Dentro De Mim
22 Capítulo 22
Notas iniciais
/História 2/Natsu’ POV/
Gemidos. Era o som que dominava o quarto, iluminado pela luz alaranjada de pôr do sol. Kame beijava todo o meu corpo, enquanto eu me contorcia de prazer.
De repente, ele se afastou, então, me posicionei de quatro e pedi gemendo:
– Kame... M-me penetre!
Ele deu uma risada pervertida, e se posicionou atrás de mim. Senti a cabeça de seu membro tocar minha entrada. Então, senti-o empurrando tudo para dentro de mim...
***
Acordei completamente assustado. Estava ofegante e suado. “O-o que foi aquilo??? Que sonho esquisito...”
Olhei em volta e vi que já era de manhã. Kame ainda dormia em sua cama. De repente, comecei a me sentir enojado por estar na minha cama, cuja era o mesmo cenário daquele sonho estranho.
Deitei-me novamente, suspirando aliviado por ter sido apenas um sonho. Mas aí reparei em uma coisa. Olhei para baixo e percebi que eu estava excitado.
“Merda! Malditos sonhos tensos...” Sem que percebesse, levei uma de minhas mãos até meu membro, começando a acariciá-lo de leve por cima da calça.
De repente, me toquei do que estava fazendo e me levantei rapidamente. “Mas o que eu estou fazendo??? Eu ia... Ia... Me masturbar pensando em Kame??? O quê? Nunca!”
Desisti de me aliviar por puro orgulho. Decidi deixar para lá e esperar passar. O despertador não havia tocado ainda, mas me levantei logo e fui me aprontando para a escola.
Passei o dia inteiro sem conseguir tirar aquele sonho da cabeça. Eu jamais me rebaixaria daquele jeito! Mas se eu sabia que nunca ia acontecer, então... Por que eu me sentia estranho toda vez que pensava nisso?
Assim que voltei para casa, foi difícil encarar Kame. Eu não entendia mais nada. Desde aquele dia que ele havia cuidado de mim, meu coração disparava toda vez que eu o via. Mas nada fazia sentido!
Já era de noite, e eu estava observando as estrelas pela janela da sala, pensando em tudo que estava acontecendo. De repente, senti alguém me abraçando por trás.
– Me solta Kame!!! – gritei, me contorcendo.
Eu não ia deixar ele me assediar em plena sala de estar. Nem em lugar nenhum!
– Calma... – disse ele com uma voz suave, me fazendo parar de me contorcer – Não vou fazer nada pervertido, só quero te abraçar.
Respirei fundo, revirando os olhos. Realmente, ele não me assediou, apenas ficou lá, me abraçando forte, com os olhos fechados.
Por incrível que pareça, eu deixei. Não sabia por que, mas me sentia confortável nos braços dele, isso quando ele não estava fazendo coisas pervertidas.
Ficamos lá, olhando as estrelas, sem dizer nada. Meu coração começou a bater forte de novo, então antes que isso ficasse pior, me soltei e corri para o banheiro. Eu precisava tomar um banho pra esfriar a cabeça.
Entrei no chuveiro e comecei a pensar: “Por quê??? Por que meu coração dispara? Será que eu... Estou... Gostando dele? Não! Isso nunca! É impossível!”
De repente, me lembrei do meu sonho. “Dizem que os sonhos são desejos inconscientes. Mas... Eu não quero isso! Ele nem me ama de verdade. Ou ama? Ele fica me assediando, mas... Parece que ele se importa comigo... Arg!”
Enquanto esfregava o shampoo na minha cabeça, acabei puxando meus cabelos, devido ao estresse. “Arg! Maldito Kame! Por que ele tem que fazer isso comigo? Eu... Estou tão confuso...”
Eu estava perdido em pensamentos, quando de repente ouvi a porta do banheiro abrindo. Era Kame.
“Mas que merda! Quando eu vou aprender a trancar a porta?” Imediatamente, escondi meu membro com minhas mãos, gritando:
– Sai daqui, caralho! Eu to tomando banho!
– Eu quero escovar meus dentes. – respondeu ele, ignorando meu escândalo e indo em direção a pia.
– Escove no banheiro dos nossos pais! – sugeri, quase obrigando. Eu queria que ele saísse de lá logo.
– Eles já estão dormindo e trancaram a porta – argumentou ele.
– Então me espere sair, porra! – eu já estava prestes a matá-lo.
– Você demora de mais no banho. – reclamou ele – E eu não queria esperar até ano que vem pra escovar os dentes.
– Arg! – bufei
Encostei-me à parede, ainda escondendo meu membro. Eu rezava para que ele acabasse logo e eu pudesse tomar meu banho em paz.
Enquanto escovava os dentes, ele ficava me encarando pelo espelho. O olhar intenso dele por todo o meu corpo me fez ficar constrangido. Virei a cabeça meio corado. Não podia fazer nada para impedir, mas não precisava retribuir o olhar.
Finalmente, ele terminou de escovar os dentes. Pareceu que ele demorou mais de propósito, só para poder ficar me olhando.
