Demônios
2 Menino misterioso
Notas iniciais
Capítulo divido por 'contos' então esperem vários. O arco é 1998 - mistérios (que é o capítulo) ainda sendo escrito e postarei aqui como capítulos.
Arco: 1998 — Mistérios.
Um garoto estava deitado, coberto, em uma cama de hospital.
Ele abriu os olhos e levantou seu corpo vagarosamente. Com os pés, procurou algo para se apoiar, sentiu alguma coisa e deduziu que fosse uma escada. Tentando descer, tombou no chão, levantou a cabeça e se rastejou até achar algo em que pudesse se apoiar. Com uma mão, tateou no vazio enquanto a outra o ajudava a engatinhar. Sentiu algo mais; pensou ser uma parede. Sem tentou se levantar apoiando-se ao material, sem hesitar.
De pé, procurou por uma porta, deslizou as mãos pelo muro, ate que achou o que queria.
Lá fora, apenas o silêncio e o frio existiam.
A criança continuou agarrada à parede, sabia que se a soltasse iria cair novamente.
A ausência de som havia se quebrado ao ecoarem vozes de pessoas falando. Não se entendia exatamente o que era, mas logo parou.
Ao andar, sem destino, ouve-se novamente gente conversando, e o local começou a ficar com ar mais quente.
Havia pouquíssimos indivíduos na recepção. O hospital estava literalmente vazio. Quase não tinha recepcionistas trabalhando, não possuía segurança na entrada. Era como se o local estivesse abandonado.
O garoto só via vultos no local e mais nada. Soltou suas mãos da parede e esticou uma delas, fechou os dedos, e andou lentamente até a saída.
Fora do pronto socorro, o povo falava em algum dialeto estranho. Alguns tentavam conversar com o menino, mas o mesmo não entendia e ignorava.
Sem se importar com os outros, apenas continuou pelas ruas de um lugar que não conhecia.
Desnorteado, decidiu parar em uma lanchonete. O estava quase vazio, apenas os trabalhadores se presenciavam ali.
Um dos atendentes reparou na criança e a chamou, mas de nada adiantou.
Durante um tempo, coisas estranham aconteceram no local. Alguns utensílios começaram a se mexer sozinho.
Todos que estavam presente ficaram com medo do que olhavam.
As luzes começaram a piscar, mesas e cadeiras saiam do lugar, isso amedrontou muita gente, menos, aquele menino estranho que se mantinha sentado numa cadeira, de cabeça baixa.
A policia foi chamada para averiguar os acontecimentos do local. Um dos atendentes disse que tudo começou quando o moleque entrou no estabelecimento.
Um dos guardas se aproximou e tentou conversar com a criança, ela apenas virou o rosto para esse.
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