Delena Pay Per View
15 Forever
Notas iniciais
— É todo o sangue que consegui. — Matt nos entregava uma sacola com bolsas de sangue no meio do campus da Whitmore College.
— Obrigada — agradeci, sinceramente, mas incapaz de evitar o pessimismo. — Vai dar para um dia.
Estávamos sendo expulsos de Mystic Falls, sem poder levar nada do que nos pertencia. Eu, Caroline e Bonnie tínhamos nossas coisas no dormitório da universidade, mas não importava, porque o feitiço dos Viajantes estava se expandindo e era arriscado perder tempo fazendo a mala. Precisávamos correr.
— E depois? — Matt quis saber.
— Resolvemos amanhã. — Stefan respondeu. A situação dele era pior do que a minha e das garotas. A mansão Salvatore ficava na zona proibida para vampiros. Damon estava no mesmo barco, exceto por algumas peças de roupa que ficaram no meu dormitório nas ocasiões em que ele me passou a noite lá. — Temos que fugir do feitiço, ir para bem longe e pensar em um plano.
A chegada de um carro rompeu o silêncio da noite. Reconheci Jeremy ao volante e, no banco do carona, alguém que eu ansiei por ver o dia inteiro. Damon.
— Você está bem? — perguntei ao meu irmão, que assentiu.
Virei-me para Damon. Meu ex-namorado, embora eu não conseguisse pensar nele dessa forma. Sua camisa tinha uma mancha de sangue igual à de Stefan, o que significava que ele também passara pelo golpe que nos castigara há poucos minutos. O horror de reviver nossas mortes humanas. Eu sentira a água do meu afogamento a me sufocar outra vez; os irmãos Salvatore foram novamente atingidos pelos tiros que os mataram em 1864.
Troquei apenas um olhar com o meu vampiro antes de vencer os passos que nos separavam, segurar seu rosto e trazê-lo para um beijo. Eu precisava daquilo mais do que pude imaginar. A saudade que eu sentia daqueles lábios me corroía a cada minuto longe dele, e nos últimos dias fora amplificada infinitas vezes.
— Por que fez isso? — ele perguntou, com motivos. Fora eu que insistira tanto na ideia de que nós não dávamos certo juntos.
— Eu tive um dia horrível e precisava disso. — Precisava da sua boca, do toque das suas mãos no meu corpo. Precisava dele. — Pensei que nunca mais o veria. E não consegui imaginar um jeito pior de morrer.
Morrer sem estar com ele, sem dizer mais uma vez que eu o amava. Sem dizer que — bagunçados, complicados, tóxicos ou não —, ele era o único homem com quem eu já vislumbrara um futuro. E, tratando-se de vampiros, isso significava muito, muito tempo.
— Bem, acho que é o seu dia de sorte — ele brincou.
Sim, era nosso dia de sorte. Porque continuávamos vivos, depois de tudo, e principalmente porque estávamos juntos. Simples assim. Não era necessária uma discussão ou uma lista de prós e contras para chegar a um consenso. Damon não era meu ex. Ele era simplesmente meu. O período de separação chegara ao fim. E, no que dependesse de mim — e dele, eu sabia —, não voltaria a se repetir.
Sorri para o meu amor, que sorriu de volta, naquele entendimento mudo, e ouvi vagamente Stefan dando instruções a Matt e Jer. Em seguida, ele se voltou para nós dois:
— Peguem o carro de Jeremy. Eu vou esperar Caroline e Bonnie.
— Te ligo em algumas horas, Jer — eu disse.
— Tenham cuidado — meu irmão pediu.
Entramos no carro, fiquei no volante, e eu não sabia para onde ir. A única certeza era a de que tínhamos que nos afastar da nossa cidade natal. Alcançamos a rodovia em alguns minutos, contentei-me apenas em ir em frente, na direção contrária à de Mystic Falls.
— Você sentiu? — Damon começou. — Quando eles lançaram o feitiço?
