Notas iniciais
Olá, people! Aqui é a Liah, e esse capítulo é sobre o episódio 4x17, quando Elena (com a humanidade desligada) e Damon viajam a Nova York e se beijam no telhado de um bar... Estão lembrados? Pois então, espero que gostem dessa nova versão daquele momento. ;) Boa leitura!

Com três bebidas equilibradas nas minhas mãos, eu fiz a minha melhor cara de “estou me divertindo” e empurrei humanos inúteis pelo caminho de volta até a mesa alta que estávamos ocupando. Rebekah, Elena e eu.

Em outros tempos, isso teria me excitado com a ideia de um ménage. Esta noite, eu só queria que a Barbie Klaus desaparecesse.

— Isso é permitido? — Elena pegou uma dose. — O que Lexi diria?

E ainda mais essa. Para justificar a ida ao bar, eu acabei mencionando uma parte desagradável do meu passado, quando estive com a humanidade desligada nos anos 70, e agora tinha que prosseguir com a conversa em torno do assunto, pra ver se mantinha as duas desconfiadas distraídas. O problema era que a melhor-amiga-do-meu-irmão-que-eu-matei não era lá meu tema preferido.

— Lexi achava que o único jeito de recuperar a humanidade era voltando a curtir a minha vida — eu continuei a encenação. Faz de conta que alguém se importa com o que a Madre Teresa de Calcutá dizia.

— Não diga que ela te levou a shows do Bon Jovi — Rebekah arriscou, enquanto brindávamos. Eu tenho cara de comedor de coelhos?

— Não, década errada — engoli de uma vez o meu whisky. — Lexi não podia se alimentar com Stefan. Eu não tinha esse problema — acrescentei. E estendi a mão para Elena. — Nem você.

Ela sorriu, trocando um olhar com a loira. Essas duas estavam aprontando.

Crianças inocentes pensam que enganam o profissional aqui.

Fomos os três mais para perto do palco, onde uma banda de rock se apresentava. Começamos a dançar e Elena era a mais animada. Eu tinha que admitir que era bom vê-la desse jeito, com um sorriso no rosto e se divertindo um pouco. Depois de tudo que essa pequena passou, ela merecia alguma felicidade. Mas isso não era real. Ela estava com a humanidade desligada – graças a mim –, e não podia permanecer assim para sempre. Esse tinha sido um recurso de emergência, era para ficar sob controle e ser desfeito logo que o maior ‘choque’ com a morte do Little Gilbert passasse, porém algo deu errado e eu não tinha mais qualquer poder sobre ela.

A solução que restava era encontrar a cura e forçar Elena a tomar… Ou encontrar uma forma de fazê-la religar as emoções por conta própria.

— Estou com fome! — ela disse por sobre a música, e me entregando o casaco que vestia.

— Escolha.

Seus olhos atentos examinaram rapidamente as opções e se detiveram em uma garota de cabelo curto e loiro que se balançava perto de nós. A vampira dançou até ficar na frente dela.

— Não grite. — E cravou os dentes de uma vez no pescoço da sua vítima. Sugou só um pouco e levantou a cabeça, com os olhos lascivos e a boca manchada de vermelho. Sangue.

A sombra de um sorriso passou pelos seus lábios que logo voltaram a morder a carne tenra. Eu não precisava de um convite mais claro. Alcancei as duas, presa e predadora, e me apossei do outro lado do pescoço que nos alimentava.

Dividir uma pessoa é um ato íntimo para vampiros, quase tanto quanto beber um do outro. A lembrança de como foi saciar a sede de Elena estava muito clara na minha memória, embora não tenhamos passado disso, então eu mal imaginava como poderia ser agora que nós estávamos juntos. Quer dizer, pelo menos até antes da tragédia na ilha. E antes de sabermos sobre a ligação.

Ok, talvez não fosse a melhor hora pra ter esses pensamentos sangrentos. Eu precisava trazê-la de volta a si antes, e para isso tinha que me livrar de Rebekah.

— Sua vez… — eu a chamei depois de alguns goles e cedi meu lugar na bolsa de sangue. Ops, na garota.

Observei por um instante as vampiras atracadas na outra, três mulheres praticamente coladas, e tive que me lembrar de que não tinha tempo para pensar no quão sexy era a cena.

