Dentro De Mim
18 Capítulo 18
Notas iniciais
/História 1/Aki’s POV/
“Se eu pudesse, ficava aqui para sempre.”
Eu estava na casa de Tsuki, deitado na cama dele, abraçando-o com a cabeça em seu peito enquanto assistíamos ao filme de comédia que ele tinha alugado quando estávamos voltando da praça. O abraço dele era tão aconchegante! Eu me sentia confortável, protegido, amado. Tinha vontade de nunca mais sair dos braços dele.
Nós dois rimos quando chegou uma parte engraçada do filme, já que era de comédia, então decidi comentar:
– Tá foda o cara cair do nada.
– Não foi do nada. – ele disse sorrindo – Ele viu a garota que ele estava apaixonado e caiu. Simples.
– Que simples o quê! – protestei, tirando minha cabeça de seu peito para olhá-lo – Eu não caio toda vez que te vejo!
Eu disse isso sem nem mesmo perceber que estava sendo meio meloso. Só me toquei quando ele me olhou apaixonadamente e me beijou. Retribuí o beijo, tocando sua face e me aconchegando mais ainda em seu abraço, passando uma das pernas pelo seu corpo.
O filme continuava rodando, mas eu nem me importava mais. Parece que quando estou o beijando, o mundo inteiro para e nada mais importa. Ainda não consigo entender esse efeito que Tsuki tem sobre mim.
Ele me abraçou com força e inverteu as posições, colocando meu corpo abaixo do seu, me pressionado um pouco contra a cama com seu peso. Deixei escapar um leve gemido, devido ao ato repentino.
Nos separamos do beijo para respirar um pouco. Ele então, foi em direção ao meu pescoço e começou a beijá-lo carinhosamente.
– Tsuki... – sussurrei, tentando chamar a atenção dele.
Se ele continuasse daquele jeito, eu não iria aguentar e talvez fizesse algo que ele não gostasse, como da última vez. E a última coisa que eu quero é ter algum desentendimento com ele.
Porém, ele parou de beijar meu pescoço e levantou a cabeça, para me olhar. Seus olhos negros olharam profundamente nos meus azuis, criando uma conexão de olhares sugestiva. Eu via naquele olhar, meio apaixonado e meio malicioso, o desejo que ele tinha naquele momento.
– Aki... – sussurrou ele, passando a mão pelo meu abdômen levantando minha camisa.
Sorri de uma forma, também apaixonada, mas que também tinha um pouco de malícia envolvida, sinalizando que eu tinha aceitado.
Sim, eu desejava aquilo mais do que tudo naquele momento. Confesso que fiquei até meio aliviado, pensando “Até que enfim”. Eu sou uma pessoa sádica, não posso ficar tanto tempo sem sexo. Além de que Tsuki é extremamente irresistível e tive que me controlar para não avançar nele todo esse tempo.
Tsuki desligou a TV, para que não tivesse nenhum outro barulho que não fosse feito por nós.
Voltamos a nos beijar, desta vez de uma forma mais eufórica e necessitada. Nossas mãos passeavam, explorando o corpo de cada um. Tivemos que nos separar dos beijos, para que minha camisa passasse do pescoço. Fiz o mesmo e tirei sua camisa também.
Ele voltou a brincar com meu pescoço, desta vez de uma forma mais ousada, dando chupões e lambendo de um jeito provocante. Inclinei minha cabeça para o lado, para que ele tivesse mais espaço para violar meu pescoço. Um arrepio percorreu todo meu corpo no momento em que ele mordiscou levemente minha orelha.
Tsuki foi descendo a cabeça, beijando e lambendo, deixando um rastro de saliva por onde passava. Foi em direção ao meu mamilo esquerdo, começando a lambê-lo e mordiscá-lo, me provocando ondas de prazer. Com uma mão ele apertava o direito entre os dedos, e consequentemente, comecei a deixar escapar leves gemidos.
Eu estava adorando aquilo, e já estava ficando excitado. Eu precisava de mais. Comecei a acariciar seus cabelos pretos azulados enquanto ele torturava meus mamilos.
Depois, ele continuou descendo, ainda beijando, lambendo e mordendo todo o meu corpo, deixando-o todo marcado. Ele desabotoou minhas calças e abriu meu zíper, retirando rapidamente minhas calças junto com minha cueca boxer branca.
Abri minhas pernas, achando que ele já ia penetrar em mim, porém, ele fez algo que me surpreendeu. Levou a cabeça até meu membro, que já estava ereto, e começou a lambê-lo, logo depois abocanhando-o por inteiro e começando a chupá-lo.
Eu fiquei surpreso, pois raramente alguém faz isso para mim. Eu já transei com muitos homens, mas na maioria das vezes sou eu quem faz tudo, apesar de ser sempre o passivo. Mas desta vez, Tsuki era quem me dava os carinhos. Parecia que ele estava concentrado no meu prazer, não no dele.
Decidi parar de pensar nisso e me concentrar na sensação maravilhosa que aquela boca quente e úmida me provocava. Ele fazia movimentos de vai e vem com a cabeça, me provocando um prazer indescritível.
– Ah... Tsuki... Mais... Mais – eu gemia, sendo tomado pelo prazer.
Eu não tinha mais controle de minhas palavras. Aquilo estava muito bom, e eu precisava de mais. Ele aumentou a velocidade dos movimentos, consequentemente, me fazendo gemer mais alto. Eu mantinha minhas mãos acima da cabeça, que rolava no travesseiro de um lado para o outro. E vez ou outra eu descolava minhas costas da cama, me contorcendo.
– Ah... T-tsuki... Ah... Eu vou... Gozar – tentei avisar no meio dos gemidos.