— Tossi um pouco de água — dei de ombros, como se aquilo não tivesse me assustado até os ossos. O medo fora embora quando encontrei esse vampiro que agora segurava minha mão ocupada.
— Quer que eu dirija?
— Você não acabou de ser baleado?
— Já curou. Acho que escapamos dessa.
— Mas não a cidade. Como vai ser, Damon? Mystic Falls vai ficar entregue àquele bando de malucos?
— Nós vamos dar um jeito, Elena. Só não hoje. Não esta noite.
Ele estava certo. Nenhum de nós poderia fazer muito pela cidade logo depois de quase morrermos. No momento, o mais importante era recuperarmos as forças para sermos capazes de encontrar um meio de passar por mais esse obstáculo.
— Você não está cansada disso? — ele perguntou.
— De quê?
— Todas essas batalhas… Não tem que ser assim, sabe. A vida de um vampiro não precisa ser uma série de sequestros, torturas e tentativas de assassinato.
— Você mesmo disse que na nossa vida tem sempre alguém pronto para entrar pela porta e estragar tudo.
— Você me dá muito crédito — ele riu. — Estou falando sério, Elena. Pode ser melhor do que isso.
— Ainda bem que temos tempo pra esperar sentados, não é? — eu ri também.
Não entendi muito bem aonde ele queria chegar com aquela conversa. Eu não teria escolhido me transformar em vampira quando aconteceu, mas no fim das contas foi bom que tenha sido assim. Era isso ou eu já estaria morta e enterrada a essa altura. E eu gostava de estar viva e de viver com ele. Isso era bom o bastante para mim. É claro que eu preferia não ter que lidar com os sequestros, torturas e tentativas de assassinato. Mas com ele eu sentia que podia superar todos os problemas.
— Você está cansada, deixa que eu dirijo agora — pediu ele, alguns quilômetros depois.
Eu até pensei em negar e continuar mais um pouco, mas ele tinha razão novamente; eu estava exausta, mesmo com a capacidade de me recuperar rápido. Por mais agitada que nossa vida fosse, ser drenada por dias e depois ainda percorrer uma longa distância a pé, para em seguida sair em fuga enquanto me afogava não fazia parte da minha rotina.
— Pode dormir um pouco, eu te acordo se houver novidades — ele disse, ao assumir o posto de motorista.
— Não, estou bem. — Falei muito segura, mas caí no sono em trinta segundos. Quando acordei, Damon estava estacionando o carro. Soltei um bocejo nada sexy, espreguiçando-me e tentando reconhecer o lugar ao redor. — Por quanto tempo eu dormi?
— Quase três horas.
— Tudo isso?! Por que não me acordou? Onde estamos?
— Perto de Warrenton. E não acordei porque você precisava dormir, o que vai continuar fazendo assim que a gente conseguir um quarto.
Ele tinha encontrado um motel na estrada, há uns duzentos e cinquenta quilômetros de Mystic Falls. O feitiço dos Viajantes não chegaria tão longe.
Havia vagas disponíveis, então não precisamos usar a hipnose para expulsar nenhum hóspede. Eu caí de costas na cama assim que entramos no quarto.
— Senti falta disso! — suspirei, mesmo que o colchão parecesse feito de espuma velha se comparado ao da nossa cama na mansão.
Damon sorriu e se sentou aos meus pés, ocupando-se em tirar meus sapatos.
Observei-o fazendo aquilo com cuidado, com uma gentileza da qual ninguém imaginava que ele fosse capaz. Apenas eu conhecia esse seu lado. Meus amigos estranhavam o fato de eu ter me apaixonado por Damon, mas somente porque eles não viam o homem doce, carinhoso, romântico e apaixonado que havia por trás da pose de bad boy e que era só meu.
— Sabe de que eu senti mais falta? — perguntei. Ele me encarou, esperando a resposta. — De você.
