2000.

— Eirin! — Falou um homem sorrindo e entregando um algodão doce para ela. — Me disseram que você é uma menina muito especial, por isso, vai ganhar um grátis.

Eirin sorriu e pegou o algodão doce.

— Obrigada moço! — Murmurou ela, dando as costas para o homem. — Pai, olha o que eu ganhei de presente, um algodão doce de graça, bem no dia do meu aniversário de sete anos.

Os pais dela sorriram, e continuaram andando pelas ruas frias de Berlim.

...

— Filha, o papai quer falar algo para você! — Falou o seu pai, sorrindo. — É verdade que você matou aquela menina? — O pai dela ainda continuava sorrindo. — Não precisa mentir para o papai, está tudo bem, eu não vou te machucar. — Falou ele, mas ela não percebera a adaga que estava escondida atrás dele. Ele golpeou-a, mas pegou no braço, produzindo um corte profundo nela.

— Pai, o que você está fazendo? — Gritou ela, enquanto era golpeada pela adaga. — Eu não quero machucar você! — Ela gritou ainda mais, quando viu que havia um corte profundo na sua mão. — Mas não tenho escolha! — Ao dizer isso, viu que o seu pai havia parado de golpeá-la, pois estava congelado.

Ela começou a chorar, enquanto os ferimentos iam se fechando, sua mãe abriu a porta e viu o marido congelado, colocou as mãos na boca, visivelmente chocada ao ver o marido congelado.

— Mamãe, me perdoa, por favor! — Gritou ela, chorando. — Não quis fazer isso, papai começou a me atacar e eu me defendi. — Sua mãe estava estranha, ela pegou a adaga e correu para matar a filha, mas Eirin gritou e sua mãe caiu, quando ela abriu os olhos viu que sua mãe fora transpassada por uma espada de gelo.

— Vocês queriam me matar? — Soluçou Eirin. — Não! — Seus gritos cortaram a noite.