Porém, quando eu finalmente achei que ele fosse ir embora, ele sorriu e disse:
– Acho que vou tomar um banho também.
Meu coração disparou de novo. “Não! Isso não”. Kame começou a tirar a camisa, enquanto eu explodia de raiva:
– Não! Puta que pariu! Me espera acabar! Sai daqui!
Ele me ignorou completamente enquanto continuava se despindo. Eu realmente desejei morrer naquele momento. “O que eu fiz pra merecer isso?”
Kame, já nu, foi entrando no Box. Não tinha como eu me afastar mais, pois já estava na parede, mas tentei ficar o mais longe possível.
Enquanto ele entrava, involuntariamente, comecei a reparar no corpo dele. Em uma certa área, para ser mais específico. Tudo que consegui pensar foi “Que grande...” Confesso que até fiquei meio impressionado.
De repente, me peguei sentindo um pouco de raiva, por um motivo muito idiota: “Por que ele não está excitado? Ele ficou me olhando por um tempão. Ele não me acha sexy?”
Assim que pareci me tocar do que estava pensando, comecei a me condenar: “O quê? Por que estou irritado com isso? É melhor que ele não me ache sexy mesmo, assim ele para de me assediar. Eu odeio quando ele faz isso!” Eu estava ficando cada vez mais nervoso.
Kame entrou em baixo do chuveiro, molhado a cabeça. Eu podia sair do Box, mas ainda estava com shampoo no cabelo. Era horrível ter que ficar nu num espaço pequeno com Kame, mas sair com shampoo no cabelo também é.
Eu já estava pensando em sair e terminar de lavar o cabelo na pia, porém, antes que eu fizesse isso, Kame se aproximou, tocando as minhas mãos que escondiam meu membro até agora.
– Por que você esconde? – perguntou ele, com aquela típica voz sedutora – Eu já vi e já toquei.
“Espera aí! Eu sei que ele já tocou, mas quando ele viu?”
– Viu? – perguntei meio assustado – Quando?
– Hoje mesmo. – respondeu ele com um tom pervertido – Você estava dormindo excitado e seu amiguinho escapou da calça.
Meu rosto pareceu pegar fogo, de tão corado que eu fiquei. Ele não tinha direito que ficar me vendo nesse estado!
– Com o que estava sonhando? – perguntou ele naquele mesmo tom sedutor e pervertido, se aproximando mais de mim.
Eu pensei em mentir e dizer que estava sonhando que estava rodeado de garotas extremamente gostosas, mas antes que falasse algo, ele continuou com um largo sorriso:
– Eu te ouvi gemendo meu nome.
Arregalei meus olhos, ficando muito corado. Fiquei desesperado. Aquilo me entregava totalmente, não tinha mais saída.
Ele percebeu minha reação, então levou uma de suas mãos ao meu ombro, acariciando, e indo subindo para o pescoço.
Eu já vi que ele pretendia me assediar, então tentei fugir, me abaixando. Fiquei sentando no chão molhando, abraçando meus joelhos. Encolhi-me para ficar o máximo possível afastado dele.
Achei que ele ia se abaixar e tentar me assediar de novo, porém, ele apenas riu da minha reação e voltou a se ensaboar debaixo do chuveiro. Senti-me mais aliviado, sem ele me olhando com aqueles olhos safados.
Kame se limpava de costas para mim, então, involuntariamente, comecei a observar seu corpo de novo. Era realmente bem definido. E aquele sabão que escorria pelo seu corpo junto com a água, o deixava ainda mais... Sexy. De repente, comecei a me condenar por ter achado ele sexy.
Sem que percebesse, acabei ficando excitado, me condenando mais ainda. Nada mais fazia sentido. Por que eu me sentia assim com ele?
Eu estava olhando Kame, quando ele se virou e me encarou também. Desviei o olhar imediatamente, mas ele não. Continuou encarando, me fazendo ficar muito constrangido. Eu não sabia o que ele estava olhando, até ele provocar, maliciosamente:
– Que entradinha linda.
Sério, acho que nunca fiquei tão corado em toda a minha vida. Ajeitei-me rapidamente, tentando esconder o máximo que podia e procurando um lugar para me enterrar. Aquilo não podia estar acontecendo!
Ele soltou uma risada pervertida, mas que também achava graça da minha reação. De repente, ele se abaixou na minha frente, me fazendo tentar me afastar mais.
Kame segurou nos meus joelhos e abriu minhas pernas bruscamente, me deixando mais corado ainda. Tentei me rebater, mas ele era mais forte. A pressão que ele fazia em minhas pernas me impedia de fechá-las.
“Que merda! Ele está vendo tudo! Ai que vergonha!”
Ele sorriu maliciosamente ao ver minha ereção. Já eu, fechei os olhos para não ter que ver aquilo. Coloquei minha mão para esconder, mas já era tarde de mais.
– Não acredito. – Kame riu, ainda sem me soltar – Você está excitado? – ele abriu um sorriso malicioso – Gostou de me ver nu, foi?
Não respondi nada. Mas ao ver que ele finalmente começou a se excitar, apenas apertei ainda mais meus olhos, sentindo meu rosto pegar fogo.
