Delena Pay Per View
7 The Truth
Notas iniciais

Citação:
"Você pode enganar a si mesmo, mas não engana o seu próprio coração."
(Roni Alves)
Eu estava confusa.
E não era mais como antes. Eu não conseguia mais ignorar aquilo. Não conseguia ignorar o que se rebelava em meu peito, mas o pior de tudo era não saber onde aquilo se encaixava.
– Só quero que olhe nos meus olhos e diga que não sente algo por ele...
As palavras de Stefan se repetiam em minha mente como um tormento. Meu peito se apertava com a lembrança da dor que vi nos olhos esverdeados quando eu não lhe dei a resposta que ele queria ouvir.
– Eu não sei o que eu sinto...
E eu realmente não sabia. Não sabia denominar ou quantificar aquilo. Aqueles sentimentos por ele, por Damon.
Eu só sabia que eles estavam lá e por mais que eu tentasse reprimi-los eles sempre vinham à tona. Eu não saberia dizer em que momento eles apareceram e nem se eles simplesmente nasceram com o tempo ou se... Se estiveram lá desde sempre. Desde a primeira conversa, o primeiro sorriso ou primeiro olhar, perturbando a minha ilusória segurança e tranquilidade ao lado de Stefan.
Admita. A voz mínima dentro da minha cabeça sussurrava. Não minta mais...
Mas era difícil. Difícil admitir algo que nem eu mesma reconhecia ou que tentava de todas as formas ignorar. Eu não sabia quando exatamente aquilo tinha tomado tamanha proporção, eu só sabia que depois do ultimo verão procurando por Stefan, eu e Damon havíamos nos aproximado tanto que era impossível fingir que nada havia mudado.
Principalmente depois do nosso beijo. Na varada da minha casa.
Durantes dias aquele tocar de lábios não saíram da minha mente, me deixando ainda mais confusa. Por isso resolvi vir com ele para buscar Jeremy. Descobrir o que estava acontecendo comigo. Descobrir o que eu realmente sentia.
E agora aqui estava eu.
Deitada em uma cama de um quarto de motel. Sozinha enquanto Damon tomava banho e Jeremy havia ido comprar algo para comermos.
Eu ouvia a água do chuveiro cair no banheiro ao lado e não conseguia apagar os pensamentos que passavam pela minha cabeça. Respirei fundo e me remexi nos lençóis brancos e macios, virando de lado e tentando decidir que atitude tomar.
Para complicar mais a situação ainda havia a descoberta sobre Rose. Embora eu já tivesse notado o sofrimento de Damon com a perda dela, descobrir o que ele tinha feito para livra-la de uma morte dolorosa me deixava ainda mais confusa sobre ele.
Eu sabia que ele não era como antes e sua atitude em relação à morte dela só havia me provado isso. Damon estava diferente. E eu me perguntava se era por causa dessas mudanças que o que eu sentia por ele, fosse lá o que fosse, havia se ampliado. Suspirei fechando os olhos por um segundo.
O cheiro de sabonete e shampoo invadiram o quarto. Abri os olhos devagar e observei Damon sair do banheiro calmamente. Engoli em seco e me deixei admirar o homem que mexia com meus pensamentos naquele minuto. O dorso nu chamou minha atenção inevitavelmente. Os gomos do abdome definido me tirando qualquer pensamento racional.
Ele caminhou devagar até a mesa de cabeceira pegando a garrafa de uísque abandonada bem ali, indo em seguida até a cadeira onde sua camisa estava.
Sem pressa, ele jogou a camisa sobre o corpo sem abotoa-lá enquanto olhava entre as cortinas pela janela de vidro. Como de costume se serviu de um copo de uísque para depois sentar-se na cadeira mais próxima.
Minha boca ficou seca inesperadamente e eu me encolhi minimamente agarrando o travesseiro para observa-lo. Meus olhos percorreram a posição relaxada daquele corpo e por um minuto eu me perdi admirando-o. Damon era lindo. Nem em um milhão de anos eu poderia negar o fato de que observa-lo era um prazer abstrato e por vezes incontrolável.