Deixei-as entretidas com a sua presa e segui para longe da algazarra. Eu tinha trabalho a fazer.

***

— Você e Lexi? — Elena se chocou, um pouco mais tarde. — Aqui, no bar?

Tirou o braço do balcão com uma expressão de nojo. Come on, deixe-me crer que eram ciúmes. Fica mais interessante.

— No bar, no palco, no terraço. Foi uma longa noite. — E não a melhor da minha vida, é bom esclarecer. Passou longe disso. Esse mérito era todo da garota à minha frente.

Garota essa que estava aprontando pra cima de mim, se achando muito esperta. Quase fiquei com pena de estragar seus planos. Quase.

Ela sorriu sugestivamente e pegou uma garrafa de whisky antes de começar a ir em direção à saída, esperando que eu a seguisse.

— Aonde vai?

— Para o terraço — sorriu. — Quero ouvir o final da história.

— Tudo bem.

O lugar estava mais ou menos como eu me lembrava, com alguns móveis velhos e descartados do prédio cobertos por lonas. Humanos demoram a evoluir.

Elena foi sem pressa até a sacada e tomou um gole antes de falar:

— É lindo aqui em cima. Posso fazer isso, sabe? — ela me entregou a garrafa. — O estilo de vida da Lexi. Sair com você… Festejar… Não seria a pior maneira de recuperar minhas emoções.

— Pensei que odiasse as emoções.

— Eu odeio. — Venceu os poucos passos que nos separavam. — Talvez eu só esteja buscando uma desculpa para… Passar mais tempo com você. — Pegou a bebida de volta e levou o gargalo aos lábios. Sensualmente. — Eu nunca transei num terraço antes.

Bem, eu imaginava que não. Mas era isso? Elena estava querendo sexo? Eu adoraria acreditar que sim. Seus sorrisos, porém, apesar de lindos como sempre, estavam com algo faltando.

Ainda assim, a garota mirou os meus lábios, e então me encarou.

— Não está perdendo muito. — Cortei o seu barato. Elena revirou os olhos.

— Não precisa bancar o durão, Damon. Eu não estou mais ligada a você. Eu quero, e você também quer.

Era verdade, pelo menos no que se referia a mim. Eu estava louco por ela, eu era louco por ela. Me permiti chegar mais perto do seu rosto, sentindo a respiração quente, nossas testas quase encostadas, as bocas a centímetros de distância.

E, por um instante, minha resistência ruiu.

Não tenho certeza de quem começou o beijo, mas nós dois demos continuidade sem demora. Fazia semanas desde que dormimos juntos – uma noite e uma manhã, antes de começar a novela “sirebond” –, e agora estávamos lá, nesse terraço, sem ninguém para atrapalhar.

Exceto nós mesmos.

Elena desceu a mão pelas minhas costas, um gesto que seria uma simples carícia, se eu não soubesse o que ela estava procurando.

— Achou mesmo que isso ia funcionar? — eu a afastei. — O sexo, a tentação, a bebida… Está brincando comigo? Eu inventei esse truque.

— Que truque? — Sua cara de “não sei do que você está falando” me tirou a paciência.

— Ela não vem, Elena! Rebekah já deve estar a milhas de distância agora. Eu dei o que ela queria e, veja só, parece que sua nova melhor amiga de infância nem avisou que estava te deixando de fora.

A ira dominou sua expressão.

— Aquela vaca loira!…

— Que bom que admitiu. Podemos ir?

— Eu tenho cara de retardada?! — ela deu um passo para trás. — Não vou cair nessa lorota. Até parece que você entregaria a cura de mão beijada assim pra ela.

— Tem razão, eu não entreguei — dei de ombros. — Mas ela não precisa saber, não é? Vamos deixar que siga a pista errada. Espero que a Barbie Klaus aproveite o passeio até Tijuana.

— Você a mandou para o México?! —Elena tentou sacar o celular, que eu peguei sem que ela percebesse. — Onde…? Mas que inferno, Damon! Me devolve isso!

— Sinto muito, foi confiscado até segunda ordem. E quem dá as ordens nesse caso sou eu.

— Seu filho da…

— Hey, hey! Mamãe Salvatore ficaria muito chateada se soubesse que a nora se refere a ela desse jeito.

— Nora é a…

— Ok, podemos viver na informalidade, se prefere assim. Podemos ir?