– Deixa eu aliviar você – disse ele, começando a tocar em meu membro.
Levantei-me rapidamente, gritando para ele parar. Eu não podia deixá-lo fazer tudo de novo. Porém, Kame se levantou também, me pressionando contra a parede.
Ele avançou em mim, me beijando euforicamente. Um beijo que tinha mais língua do que lábios, que sem que eu percebesse, acabei retribuindo. É impressão minha ou tudo fica mais sensual na água?
Ele foi descendo, lambendo meu pescoço, até chegar aos mamilos. Enquanto ele fazia movimentos circulares com a língua, tentei dizer sem gemer:
– Para Kame! Eu odeio isso!
Ele parou o que estava fazendo para olhar para mim. Lançou-me um olhar malicioso e respondeu:
– Não, você odeia gostar disso.
E com isso, ele voltou a torturar meus mamilos. Eu tinha que admitir, ele tinha razão. Eu gostava daquilo, e me odiava e odiava ele por isso.
Kame foi descendo mais, ainda lambendo todo o meu corpo. Eu me contorcia tentando não fazer barulhos. De repente, ele parou quando chegou ao meu membro, para observá-lo.
Me apavorei um pouco. “Ele... Vai mesmo fazer isso? Não!”
E então, ele realmente o fez, começando a lamber meu membro.
– Para! – gritei – Não lambe isso!
A minha reação pareceu apenas estimulá-lo a continuar. Então, ele abocanhou meu membro por completo, começando a fazer movimentos de vai e vem com a cabeça.
Acabei soltando um gemido sem querer, e depois desse, não consegui mais segurar. Eu soltava vários gemidos ofegantes, mas sem voz. Mesmo assim, Kame pareceu gostar disso.
– K-kame... Ah... – Eu pretendia dizer “Kame, para”, porém, acabei apenas gemendo seu nome, o que o incentivou ainda mais.
Levei minhas mãos até sua cabeça, tentando segurá-lo, porém, estava muito trêmulo, e acabei apenas acariciando seus cabelos. Ele achou que eu queria que ele continuasse, então aumentou a velocidade dos movimentos. Eu tentava consertar e acabava piorando!
Eu não conseguia controlar meus gemidos, aquilo estava delicioso. Tenho que admitir que Kame faz muito bem, muito melhor do que a Ayumi.
Eu senti que já estava chegando ao auge. Eu sempre me segurei para não gozar, mas desta vez eu não pretendia segurar. O problema era que desta vez, ele não estava simplesmente me masturbando. Gozar na boca dele seria muito constrangedor.
– Kame... Sai! – tentei avisar.
Ele não se afastou. Eu achei que talvez ele pensou que eu estava apenas querendo que ele parasse, então, lutando contra meu constrangimento, tentei ser mais claro:
– K-kame... Ah... Eu vou... Sai logo...
Ele finalmente pareceu entender, então se afastou e se levantou, terminando com as mãos enquanto me beijava.
Finalmente pude parar de segurar, então gozei na mão dele. Sem querer, acabei mordendo o lábio inferior de Kame quando cheguei ao orgasmo, na tentativa de abafar o gemido. Em vão.
Kame se afastou para lavar sua mão no chuveiro, enquanto eu ofegava, tentando me recuperar e me manter em pé.
Achei que já tinha acabado, e que ele iria embora, porém, Kame voltou para perto de mim, me virando de costas.
Novamente ele me pressionou contra a parede, mas desta vez eu estava virado de costas, o que só me fez ficar ainda mais apavorado.
Ele foi passando uma das mãos pela minha coxa esquerda, subindo até chegar à nádega. Deu uma leve apertada na esquerda, começando a afastá-la da direita.
Meu coração batia muito rápido. Eu estava trêmulo e apavorado. “Caralho, caralho, caralho! É hoje que eu sou estuprado!”
Eu não ia conseguir fugir, já que Kame me segurava com a outra mão. Fechei meus olhos bem apertados, tentando me preparar para uma possível dor monstruosa.
Porém, Kame riu a se afastou de mim. Eu me virei para ele, sem entender por que ele desistiu enquanto eu estava tão vulnerável.
– Achou que eu ia te penetrar? – ele riu – Coitado, ficou tão desesperado.
Suspirei aliviado, apoiando meus cotovelos na parede. “Ainda bem...” Mas ao mesmo tempo, fiquei com raiva por ele ter debochado de mim.
– Relaxa – ele saiu do Box, pegando uma toalha – Eu não vou estuprar você. Não quero que seja assim. Eu só vou te penetrar quando você deixar.
Eu fiquei indignado com a maneia que ele falou, como se tivesse certeza. Irritado, gritei:
– Eu nunca vou deixar!
Ele riu convencidamente e provocou:
– Ta, tá, vou pedir para repetir isso quando você deixar.
– JÁ DISSE! – gritei – Isso nunca vai acontecer!
Kame riu novamente, e finalmente saiu do banheiro. Eu poderia continuar meu banho em paz, mas estava tão irritado que fiquei lá, sentado ao chão, imaginando mil mortes para ele.
“Esse desgraçado tem que morrer!”
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