Notas iniciais
Yooo *-*
Eu estou postando o capítulo bem cedo hoje... Porque vou passar o resto do dia ocupada num evento de anime o/ Uhul auehuaheua XD
Bem... O cap anterior não teve nada de mais rsrs Mas esse tem um pouco hehehe ^^
Eu não vou colocar "recapitulação" pq o anterior foi da história 1 também, mas só para quem não lembra, foi quando o Tsuki descobriu que Hiro tbm comeu o Aki e.e hehehehehehehehe
Enfim... Espero que gostem *-*

/História 1/Aki’s POV/

Eu tenho andado meio desanimado desde o que aconteceu com Takaro. Obviamente, não deixei Michi perceber isso, já que eu sou bom ator, mas sempre tinha uma desculpa quando ela me convidava para sair para algum lugar. Eu não estou com ânimo para sair dando por aí depois de tudo que ele me disse.

Bem, se não fosse aquele cara do trem, eu estaria bem pior. Pelo menos o que ele disse me ajudou um pouco. Não tinha como alguém me consolar, pois minha única amiga era Michi e as outras garotas que andam com ela, que eu não falo muito, mas para ela não posso contar coisas desse tipo. Eu pretendia sofrer sozinho, mas um estranho de palavras bonitas fez eu me sentir melhor. Queria saber o nome dele.

Nesse tempo, tenho usado o resto de animação que me resta para me dedicar ao trabalho. Estamos criando um novo jogo de luta, e eu fiquei encarregado de fazer os chefões dos finais das fases. Nisso eu sou bem criativo, e os monstros que eu crio sempre ficam legais.

Depois que recebi um elogio de todos do trabalho por causa do último designer que fiz, fiquei até meio feliz, mas eu não me sentia bem. Faltava alguma coisa em mim que eu não sabia o que era.

Eu refletia sobre esse peso que eu tenho sentido dentro de mim enquanto caminhava pela rua. Eu pretendia passar em alguma loja para comprar alguma coisa para comer, já que eu moro sozinho e não sei cozinhar muito bem.

Indo em direção às lojas, passei por uma praça. Estava escuro, já que era de noite, mas a iluminação batendo nos vários tipos de plantas que tinha lá dava ao local um ar de tranquilidade. Lá estava vazio, ótimo lugar para quem quer ficar sozinho.

Senti o vento batendo em meu rosto e me senti melhor. Resolvi sentar-me em um banco e ficar por lá por um tempo. Eu podia passar nas lojas depois, eu não estava com fome. Eu nem sentia mais fome. Deve ser depressão.

O local era relaxante, só se ouvia o som de grilos e do vento. Mas era como se algo na minha cabeça estivesse gritando.

De repente, comecei a ouvir passos. Olhei para o lado para ver quem era, mas não pude enxergar direito, por causa da escuridão. Porém, tive a sensação de já conhecer o dono daquela silhueta.

A pessoa que vinha, se sentou em um banco próximo ao meu, que devia ser a uns 10 metros de distância. Observei que ele trazia um caderno e caneta, e começou a escrever.

Eu estava bem abaixo de um poste de luz, então ele podia me ver, mas eu não conseguia ver seu rosto.

Percebi que ele olhou para mim. Meio sem graça, desviei o olhar. Talvez ele não tenha gostado que eu tenha ficado o encarando. Porém, ele continuou me olhando. Até fiquei meio incomodado.

Ele se levantou do banco. Eu achei que ele fosse ir embora, mas o homem começou a vir em minha direção. Fiquei meio assustado. Vai que era algum bandido? Mas resolvi não reagir. Se fosse algum ladrão, o máximo que ele iria levar eram 15 pratas que eu tinha para comprar alguma coisa para comer.

– É você mesmo? Que coincidência! – perguntou o cara que se aproximou

Eu sabia que já o conhecia, só não sabia de onde. Fiz uma cara confusa, então ele completou:

– Se lembra de mim?

Ah, essa frase. Provavelmente ele é um cara para quem eu dei algum dia. Eles sempre vêm com essa mesma pergunta.

– Desculpe, não lembro, tenho memória ruim – respondi a mesma coisa de sempre, já esperando que ele me lembrasse de onde nos conhecemos.

– Mesmo? Nos conhecemos no trem há uns dias – ele disse.

– Ah, sim... – consegui me lembrar dele – Eu me lembro de você. Foi mal, não te reconheci.

É, para ele eu não dei. Ainda bem que eu não perguntei: “Quando eu dei pra você?” como às vezes eu falo, para ser direto. Nossa, isso seria muito humilhante!

– Tudo bem. – ele respondeu, se sentando ao meu lado – O que faz aqui?

– Nada – respondi, olhando para o céu estrelado – Passei por aqui e resolvi ficar. É tranquilo.

– Verdade. – ele sorriu – Eu gosto de vir aqui para escrever – ele balançou o caderno, para mostrar que era lá que ele escrevia.

– É escritor? – Perguntei, meio curioso

– Tipo isso. Na verdade eu sou roteirista de mangá Shoujo.

– Sério? Acho isso legal – eu olhei para ele sorrindo, mas depois me lembrei de uma coisa – Ah, eu ainda não sei seu nome.

– Me chamo Tadashi Tsuki. Desculpe-me por não me apresentar aquele dia.

– Tudo bem, meu nome é...

– Koharu Aki, eu sei – Ele me interrompeu, fazendo eu me espantar.

– Eu não me lembro de ter te dito meu nome – fiz um tom meio desconfiado.

– E não disse. É que eu procurei saber de você, pois queria mesmo te encontrar de novo... – ele ficou meio sem jeito

“Ah meu Deus, será que é o que tô pensando?”

– Me ver de novo? Por quê? – perguntei, esperando que ele não me respondesse o que eu achava que ele ia responder.