Segurei o seu braço, firme, mas sem machucá-la, e tentei ir em direção às escadas. Tentei. Pois é. Ela empacou e fez força até se soltar.

— Ir pra onde, Damon? Eu não vou tomar a cura! Eu estou bem desse jeito, será que você não vê? Não me sinto tão bem há anos!

— Acontece que você não está realmente sentindo nada!

— É claro que estou! E me sinto ótima, incrível! Não minta, Damon, eu sei que você gosta de mim assim.

Na verdade, eu gostava dela de qualquer jeito.

— Vi como você ficou observando lá embaixo, no bar, enquanto eu mordia aquela garota… Já pensou no que podemos fazer juntos? Vamos deixar tudo pra trás, esquecer cura, mortes, sirebond, amigos intrometidos… — ela se aproximou enquanto falava. — Isso não tem que ser difícil. Podemos ser só você e eu.

O que eu posso dizer? A proposta era tentadora, ainda mais sendo feita a centímetros do meu rosto, com aquela boca deliciosa sussurrando contra a minha pele. Eu queria que essas coisas acontecessem, mas também queria que fossem verdadeiras. E, por mais que eu a amasse de qualquer forma, eu precisava fazê-la voltar ao que era antes. Pelo seu próprio bem.

— Vamos pra casa, Elena.

— Não! Damon… Hey, por que não aproveitamos o resto da noite? — ela apelou. Estava ficando desesperada. Nada mal. Quem sabe algum sentimento surgisse daí. — Os problemas ainda estarão lá quando voltarmos.

— É por esse motivo que temos que resolver tudo o quanto antes.

— E isso aqui, quando vamos resolver? — Séria, ela apertou a mão ao redor do volume na minha calça. Confesso que me pegou de surpresa. Apelação mais do que explícita. Um sorriso malicioso tomou conta dos seus lábios. — Parece um caso urgente, não? Eu ficaria feliz em resolver pra você… Está vendo? Ainda pode me provocar alguns ótimos sentimentos…

Enquanto falava, ela é que me provocava. A fricção contra o jeans prosseguia aumentando.

— Não sou um adolescente que você pode seduzir, Elena.

— De adolescente eu sei que não tem nada. Você é um homem. Um bem gostoso, por sinal… — passou o outro braço ao redor do meu pescoço e começou a acariciar a região com a língua, sem deixar de mover a mão lá embaixo. — Muito gostoso… Em várias partes.

Os dedos hábeis abriram caminho na minha calça; cinto, botão e zíper não foram problemas para aquela vampira usando sua velocidade para tirá-los do caminho antes que eu pudesse organizar meus pensamentos. Qual era meu foco, a propósito?

Ah, claro, era algo que não incluía transar no terraço com uma Elena desligada.

Agarrei o seu pulso bem quando ela ia metendo a mão por dentro da minha roupa.

— Calma aí, mocinha. Comporte-se.

Ela sorriu. Também não havia nenhuma “mocinha” ali. Fez questão de falar sussurrando no meu ouvido, como se me confidenciasse um segredo:

— A ideia era usar a boca, sabe.

E se pôs de joelhos na minha frente, puxando minha calça, deixando muito clara a sua intenção. Ela pensava que ia me manipular com um boquete.

— Sou mais difícil do que isso, gata. — Eu recuei. Elena gargalhou. Só pude entender a reação como histeria. Isso tudo era medo de receber a cura à força? Inferno, tinha que haver um meio de usar essa fagulha de sentimento a meu favor.

— Você me faz rir, Damon! — ela se levantou, quando eu dei um passo para trás e fechei o zíper. — Está duro feito pedra aí, excitado pra caramba, e vai me rejeitar? Você é mais broxa que o Stefan. — Tirou o casaco antes de se deixar cair largada numa cadeira velha. — Sabia que ele quase não deixava que eu o chupasse? Seu irmãozinho ficava se sentindo culpado porque ele não conseguia me fazer um oral decente, por causa do risco de me morder. Dá pra imaginar ele me mordendo bem aqui?

Elena levou a mão até o próprio sexo, para ilustrar a frase. Não que eu não tivesse entendido antes.

