Dentro De Mim
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Só para lembrar, essa é outra história, não a continuação dos capítulos anteriores, ok?
Espero que gostem *-*
/História 2/Kame’s POV/
Quem sou eu? Bem, não tenho muito a falar sobre mim. Me chamo Hayato Kame, tenho 18 anos, cabelos castanho escuro, olhos cor de mel, e... Bem, digamos que eu esteja apaixonado.
Não há nada de mal nisso, certo? Errado! Por que eu fui me apaixonar logo pela pior pessoa possível? Imagine minha situação:
Em primeiro lugar, essa pessoa já está namorando. Claro que não vou fazer nada para separá-los, seria errado, mas ainda há esperanças desse romance não dar certo e eu ter uma chance. Pelo menos até aí.
Em segundo lugar, essa pessoa é do mesmo sexo que eu. Já piorou bastante, não é? Claro que esse fato torna tudo mais difícil, mas ainda há esperanças! Só que não.
Em terceiro lugar... Nós somos irmãos...
Isso acaba com tudo! É o fim do mundo! Que vontade de me matar!
Ok, nós não somos irmãos de verdade. Minha mãe se casou com o pai dele recentemente. E eu já era apaixonado por ele antes de nos tornarmos meio irmãos e começarmos a morar juntos.
Pois é, isso piorou tudo. Nossa convivência se intensificou, e meu sentimento também. E não importa o que eu faça, não consigo deixar de amá-lo.
Koyama Natsu, de 17 anos, está sempre sorrindo e tem olhos dourados que cintilam de alegria. Como não se apaixonar? Eu queria tanto poder acariciar seus cabelos castanhos meio avermelhados, e tocar seu rosto pálido.
Mas todos sabemos que isso é só um sonho impossível. Terei que me contentar com amá-lo platonicamente, enquanto desenho seu rosto em todo lugar e componho músicas sobre ele, em segredo.
Me lembro do dia trágico da minha vida. Falando assim, até parece que foi uma desgraça, mas era só a festa de casamento de nossos pais. Bem, para mim foi uma desgraça.
Eu estava em pé no canto do altar, usando roupas chiques, ao lado de Natsu, assistindo minha mãe desfilar pelo tapete, vestida de noiva e com um enorme sorriso no rosto.
Todos olhavam admirados. Eu também nunca tinha visto minha mãe vestida daquele jeito. Ela estava bem bonita, mas aos meus olhos, nada naquela festa poderia ser mais bonito que Natsu.
Ela chegou ao altar e deu as mãos para o futuro marido. O padre então começou a falar seu típico discurso, até que chegou a hora do:
– Você, Koyama Soiichiro, aceita Hayato Kaori, como sua esposa?
– Aceito! – respondeu ele sem pensar
Senti meu coração pulsar. A cada palavra que eles falavam, eu sentia como se estivesse sendo pisoteado e sendo arrastado em direção ao inferno.
– E você, Hayato Kaori, aceita Koyama Soiichiro como seu marido?
Ótimo, faltava apenas uma palavra para minha vida ser selada como oficialmente fodida. Ta, eu sei, estou sendo meio egoísta. Minha mãe está feliz, e eu deveria ficar feliz por ela. Bem, por ela estou feliz, mas por mim não.
Comecei a refletir sobre como tudo isso começou. Eu e Natsu estudávamos na mesma escola ano passado, mas ele era uma turma abaixo, então não nos falávamos muito. Éramos conhecidos, mas não amigos.
Mas eu sempre estava o observando na hora do intervalo ou no fim da aula. Nem sei por quê. Ele tinha alguma coisa que me atraía. Ele parecia ser uma pessoa muito feliz e divertida. Eu o admirava, e antes que me desse conta, já estava apaixonado por ele.
Eu nunca contei isso para ninguém, o que iriam pensar de mim? Apaixonado por outro cara? Resolvi manter isso em segredo. Mas não era apenas isso, tinha a Ayumi também.
Ayumi é uma garota histérica e muito irritante. Nunca fui com a cara dela, mesmo antes dela se tornar namorada do Natsu. Sinceramente, acho que ele merece algo melhor do que ela. O pior de tudo, é que ela é obcecada por ele e ingênua. Se ele mandasse ela se matar ela se mataria. Bem que ele podia pedir isso, né?
Enfim, quando o outro ano começou, eu fui para a faculdade, e ele continuou na escola, então, eu o via com muito menos frequência. Mas ele continuou dominando meus pensamentos.
De vez em quando, eu fazia o caminho mais longo quando estava voltando da faculdade só para passar pela escola e poder vê-lo, já que todo dia ele esperava seu pai buscá-lo do lado de fora. Eu adorava quando o dia estava claro, pois a luz do sol batendo em seu rosto fazia os olhos dele ficarem mais dourados do que já eram e o sorriso dele se destacava mais ainda naquele rosto perfeito.