Ele pareceu não se importar com o meu aviso e continuou com os movimentos. Daquele jeito eu não ia aguentar. Sem conseguir segurar, acabei gozando na boca dele, enquanto dava um longo gemido de orgasmo.
Fiquei até meio preocupado caso ele tenha achado nojento eu ter gozado na boca dele, porém, ele novamente fez algo que me surpreendeu. Ele engoliu o meu sêmen, e me beijou logo em seguida, para que eu sentisse meu próprio gosto.
Não achei que ele fosse safado o suficiente para fazer algo do tipo, mas não posso negar que gostei. É, tenho que conhecer Tsuki melhor na cama.
Ele saiu do beijo, meio ofegante e me encarou com um olhar sugestivo novamente.
– Aki, posso? – ele pediu permissão antes de me penetrar
Fiz que sim com a cabeça, sendo novamente surpreendido. Ninguém nunca se quer pediu permissão para me penetrar, eles simplesmente iam entrando rudemente, às vezes até me machucando um pouco. Porém, Tsuki, logo depois de se despir completamente, foi penetrando cuidadosamente e devagar, mas não tão devagar. Também não é como se eu fosse virgem, né?
Eu enlacei minhas pernas em suas costas e soltei um alto gemido ao sentir o volume dentro de mim. Confesso que senti uma leve dor, pois fazia um bom tempo que eu estava sem sexo, e havia me desacostumado.
Reparei que essa era uma das raras vezes que eu transava sem preservativo. Já que eu era muito promíscuo, tinha que me prevenir contra doenças sexualmente transmissíveis, mas eu e Tsuki já tínhamos conversado sobre isso e eu sabia que nenhum de nós tinha doença, então não havia problema.
Quando Tsuki me penetrou completamente, ele foi passando as mãos pelos meus braços até chegar às minhas mãos, e entrelaçou seus dedos aos meus. Logo em seguida, ele me deu um beijo na testa.
Ele estava sendo tão carinhosos comigo... Ninguém nunca foi assim. Sempre foram todos sádicos em busca somente do próprio prazer. E era tão boa essa sensação de ser amado.
Ele começou com leves estocadas, sendo ainda cauteloso. Eu gemia levemente, ao ritmo dos movimentos de vai e vem. Eu sentia seu grande membro entrando e saindo de dentro de mim, ainda devagar.
Confesso que eu gosto quando começa devagar, torna tudo mais gostoso, porém todos os outros eram famintos por prazer e nem se quer se davam ao trabalho de começar devagar. Mas logo o prazer falou mais alto:
– Ah... Tsuki... Mais rápido... – gemi pedindo.
E assim ele fez, aumentando a velocidade dos movimentos, consequentemente, me fazendo gemer mais alto. Eu arranhava as costas dele, deixando marcas de unhas, devido ao prazer que sentia.
Sem parar os movimentos, Tsuki abraçou forte minha cintura e me levantou, se sentando na cama e me fazendo sentar em cima dele. Lacei meus braços ao seu pescoço e comecei a cavalgar em cima de seu membro. Ele facilitava meus movimentos segurando em minha cintura.
Novamente, tentamos nos beijar, mas os gemidos não permitiam. Então, apenas nossas línguas se juntaram e dançavam em harmonia. Ele tirou as mãos de minha cintura e começou a acariciar minhas coxas e nádegas.
Como eu já estava ficando um pouco trêmulo, Tsuki me voltou para a posição anterior, acelerando mais ainda os movimentos.
– Aaahh... Aí mesmo! – eu gemi alto quando ele atingiu meu ponto
Ele continuou estocando bem rápido, sempre atingindo aquele ponto. Eu gemia alto de prazer. Tsuki soltava alguns gemidos também, mas eram totalmente ofuscados pelos meus.
Era inexplicável o prazer que eu sentia. Não era como das outras vezes. Tsuki tinha aquele maldito efeito sobre mim que eu não entendia.
Comecei a reparar que em nenhum momento ele me colocou em alguma posição em que eu ficasse de costas. Em todo o tempo eu estava de frente para ele, então nunca parávamos de nos beijar e trocar carinhos, além de nossos olhares estarem conectados.
O som de nossos gemidos, misturado com os rangidos da cama e o barulho de nossos corpos se chocando deixava tudo com um ar prazeroso e erótico. Nós dois estávamos nos derretendo em luxúria e prazer.
Eu comecei a praticamente berrar, pois estava sentindo que já ia chegar ao clímax novamente. Antes que eu falasse algo, Tsuki tentou dizer entre gemidos:
– A-aki... Ah... Eu vou...
Ele não completou a frase, mas eu entendi, então respondi:
– E-eu também...
– Onde eu devo...? Ah... – perguntou ele
– Ah... D-dentro... Hm...
Não demorou muito tempo para que eu me desfizesse, novamente, dando um alto e longo grito de orgasmo, me contorcendo e descolando as costas da cama. Contraí minha entrada, fazendo pressão sobre o membro de Tsuki, então logo ele preencheu meu interior com seu sêmen, também dando um longo gemido.
Nós dois caímos ofegantes e suados na cama, tentando regular novamente a respiração. Ele saiu de dentro de mim, fazendo o sêmen escorrer pelas minhas pernas e se deitou ao meu lado. Eu então, me deitei em seu peito e nos abraçamos.
– Eu te amo, Aki – repetiu ele mais uma vez, mas eu não cansava de ouvir.
– Também te amo, Tsuki – falei, um pouco menos tímido do que tinha dito na praça.
Devido à exaustão, não demorou muito para que nós dois pegássemos no sono.
É, essa foi a melhor vez que já tive. Não foi de longe a mais selvagem, nem a mais demorada, mas foi a melhor. Talvez porque dessa vez teve algo que nenhuma das outras teve:
Amor.
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