Notas iniciais
Espero que gostem.

2006.

— Yumi, venha para dentro! — Gritou sua mãe, enquanto Yumi estava no parquinho sozinha.

Yumi era uma menina feliz, porém solitária, seus pais eram boas pessoas, porém não poderiam oferecer o luxo que sempre queriam, mas mesmo assim, a menina era feliz. Yumi estava brincando no balanço quando viu um menino sentado no banco sozinho. Ela desceu e andou na direção dele.

— Oi... está tudo bem? — Perguntou ela, de uma forma inocente e carinhosa. — Eu me chamo Yumi, tenho treze anos, sei que estou muito velha para estar em parquinhos, mas gosto de estar aqui. — Finalizou, sorrindo.

O menino era baixo, olhos azuis e cabelos cinzentos, parecia triste como se fosse uma criança isolada por outras, quando ela terminou de falar, sorriu afetuosamente.

— Eu me chamo Rubiel, tenho doze anos e moro na rua de baixo, eu costumo vir aqui, todos os dias. — Falou ele, sorrindo. — Você parece diferente, assim como eu.

Yumi olhou, desconfiada para ele.

— Diferente? Parece que está tentando me ofender... — Falou ela, em tom de ameaça.

Rubiel deu outro sorriso.

— Você tem poderes, assim como eu. Tenho o poder de manipular jóias. Viu? — Falou ele, transformando uma pedra em um rubi. — Somos iguais, irmãos de sangue.

Yumi sorriu, agora ela estava começando a entender o que ele havia falado.

— Eu tenho sonhos estranhos, parecem tão reais! — Murmurou ela.

— São visões, embora a mente humana é incapaz de compreender o que é realidade ou ficção.

Ela sorriu e se despediu, pois sua mãe havia chamado.

[...]

Dois anos depois.

Yumi estava sentada no mesmo banco que conhecera Rubiel há dois anos atrás, estava lendo um livro quando uma rosa apareceu de repente. Ela levantou a cabeça e viu Rubiel parado ali, com um sorriso no rosto.

— Oi! — Ela sorriu e cheirou a rosa, ela tinha um perfume indescritível. — Como vai?

Ele sorriu e a beijou.

— Yumi, eu gostaria que você fugisse comigo, eu quero me casar com você, seus pais não aprovam o nosso namoro e eu estou ficando mal com a nossa distância. — Falou ele, com lágrimas nos olhos.

Ela suspirou.

— Rubiel, eu não posso fugir, meus pais não iriam gostar e eu não quero decepcionar eles. — Falou ela, começando a chorar.

Ele jogou a rosa no chão, visivelmente ofendido com o que Yumi acabara de falar.

— Então, você me ofenderia e não os seus pais? — Ele estava enfurecido.

Ela assentiu em silêncio.

— Tudo bem Yumi, adeus! — Ao dizer isso, desapareceu.

[...]

— Mãe, cheguei da escola! — Falou ela, abrindo a porta. — Tudo bem?

Ela andou até a sala, desconfiada do silêncio, mas ela não estava lá. Andou até o quarto e desmoronou com o que viu. Seus pais estavam mortos, um do lado do outro, com buracos no peito. Ela gritou e viu o menino ao lado deles.

— Eu precisei fazer isso, eles eram as unicas pessoas que estavam contra a gente! — Falou ele, chorando.

Ela gritou e começou a chorar.

— Você os matou, Rubiel, minha única família, você acabou com minha vida. — Gritou ela.

— Eu fiz isso, por amor!

— Isso é uma birra de criança! Eu não sinto mais nada por você!

Rubiel sorriu.

— Você vai pagar pelo o que falou a mim.

Yumi esboçou um sorriso.

— Vou acabar com você, isso não é uma visão, é uma meta.

Rubiel sumiu, deixando Yumi aos prantos com os seus pais mortos

Notas finais
Esse capitulo, mostra um pouco do passado do vilão da segunda temporada, Rubiel e da nova personagem Yumi