— Não faça essa cara, nunca chegou a acontecer. Ele não me chupava e não permitia que eu fizesse nele. Frouxo… Pensei que seria diferente com você. Achei que eu ia finalmente poder ter um pau bem grosso na minha boca. E aqui também, claro… — de novo, indicou o lugar. E pareceu conter um riso para acrescentar baixinho: — Não sei se você já espiou, mas o do seu irmão não é lá essas coisas. Tem certeza que um de vocês não é adotado? Porque não parecem ser irmãos.

— Onde pretende chegar com isso, Elena?

— Minha ideia era tornar essa noite de merda mais agradável pra nós dois, Sr. Estou-sendo-racional-hoje. Mas já que você não quer, me dê alguns minutos pra eu resolver uma coisa sozinha.

Eu estava pronto para debater sobre a tal coisa, fosse o que fosse, quando ela abriu o botão da própria calça dessa vez, abaixou o zíper e se ajeitou na cadeira, com as pernas afastadas, para conseguir colocar a mão por dentro… Observei estupefato, e com água na boca, enquanto ela mordia os lábios e movimentava os dedos sobre o clitóris.

— Que porra você pensa que está fazendo? — minha voz saiu rouca. Mais do que já estava antes.

— Dando meu jeito, já que não tem homem aqui pra isso. Ou prefere que eu vá lá embaixo e busque algum pra fazer as honras?… — gemeu lasciva e continuou: — Pena que não trouxe meu vibrador… Precisei adquirir um quando namorava o seu irmão.

Continuou se esfregando, mordendo os lábios que se curvavam em um sorriso safado e deixavam escapar gemidos cada vez mais altos. Fui até ela em um flash e arranquei sua mão de onde estava.

— Pare! Essa provocação não vai adiantar!

Mas ela usou meu gesto a seu favor e passou os dedos cheirando a sexo no meu rosto.

— Molhados. Sentiu? Eu estou excitada, Damon! Simples assim. Você pode se juntar a mim ou ficar na sua até eu gozar sozinha. Escolha! Se não quiser, você é quem perde. Só resolve logo porque eu estou aqui pirando, preciso de um alívio agora!

Eu considerei. Não, eu não cederia a esse argumento, mesmo estando no mesmo desejo por um “alívio”, como ela chamou. O que me fez pensar duas vezes foi que Elena me soou sincera pela primeira vez em horas. Ela estava excitada, como os dedos lambuzados provaram, estava ofegante, com aquele olhar de desejo no rosto. Ela queria sexo de verdade, não apenas para me manipular, o que significava que a garota não estava exatamente no controle total do próprio corpo e, consequentemente, das suas emoções.

Essa podia ser a brecha que eu estava esperando. E eu tinha que decidir rápido.

Segurei seu rosto entre as mãos e juntei nossos lábios em um beijo. Era uma aposta alta, mas eu tinha que tentar. Elena agarrou meu cabelo na nuca e ficou de pé, eu a envolvi nos meus braços.

— Hmmm... Até que enfim! — ela se afastou, puxando cada lado da minha camisa e mandando os botões pelos ares. Logo desceu as mãos para abrir minha calça de novo, mas eu fui mais rápido e arranquei sua blusa. — Isso!…

Num movimento muito rápido, estávamos contra uma parede e ela fez menção de se abaixar na minha frente. Seria perfeito, mas meus planos eram outros. Movi-nos de modo que ela ficasse encostada e me inclinei para os seus seios macios, cobrindo-os com minha boca.

— Delícia… — Ela arfou em aprovação e por alguns instantes apenas aproveitou a carícia. Então, a razão falou mais alto e ela imitou meu movimento, me deixando contra a parede dessa vez e se abaixando diante de mim.

Qualquer um que não a conhecesse pensaria que ela estava ocupada em satisfazer os meus desejos, mas a coisa ia muito além. Elena estava no comando. Quase de joelhos, enchendo a boca com meu pau, ela estava controlando a situação.

E eu tinha que me controlar para não esquecer os objetivos… Mas aquela boca gostosa me chupando estava me deixando louco! E loucura maior foi a visão que tive ao olhar para baixo. Aquela mulher deliciosa me encarava com um olhar pervertido, indicando que também estava aproveitando, de alguma maneira. Eu me perguntei se ela estava ainda mais molhadinha… Quase interrompi tudo para arrancar aquela calça dela e checar eu mesmo. Imaginei meus dedos afundando entre aquelas carnes, as contrações ali dentro… Mal via a hora de estar dentro dela.

