuki-kun, mas deixe esse menino em paz, ele já é solitário demais para ter que ser vítima de suas agressões!” ela falou em um tom receoso e embargado de medo e foi ao obrigá-la a me dizer o nome dele que eu tive algo mais concreto para suprir minha nova obsessão: Matsumoto Takanori.


Alguns anos se passaram e aos 13 aquele homem me levou em mais um de nossos negócios, era meu aniversário e ele disse que eu devia aprender a como ser um “homem” de verdade, me trancando com duas prostitutas e deixando claro que eu só sairia dali quando tivesse fodido as duas até elas cansarem. Desprezível, mas fiz, tinha aprendido que contrariar ordens dele era a pior burrice a se fazer, todos sabiam disso, inclusive os imbecis empregados de nossa “casa” que se espreitavam e competiam para nos agradar no intuito de que nós jamais nos enfadássemos com eles.


Foi naquele dia que descobri a extensão de minha obsessão por Takanori, pois, a todo momento, enquanto estava com aquelas duas garotas, que deveriam ter quase o dobro da minha idade, foi o rosto dele que imaginei para que conseguisse “fazer o serviço”.


Eu o desejava... eu o queria... acima de tudo. Descobrir coisas sobre ele, observá-lo, e desejá-lo haviam se tornado meu mundo durante anos, ainda que eu jamais tenha tido a coragem de ao menos me aproximar, e ele também tratava de não chegar perto, afinal... quem olharia pra mim? Tinham medo, tinham pavor...


Eu o achava sozinho, ninguém sabia que ele existia, nenhum outro aluno prestava atenção nele, ele não era o melhor da sala, mas também não era mau aluno, gostava de comer solitariamente naquele cantinho e desenhava muito bem já que um dia desci até lá para vê-lo melhor e aproveitei quando ele saiu para ir ao banheiro para espionar seu caderno, ele escrevia algumas coisas também, coisas bem tristes e solitárias... Ele cantava maravilhosamente, ainda que só fizesse aquilo quando estava sozinho e bem baixinho. Ele adorava refrigerante de uva e comia sua comida com gosto, tinha mania de franzir o cenho quando desenhava e de relaxar a garganta quando cantava.... entre outras coisas que eu simplesmente adorava nele.


Descobri que ele era o filho mais novo de uma família rica, mas que, de acordo com a professora que me informara seu nome, não era uma família muito dedicada, já que nunca compareciam às reuniões e constantemente não estavam em casa... parecia que eu e ele estávamos em barcos parecidos, ambos solitários, mas por motivos bem diferentes.


Ele parecia ser invisível para todos, passando despercebido pelos os outros, enquanto eu era bem visível, apenas extremamente evitado. Ele tinha pais que não se importavam com ele e eu tinha um pai que havia matado minha mãe e que não se importava com o que e quisesse, queria apenas fazer de mim sua réplica.


Ele era inocente, puro e totalmente adorável, e eu... era um demônio, um assassino sujo, violento e ainda com muito sangue e vidas a destruir em minhas mãos.


Com certeza ele fugiria de mim se eu ousasse chegar perto dele... com motivos, e... eu não suportaria sua rejeição.


Aos 15 anos comecei a entrar em desespero já que seria um colegial no ano seguinte e iria para outro prédio mais distante, não poderia mais espionar minha paixão doentia, o garoto com quem sonhava todas as noites. Pensei em reprovar, mas sabia o que me esperava em casa caso fizesse isso, imagine se aquele homem chegasse a descobrir que era por um garoto? Não queria saber o que ele faria se soubesse que seu “herdeiro” era gay, que transava com as garotas que ele mandava apenas para não ser alvo de sua desconfiança e que durante as noites se masturbava pensando invadir o corpinho de um adorável e puro garoto, com o qual jamais havia tido coragem de falar por receio de ser rejeitado.


Além disso, eu tinha um plano para conseguir minha liberdade total daquele homem... não podia me arriscar a perder a pouco confiança e até mesmo o orgulho que ele tinha por mim nos últimos anos.