Ah, aquele rosto lindo. Eu já tinha desenhado o rosto dele várias vezes enquanto o observava na escola, mas mesmo quando saí, continuei desenhando-o. Tenho um caderno cheio só de desenhos dele. Pareço meio obcecado também, não é? Ah, eu admito, estou obcecado por ele. Também gosto de compor músicas, e ultimamente, todas as letras falam sobre ele.
Me lembro do dia em que descobri que seríamos meio irmãos. Eu já sabia que minha mãe estava namorando, mas eu nem sonhava que ele era o pai do Natsu. Ela me disse que o nome dele era Soiichiro, mas não disse o sobrenome, então não tinha como saber que era ele.
Minha mãe tinha dito que iríamos jantar com o namorado dela e o filho dele para nos darmos uma notícia. Já deduzi que poderia ser casamento. Eu fiquei até feliz. Minha mãe não tinha se casado de novo desde que se separou do meu pai quando eu tinha 10 anos.
Quando Soiichiro chegou ao restaurante e vi que Natsu estava com ele, só faltei morrer. Como eu deduzi, eles iam se casar, e não ia demorar. Eu nunca desejei tanto morrer em toda a minha vida.
Acabei saindo do devaneio quando ouvi a palavra que eu menos desejava ouvir em todo esse mundo:
– Aceito!
Minha mãe e o pai do Natsu se beijaram e todos aplaudiram. Vi pessoas até chorando emocionadas. Tive vontade de vaiar, mas eu aplaudi, obviamente, apenas para as pessoas não perceberem o ódio que eu estava sentindo.
Natsu, ao contrário de mim, parecia realmente feliz. Ele sorria, lindo como sempre, e aplaudia com vontade.
– Ei, talvez eu deva começar a te chamar de Nii-san – brincou Natsu, no meio dos aplausos.
“Ah não! Isso não! Tudo menos isso! Não precisa esfregar na minha cara que agora somos irmãos toda vez que for me chamar.”
Eu ri meio sem graça, fingindo que levei na brincadeira, quando na verdade fiquei muito chateado com isso, e disse:
– Por favor, pode continuar me chamando de Kame.
– Tudo bem então – ele riu, me fazendo ter vontade de agarrá-lo. “Puta que pariu! Até a risada dele é perfeita!”
Os aplausos se cessaram e a festa começou. Os convidados estavam super comemorativos. Minha mãe e Soiichiro estavam bem alegres e todos estavam os dando parabéns. Algumas pessoas até vinham fazer perguntas clichês para mim e Natsu. A festa estava legalzinha, até eu ouvir aquela voz que fez meu tímpano estourar:
– NATSUUUUUU!!! – gritou Ayumi, se jogando em cima de Natsu
Ele se desequilibrou com o abraço inesperado, mas não caiu. Eu estava apenas olhando, mas tive vontade de cortar os braços daquela vadia para que ela não pudesse mais se pendurar no pescoço dele.
Mas eu tenho que admitir que ela estava muito bonita com aquele vestido rosa tomara-que-caia. Até que combinou com seu cabelo, também rosa, que vai até os ombros e é repicado.
– A-Ayumi-chan... Calma, assim eu vou cair. – disse Natsu, tentando sair do abraço.
– Ai meu Deus! – disse ela ajeitando a gola do terno dele e com os olhos cor lilás cintilando – Você ficou incrivelmente, lindamente, perfeitamente e tudo que é “mente” sensual nessa roupa.
“E eu não sei??? Pra que você precisa falar, sua vadia?” Nossa, nem eu sabia que eu era tão ciumento.
– Ah... He He – ele ficou meio sem graça – Obrigado, eu acho...
– Vem, vamos dançar! – ela o puxou sem o dar escolha até a pista de dança, onde tocava valsa e vários casais dançavam.
Eu não aguentaria ver essa cena. Fui para um lugar onde não tinha ninguém, mas que era bem arborizado. Sentei-me num banco e tirei a gravata, que já estava me incomodando. Dei um longo suspiro enquanto passava a mão nos cabelos, tentando digerir a informação de que agora, eu estava apaixonado pelo meu próprio irmão.
Notas finais
Ah, para aqueles que são extremamente noobs, Nii-san significa irmão mais velho.
Se vc leu e tem conta aqui no Nyah, comente, por favor D: Não custa nada escrever uma ou duas palavrinhas que formam um review, não é?
Uma vez eu quase parei de postar uma fic minha porque senti que as pessoas não estavam gostando de ler. Era sempre desculpa como, "ah, esqueci" ou "ah, fiquei com preguiça"... Isso chateia T-T
Então... se vc gosta da Fic, peço que expresse isso com reviews ^^
Então... Até a próxima XD
PS: Próximo capítulo, História 3
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