Foco, Damon!

Mas que diabos eu estava fazendo afinal? Não tive tempo de pensar a respeito porque algo afiado passou raspando pelo meu colega de baixo. Presas. Ela estava me chupando com as presas à mostra.

— Elena! — Eu repreendi. Um deslize ali podia ser o fim das atividades do Sr. Salvatore. Nunca ouvi falar em regeneração de pênis de vampiro.

— Relaxa, gato… — continuou trabalhando com as mãos enquanto falava. — Sei o que estou fazendo.

Me manipulando com um boquete. Ela não precisou dizer para que eu soubesse o quanto ficava vulnerável, à sua disposição.

Por mais que estivesse gostoso pra cacete, apesar do perigo iminente de ter uma parte que eu prezava muito arrancada pelos dentes afiados, eu a fiz parar. O controle da noite era para ser meu.

Enrolei os dedos nos seus cabelos e afastei sua cabeça um pouco, ela me mostrou as presas, passando a língua nos lábios. Porra… Eu colocaria essa imagem num quadro bem em cima da minha cama. Ou melhor, na frente dela, para acordar e dormir observando aquela perfeição.

Elena não insistiu mais; optou por se levantar e unir nossas bocas. Eu acariciei suas costas nuas, apertando-a no meu peito. Ela corria os dedos pelos meus ombros e pescoço, entrando pelo cabelo, me abraçando de volta.

O momento chegava a ser romântico, até que ela rompeu o beijo e sussurrou:

— Vai me comer ou não vai? — começou a descer a própria calça, eu terminei de fazê-lo. Em seguida, ela se encarregou da minha.

Então, ela se abaixou de novo, mas não para me chupar. Elena ficou de quatro, toda empinada para mim.

— Vem, Damon! — gemeu. — Coloca onde quiser, só me fode agora… Por favor! Vem forte, duro, daquele jeito que eu gosto…

Eu fui. Me posicionei atrás dela e enfiei na sua intimidade exatamente como ela estava pedindo, duro e com força. Só tive o tempo de apreciar o seu grito de prazer, pois, em seguida, passei a me mover lentamente, bem devagar.

— Mais forte… — ela se empurrou para trás. Vontade de lhe atender não me faltava.

— Não. — Eu disse simplesmente, segurei seus quadris, me retirei dela e a virei de frente. Ela me encarou sobressaltada.

Antes que pudesse questionar, porém, eu me acomodei entre suas pernas e voltei a penetrá-la, parcialmente deitado sobre o seu corpo, deixando que sentisse o meu. Queria que ela tomasse consciência do que estávamos fazendo ali.

A calmaria passou a irritá-la e Elena me empurrou, de modo que eu ficasse deitado e ela sentada no meu pau, ditando o ritmo, rebolando sem parar.

— É assim que eu quero!… — ofegou.

Ela estava levando isso como uma batalha, sua cabeça queria o prazer, puro e seco.

E eu estava tentando fazer amor – piegas, eu sei –, tentando atingi-la por meio da conexão que eu acreditava que a gente tinha, apesar do sirebond. Mesmo que ela nesse momento cuspisse palavras obscenas, descrevendo explicitamente a nossa transa, algo me dizia que estava funcionando.

Eu contive os movimentos acelerados dos seus quadris, obrigando-a a ir mais devagar. Tive que segurar bem firme para que ela visse que insistir não adiantaria. Então, me ergui um pouco, ficando sentado, com ela no meu colo, nossos corpos unidos pelo sexo, chocando-se lentamente um contra o outro.

— Elena… — chamei. Para me contrariar, ela fechou os olhos e jogou a cabeça para trás. Eu não ia desistir. — Faça amor comigo.

Um riso debochado lhe escapou. Ela apertou as coxas nos meus quadris, aprofundando a penetração.

— É só sexo… — sorriu, mordendo o lábio.

— Você disse que me ama… — eu a lembrei. Elena negou com a cabeça.

— Eu não sinto nada, Damon.

— Você sente. Está sentindo isso, agora… Nós dois, sozinhos aqui…

— Eu sinto o prazer… mas é só isso.

