Demon Hunters: Apocalypse Interativa
8 Capitulo 8
Notas iniciais
1990.
O outono havia chegado mais cedo, as folhas estavam espalhadas pelo chão e a manhã estava um pouco fria. Dois homens estavam na rua, segurando nas mãos de uma menininha que se encontrava entre eles. Ela estava usando um vestido rosa, com um enorme laço na cabeça.
— Filha! Que laço bonito. — Falou um deles, sorrindo para a menina. — Não dói fazer um laço com o próprio cabelo? — Perguntou sorrindo.
A menina deu um enorme sorriso.
— Não papai, doeu bem pouquinho, mas usei alguns apliques. — Respondeu ela, com um sorriso.
O outro homem pegou-a no colo e deu um beijo.
— Filha, estuda direitinho, quero ver minha menina aprovada! — Falou ele, com um sorriso afetuoso.
Ela deu um beijo e saiu correndo com suas amigas.
— Ônix, iremos buscar você mais tarde! — Falou ele.
[...]
Ônix estava sentada na mesa do refeitório com suas amigas, enquanto comiam doces, meia dúzia de garotos sentaram junto com elas.
— Oi, lacinho! — Murmurou um deles, com um sorriso irônico.
— Cai fora, Jason! — Gritou ela.
Jason era sem dúvida, o garoto mais idiota que havia encontrado, mas havia um pior, ele se chamava Bunt, o valentão da escola, batia em todos que não fossem como ele.
Bunt se aproximou e empurrou o doce dela.
— Seu idiota, veja o que fez! — Gritou ela, limpando o vestido. — Ai, meu vestido novo.
Bunt gargalhou.
— Seus pais, literalmente! Dois homens, vão brigar com você? Que comovente! — Gritou ele, agarrando-a e jogando em uma lata de lixo. — Agora fique ai, que é o seu lugar.
Bunt sentiu uma dor extrema, uma dor que gela até a alma, literalmente, ele estava congelando de dentro para fora, não conseguia suportar a dor, ele finalmente caiu no chão, inconsciente.
[...]
Ônix estava no quarto, deitada sobre o seu travesseiro e olhando para a janela. Peter, seu pai, entrou no quarto e ficou ao lado dela, olhando-a com um olhar tímido. Peter tinha apenas vinte e três anos, enquanto Phillipe tinha apenas vinte e dois.
Peter passou a mão nos cabelos dela.
— Amor, olha para mim! — Falou ele, em tom amável.
Ela olhou, curiosa.
— Preciso te contar uma coisa, algo que trouxe você para nós. — Falou ele. — Quando você tinha seis anos, você tinha uma família perfeita, uma mãe linda. Mas um dia, um demônio antigo chamado Rubiel, matou todos...- Falou ele, com voz chorosa. — Todos da sua família, pois achava que você seria o Neflin perfeito, o que estava destinado a matar Lúcifer. — Ele começou a chorar. — Eu era vizinho da sua mãe e quando vi aquela garotinha chorando sobre os pais mortos, sai correndo da minha casa e te abracei, um abraço de amigo. Eu era maior de idade e então eu adotei você, junto com o meu noivo.
Ela esboçou uma reação tranquila, apesar do fato que seu pai havia contado.
— Pai, eu entendo você e nunca o decepcionarei, eu quero caçar esse demônio e eu não ficarei quieta, enquanto eu matá-lo.
Peter sorriu e abraçou a filha.
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