Um sorriso mais amplo se formou em seus lábios quando ele devolveu:
— Então você deve ter uma vaga noção de quanto eu senti a sua.
Estava para nascer alguém na Terra capaz de fazer outra pessoa se sentir tão amada quanto Damon fazia com que eu me sentisse.
Alcancei-o na ponta do colchão e encostei os lábios em seu pescoço, arrastando-os por sua pele em uma carícia.
— Você pode demonstrar… — sorri, o cansaço esquecido.
Ele não precisou de um incentivo maior. Damon segurou meus quadris, levando-me para seu colo, onde eu me acomodei sem pensar duas vezes. Suas mãos percorreram minhas costas com velocidade, fazendo minha blusa subir e descer, e em um minuto ser lançada em alguma parte do quarto.
Meu vampiro mergulhou no meu pescoço com boca e presas que ninguém mais poderia usar de maneira tão sensual. Enrolei os dedos em seus cabelos, obrigando-o a se afastar o bastante para que eu pudesse beijá-lo e ser correspondida com a mesma paixão.
E com o amor que explodia dentro de nós indo em direção ao outro quando arrancamos o resto das roupas e acabamos no meio da cama, braços e pernas se enroscando. Então ele estava dentro de mim, como tantas vezes antes e como ainda seria por muito tempo depois.
A ideia de “eternidade” costumava me assustar. Nos meus primeiros dias como vampira, pensar em viver ano após ano sem nunca mudar, nunca envelhecer, me fazia lamentar que a morte na ponte tivesse sido impedida pelo sangue de Damon que me trouxe de volta como vampira. Mas com ele… Com ele, todo tempo do mundo ainda parecia pouco. Eu queria tudo. Cada segundo dessa eternidade para sentir a avalanche de emoções que me dominava naquele momento. Para senti-lo ganhando espaço dentro do meu corpo, enquanto me tomava por inteiro.
Eu acompanhava seus movimentos ritmados tentando me controlar pelo menos um pouco — porque afinal estávamos em um simples motel, não no isolamento da mansão —, mas essa era uma missão muito difícil. Eu queria gritar. Fazer o mundo saber o quanto eu o amava. Dados os impedimentos, fiquei satisfeita em sussurrar para que apenas ele ouvisse:
— Vai ser assim para sempre, não vai?
— Não. — Respondeu ele, mirando fixamente meus olhos tão nublados de prazer quanto os seus próprios. — Eu te disse que pode ser ainda melhor.
Sorri diante daquela promessa. E mais tarde, quando seu corpo continuava conectado ao meu mesmo depois da segunda ou terceira vez naquela noite, eu não conseguia imaginar como poderia existir algo melhor. Mas estava ansiosa para descobrir.
***
Acordei com o sol encontrando brechas nas persianas e batendo nas minhas costas nuas. Braços fortes e muito conhecidos me envolviam e um corpo quente se moldava ao meu do jeito que eu queria que ele permanecesse pelo resto da eternidade.
Encostei de leve os lábios no seu peito e fui subindo em uma trilha de beijos pelo pescoço até a orelha.
— Damon… — chamei baixinho.
Eu adoraria ficar na cama o dia inteiro, mas nós tínhamos muito o que fazer, a começar por nos atualizar dos últimos acontecimentos na nossa cidade. Eu simplesmente tinha esquecido de ligar para Jeremy como prometi.
Damon se mexeu e entreabriu os olhos, sorrindo:
— Bom dia, baby…
Respondi com um beijo nos lábios, o que o incentivou a nos rolar na cama e me colocar por cima dele.
Meu corpo respondeu imediatamente. Aquele formigamento gostoso, uma sensação flutuante no estômago… O contato da sua pele na minha só fazia tudo ficar mais intenso e irresistível. Posicionei minhas pernas de modo a acomodá-lo entre elas. Damon não me penetrou de imediato, embora eu não estivesse precisando obrigatoriamente de preliminares para recebê-lo naquele momento. Se ele quisesse apenas deslizar para dentro, seria mais do que bem-vindo. Mas esse era Damon. Ele fez questão de me beijar e acariciar nos pontos mais sensíveis antes de se ocupar com o próprio prazer, que não deixava de ser nosso. Eu aproveitava tanto quanto ele.