– Olha... – ele ficou levemente corado – Eu vou ser direto. Quando te conheci no trem, você não saía da minha cabeça. Eu... Fiquei mesmo interessado em você...

“Porra, lá vem outro cara querendo me pegar” Eu não estava com vontade de foder com ninguém hoje, e não queria que ninguém desse em cima de mim. Principalmente ele. Eu achei que finalmente poderia conversar com alguém sem que essa pessoa tentasse me pegar, mas parece que isso é impossível. Fiquei marcado como vadia e ninguém me verá com olhos de amizade.

– Olha, me desculpe, – eu me levantei do banco – mas eu não estou a fim de ficar com ninguém hoje. Se quiser, me procure outro dia.

Eu já ia indo embora, mas ele se levantou também e começou a explicar o mal entendido:

– Não foi isso que eu quis dizer! Eu... Não quero só uma noite com você. Eu gostei mesmo de você.

Comecei a ficar meio irritado. Muitos já disseram que não queriam só uma noite comigo. QUERIAM DUAS! Isso me dá muita raiva! Eu finalmente acho que alguém quer alguma coisa comigo e aí eles vêm com essa. Eu já me acostumei com isso de que todos querem apenas meu corpo. E depois do que aconteceu com o Takaro, namorar é a última coisa que eu quero agora.

– Já disse que não estou interessado – disse eu, meio irritado.

Virei as costas e já ia indo embora, mas assim que dei 3 passos, ele disse algo que me fez parar, e ficar muito surpreso:

– Espere! Eu te amo!

Eu paralisei. Não sabia o que fazer. Eu queria ir embora, mas não conseguia. Ninguém nunca tinha dito que me amava. Isso realmente me surpreendeu.

– Como pode me amar? – me aproximei novamente, meio revoltado – Você nem me conhece!

– Eu sei! – rebateu ele rapidamente – Mas eu quero te conhecer melhor.

Dei uma risada sarcástica e disse sem olhar para ele:

– Se me conhecesse, aí que você não me amaria mesmo.

– Não é verdade. – ele mudou o tom para um mais calmo – Eu sei de sua reputação, mesmo assim permaneci com meu sentimento.

– S-sabe? – fiquei meio constrangido, pois achei que ele não soubesse – Bem, – voltei com o tom de voz orgulhoso – Se você sabe, por que ainda corre atrás de alguém mau caráter como eu?

– Por que eu sei que você não é como dizem – respondeu ele sem pensar, como se já tivesse o argumento preparado, o que fez eu me surpreender. “O que ele quer dizer com isso?” – Eles dizem por aí, que você não tem sentimentos, mas não é verdade. Quando te vi chorando, vi que algo estava te fazendo infeliz, e que você tinha sim sentimentos. Quando você me disse que não tinha sorte no amor, eu pensei que fosse por que você tinha perdido alguém, mas... Era por que você não tinha alguém. Acertei?

Fiquei calado. Ele tinha razão, mas não queria admitir. Malditos escritores cheios de argumentos.

– Eu sabia! – ele seguiu o ditado de quem cala consente. – Por que não me dá uma chance? – ele se aproximou de mim – Eu sei que posso te fazer feliz.

– Por que você quer algo com alguém que sabe que pode te trair? – falei, me afastando um pouco.

– Eu não vou te dar motivos para você me trair. – Rebateu. “Malditos argumentos” – Por favor, só te peço uma chance de te provar.

Ele estava quase me convencendo. “Não! Não posso me deixar levar pela carência! Toda vez que eu tento me relacionar com alguém da merda, então não!”

– Me desculpe, mas eu não namoro – respondi o que já era para ele imaginar.

– Não estou pedindo isso – ele rebateu de novo – Eu só quero um encontro com você. Apenas isso. Um encontro. Se você gostar, quem sabe a gente saia de novo. Se você não gostar, eu juro que não te perturbo mais.

Era um bom trato. Eu só precisaria sair uma vez com ele, depois era só pedir para ele me deixar em paz. Já estava com a intenção de dar um fora nele, mas não ia deixá-lo saber. Ia deixar pelo menos ele ter o encontro que queria.

– Tá – respondi, depois de dar um longo suspiro – Aonde vamos?

Ele sorriu e ficou meio empolgado. Até me senti um pouco mal por estar iludindo ele. Depois, ele disse:

– Qualquer lugar. Onde você gosta de ir?

– Eu só vou à baladas – respondi diretamente. Sei que essa resposta me faz parecer uma pessoa ruim, mas era exatamente isso que eu queria que ele pensasse.

Ele até ficou meio sem graça, mas recuperou a pose e disse:

– Pode ser no parque de diversões?

“Parque? Sério? Parque é lugar de pirralho!”. Realmente não gostei do lugar sugerido, mas seria só um encontro rápido, não teria problema, então respondi com um ar meio entediado:

– Pode ser...

– Então tá! – ele sorriu – Amanhã?

Apenas fiz que sim com a cabeça, sem mudar de expressão. Ele tirou seu celular do bolso e me pediu para eu anotar meu número. Pensei em dar um número falso, mas quando ele fosse me ligar, perceberia que não era meu número e daria um jeito de me encontrar de novo. Era melhor aturar logo isso, pois como ele mesmo prometeu, pararia de me perturbar.

Enfim, passei meu número para ele, então nos despedimos e cada um foi para seu canto.

Que irônico, não é? Eu estava chorando por que queria um amor e não tinha um, e por causa disso ganhei um e não quero mais. A vida é realmente uma desgraça.

Notas finais
Espero que tenham gostado *-*
Comentem por favor D: Reviews me deixam feliz :3
Então... Até o próximo sábado *-* (ou antes, se eu tiver muitos comentários U.U)
Kissus ^^