Notas iniciais
Oie ^^ Estou aqui com mais um cap rsrs Era pra eu ter postado ontem, mas o site estava todo bugado e acabou que não deu. Foi mal...
Bem, para quem não conhece meu jeito de escrever, travessão é para falas, e entre aspas é para pensamentos, mas isso vocês já devem ter percebido '-'
Ah, só pra esclarecer. Na história 2, no capítulo anterior, tem gente achando que o Kame é uke uahuehuheuahuhuehaauehuahe no no no no e.e ele é seme ok? ele é MUITO seme,logo vocês verão porque e.e Ele é só meio sentimental kk
Enfim, essa é a história 3, espero que gostem *-*

/História 3/Yuu’s POV/

“Se essa aula não acabar logo eu dou um jeito de inventar uma máquina que acelere o tempo”. Eu já estava impaciente para o fim da aula. Eu olhava o relógio de 5 em 5 segundos. E advinha, se passavam apenas 1 segundo! Eu sei que isso não é logicamente possível, mas eu sentia como se fosse assim.

A matéria do momento era História. Não que eu odeie História, mas a professora é tão irritante que chega a estragar a matéria. A voz dela é tão aguda e tão alta que chega a doer os tímpanos.

Mas esse não era o único motivo de eu querer que a aula acabasse logo. O próximo horário era matemática. Bem, eu odeio matemática e sou péssimo na matéria, mas o professor é Kioshi Hoshiro.

O sinal milagroso tocou e eu comemorei mentalmente. A professora pegou suas coisas e saiu de sala. Várias pessoas se levantaram para conversar, até que alguém disse:

– Ei, agora é aula do Kioshi-sensei!

As pessoas que tinha esquecido que o próximo horário era matemática voaram para suas carteiras. Todos se sentaram com postura e calaram a boca.

Minha sala costuma ficar bagunçada quando é troca de professores, menos quando o próximo professor a entrar é ele. Entre nós, ele é chamado de professor demônio. Ele é muito rígido e severo com os alunos. Ninguém nunca o viu sorrindo, ele está sempre mal humorado, e quem ousar fazer alguma brincadeira na presença dele pode até ser expulso.

Bem, pelo menos com isso, ele conseguiu o respeito que queria, já que minha sala também é meio encapetada e não para quieta.

– Ei, Yuu – sussurrou Keiko, minha melhor amiga que senta ao meu lado – Estudou para o teste de matemática?

– TESTE??? VAI TER TESTE? – falei espantado

– Xiiiiu! – disse a pessoa que estava sentada atrás de mim – Não conversem. O demônio já deve estar chegando.

“Caralho! Que merda! Me fodi! Vai ter teste e eu nem sabia”. Eu tenho tentado me esforçar para ser um bom aluno na matéria dele, mas eu não consigo entender nada. Eu tenho um tipo de bloqueio para matemática. E agora, com certeza não vou passar, já que não pude estudar. Mas se eu estudasse também não ia fazer diferença, eu não ia entender nada mesmo.

Kioshi Hoshiro entrou na sala com a cara fechada de sempre. Dava até pra sentir a tensão no ar enquanto ele analisava a classe com seus olhos vermelhos assustadores.

Depois de se sentar em sua mesa, o professor disse com a voz grave e severa de sempre:

– Vou fazer a chamada, e logo após teremos o teste.

Aqueles que, assim com eu, não estavam sabendo do teste, ficaram inquietos. Surgiram alguns cochichos e conversas paralelas na sala. E isso irritou o Kioshi-sensei:

– SILÊNCIO! – ele aumentou o tom da voz, fazendo as conversas se cessarem imediatamente – O teste está fácil para aqueles que estudaram. – Ele fitava a sala toda com os olhos assustadoramente – Se algum de vocês, por algum motivo, não teve como estudar ou não estava sabendo do teste, o problema é de vocês, pois eu avisei com antecedência. Mas não se preocupem, porque ano que vem tem o 1º ano de novo.

“Nossa, que cruel”, pensei. Fiquei meio nervoso. Com certeza iria me dar mal nesse teste. Pensei em pegar o caderno e ir dando uma revisada básica enquanto ele fazia a chamada, mas me lembrei que o último aluno que fez isso foi arrastado para a diretoria por ele.

Ele abriu sua maleta e pegou o papel da chamada. A chamada é um momento muito tenso, pois quando ele chama um nome e a pessoa responde “presente”, ele olha para conferir se a pessoa está mesmo lá e se não foi outra pessoa que respondeu por ela. Ninguém da minha sala, exceto eu, consegue sustentar um olhar direto com ele por mais de 3 segundos. Ele tem um olhar assustadoramente fatal. Eu acho, na verdade tenho certeza, que só eu acho os olhos dele lindos, pelo menos nessa sala.

Ele ia chamando os nomes e dando suas olhadas. Nem estava prestando atenção na chamada, estava tentando lembrar a matéria que ele tinha dado, mas eu não sabia absolutamente nada. Não consigo prestar atenção nas aulas. Fico distraído pensando em outras coisas, ou reparando no Kioshi-sensei.

