Notas iniciais
Oie *-* Eu sei que estou um pouco atrasada rsrs É pq passei o dia todo ocupada e mal entrei no pc pra poder postar, então estou postando agora. Mas pra mim ainda é sábado U.U É de madrugada, então só é amanhã quando eu acordar U.U Enfim kkk esse capítulo ficou enormemente enorme D: Mil perdões D: Eu estou tentando diminuir o tamanho dos capítulos D: Enfim, espero que gostem *-* Nos capítulos anteriores da história 1: Aki ficou meio desanimado por não ter conseguido alguém, porém, quando ele já tinha desistido, Tsuki apareceu, convidando-o para sair. Ele decide que iria a esse encontro apenas para acabar logo com isso...

/História 1/Aki’s POV/

“Merda, eu devia ter chegado atrasado” eu pensei enquanto olhava em volta. Estava de noite, mas o parque sempre foi bem iluminado. Haviam pessoas de diversas idades e classes sociais naquele parque, mas todas compartilhavam algo em comum: Alegria.

É, menos eu. Estava meio aflito. “Eu cheguei meio cedo de mais, e talvez por causa disso, o cara que me chamou aqui pense que eu me importo. Como era mesmo o nome dele? Era alguma coisa Tsuki, sei lá...”

Estava sentado em um banco, esperando. Uma parte de mim queria que ele faltasse. Algo como: “Assim poderei ir embora e acabar logo com isso”, porém, outra parte de mim queria que ele viesse. Não queria levar um bolo. Pela primeira vez alguém pareceu se importar comigo, e isso me deixava feliz.

Olhei em volta mais uma vez e vi um rosto conhecido no meio da multidão. Tsuki olhava em volta, provavelmente me procurando. Nem sei se fiquei feliz por ele ter vindo ou ainda mais agoniado.

Ele pareceu me ver e acenou, se dirigindo para onde eu estava. Levantei-me do banco em que estava sentado e esperei ele se aproximar.

– Oi! – disse ele sorrindo e com uma voz serena assim que se aproximou – Que bom que você veio!

Ele chegou mais perto, e por um instante, achei que ele fosse me beijar. Eu sou acostumado a ser cumprimentado com beijos vorazes, mas ele apenas me abraçou. Um abraço carinhoso e demorado. Eu fiquei meio surpreso, com os olhos arregalados, enquanto minha cabeça estava apoiada em seu peito. Fiquei paralisado, pois não sabia se retribuía ou não.

Antes que eu decidisse se o abraçava também, ele se afastou e olhou para mim.

– Então... Koharu... – ele ia dizendo.

– Pode me chamar de Aki. – interrompi-o – Odeio formalidades. – pela primeira vez abri um sorriso na frente dele, porém, esse foi mais um dos meus típicos sorrisos sutilmente maliciosos.

Ele pareceu não entender o duplo sentido da frase (ou fingiu não entendeu) e disse sorrindo:

– Ok então, Aki. Desculpe a demora, eu vim dirigindo e o trânsito tava engarrafado.

“Pera, dirigindo? Ele tem carro? Mas ele não pegava trem? Ah, foda-se! Melhor ainda se ele tiver um carro, hehe”. Eu ia dizer que estava tudo bem, mas ele continuou:

– Você fica aqui que eu vou comprar os ingressos.

– Hai – concordei, me sentando no banco novamente.

Ele se dirigiu à fila do gabinete, enquanto eu o observava. Pela primeira vez comecei a reparar nele. Não sei como não percebi antes, mas ele era realmente muito bonito. Tinha um certo ar de tranquilidade estampado em seu rosto de belos traços. Seus olhos, apesar de serem negros e aparentarem serem obscuros, eles têm um certo brilho, como se representasse a alegria de seu coração. A iluminação do parque misturado com a luz da lua deixavam seus cabelos parecerem ainda mais azuis, apesar de serem pretos.

Ele olhou para mim e quando percebeu que eu estava olhando, ele apenas sorriu, de uma forma sutil, me fazendo desviar o olhar imediatamente. Não entendi porque não consegui continuar olhando. Geralmente, eu retribuo o olhar e ainda fico fazendo provocações, como morder ou lamber os lábios. Mas ele tinha um efeito diferente sobre mim.