Cheguei a descer e chegar perto do cantinho dele algumas vezes, decidindo que se eu não conseguia dirigir a palavra ao menor, iria lá, o agarraria e o faria meu à força, para matar logo aquela paixão e desejos doentios. Mas não consegui... ele parecia tão frágil, tão... quebrável que eu não tive coragem. Por isso deixei o tempo passar e mudei de prédio, ansiando que o ano passasse rápido para que ele fosse logo um aluno colegial e voltasse a estudar no mesmo lugar que eu para que assim eu pudesse alimentar minha obsessão. Foi um ano bem desastroso para muitos ali já que eu descontava meu mau-humor e ira em qualquer um.


Mas também foi um ano produtivo para mim. De algum modo eu estava ganhando aos poucos a obediência dos empregados e dos subordinados, e decidi ocupar minha mente com outras coisas para não acabar enlouquecendo, por isso comecei a participar mais ativamente dos negócios, o que me rendeu mais confiança daquele homem... ótimo para mim, péssimo para ele... estava lentamente fazendo o que tanto queria... ganhando minha liberdade.


Ele já não monitorava mais minhas decisões quanto algumas negociações, não se importava quem eu mandava matar ou deixar de matar contanto que tudo continuasse dando lucro e o nome Suzuki permanecesse algo a ser temido... chegou até mesmo a deixar metade dos negócios da cidade sob minha responsabilidade, não se dando conta que aqueles bairros de certo modo já eram completamente meus.


“É assim que um Suzuki é, tenho orgulho de você, meu filho”


Ele falou, e eu tive que me segurar muito para não gargalhar de sua cara, aquele homem estava colocando a corda em volta de seu pescoço e me pedindo para empurrá-lo... e nem percebia isso. Me pergunto realmente se ele acha que o considero meu pai e o respeito como tal... será que ele não nota que nem os empregados da casa o respeitam mais? Será que ele não nota que eu estou apenas esperando minha maior idade para emancipação para fingir seu “ataque cardíaco” e me tornar dono de completamente tudo?


Não, ele não percebe... porque se acha invencível e esperto demais para ser enganado por seu próprio filho...


Descobri um local isolado, como o do prédio anterior, atrás da estrutura central, era realmente escondido e eu sabia que assim que ele chegasse iria para um lugar como aquele, por isso fiz questão de manter a área totalmente intocada pelos os casais idiotas que por vezes tentavam ir até ali.


Ridículo o jeito como o meu coração não se mantinha quieto quando as férias acabaram e as aulas recomeçaram. Eu já havia me informado em que corredor ele estaria, em qual sala ficaria e com quais professores teria aula, por isso passei na frente de sua classe antes de ir para o meu lado do prédio, o procurei rapidamente com os olhos, mas não consegui enxergá-lo no meio daqueles alunos quase idênticos, a não ser por uma cabeça loira e descolorida que estava abaixada... pelo visto tinha um riquinho metido a rebelde que seria a primeira vítima do ano.


Senti meu coração murchar, talvez ele tivesse matado o primeiro dia de aula, algo que eu sabia não ser costume dele, mas se ele não estava ali só poderia ser essa explicação.


Não prestei muita atenção nas aulas e no intervalo corri em direção ao local isolado que eu havia guardado para ele, encontrando o estranho novo punk sentado bem no lugar que eu sabia que o meu Takanori usaria... tinha gente realmente pedindo para ir para o hospital... Mas foi quando me aproximei um passo que o anão começou a cantar e instantaneamente meu corpo parou, meu coração falhou uma batida e eu senti como se tivesse passado séculos desde que o vira pela a última vez.


–Taka... – sussurrei para mim e me escondi atrás de uma parede, eu era um maldito covarde ainda... incapaz de chegar na única pessoa que me fazia ser algo que não eu mesmo. Esperei ele terminar de cantar, me deliciando com sua voz baixinha, me mantendo quase sem respirar para ouvi-lo... seu tom tinha ganhado algo mais profundo e rouco ao passar dos tempo... e aquela voz, me chamava, me seduzia...


Por aquele primeiro dia eu havia me contentado com aquilo, mas durante o segundo dia de aulas notei algo que me fez ficar realmente irado. Não me importava que ele tivesse pintado o cabelo, colocado piercings... tinha ficado mais lindo do que já era, o que me irritava era ver que agora ele recebia olhares demais...