Mordi o interior de meus lábios ao vê-lo descansar os pés na cadeira em sua frente. O copo indo aos lábios rosados para servi-lo da bebida forte. O ar se esvaiu de meu corpo ao encarar o rosto que atormentava minha mente há tempos. Sério e preocupado ele olhava para um ponto específico do quarto. A respiração frequente e regular fazendo o tórax subir e descer minimamente. Mordi o lábio observando as diversas nuances daquele homem que me instigava.
Mas como se sentisse que eu o observava nossos olhares se cruzaram.
Calor.
Desviei o olhar no segundo seguinte com a mistura de vergonha e curiosidade ao ser pega o observando. Meus olhos se abriram vagarosamente para encara-lo novamente. Nosso olhar se cruzou mais uma vez e como um convite implícito Damon veio até mim deitando-se ao meu lado na cama macia.
Como uma só pessoa pode nos surpreender de tantas formas? Nos fascinar em tantos sentidos?
O pensamento cintilou em minha mente. A curiosidade em desvendá-lo me instigando cada vez mais.
– Nunca me contou sobre aquilo. – murmurei encarando os orbes azuis fixados em mim. – O que fez pela Rose...
Damon virou o rosto para encarar o teto. Um assunto complicado, sua atitude dizia.
– Não tinha nada a ver com você. – respondeu direto.
Sorri levemente sem me deixar intimidar. Damon sempre seria assim. Resistente a mostrar o que sentia, mas isso não me afastaria.
– Por que não deixa as pessoas verem a bondade em você? – perguntei me aproximando inconscientemente alguns centímetros.
– Porque quando as pessoas vêem bondade, esperam por ela... – respondeu desviando o olhar do teto para voltar a encarar meus olhos. – E eu não quero ter que viver sob as expectativas de ninguém.
A resposta sussurrada fez os pelos de minha nuca se arrepiar. Sem poder evitar meu olhar caiu sobre os lábios rosados. Perto demais. O ar se esvaiu de meus pulmões com uma rapidez impressionante.
Desviando meu olhar do brilho azul me virei para encarar o teto. Respirei fundo tentando fazer com que o ar voltasse a circular em meus pulmões. O que ele faz comigo? Pensei soltando o ar com dificuldade e sorrindo levemente.
O choque de pele contra pele me surpreendeu quando sua mão vagarosamente se encaixou a minha. Um roçar instigante. Seus dedos traçando um caminho de fogo por onde passavam levemente em uma suplica.
Me deixe chegar perto...
Sem poder lidar com tanto de uma só vez me levantei abruptamente da cama. O ambiente se tornando quente demais. Tenso demais. Confuso demais.
Eu precisava sair dali. Correr. Me afastar. Me afastar da torrente de sentimentos e sensações sem iguais que Damon despertava em meu corpo. Em minha mente.
Saí rapidamente do quarto implorando a Deus para que ele me desse espaço enquanto eu tentava respirar ritmadamente. Eu precisava pensar. Precisava manter tudo aquilo sob controle. Arrumei a blusa fina que me cobria apertando-a contra meu corpo em uma forma de me proteger.
Tudo aquilo foi uma má ideia, pensei fechando os olhos levemente e me encostando a uma pilastra do corredor. Se acalme Elena...
Os passos atrás de mim me fizeram suspirar. O corpo quente, mesmo distante exalava o calor. Tensão...
– Damon, não... – murmurei levemente.
– Por que não? – a pergunta murmurada me desarmou. Por que não? Não era por isso que eu havia vindo até aqui? Para descobrir o que tudo aquilo significava? – Elena... – foi só um sussurro baixo. Quase suplicante.
Fechei os olhos um segundo absorvendo o cheiro másculo que o vento trazia até mim. Eu queria saber. Saber o que acontecia comigo quando Damon chegava perto. Sem hesitar me virei e dando poucos passos colei minha boca a dele.
Deus, como eu queria fazer isso...
O pensamento brincou com minha mente no segundo em que a boca quente encostou-se a minha. O gosto leve de uísque, o cheiro gostoso do corpo recém lavado, as mãos agarrando minha cintura avidamente.