– E então – ele disse, assim que voltou para onde eu estava – aonde quer ir primeiro?

Olhei para os ingressos em sua mão e senti um certo aperto no coração.

– Você... Comprou pra mim também? – eu disse, apontando para a mão dele

– Sim. – ele disse como se fosse óbvio – Por quê?

Dei um suspiro e cocei minha nuca, me sentindo desconfortável. Para não deixar a pergunta sem resposta, eu disse:

– Não precisava ter feito isso, eu podia pagar com o meu dinheiro.

“Por que estou fazendo isso? Eu não gostava de me aproveitar das pessoas? O primeiro que falasse que iria pagar para mim eu aceitava de boa, sem remorso. Por que com ele eu me importo?”

– Claro que não! Eu te chamei aqui então eu pago. Vamos? – ele começou a andar, fazendo um gesto, pedindo para que eu o acompanhasse.

– A-arigatou – eu disse, ficando levemente corado.

Eu não entendia o porquê de eu estar tão constrangido assim. Eu sempre fui muito desinibido e nada tímido para falar com as pessoas. Por que ele fazia isso comigo?

Começamos a caminhar pelo parque. Eu procurava algum brinquedo que me interessasse, já que ele disse que eu poderia escolher aonde iríamos primeiro.

Olhei mais para frente e vi algo que me interessou. Fui me aproximando, fazendo Tsuki me seguir também. À medida que eu chegava mais perto, os gritos das pessoas iam se intensificando.

Segurei na grade que cercava o brinquedo e fiquei observando. Algumas pessoas gritavam alto, outras riam e outras pareciam apavoradas.

O brinquedo era um tipo de martelo, mas era diferente dos tradicionais. Além de os assentos serem uma roda, e não uma fila, o brinquedo girava em diversas direções, e não somente em um círculo. Olhei para uma placa que dizia o nome do brinquedo: Átomo. Ri ao entender que ele se referia ao movimento que o brinquedo fazia, que era em diversas direções, como os prótons e elétrons que giram em torno do átomo.

– Eu tenho que ir nesse! – disse eu, ficando até um pouco empolgado.

– Tem certeza? – ele arregalou os olhos – Quer ir direto no brinquedo mais radical do parque?

– Claro – abri meu típico sorriso malicioso – Eu adoro brinquedos radicais. É quase impossível me fazer gritar. O brinquedo tem que ser muito foda pra isso – eu ri.

– Quer fazer uma aposta então? – ele também lançou um olhar malicioso

– Interessante... – me virei para ele, também intensificando meu olhar – Prossiga...

– Nós vamos nesse brinquedo, e quem gritar mais... – ele fez uma cara pensativa, como se estivesse pensando em uma consequência – Vai pagar o lanche.

Eu ri. Não era nada de mais, mas ganhar uma aposta dá o direito de falar “eu ganhei”, e isso basta para mim. Concordei e então entramos na fila para o brinquedo.

Nos sentamos um do lado do outro e esperamos os assistentes virem para fechar as barras de segurança. Quando a roda começou a girar, respirei fundo para não ter possibilidades de gritar.

O brinquedo começou lento, mas aos poucos foi acelerando. Quando ele começou a subir e senti meu corpo tombando para o lado, me segurei forte enquanto ouvia as outras pessoas gritando.

Sério, só porque eu não podia gritar, tive vontade. Assim que o brinquedo chegou a um ponto em que todos estavam completamente de cabeça para baixo, eu jurava que ia cair.

– AI CARALHO! – eu acabei soltando sem querer, torcendo para que Tsuki não considerasse isso como um “grito”.

– PUTA QUE PARIU! – Ele também soltou sem querer. Bem, ficamos quites.

A adrenalina começou a fluir em meu corpo. Eu tinha que extravasar de alguma forma, então, ao invés de gritar, comecei a rir. Ele começou a rir também, e percebi que algumas pessoas olhavam para nós como se fôssemos loucos por causa disso.