De alguma forma eu gostava do fato de ele não existir para as outras pessoas, assim ele era só meu, mas ter mais gente reparando no meu Takanori foi a gota d’água para mim. “Quem é esse?” as meninas começaram a falar. “É um delinqüente qualquer!” eram o que comentavam, o que rendeu uma boa surras em alguns garotos. “Aposto que é daqueles que fuma e sai com garotas de programas por aí” uma garota da turma dele falou e pela primeira vez eu bati em uma mulher.


Eu me sentia traído... idiota, alguém tinha escondido o meu Takanori e tinham me entregado aquele mini rebelde no lugar dele... e pensar que não seria apenas seu visual, que ele também teria mudado era... inadmissível, não o meu Takanori, não a minha pura e inocente paixão... aquela merda de amor platônico era a única coisa que ainda me fazia um ser humano normal, e em um dia tinham tirado isso de mim...


O odiei, o odiei por me fazer amá-lo e desejá-lo por seis anos para simplesmente mudar e se tornar alguém que não era mais só meu... “Aposto que é daqueles que fuma e sai com garotas de programas por aí” a garota disse... inadmissível... ele era meu, só meu... ninguém podia macular aquele corpo se não eu.... impossível...


“Ei...” – o garoto reclamou assim que eu esbarrei nele, era um grandalhão do time do basquete, serviria para me acalmar naquele momento.


Não dei tempo para que ele percebesse a merda que tinha feito e o puxei com força em direção ao canto que eu tanto havia guardado para o idiota do garoto que amava há seis anos... não me importava se ele veria, melhor, que ele visse, que ele chegasse, eu iria mostrar que comigo não se brincava... me sentia enganado...


O garoto implorava algo, mas eu simplesmente ignorei e comecei a socá-lo assim que o soltei na grama, esperei que ele tentasse se levantar e como um imbecil ele tentou fugir, o puxei de volta e o arremessei para o outro lado, dando mais um soco e outro e mais outros até que seu rosto já estivesse vermelho de sangue. O joguei no chão e pensei ter ouvido um barulho atrás de mim. Me virei e mirei as costas pequenas de cabelos descolorido... era ele... o maldito garoto que me enganou...


“Olhem só, mais gente querendo apanhar! Vire-se e me encare, anão!” – eu falei, e com certeza não foram aquelas as primeiras palavras que sonhei em dizer a ele.


Ele se virou e parecia querer me provocar ainda mais com aquele olhar de desafio... “Vai se arrepender, Takanori...”


“E-e-esse lugar é meu!” ele gaguejou como um cãozinho ladrando no portão de casa, tentando bancar o corajoso ou apenas deixando as palavras saírem por sua boca sem pensar... ele não era assim nas minhas fantasias, sempre o imaginava como alguém frágil, doce e tímido... mas era divertido... se o meu pequeno amor estava tendo coragem de revidar alguma palavra minha, ele merecia alguma consideração.


“O lugar é seu, hein? Então limpe a bagunça!” ditei e terminei de acabar com o garoto aos meus pés, indo em direção a ele. Ele fechou os olhos e os espremeu, provavelmente achando que eu iria espancá-lo, e eu realmente iria... se ele não fosse ele... Mirei seu rosto por apenas um segundo, ele ainda continuava lindo e adorável, se possível, ainda mais lindo...


Passei direto, não sabia muito bem o que pensar ou o que sentir, se por um lado eu me sentia traído por esse novo Takanori, por outro parecia que estava mais apaixonado ainda... ainda era ele, ainda era o meu Takanori, só estava mais bonito, mais determinado, diferente ...