— Não — continuei, falando enquanto cobria o seu pescoço de beijos. — Não é assim, sabe por que? Porque nós passamos por muita coisa juntos… Porque eu amo você… Porque eu estou do seu lado… E você gosta de mim, nem que seja só um pouquinho.

— Eu gosto do sexo…

— Você sabe que não é só isso… Admita.

Ela não disse nada. O sexo, o ato de fazer amor ou o que quer estivesse acontecendo ali, como nossos corpos unidos, continuava, em um ritmo crescente. Eu não precisava mais brigar pelo controle dos movimentos. Nós encontramos um ponto em comum. Ela não estava mais indiferente, fria, distante, apesar da proximidade física. Havia uma fenda na sua armadura.

— Eu não quero a dor… — ela choramingou, voltando a olhar nos meus olhos.

— Há mais do que dor… — sorri. — Lembra da nossa primeira noite? Lembra como foi bom? Não foi só sexo, Elena…

— Era… — ela começou a dizer, mas pareceu travar uma batalha interna antes de prosseguir. — Era amor…

— Amor… — eu assenti. — Faça amor comigo agora.

Elena respondeu com um beijo impetuoso. Eu a beijei algumas vezes enquanto ela estava com a humanidade desligada, e muitas outras quando ela era aquele turbilhão de emoções que eu conhecia bem. Em ambos os casos, essa garota possuía a única boca que eu queria em prazo indeterminado, pelo tempo que durasse a tal da eternidade que vinha com o vampirismo. Eu ambos os casos, eu a amava com loucura.

Porém, uma dessas era realmente ela, a minha Elena, a outra era apenas uma sombra. Continuava linda, sexy, atrevida – talvez um pouco demais –, só que não tinha aquele sorriso doce, o olhar perspicaz, a compaixão que a fazia ser quem era…

Quase interrompi o beijo para dizer que senti saudades. Ao invés disso, eu senti o clímax chegando e apenas a apertei nos meus braços, sabendo que ela sentia o mesmo que eu.

***

— Temos que nos vestir… — ela disse com a voz embargada, evitando me encarar.

Após o intenso orgasmo que tivemos, Elena se soltou de mim e começou a recolher as roupas espalhadas.

— Hey…

Ela me atirou as minhas e começou a colocar as próprias.

— Elena. — Chamei após colocar a calça. Ela estava de blusa e calcinha, com as mãos trêmulas segurando outra peça.

— Vamos sair antes que alguém venha…

— Não vamos a lugar nenhum com você assim.

— Assim como, Damon? Essa sou eu, não tem nada que você possa fazer… Ele morreu. Meu irmão está morto!

Ela se curvou num lamento profundo. Eu a segurei contra mim e acompanhei-a até o chão, onde Elena se encolheu no meu colo, deixando que toda a dor transbordasse no seu peito.

Horas se passaram até que ela estivesse mais calma. Não, o seu sofrimento não havia acabado, ela ainda iria derramar muitas lágrimas pelo irmão perdido. Mas não seria assim para sempre. Em algum momento, o choro começaria a diminuir, dia após dia, ela não mais pensaria tanto no garoto, seu período negro ficaria para trás. Ela ainda podia ser feliz.

O sol começava a nascer quando nos movemos. Ela ainda não estava muito bem, mas ia ficar melhor. Eu já não podia dizer o mesmo da nossa relação.

— Sobre o método não ortodoxo de ontem à noite, eu…

— Se não contar pra ninguém, eu também não conto. — Ela finalmente me encarou, depois de horas. — Acho que… perdi um pouco a linha.

— Tudo bem. Ansiosa pra voltar pra casa?

— Que casa? — esboçou um sorriso cansado. — Se importa de prolongar um pouco essa viagem? Eu sei que tenho que encarar as coisas, mas…

— Acho que podem sobreviver alguns dias sem nós.

Eu acariciei o seu rosto. Elena recostou a cabeça no meu peito.

— Há um hotel aqui perto, vou compelir alguém por um quarto. Podemos… dormir um pouco. Esquecer os problemas por algumas horas.

— Vai ficar comigo? — ela pediu, voltando a me abraçar, e eu já tinha a resposta na ponta da língua, antes que ela deixasse a pergunta mais clara. — Fica comigo o tempo todo?

— Sempre.

Notas finais
Bem, tomara que tenham curtido rs. Comentem o que acharam! ;))) Até mais! Xoxo