Nós dois acabamos deixando escapar alguns gritos e muitos palavrões. Eu tinha certeza que alguém ia brigar conosco depois, pois haviam crianças lá. Ah, foda-se!

O brinquedo finalmente voltou para o chão e parou de girar. As barras de segurança se levantaram, desci do assento e caminhei até a saída. Bem, tentei caminhar. Estava completamente tonto como se tivesse tomado umas 100 garrafas de bebida alcoólica. Estava andando torto sem conseguir me equilibrar. Tsuki, que estava no mesmo estado que eu, começou a rir da nossa reação, consequentemente, me fazendo rir também.

Caminhamos até a saída apoiados um no outro, rindo e andando torto, parecendo dois porres que acabaram de sair do bar.

– Quem venceu? – eu perguntei, ainda sem parar de rir, assim que nos afastamos do brinquedo.

– Você! – ele se sentou em um banco tentando recuperar o equilíbrio, também rindo.

– Sei não, acho que deu empate – me sentei ao seu lado, também tentando me recuperar.

– Mesmo se eu ganhasse, eu não ia deixar você pagar.

– Acha que eu sou mendigo e não tenho dinheiro para pagar um lanche? – brinquei

Ele apenas riu, sabendo que era só brincadeira. Depois desse brinquedo, e da adrenalina ter fluído no meu corpo, eu me sentia muito mais a vontade com ele, a ponto de fazer brincadeiras. Era tudo que eu precisava para cortar esse clima tenso que estava entre nós.

Nos levantamos e fomos procurar outros brinquedos. É claro que nenhum outro foi tão radical quando aquele, mas foram divertidos. Eu estava ficando cada vez mais animado.

Fomos em montanhas russa, martelos, barcos e todo o tipo de brinquedo radical. Depois, apelamos para os mais estranhos, como casa de espelho, e casa maluca.

Fazia tempo que eu não ia a esse parque. Tinha me esquecido de como era divertido. É, eu tenho que admitir, eu achei que esse encontro ia ser uma merda, mas foi muito mais legal do que vários lugares que eu já fui. Tsuki era super legal comigo e uma ótima companhia.

Fomos andando mais para o final do enorme parque e vi uma coisa que me deixou empolgado. Uma ala de jogos.

– Haha! Nisso você não pode me vencer – me gabei.

– Ah é? – ele me respondeu – Veremos então.

Eu sou muito habilidoso nesses tipos de jogos, pois tinham vários desse em bares que eu ia. Eu sempre joguei bastante e posso ser considerado invencível. Começamos com o hóquei de mesa. “Há! Justo o que eu sou melhor!”. Ganhei de 5 a 2.

– Há! Ganhei! Ganhei! – Eu me gabei, fazendo minha típica dancinha da vitória.

Ele riu da minha reação, mas não aceitou a derrota, pois queria revanche em algum outro jogo. Disse que me deixou ganhar, só me fazendo rir mais alto. “Até parece”

Tsuki, estupidamente escolheu o jogo de dança.

– Por favor! É sério que você acha que vai me vencer em dança? – lancei meu típico olhar malicioso e convencido.

– Não, mas vou tentar – ele riu.

Eu jamais perderia naquele jogo. Eu sou excelente em dança. E qualquer um que já me viu nas baladas que eu ia pode confirmar.

Bem, como era esperado, eu ganhei. De novo. Tsuki era um ótimo perdedor, porque ele não fazia barraco como algumas pessoas que eu ganhava. Eu sabia que essa “revanche” que ele queria era só brincadeira. Duvido que ele estivesse querendo mesmo ganhar.

Não importava em que jogos nós íamos, eu ganhava em todos.

– Ah porra! Desisto! Não jogo mais! – ele brincou, fingindo estar fazendo birra.

Eu ri, e então decidimos sair de lá para comer alguma coisa. Como eu supostamente ganhei a aposta, ele pagou uma porção de batata frita e refrigerante. Até que nem foi tão caro, eu podia pagar, mas o que valia era a intenção.