— Acho que a gente tem que voltar pra realidade — lembrei, enquanto desenhava círculos invisíveis no seu peito, um pouco depois.
— Se não tem outra opção…
Tomamos um banho no banheiro que também não chegava aos pés do nosso, mas nenhum de nós estava preocupado com isso. Qualquer lugar parecia perfeito agora que estávamos juntos outra vez. Eu definitivamente não me importaria de dividir um mísero metro quadrado com alguém pelo resto dos tempos, se esse alguém fosse Damon.
Eu havia terminado de me vestir quando peguei o celular e percebi que estava sem sinal. Damon checou o dele e confirmou a mesma situação. Sua expressão ficou imediatamente tensa. Não recebemos notícias a noite inteira não porque não houvesse novidades, mas porque estávamos fora de alcance.
Fui acertar nossa conta na recepção do motel, Damon ficou no estacionamento tentando fazer uma ligação. Vendo que ele não conseguia, pedi para usar o telefone do motel e liguei para Caroline. O que ouvi me fez gelar dos pés à cabeça. Sem saber como repetir aquilo, eu andei em passos lentos até o meu namorado, que segurava o celular encarando o chão.
Não precisei chamá-lo porque ele levantou os olhos azuis para mim e o que vi neles me assustou. Não precisei dar a notícia porque Damon já sabia que o irmão estava morto.
***
Chegamos na Whitmore em tempo recorde. Encontramos Caroline desolada pela morte do amigo, mas ninguém sentia aquela perda mais do que Damon. A maneira como demonstrava isso, porém, era diferente. Ele assumiu um tom objetivo e, junto com Bonnie, surgiu com um plano para trazer Stefan de volta.
Eu e Car fizemos nossa parte, conseguimos Liv para realizar o feitiço. Matt e Jeremy colaboraram, assim como Enzo, por motivos próprios. Ao fim do dia, estava tudo pronto para que nossos mortos escapassem do Outro Lado antes que desmoronasse.
Então havia a parte crucial do plano, que envolvia um ato heroico e suicida por parte de Damon. Eu tentei impedi-lo, sem resultado. Nesse caso, fui com ele. Morremos em uma explosão no Mystic Grill, junto com todos os Viajantes que tentavam se apossar da nossa cidade. O plano estava dando certo e Bonnie começou a passar nossos amigos de volta para o mundo dos vivos.
No meio da confusão, eu acabei voltando sem ter encontrado Damon no Outro Lado. O desespero que me atingiu no momento que vislumbrei a possibilidade de ele ficar preso lá não era algo para o qual eu estivesse preparada.
Mas eu não iria perdê-lo. Não, de jeito nenhum! Minha amiga prometeu que iria encontrá-lo e eu fui checar Liv, só para garantir que ela continuasse com o feitiço. Luke tentou impedir, e eu não deixei. Deus sabe que eu teria matado sem remorsos qualquer um que ousasse atrapalhar tudo.
— Elena? — a voz na porta do mausoléu quase me fez desmaiar, mas de alívio e felicidade.
— Damon! — corri para os seus braços e o beijei com todo o meu amor. — Eu pensei que… que…
— Shhhh… Estou aqui. Está tudo bem. Eu não prometi que ia voltar pra você?
É, ele tinha prometido. E Damon Salvatore nunca quebrava promessas.
***
Voltamos ao dormitório da Whitmore quando tudo acabou. Aliás, não só nós dois, mas também Caroline, Matt e Jeremy, e Stefan, Tyler e Alaric, que voltaram dos mortos. Matt, Jeremy e Tyler — humanos — poderiam ter ido para Mystic Falls, porém ninguém ali estava pronto para ficar sozinho. Fora uma noite de muitos acontecimentos e variadas emoções.
