Notas iniciais
Yoo *-* Dei uma rápida passada pra postar isso aqui kkk To meio sem tempo :c Bem, queria dar um recado. As pessoas que não estão gostando do "assédio" que tem acontecido na história 2, por favor, parem de reclamar. Na própria sinopse já diz que Kame é um pervertido. E 95456789876545678 de yaois tem assédio no meio, mas não é por isso que o Uke se apaixona. Lembrem que tem o romance tbm, ok? Se não gostam, parem de ler, simples. Bem, só isso... Espero que gostem desse capítulo *-* Ps: Nos capítulos anteriores da história 3: Yuu, após de declarar para Hoshiro, é recusado da maneira mais rude possível por ele, ficando completamente abalado. Keiko, não gostando de ver seu amigo chorar, diz que vai resolver tudo...

/História 3/Hoshiro’s POV/

Eu tentava me concentrar nas malditas atividades que eu tinha que corrigir, mas não conseguia. Aquele pirralho idiota não saía da minha mente. Confesso que fiquei até meio arrependido pelo o que eu disse para ele. Não que eu tenha ficado com pena, não sou tão coração de manteiga assim, mas ele é, e provavelmente fique chorando pra sempre. “Ótimo, era tudo que eu precisava!”

Balancei a cabeça, tentando voltar a me concentrar na correção. Até que estava conseguindo. Estava tudo bem até eu perceber a presença de alguém parado na porta da sala.

Olhei para o lado de vi Yoshida Keiko, aquela amiga do pirralho, me olhando com cara irritada. “O que ela quer aqui?”

– Esqueceu alguma coisa, senhorita Yoshida? – perguntei

Ela não me respondeu, apenas se aproximou e ficou parada a minha frente, ainda me olhando daquele jeito frio. “É briga de frieza é? Tenta ser mais fria que eu!” A encarei com o meu olhar típico, retribuindo a frieza e perguntei, no mesmo tom frio:

– Sim?

Achei que aquela garota ficaria parada ali para sempre, até que ela bateu as duas mãos na mesa, fazendo barulho e aproximou seu rosto do meu. Até me afastei um pouco por causa do ato repentino.

– Escuta aqui! – ela começou a falar em um tom ameaçador – Eu não me importo se você é meu professor! Pode fazer o que quiser depois, mas isso é mais importante.

Olhei para ela incrédulo. Quem ela pensava que era para me desafiar daquela forma?

– Olha aqui... – tentei repreendê-la pela falta de respeito

– Não! – ela me interrompeu – Eu falo e você escuta! Ok? Quem você pensa que é para fazer meu melhor amigo sofrer daquele jeito? Eu não sei exatamente o que você disse pra ele, mas sei que foi muito rude. Será que você não podia ser um pouco mais humano e respeitar os sentimentos dos outros?

“Ah, então é isso? A amiguinha dele vem defender só por que ele ficou boladinho? Arg, que infantil!” Me levantei e também apoiei minhas mãos na mesa, ficando do mesmo jeito que ela.

– Quem você pensa que é pra me desafiar dessa forma, menina? – a encarei com o olhar mais frio que eu sabia fazer

– Já disse que não me importo se você é meu professor. – por incrível que pareça, ela não se abalava com meu olhar e retribuía – Meu amigo é mais importante, e ele está sofrendo por sua causa. Amanhã, você vai pedir desculpas para ele. Não estou dizendo que você precisa retribuir os sentimentos dele, mas podia ter sido mais delicado na hora de rejeitar. Você tem que entender que ele é sensível e se magoa fácil. Não quero mais vê-lo sofrendo por sua causa, entendeu?

“Quem essa pirralha pensa que é pra me obrigar a isso? De jeito nenhum!”

– Senão o quê? – desafiei

– Senão? – ela abriu um sorriso malicioso – Você não se lembra da minha capacidade? Lembra do que eu fiz com a Mizuki-sensei?

Neste instante, senti um calafrio percorrer meu corpo. Me lembrei de um caso em que uma aluna, Yoshida Keiko, conseguiu fazer uma professora ser demitida pelo simples fato de não dar uma aula muito boa. A garota é boa para ser advogada, por causa dos excelentes argumentos que ela possui.

Fiquei calado, pois não sabia o que responder. Realmente, ela tem capacidade de foder minha vida, mas meu orgulho não ia deixar eu me fazer submisso a uma pirralha.

– Entenda – ela mudou o tom para um mais calmo, e se afastou um pouco, desfazendo a pose ameaçadora – Ele realmente gosta muito de você. Só estou pedindo que peça desculpas por ter magoado ele, não é muita coisa. Não precisa ser tão cruel com alguém só porque não sente o mesmo.

– Tá – disse eu em um tom entediado me encostando à parede com os braços cruzados – Eu vou pedir desculpas, satisfeita?

Ela sorriu, o que me surpreendeu. Em um segundo, ela me bombardeia com o olhar, e agora, sorri como se gostasse de mim?

– Arigatou! – ela disse, em um tom feliz, mas não histérico – Espero que cumpra o que está dizendo.

Revirei os olhos enquanto ela ia saindo da sala. Não conseguia acreditar que tinha deixado aquela pirralha me chantagear. Arg, estou rodeado de pirralhos! Por que fui me tornar professor?
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/Yuu’s POV/

Fiquei meio receoso quanto o que Keiko ia fazer. Ela não quis me dizer, apenas saiu para fazer sua “missão” e disse que me contava depois. Então, resolvi voltar para a casa.