Sentamo-nos em uma mesa para comer e enquanto isso, ficamos conversando. Descobri muitas coisas sobre ele, e ele sobre mim. Não sei por que, mas eu estava conseguindo ser aberto com ele, e falar sem timidez.

Confesso que antes fiquei meio receoso quanto a esse momento. Eu não queria conversar com ele, pois não queria que ele descobrisse mais sobre mim. Se ele soubesse as coisas ruins que eu faço, e a pessoa mau-exemplo que eu sou, talvez deixasse de gostar de mim. Porém, nem se quer chegamos perto de falar sobre a minha promiscuidade. Acho que ele estava evitando isso, pois mesmo quando teve a chance de falar sobre esse assunto, ele não falou.

– Em qual mangá você trabalha? – perguntei, assim que entramos no assunto de mangás.

– O que estou trabalhando nesse momento é Kokoro Hana. Já ouviu falar?

– Ah! – sorri – Eu já li alguns volumes, mas parei de acompanhar porque não tinha terminado de lançar tudo. Odeio ter que ficar esperando para saber como vai ser o próximo capítulo.

– Verdade – ele riu – Eu também pensava assim, mas tenho que acompanhar para ficar por dentro do que está sendo lançado no momento. Isso pode ajudar no meu trabalho.

Concordei e tomei mais um gole do meu refrigerante. A batata já tinha acabado e eu estava cansado de ficar sentado. Fazer o quê? Sou uma pessoa que não gosta de ficar parada. Me levantei e disse:

– Podemos andar? Já cansei de ficar sentado.

Ele aceitou, então começamos a caminhar por uma trilha do parque, que estava até meio vazia.

– Enfim... – continuei o assunto – Você que escreveu essa história?

– Bem... – ele respondeu – Somos um grupo de roteiristas, mas sou eu quem escreve a história, os outros só ajeitam algumas partes. Você leu até que volume?

– Cheguei ao sexto.

– O terceiro e quarto eu que fiz todo. Os outros nem se deram ao trabalho de me ajudar.

Arregalei meus olhos. Me lembro que esses volumes eram os que tinham cenas mais bonitas. “Ele inventou tudo sozinho? Ele deve ser uma pessoa bem romântica mesmo”.

– Nossa! Esses são os volumes mais românticos... – disse eu

– Obrigado! – ele pareceu lisonjeado – Eu sou bom pra inventar esse tipo de coisa. Me considero uma pessoa meio melosa – ele riu.

– Eu disse romântico, não meloso – ri também.

Continuamos andando pela trilha, que ia em direção ao cais. Andávamos bem de vagar, pois não tínhamos pressa para chegar a lugar algum.

– E você? Trabalha com o quê? – perguntou ele

– Eu... – fiquei meio sem graça, pois não gosto muito de falar do meu trabalho. Faz parecer que eu sou uma criancinha viciada em jogos – Sou designer de videogames.

– Sério? – ele sorriu. “Ai porra, ele vai zoar” – Isso é o sonho de qualquer criança!

– Tá dizendo que eu sou criança? – brinquei

– Claro que não! – ele riu, entrando na brincadeira – Já trabalhou em algum jogo?

– Etto... Ainda não foi lançado nenhum jogo no qual trabalhei, mas está prestes a lançar. O nome é “King of the monsters”

– Ah, sei qual é! – ele sorriu novamente. Por que ele estava sorrindo o tempo todo? – Uma amiga minha tem filhos que ficam falando de jogos o tempo todo.

– Eles têm que idade? – perguntei curioso.

– Bem, o que me disse sobre esse jogo tem 13, mas os outros tem 4 e 5. Os pequenos também jogam, mas ele me disse que esse aí é ruim para crianças, pois tem muita guerra.

Tive que concordar, já que o jogo é um pouco violento mesmo.

– Se dá bem com crianças? – perguntei

– Claro! Adoro crianças. E elas parecem me adorar também – ele disse meio orgulhoso

– Elas devem me odiar – eu ri.

Chegamos à beira do cais, que tinha vista para um mar que refletia a luz da lua. Havia uma grade de madeira, para proteger qualquer um que se aproximasse, para não cair. Sentei-me na barra debaixo e apoiei meus cotovelos na barra de cima, deixando meus pés logo a cima do mar. Tsuki fez o mesmo.

