Notas iniciais
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Lúcifer olhava atentamente os mapas mundiais, esperando o momento certo para atacar, o seu plano era chegar ao céu e atacar os anjos, sem que eles percebam.

— Senhor, o exército está quase pronto! — Falou um soldado.

— Ótimo, logo Deus e os seus anjos irão ver o quão poderoso eu me tornei através dos anos que fiquei preso no abismo. Traga o corpo de Jason, esse corpo feminino me enoja. — Ordenou ele, saindo do corpo de Chex.

Chex acordou, tossindo. Estava assustada com o que havia acontecido.

— Olá Chex. — Murmurou Lúcifer, apoderando-se do corpo de Jason. — Eu até pediria desculpas pelo lamentável acontecido, mas como a palavra perdão não se encontra no meu vocabulário, eu deixarei assim. — Concluiu ele, sorrindo.

— O que você fez comigo? — Gritou ela.

Lúcifer deu uma estrondosa gargalhada.

— Eu possui o seu corpo medíocre, e posso assegurar que foi um pouco útil pelo simples fato de você fazer o que mando. — Falou ele. — Mas sou generoso, normalmente, eu mato as pessoas que eu possuo, considere-se uma garotinha de sorte. — Ele deu alguns passos, pensando no que iria fazer. — Guardas, joguem ela nas masmorras.

Três demônios agarraram os braços dela que desapareceu gritando.

[...]

Leviathan estava sentado, olhando para o horizonte, não fazia ideia do que fazer, se iria lutar sozinho ou com Lúcifer, estava bastante confuso, pois sempre quis ser algo maior do que apenas o braço direito.

— Guarda, chame Rubiel aqui! — Ordenou para um demônio que passava por ali.

— Me chamou? — Murmurou Rubiel, materializando-se ao lado dele.

Leviathan acrescentou um sorriso.

— Quero lhe convidar para um drinque, ao nosso progresso, os anjos não imaginam o golpe que iremos promover, não tem ideia alguma de que eles irão morrer na semana que vem. — Falou ele, colocando uma bebida azul e forte em duas taças.

Ele entregou uma taça a Rubiel e ficou com outra nas mãos.

— Ao futuro! — Bradou ele.

— Espera, antes eu poderia ter um abraço de amigo? — Murmurou Rubiel, com um sorriso meigo no rosto.

Leviathan concordou e eles se abraçaram.

— Ah Rubiel! — Murmurou Leviathan, sorrindo. — Você é tão bonito, jovem e forte. Tem tudo para vencer uma guerra sozinho, mas... pena que não vai ver o seu plano se concretizar. — Ele sorriu.

Rubiel começou a arquejar, tossindo, aparentemente estava sendo consumido pelo veneno.

— Ai, eu estou sentindo muita dor. — Gritou Rubiel, mas parou de falar, soltando uma estrondosa gargalhada. — Acha que sou idiota, não é? Sei que colocou Cicuta na minha taça e enquanto nos abraçávamos, percorri a minha taça e troquei com a sua. — Rubiel sorria. — Ah Leviathan, me desculpa, não quis te magoar, mas aprendi com o meu pai, que não se deve aceitar coisas de estranhos.

Leviathan arquejou e caiu, sentado, agonizando.

— Dói? Morrer? — A cada palavra, Rubiel, gargalhava. — Os humanos dizem que a morte por envenenamento é extremamente angustiante, eu adoro ver a sua cara de dor. — Concluiu Rubiel, quando viu que Leviathan caíra, sem se mover mais.

Rubiel andou até o corpo dele e sentou ao lado e começou a sussurrar no ouvido dele.

— Como é lindo ver um demônio morto, é mais lindo quando você mata um. Você achou que ia acabar comigo, colocando um veneno fraco na minha bebida, que patético. — Rubiel sorria. — Guardas, esse homem acabou de se matar, joguem no rio ou queimem.

Saiu depressa, sem dizer mais nada.