Eu não aguentei, gemi levemente levando minhas mãos aos cabelos negros e puxando-o para mais perto. Suas mãos grandes se prenderam em minha cintura me segurando firmemente até eu me sentir prensada contra uma parede fria.
Eu estremeci com o contraste sólido e gelado contra minhas costas e o corpo quente e boca macia me devorando.
Suas mãos passando rápido por meu corpo. Me puxando, apertando cada pedaço de pele. Ele gemia baixinho enquanto se colava a mim. Era como se quisesse nos fundir em um só.
Sua língua sugou a minha com vontade. O beijo de Damon, não era calmo, nem delicado. Era devastador. Invadia e instigava cada célula do meu corpo me deixando tonta e sem ar. Ele devorava a minha boca como se precisasse disso pra viver.
Era tão... Intenso. Tão feroz e quente ao mesmo tempo.
Nada do que eu havia sentindo em minha vida se comparava aquelas sensações. Damon me deixava sem ar. Sem chão. Todo o meu corpo perdia o controle quando ele chegava por perto.
Sua boca me abandonou por um segundo descendo da mesma forma quente pelo meu pescoço. Sugando e beijando cada centímetro de pele e voltando logo para captura-la novamente.
Suas mãos agarraram meu quadril me forçando para cima. Seu corpo esfregando-se em uma provocação excitante ao meu corpo. Senti as mangas da minha blusa fina escorregarem pelos meus braços, deixando meus ombros a mostra. Suas mãos grandes subiram pelos meus braços em uma carícia, sua boca descendo um caminho proibido do meu pescoço.
Seu braço passou por minha cintura e me puxando para mais perto. Nossos corpos se encaixaram. Sua ereção contra minha barriga me fazendo ofegar em antecipação.
Aquilo era loucura...
Era tão louco e tão bom que eu não conseguiria descrever, não conseguiria controlar. Mas parecia tão certo. Meu corpo correspondia com fogo a cada mínimo toque de Damon. Era como se ansiasse a cada toque a tempos. Como se não aguentasse mais esperar para ser acariciado daquele jeito voraz pelas mãos dele. A ânsia em me sentir ser tocada cada vez mais profundamente por ele me fazia tremer.
Sua mão levantando levemente minha blusa. Seus dedos passeando pela pele lisa da minha barriga. Mordidas leves entre beijos sendo deixadas pelo meu busto, pescoço e ombro.
Era enlouquecedor. Maravilhosamente enlouquecedor.
Segurei seu rosto trazendo para mim novamente. Eu precisava sentir seu gosto em minha boca mais uma vez, sentir meu corpo estremecer de excitação fazendo-me vibrar quando sentisse sua língua na minha me sugando e saboreando. Me deixando louca.
Eu sentia minhas pernas tremerem. Uma umidês característica se concentrar entre minhas pernas. Eu encarei os olhos azuis por um segundo e naquele minuto eu me perdi.
Me perdi nos brilho insano que havia ali. Na pupila negra dilatada. Nos cílios longos torneando os olhos cerrados.
Eu precisava dele.
Eu precisava dele mais do que eu conseguiria admitir em voz alta.
Era insano. Louco. Irresistível.
Então eu parei de resistir. Naquele segundo eu parei de brigar comigo mesma contra aquilo. Por que fosse o que fosse, estava mais impregnado em mim do que eu imaginava. Mais grudado em mim do que sequer um dia eu tivesse cogitado.
– Eu quero você... – o sussurro rouco escapou da minha boca antes que meu cérebro assimilasse a frase. O sorriso solto que saiu dos lábios dele, um misto de felicidade e incredulidade me fizeram ter certeza que eu havia dito aquilo alto suficiente para que ele ouvisse.
Um brilho que eu havia visto poucas vezes naquelas esferas muitos azuis se fez presente um segundo antes da sua boca colar-se a minha mais uma vez.
Damon me desgrudou da pilastra ainda me beijando. Seus lábios ainda grudados nos meus. Entre mordidas e sucções eu me deixei levar. Ele me guiou por alguns passos, suas mãos abandonaram minha cintura por alguns segundos, mas eu me recusei a abrir os olhos. Me recusei a quebrar o contato inebriante de nossas bocas.