O vento batia, trazendo tranquilidade, enquanto conversávamos sobre assuntos diversos, nos conhecendo melhor. Nunca ninguém quis saber da minha personalidade ou dos meus gostos. Todos conhecem meu nome, mas não quem eu sou. Por isso era bom estar ao lado dele.

Eu finalmente terminei de tomar o meu refrigerante, que estava comigo esse tempo todo, então, arremessei a latinha em alguma lixeira próxima.

– Yeah! — Acertei em cheio

– Boa mira – elogiou Tsuki.

Continuamos conversando. Nem sei quanto tempo já tinha se passado nesse encontro. Sei que não queria que acabasse. Eu estava me divertido, e estava gostando da companhia dele.

Enquanto Tsuki falava, eu mastigava um canudo, que fiz questão de não jogar fora. Tenho mania de brincar com os canudos de coisas que eu bebo. Geralmente, só jogo fora depois de ficar todo destruído.

– Depois disso eu... – Tsuki interrompeu o que falava quando me viu tirar o canudo da boca, com um nó dado.

Ele arregalou os olhos e agarrou o meu pulso, trazendo minha mão mais para perto dele, para enxergar melhor o que eu segurava. Fiquei até meio surpreso com o ato repentino.

– V-você... – ele parecia incrédulo – Deu um nó no canudo com a boca???

– Ah, é só uma mania estranha minha – respondi meio envergonhado.

– Como você fez isso? Que foda! – fiquei meio aliviado ao saber que ele tinha achado legal, não estranho.

– Ah... – abri um sorriso malicioso – Digamos que eu seja bem habilidoso com a língua...

– Entendo... – ele também lançou um olhar malicioso, demonstrando que entendeu o duplo sentido – E quais são suas outras habilidades? – ele mudou o tom, mostrando que estava falando sério.

Enfim, entramos no assunto de habilidades e cada um falava do que sabia fazer. Algo que tínhamos em comum era a criatividade, porém em ramos diferentes. Ele era bom para histórias e eu para desenhos, mas continua tendo que ser utilizado criatividade.

Depois de conversas e mais conversas, teve uma hora em que nós dois nos calamos. Não sei se foi por falta de assunto ou de saliva. Apoiei meu queixo em meus braços, que ainda se mantinham na madeira e fiquei olhando o mar batendo nas rochas e espirrando um pouco de água nos meus sapatos.

– O céu está estrelado, não? – ele disse, apoiando o rosto em uma das mãos.

Concordei, ainda sem olhar para ele. Ficou um silêncio novamente, então, decidi falar algo que queria dizer durante todo o encontro:

– Olha... – ele realmente olhou para mim – Eu vou confessar uma coisa. Quando você me chamou aqui... Eu achei que não ia gostar. Mas... Acabou sendo mais divertido do que vários lugares que já fui – sorri.

Ele retribuiu o sorriso, mas logo foi desfeito, mudando para uma expressão curiosa.

– Se achou que não ia gostar, por que aceitou sair comigo? – ele perguntou

– Etto... – fiquei meio corado – Você acabou me convencendo...

– Como? – insistiu

– Ah, nada, esquece. – perdi a coragem

– Pode falar – o tom dele era acolhedor, como se quisesse transmitir que eu podia confiar nele.

Decidi falar a verdade logo:

– Eu não pretendia aceitar, mas aí, de repente, você disse que me amava. – não conseguia olhar para ele, pois estava muito envergonhado – Tipo, você disse com tanta naturalidade. Eu fiquei realmente surpreso... Porque... Ninguém nunca disse que me amava...

– Ah... – ele sorriu.

Eu ainda mantinha meu queixo apoiado nos braços e olhava para frente, pois não aguentaria manter um contato visual com ele no momento. Porém, ele segurou meu rosto com as duas mãos e virou minha cabeça, fazendo com que meus olhos azuis se encontrassem com seus olhos negros.

– Pois eu te diria sempre que possível – ele estava com os olhos meio cerrados e um sorriso sutil, fazendo uma expressão de apaixonado. – Aki, eu te amo.