Minha paciência foi se findando quando percebi que durante os outros dias ele fazia de tudo para me evitar, é claro que eu sabia o motivo, medo, mas eu não queria enxergar isso... pra mim ele estava se aproveitando dos meus sentimentos inúteis para me fazer de idiota, e o pior era que ele realmente era bom em se esconder. O final de semana chegou e eu pensei seriamente em ir a casa dele e colocar a família dele toda sob ameaça, mas isso faria aquele homem suspeitar de algo e eu não arruinaria tudo quando já estava próximo de conseguir minha liberdade daquele jeito, por isso esperei a segunda-feira pacientemente matando alguns devedores. O provoquei durante um milagroso jogo de futebol entre nossas turmas, no começo por raiva dele por se esconder de mim, depois descobri que ver sua carinha enfezada era sem dúvida um deleite...”fofo” pensei... ele realmente era adorável e fofo até mesmo com aquele cabelo e com aquele visual... ainda era o meu Takanori...


“Seu... pinto pequeno desnarigado filho da PUTA!”


Aquele grito me surpreendeu por um segundo, em meus sonhos o meu Takanori não sabia como ofender alguém, ele era puro e inocente... estranhamente, não senti mais raiva, não me senti mais traído... apenas achei divertido... muito divertido... não sabia que ele tinha aquele lado... mas não me desagradou de todo... só me fez tirar todas as restrições que eu tinha a me forçar nele...


Antes eu o tinha como um ser angelical, totalmente inalcançável e me sentia indigno de sequer me aproximar... mas naquele momento, eu descobria que o meu Takanori era humano como qualquer outra pessoa...


Eu não precisava mais me conter..


“Convenci” o professor de matemática a me ajudar a impedir o pequeno de fugir e aguardei triunfante na porta do prédio até que ele saísse. Ele veio quase correndo, achando que eu teria me esquecido... se ele ao menos soubesse que desde os 11 anos tudo em que mais penso é nele...


O encurralei em um banheiro e o modo como ele tremia como um gatinho assustado me excitava, descobri que ser temido tem suas vantagens... até mesmo em relação a alguém que você ama. Ele implorou, falou que faria qualquer coisa para não apanhar... não preciso dizer que esse “qualquer coisa” me deu idéias... começaria devagar... eu seria bonzinho... só porque era ele.


Foi assim que descobri que qualquer boato que ouvi era mentira, ele não era um delinqüente, muito menos alguém promíscuo, o jeito como ele tremeu ao se ver obrigado a me chupar demonstrava que ele não conhecia nenhum tipo de prazer carnal... e isso me satisfez de um modo impulsivo... além disso... eu adorei a forma como ele foi se acostumando com toda aquela eroticidade, parecendo até mesmo gostar... acho que tinha revelado ao meu pequeno sua homossexualidade... ele agora só precisava ficar ciente de que pertencia a mim.


Descobri que o meu puro e inocente Takanori na verdade não era tão puro e inocente assim... e incrivelmente, isso apenas me deixou mais apaixonado e louco por ele...


O beijei, e o meu gosto em sua boca deixou meu ego e minha insanidade em alta... o impregnaria com o meu gosto e com o meu cheiro... completamente... ele era meu... não precisava mais me conter... ele era meu e eu não aceitava um não como resposta.



“Te amo...” eu disse no dia em que nos tornamos um... havia descoberto um lado mais gentil e romântico de mim mesmo... talvez fosse cedo e idiota de minha parte me mostrar tão vulnerável a alguém, mas...


–Eu também... – ele sussurrou em meu ouvido, a respiração ainda ofegada, as mãos em minhas costas e os braços me enlaçando — ... também... te amo...


Não era o namoro mais normal com certeza... mas aquele garoto embaixo de mim, cheirando a sexo e com minha essência em seu corpo... era a pessoa que ficaria ao lado da minha vida... para sempre... e eu não aceitava um não como resposta.


Notas finais
* Jeito extremamente respeitoso de seu chamar "pai"
Então, vi que algumas pessoas pediram visão do Reita, então modifiquei a minha ideia de quem narraria o final e decidi fazer um epílogo que vai vir daqui 5 minutos quando eu terminar de revisá-lo para encerrar do jeito que eu queria.
Leitores também fazem fic minha gente, viu?
Despedir-me no epílogo, peraí!
;D
Reviews? Se puderem comentar em cada um ficaria pimpante de feliz, mas se der só pra comentar no epílogo tudo bem! =]
AH, essa fic atingiu o número de 58 leitores em duas semanas e um pouco de produção O.O ... Obrigada a todos que leram! *-*