– Yukira Yuu – Disse ele, me tirando dos pensamentos

– Presente! – respondi, quando percebi que se tratava de mim.

Eu sustentei o olhar que ele me mandou. Sou o único que faz isso. Mas não é tão fácil assim como as pessoas pensam que é para mim. O olhar que ele manda é maligno, e me assusta um pouco.

Quando meus olhos verdes se encontraram com os olhos vermelhos dele, senti meu coração dar um pulo. Ás vezes eu mesmo me pergunto por que fui me apaixonar por ele. Seus cabelos grandes e brancos e seu olhar sensual faz dele incrivelmente bonito, mas ele é rabugento e malvado. Internamente, nunca vi qualidade, exceto o fato dele ser bem inteligente.

Ele voltou os olhos para a lista, cortando a conexão entre nossos olhares e continuou a fazer a chamada, até o fim. Quando acabou, se levantou e começou a entregar os testes.

– Vocês já sabem, mas vou repetir. – ele começou a falar, enquanto entregava as folhas viradas de cabeça para baixo – Se vierem me perguntar alguma coisa eu não irei responder, se conversarem sobre qualquer coisa, eu tomo o teste e vocês ficaram com 0, e se eu pegar colando, é expulsão imediata.

Pois é, fazer teste com ele é assim. Impossível de colar. To fodido.

– Podem começar – ele se sentou de volta em sua mesa.

Virei a folha, assim como todo mundo, e comecei a ler as questões do teste. Como eu previ, não entendi nada. Eu só via números e mais números por toda a parte. Cheguei até a ficar meio tonto.

Nem arrisquei tentar colar, não queria morrer. Chutei tudo, já sabendo que ia tirar uma nota péssima, se é que eu ia tirar alguma nota.

As pessoas que iam terminando o teste entregavam e voltavam para seus lugares. Geralmente, os professores nos liberam, mas Kioshi-sensei não gosta de nos dar essa dádiva. Na verdade, ele não gosta de nada, muito menos da gente.

“É, é isso, vai ficar desse jeito e seja o que Deus quiser”, pensei enquanto me levantava para entregar o teste. Deixei em sua mesa e voltei para o meu lugar.

Ele já começou a corrigir os testes entregues, pois ele diz que gosta de ser prático. “Merda, ele vai corrigir o meu e ainda por cima vai me olhar com aquela cara que diz: ‘vai pro inferno e leve seu 0 com você’, como ele sempre faz com quem tira nota baixa”

Mas bem quando ele ia corrigir o meu, recebi uma dádiva de Deus: o sinal para o intervalo. Saí voando da sala, não queria ver sua reação ao corrigir meu teste. Acabei nem esperando Keiko, como sempre fazia. Fui indo em direção ao refeitório, sem olhar para trás.

– Ei, Yuu!!! – gritou Keiko que vinha correndo atrás de mim! – Espera!

Parei de andar para que ela me alcançasse.

– Como foi o teste? – perguntou ela meio ofegante, assim que chegou ao meu lado.

– Me fodi – senti meus olhos enxerem de água.

– Yuu – disse ela me abraçando – Calma, foi só um teste. Dá pra recuperar.

– Não é isso. – eu saí do abraço – Eu queria poder provar para ele que não sou a merda que ele pensa que eu sou... Mas... Eu sou. – enxuguei a lágrima que desceu em meu rosto.

Keiko é a única que sabe dessa minha paixão pelo professor. Ela é minha melhor amiga, então eu conto tudo para ela, e ela me conta tudo. Ela me ajuda bastante quando tenho que desabafar.

– Claro que não! – disse ela se sentando em uma mesa do refeitório. Me sentei ao lado dela – Você é uma pessoa maravilhosa. Se ele não quiser você, é ele que ta perdendo. Você é divertido e extremamente fofo – ela apertou minhas bochechas – Olha esse cabelo fofo – ela bagunçou meus cabelos pretos – Olha esses olhos fofo – ela encarou meus olhos verdes – E olha esse rostinho fofo! Ai meu Deus! – ela colocou o dedo em meu queixo e levantou meu rosto – Você daria um Uke perfeito!!!

Virei a cabeça para o lado para que ela tirasse o dedo de meu queixo. Não gosto quando ela fica falando que sou Uke. Fiz uma cara meio emburrada e disse:

– Você anda lendo Yaoi de mais.

– Fazer o quê? É tipo droga, me viciei e não dá pra voltar atrás, haha. Ah, falando nisso – ela tirou um mangá da bolsa que estava com ela – Tenho que terminar de ler esse outro aqui, hehe.

Girei os olhos rindo. Ah, Keiko, o dia que alguém conseguir fazê-la parar de pensar em Yaoi vai chover canivete.

– Sinceramente – ela continuou, enquanto folheava o mangá – eu adoraria que vocês dois ficassem juntos, vocês combinam, por isso são meu Ship. E quando vocês ficarem, me chamem para assistir – ela abriu um sorriso malicioso.