Pude sentir meu rosto corando totalmente e meus olhos arregalando. Meu coração disparou e fiquei meio sem saber o que fazer.

– Não diga isso assim. – olhei para o lado, completamente vermelho – Eu fico sem graça.

Ele riu, ainda sem soltar meu rosto e implicou:

– Você fica tão fofo corado!

Olhei para ele com uma cara meio zangada. “Fofo? Não sou fofo!”. Porém, desfiz minha expressão ao vê-lo aproximando seu rosto, olhando para meus lábios. Ele levava o rosto em direção ao meu bem devagar, como se estivesse meio receoso quando a me beijar, ou estivesse pedindo permissão para tal ação.

Eu não fiz nada. Apenas deixei que ele se aproximasse. Eu queria sentir o gosto daquele beijo. Porém, ele apenas selou os lábios aos meus, levemente e carinhosamente. Aquilo era apenas um chamado para um beijo de verdade, mas ele precisava saber se eu queria antes. E sim, eu queria.

Levei minha mão, que estava um pouco trêmula, ao seu rosto e o aproximei mais ainda, apertando nossos lábios. Ele abriu a boca e pediu passagem, que foi concedida imediatamente.

Então nos beijamos. Era um beijo lento, porém, necessitado. Nossas línguas exploravam umas as outras, querendo mais. Eu nunca tinha sentido meu coração bater tão rápido e um calafrio percorrer meu corpo só por causa de um beijo. Na verdade, nunca tinha sentido aquilo por nada nem ninguém. Bem, talvez tenha sentido uma vez, para saber como é, mas nunca foi tão forte. O efeito que ele fazia sobre mim era novo, porém, era bom, e eu queria receber mais desse efeito.

Afastamo-nos do beijo, estalando os lábios, mas continuamos com as testas encostadas uma na outra. Meus olhos continuavam fechados, e nossas mãos no rosto de cada um.

– Você beija muito bem – ele sussurrou, fazendo-me sentir sua respiração, já que estávamos bem próximos.

– Eu disse que era habilidoso com a língua. – brinquei, em um tom malicioso, porém, ainda foi um sussurro.

Nós nos beijamos novamente. Eu queria que o corpo dele estivesse mais próximo ao meu, porém, estávamos sentados em uma grade de madeira, um do lado do outro, e se aproximar mais não era possível. Contentei-me com isso e segui com os beijos.

Nada mais me importava. A sensação daquele beijo era maravilhosa. Nunca nenhum beijo tinha me feito ir até a lua e voltar. Nunca ninguém fez eu me esquecer completamente da realidade e viajar por um mundo perfeito.

Aquilo durou um bom tempo, até que tivemos que nos afastar por falta de ar. Ele olhou para o relógio e indagou que já era tarde.

– Melhor voltarmos pra casa. – ele disse, com o ar já recuperado – Quer que eu te deixe na sua?

Aceitei, além do mais, nem sei se ainda sai trem a essa hora.

O carro dele não era daqueles conversíveis, mas era de uma marca cara, o que me fez deduzir que ele ganhava bem. Bem, dizem que gente bem sucedida é esnobe, porém, pelo encontro de hoje, vi que ele é muito gentil e que é uma pessoa que vale a pena.

Chegamos à minha casa e nos despedimos com mais um beijo.

– Posso te ligar amanhã? – ele pediu

– Hai! – sorri, e saí do carro.

Deitei-me na cama, fechei os olhos, e sorri pensando no dia de hoje. Nunca achei que ficaria tão feliz por causa de alguém.

Será que é isso que eles chamam de amor?

Notas finais
É isso rsrs Se você leu até o final, por favor, vença a preguiça e comente, não custa nada. Mesmo que não saiba o que escrever, só comente "asdkbsjhvbfhjdb" que já ta bom kkkkkk Só pra avisar e.e O próximo capítulo é bom e.e (pervertidos vão gostar), então, se eu tiver muitos comentários, postarei mais rápido kkk Bem, espero que tenham gostado *-* Kissus *-* PS: Próximo capítulo: História 2