Ouvi a porta bater com força e eu ser prensada com uma violência excitante a madeira fria e por um segundo abrir os olhos só para notar que estávamos em um quarto. Um quarto qualquer que eu desconfiei estar sendo usado por alguém devido às roupas jogadas pelo local e a bagunça. Mas eu não liguei. Logo sua boca estava na minha novamente e eu me entreguei aquela sensação mais uma vez.
As mãos de Damon desceram ansiosas pelo meu corpo. Tocando cada centímetro em uma exploração excitante. Os dedos apertando e acariciando minha cintura para logo deslizar para minha bunda.
Ele apertou e gemeu em uma satisfação implícita me forçando pra cima me levando para seu colo. Entrelacei minhas pernas em sua cintura e senti seus dedos cravarem em minhas coxas, sua boca ainda colada a minha. Sua ereção palpavelmente pulsante contra mim. Minha intimidade molhada.
Senti Damon caminhando até a cama sentando-se nela comigo em seu colo, ele parou de me beijar me encarando por alguns segundos. Minhas mãos ainda estavam em seus cabelos enquanto ele respirava pesadamente.
Seu rosto se aproximou do meu devagar roçando nossos lábios como em um pedido. Era como se ele quisesse que eu confirmasse que o queria. Suas mãos por baixo de minha blusa fazendo pequenos círculos com as pontas geladas dos dedos.
Meu corpo se arrepiando com o contraste gelado contra minha pele quente. Deixei a blusa de mangas compridas escorregarem por meus braços para depois levar minhas mãos até a barra da regata arrancando-a pela cabeça. Damon engoliu em seco encarando meu busto coberto somente pelo sutiã. Minha respiração ofegante pelo beijo de segundos atrás.
Ele me beijou mais uma vez, mas esse beijo foi mais calmo. Devagar. Como se ele quisesse guardar cada momento, cada segundo. Sua língua sugando vagarosamente a minha língua. Senti suas mãos subirem por minhas costas e destravarem o fecho do sutiã para deslizá-lo pelos meus braços jogando-o no chão em seguida.
Meus seios já eriçados se enrijeceram ainda mais com os olhar fixo de Damon em meu corpo. Ele respirava pesadamente enquanto me olhava.
Seus dedos frios subiram por minha cintura sem pressa acariciando cada centímetro de pele até chegar à curvatura dos meus seios. As pontas dos dedos circularam o bico duro em uma fricção que me fez ofegar. Um riso solto escapou de seus lábios rosados assim que eu fechei os olhos para sentir com mais precisão a sensação das mãos grossas no meu corpo.
Senti uma das mãos serem substituídas. Seus lábios se fecharam no bico e eu gemi. Ele sugou levemente ainda provocando o outro seio com a palma da mão e intercalando com a ponta dos dedos. Joguei a cabeça pra trás levando minhas mãos até os cabelos negros e os puxando. Eu queria mais, mais daquele sensação molhada e altamente excitante.
A língua de Damon fazendo círculos no meu seio para depois morder levemente puxando-o entre os dentes. Eu não sabia se era possível gozar só com a boca de um homem nos meus seios. Mas Damon fazia uma agonia se concentrar na minha intimidade com sua boca me sugando daquele jeito que eu pensei que talvez eu pudesse gozar só com aquilo.
E seria bom. Muito bom.
Ele continuou a carícia me deixando cada vez mais molhada e excitada contra a boca quente. A boca provocando, sugando, mordendo. Os dedos apertando e puxando me fazendo contorcer em cima dele.
– Seus seios têm um gosto melhor do que eu imaginei... – ele sussurrou em meus seios e eu voltei a encará-lo. – Quero sentir o gosto do resto do seu corpo também. – concluiu me deitando na cama.
Devagar, quase em uma tortura ele desceu as mãos pela lateral do meu corpo tirando minha calça e em seguida a calcinha fina. Ele suspirou muito fundo me encarando e tirou a própria blusa jogando-a no chão.