Eu ri do que ela disse. Conversar com Keiko me ajuda bastante. Tem vezes que ela começa a imaginar nós dois namorando e vai narrando uma cena de romance, como se estivesse contando uma história para mim. Ela é bem criativa, e até me faz ter um pouco de esperanças que talvez um dia isso aconteça, mas eu sei que é só ilusão.

O intervalo acabou, então voltamos para a sala. Continuaria sendo aula de matemática, e eu já estava esperando meu 0 bem redondo no meio do teste.

Quando chegamos na sala, os testes já estavam entregues na mesa de cada aluno. Respirei fundo e olhei minha nota: 1,5. Bem, para quem estava esperando 0, isso é um grande avanço.

Durante o resto da aula, Kioshi-sensei deu um sermão falando de como estava decepcionado com as notas e deu algumas explicações sobre as questões que as pessoas mais erraram. Pelo menos consegui entender alguma coisa.

O próximo horário era educação física. Já que era o último, todos os alunos já levam suas coisas para não ter que voltar para pegar na sala depois, então todos já estavam com seus materiais guardados.

O sinal bateu e todos foram embora. Keiko ficou me esperando enquanto eu terminava de guardar meus materiais. Quando acabei, me levantei e ia indo embora, mas Kioshi-sensei me impediu:

– Yukira, fique. Quero falar com você – disse ele, frio como sempre.

Senti meu coração acelerado. Keiko articulou um “boa sorte” e saiu da sala. Ficou só eu e ele lá. Sentei-me na cadeira em frente à mesa do professor e coloquei minha mochila no chão.

– Nota baixa em mais um teste? – Ele me olhou decepcionado. “Lá vem sermão”, pensei – O que está acontecendo com você? Não entende quando eu explico?

– Não é isso – respondi sem olhar para ele. Nesse momento eu não conseguiria aguentar o olhar de desprezo dele sem começar a chorar – Não é você... É que... Eu tenho um certo bloqueio para matemática...

Ele suspirou, passou a mão nos cabelos e disse cruzando os braços:

– O que é que eu vou fazer com você?

De repente, uma ideia genial me surgiu à cabeça. Até fiquei meio empolgado, mas não deixei transparecer. Eu teria que ser bem cuidadoso para botar esse plano em prática, então, comecei a falar de um jeito educado:

– Bem, eu tenho uma sugestão...

– E qual é? – ele me olhou com um ar meio entediado, como se esperasse que eu falasse alguma idiotice.

– Bem... – continuei – Se não for incomodar, você poderia me dar aulas particulares.

Fiquei meio tenso em saber qual seria sua resposta. Só de vê-lo abrir a boca quase vomitei meu coração.

– Aulas particulares? – ele levantou uma sobrancelha

– É. Talvez, se não tiver ninguém para me distrair eu consiga entender.

– E por que tem que ser eu? – “Porra, por que é com você que eu quero passar mais tempo”

– Bem, – inventei na hora – ninguém melhor do que o próprio professor para explicar a matéria dada. Além de que você já conhece as minhas fraquezas nos testes e provas. Seria bem mais prático.

“Sou foda! Esses argumentos foram ótimos! Já posso ser advogado.” Ele parou e pensou, colocando os cotovelos na mesa e apoiando a boca nos dedos entrelaçados. “Será que eu o convenci?”

– Tudo bem então – ele disse, voltando a cruzar os braços – Mas se com isso, suas notas não melhorarem, terei que tomar providências mais drásticas.

– Hai! – sorri – Prometo que vou melhorar!

– Assim espero – ele não desfez a cara mal-humorada – Combinamos quando vai ser amanhã. Pode ir para a educação física.

Me levantei, peguei minha mochila e saí da sala. Quando ele não podia mais me ver, dei um pulinho de alegria. Nem acredito que consegui convencer ele! Achei que ele iria jogar um “não” bem frio na minha cara, já que ele não faz o tipo de que ajuda as pessoas. Esse é um plano perfeito. Assim, eu poderei passar mais tempo com ele, e poderei provar que não sou tão desprezível quanto ele deve achar. Quem sabe, ele passe até a gostar de mim. É, isso é ter esperanças de mais. Eu me contento com ele não me odiando. Tenho que contar para a Keiko! Ela não vai acreditar que consegui abrir um caminho para as esperanças de que um dia nós fiquemos juntos.

Notas finais
Bem kk é isso. Comentem dizendo o que acharam XD Também quero saber qual das 3 histórias vocês acham que vão gostar mais ^^
Nesse cap tem algumas palavras em japonês, como uke, sensei, etc... Mas cara, se você não sabe nem o que é uke, então não leia uma fic yaoi, ok?
e para os super noobs, sensei = professor
Bem, para quem participou das tretas quando eu disse que ia parar de postar essa fic, já decidi o que vou fazer rsrs Vou postar um cap novo todo sábado, mesmo se ninguém ler. Agora, se todos os meus leitores já tiverem comentado (não só lido) antes, aí eu posto antes. Depende de vocês, já que eu estou com mais de 20 caps prontos kkkk Como já disse, só não postei ontem por causa do site.
Então... Até a próxima *-* Kissus *-*

PS: Próximo capítulo: História 1