Demon Hunters: Apocalypse Interativa
3 Capitulo 3
Notas iniciais
2006.
— Yumi, venha para dentro! — Gritou sua mãe, enquanto Yumi estava no parquinho sozinha.
Yumi era uma menina feliz, porém solitária, seus pais eram boas pessoas, porém não poderiam oferecer o luxo que sempre queriam, mas mesmo assim, a menina era feliz. Yumi estava brincando no balanço quando viu um menino sentado no banco sozinho. Ela desceu e andou na direção dele.
— Oi... está tudo bem? — Perguntou ela, de uma forma inocente e carinhosa. — Eu me chamo Yumi, tenho treze anos, sei que estou muito velha para estar em parquinhos, mas gosto de estar aqui. — Finalizou, sorrindo.
O menino era baixo, olhos azuis e cabelos cinzentos, parecia triste como se fosse uma criança isolada por outras, quando ela terminou de falar, sorriu afetuosamente.
— Eu me chamo Rubiel, tenho doze anos e moro na rua de baixo, eu costumo vir aqui, todos os dias. — Falou ele, sorrindo. — Você parece diferente, assim como eu.
Yumi olhou, desconfiada para ele.
— Diferente? Parece que está tentando me ofender... — Falou ela, em tom de ameaça.
Rubiel deu outro sorriso.
— Você tem poderes, assim como eu. Tenho o poder de manipular jóias. Viu? — Falou ele, transformando uma pedra em um rubi. — Somos iguais, irmãos de sangue.
Yumi sorriu, agora ela estava começando a entender o que ele havia falado.
— Eu tenho sonhos estranhos, parecem tão reais! — Murmurou ela.
— São visões, embora a mente humana é incapaz de compreender o que é realidade ou ficção.
Ela sorriu e se despediu, pois sua mãe havia chamado.
[...]
Dois anos depois.
Yumi estava sentada no mesmo banco que conhecera Rubiel há dois anos atrás, estava lendo um livro quando uma rosa apareceu de repente. Ela levantou a cabeça e viu Rubiel parado ali, com um sorriso no rosto.
— Oi! — Ela sorriu e cheirou a rosa, ela tinha um perfume indescritível. — Como vai?
Ele sorriu e a beijou.
— Yumi, eu gostaria que você fugisse comigo, eu quero me casar com você, seus pais não aprovam o nosso namoro e eu estou ficando mal com a nossa distância. — Falou ele, com lágrimas nos olhos.
Ela suspirou.
— Rubiel, eu não posso fugir, meus pais não iriam gostar e eu não quero decepcionar eles. — Falou ela, começando a chorar.
Ele jogou a rosa no chão, visivelmente ofendido com o que Yumi acabara de falar.
— Então, você me ofenderia e não os seus pais? — Ele estava enfurecido.
Ela assentiu em silêncio.
— Tudo bem Yumi, adeus! — Ao dizer isso, desapareceu.
[...]
— Mãe, cheguei da escola! — Falou ela, abrindo a porta. — Tudo bem?
Ela andou até a sala, desconfiada do silêncio, mas ela não estava lá. Andou até o quarto e desmoronou com o que viu. Seus pais estavam mortos, um do lado do outro, com buracos no peito. Ela gritou e viu o menino ao lado deles.
— Eu precisei fazer isso, eles eram as unicas pessoas que estavam contra a gente! — Falou ele, chorando.
Ela gritou e começou a chorar.
— Você os matou, Rubiel, minha única família, você acabou com minha vida. — Gritou ela.
— Eu fiz isso, por amor!
— Isso é uma birra de criança! Eu não sinto mais nada por você!
Rubiel sorriu.
— Você vai pagar pelo o que falou a mim.
Yumi esboçou um sorriso.
— Vou acabar com você, isso não é uma visão, é uma meta.
Rubiel sumiu, deixando Yumi aos prantos com os seus pais mortos
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