Não me importava com as coisas que aconteciam ao meu redor. Eu finalmente tinha conseguido parar de chorar, mas o peso do meu coração ainda não tinha sumido.

Fiquei agoniado em casa, até ouvir meu telefone tocar. Não estava com vontade de atender, mas qualquer coisa era melhor para me distrair.

Alô – disse ao telefone

Oi Yuu – respondeu Keiko, do outro lado da linha – Aposto que você ta triste na sua cama abraçando a Mika e mandando o Riki calar a boca, né?

“Meu Deus, ela me conhece mesmo!” Eu estava fazendo exatamente o que ela disse, mas por que ela falou aquilo?

Como adivinhou? – respondi, sem conseguir disfarçar o tom depressivo

Eu não quero que fique triste ok? – disse ela – Já resolvi tudo! Amanhã, o Kioshi-sensei vai te pedir desculpas por ter sido tão cruel. Então, esquece isso e seja feliz e fofo como você sempre foi, tá?

Espera, como assim já resolveu tudo? – até me levantei da cama, meio assustado – Por que ele vai me pedir desculpas? Keiko, o que você fez???

– Calma moleque! – Ela riu do meu desespero – Tenho tudo sobre controle! Tenho que desligar, beijo!

– Espera! – gritei, mas tive como resposta o barulho da chamada encerrada.

Voltei a me deitar na cama intrigado. Bem, pelo menos eu não estava mais triste, e sim, curioso. “O que aquela fujoshi pervertida fez dessa vez?”
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/Hoshiro’s POV/

Eu definitivamente odeio o intervalo escolar. É pirralho para tudo quanto é lado. Gente suada, correndo, gritando, rindo. Uma visão do inferno.

Porém, já que fui praticamente obrigado a pedir desculpas para aquela máquina de falar ambulante, tive que procurá-lo no intervalo, já que em sala de aula algumas pessoas poderiam ouvir.

Vi que ele estava sentado em baixo de uma árvore do pátio da escola. Ótimo! Não tinha muita gente por perto. “Vamos acabar logo com isso.” Revirei os olhos.

– Yukira! – chamei seu nome assim que estava em pé a sua frente.

Ele, que estava comendo um sanduíche de sei lá o que, apenas levantou os olhos, como se estivesse esperando eu falar. Realmente, ele parecia um hamster com aquelas bochechas cheias e aqueles grandes olhos olhando para cima.

Confesso que sua expressão me surpreendeu um pouco. Não era como se ele estivesse com raiva de mim ou magoado, mas também não era aquele sorriso que ele abria quando me via. Era como se ele estivesse disposto a ouvir o que eu ia dizer.

– Etto... – comecei a falar. Eu realmente estava meio sem graça – Eu... Queria pedir desculpas pelo o que eu disse ontem. Sabe... Eu estava irritado. Não devia ter sido tão cruel com você.

Ele engoliu o que estava mastigando e se levantou. Logo ele limpou a boca e disse:

– Por que está me pedindo desculpas?

“Hein? Como assim por quê? Por que sim, porra!” Não entendi a pergunta, mas respondi:

– Bem, é que eu me senti culpado por dizer aquelas coisas. Não estou dizendo que aceito isso! – mudei meu tom para um mais rígido – Só estou me desculpando pelas minhas palavras.

Ele riu, o que novamente me surpreendeu. “Como esse pirralho consegue sorrir assim?”

– Eu sei que foi a Keiko que te mandou vir aqui! – ele disse ainda sorrindo, mas teve um ar meio convencido.

“Ah, agora me fodi!” Arregalei os olhos e desviei o olhar. É, como eu não previ que a amiguinha dele contaria tudo?

– Mas tudo bem! – ele intensificou seu sorriso e apertou os olhos – Aceito suas desculpas!

– Bom... – respondi, indiferente como sempre – Vou indo então.

E com isso, me virei e ia indo embora daquele pátio. A sala dos professores é realmente muito mais aconchegante sem essa pirralhada para todo lado.

– Espere, Sensei! – ele disse começando a andar atrás de mim – Não acha que tá fazendo muito sol hoje? O dia não fica mais bonito nublado? Tipo, o céu continua azul com nuvens fofinhas e sem sol! Todos os dias podiam ser assim, né? – ele falava sem parar

Revirei os olhos. “Arg! Por que fui pedir desculpas? Agora vou ter que voltar a aturar esse pirralho!” Ele continuava falando coisas desnecessárias, que eu nem escutava mais. Eu continuava andando, e ele me seguindo. Ah, que merda!

Olhei para o lado e vi que Yoshida Keiko me observada de longe. Pude ver em sua expressão um sorriso. Um sorriso que demonstrava certo tipo de orgulho e gratidão. Ela percebeu que eu estava olhando para ela e assistiu com a cabeça, sinalizando o mesmo que seu sorriso demonstrava. Assenti também, para mostrar que entendi a mensagem.

“Pois é, agora já era! Se eu magoo o pirralho, a pirralha me mata. Se eu deixo o pirralho feliz, ele me persegue. Bem, tenho três opções. Ou eu me mato, ou mato ele (mas aí a outra me mata), ou aprendo a gostar dele.”

Senti um arrepio percorrer meu corpo ao pensar na palavra “gostar”. Isso estava fora de questão.

Ok, aturar seria o certo.

Notas finais
Bem, é isso, espero que tenham gostado *-* Comentem por favor XD Kissus *-* PS: Próximo capítulo: História 1