No fim das contas, uma de nós não havia sobrevivido.
Com o colapso do Outro Lado, Bonnie simplesmente desapareceu logo depois de se despedir de Jer por telefone. Nós sabíamos que isso aconteceria, o que não diminuiu o choque. Eu chorei por ela, todos choraram, cada um do seu jeito.
Acordamos na manhã seguinte amontoados no quarto pequeno demais para tanta gente. Então era hora de cada um seguir seu rumo.
Não foi de imediato, é claro. Levou um tempo até nos ajustarmos ao novo contexto: o feitiço dos Viajantes continuou intacto mesmo com a morte deles, por isso a maior parte de nós não podia mais viver na nossa cidade. Matt foi o que ficou mais satisfeito com aquilo. Mystic Falls estava, enfim, protegida de vampiros. Ele entrou para a polícia, algum tempo depois, para garantir que a cidade fosse o lugar pitoresco e calmo que o mundo acreditava que era.
Tyler pensou em fazer o mesmo, mas as chances de que um dia precisasse matar alguém em serviço e assim ativar o lobisomem dentro de si o levaram a desistir. Ele acabou entrando na Whitmore e se formando em alguma profissão na qual não feriria ninguém.
Jeremy foi outro que se dedicou aos estudos, porém só depois de um longo período de luto, drogas e depressão. Foi como na época que nossos pais morreram, exceto que dessa vez eu e Damon nos tornamos a sombra dele — pelo menos quando ele estava ao nosso alcance, fora das fronteiras da cidade — até que meu irmão emergiu daquela tristeza e seguiu em frente, indo para uma faculdade de artes do outro lado do país.
E parecia que o ambiente acadêmico era mesmo a vocação de Alaric, porque ele logo tratou de hipnotizar alguém por um cargo de professor na Whitmore College. Damon zombou do amigo o quanto pode, por ele ainda querer isso mesmo tendo voltado como um vampiro original. A decisão, contudo, mostrou-se muito acertada. Ric conheceu Jo, umas das minhas professoras, e os dois se apaixonaram em pouco tempo.
Paixão foi algo que falou mais alto quando Caroline, depois de passar meses obcecada com a esperança de acabar com o feitiço dos Viajantes, jogou tudo para o alto e foi parar em Nova Orleans. Stefan, como melhor amigo dela, acompanhou-a para garantir que os inimigos de Klaus não a ferissem. Ou pelo menos isso foi o que eu e Damon pensamos, a princípio. Não demorou muito para Stefan confessar que estava novamente envolvido em um triângulo amoroso. Ele e Caroline atingiram outro nível de relacionamento em uma das vezes em que ela brigou com o híbrido original e aparentemente minha amiga andava meio indecisa.
Irônico, considerando que ela implicou tanto comigo por não preferir o “amor épico” de Stefan e por me apaixonar pelo cara “mau” da história.
Então, finalmente, havia Damon e eu. Nós assistimos nossos amigos tomando decisões para as vidas deles e indo embora, e esperamos pacientemente que meu irmão fizesse o mesmo antes de seguirmos o nosso próprio caminho.
Quando a hora chegou, nós colocamos nossas malas no Camaro — que fora recuperado depois da explosão — e deixamos Mystic Falls e a Whitmore para trás sem o menor arrependimento, indo em direção a um loft já providenciado nos arredores de Nova York. Com tudo o que nos acontecera, chegamos a uma conclusão que agora parecia muito óbvia.
Aquela cidade não era nossa casa. Sim, nós nascemos e vivemos ali, e aquele pequeno pedaço do estado da Virginia sempre estaria nos nossos corações. Mas o nosso lar, o cantinho do mundo ao qual nós verdadeiramente pertencíamos, era qualquer lugar em que estivéssemos um com o outro. Juntos.
Damon era minha casa. E eu era a dele.
Para sempre.
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