Seus olhos não abandonaram os meus nem por um segundo. Ele desabotoou a calça e eu o vi ficar nu em minha frente. Sem que eu percebesse parei de respirar enquanto meu olhar curioso descia pelo corpo claro de Damon.
O peito rígido, os bíceps contraídos e a barriga trincada em alguns gomos tentadores. Eu ofeguei quando meus olhos desceram para além do pelos negros abaixo da cintura. Mordi o lábio quase até sentir o gosto de sangue.
Damon se aproximou devagar e se ajoelhou na cama e eu engoli em seco.
– Aprovado? – a pergunta me fez voltar a encarar os olhos azuis. O sorriso sacana de lado estava ali. Damon sendo Damon. O pensamento me fez sorrir levemente dissolvendo a tensão que havia se instalado em meu corpo.
Eu não respondi. Me sentei na cama e vi seus olhos seguirem o movimento da minha mão indo até seu corpo. Passei a ponta dos dedos pelo abdome rígido e o senti tremer quando minhas unhas desceram devagar pela lateral da cintura.
Eu o olhei e sorri. Ele retribuiu com um sorriso de canto safado e encantador enquanto eu descia minha mão pelo seu membro rígido. Ele ofegou e fechou os olhos levemente. Eu poderia jurar que vi os orbes azuis revirarem assim que fechei minha mão sobre ele.
Sua cabeça pendeu pra trás de um jeito relaxado quando eu comecei movimento devagar pela ereção dura e quente. Ele era macio. Macio e duro ao mesmo tempo. Um contraste instigante a minha imaginação de como seria tê-lo na boca.
O pensamento me fez gemer baixinho e apertá-lo mais entre os meus dedos, sentindo uma umidade característica se espalhar pelo membro pulsante em minha mão. Como se ele lesse meus pensamentos sua mão segurou minha parando o movimento.
– Se continuar a fazer isso, não vou conseguir fazer o que eu quero... – ele gemeu baixinho para logo abaixar-se para me beijar de novo. Eu deitei novamente a cama com Damon sobre mim. Minhas mãos em seus ombros trazendo-o para mais perto.
Damon desceu sua boca novamente pelos meus seios. Passou a língua em uma provocação pelos bicos de cada um depois de uma leve mordida. Sua mão descendo pela lateral do meu corpo até encontrar minha intimidade quente e molhada.
Eu segurei a respiração ao sentir os dedos deslizando pela pele escorregadia. Damon fechou os olhos e eu quase sorri com o gesto. Ele parecia se deliciar mais que eu com aquilo, o que eu sinceramente duvidava. Seus dedos passearam em toda minha intimidade indo até a entrada do meu corpo.
Mordi o lábio com força ao senti-lo colocar um dedo ali e com outro dedo fazer pressão em outro ponto específico do meu corpo. Eu gemi.
– Damon...
– Não faz isso... – ele murmurou descendo entre beijos na minha barriga, passando a língua ao redor do meu umbigo e deixando uma leve mordida em minha cintura que me fez fechar os olhos com força. – Não geme meu nome por que se não eu gozo antes de conseguir sentir seu gosto... – eu quase sorri. Era impossível não gemer sentido os dedos dele entrando e saindo de dentro de mim.
Eu abri a boca para responder mais a sensação seguinte me fez contorcer. A língua molhada lambeu o ponto sensível com um sucção gostosa. Eu abri os olhos só para encarar os olhos azuis me observando entre minhas pernas enquanto a língua fazia movimentos circulares em meu clitóris.
Eu apertei os lençóis e mordi o lábio inferior com força. Eu me sentia contrair a cada sugada e lambida. Meu corpo tremia cada vez que ele forçava os dedos dentro de mim, uma, duas, três vezes e fazia mais pressão.
Minha respiração descompassada e cada músculo do meu corpo tremendo e contraindo. Um frenesi me avisando o quão perto eu estava de gozar na boca dele. Em segundos meu corpo convulsionou. Eu me sentia ficar cada vez mais molhada e escorregadia. Meu corpo tremer e eu perder o controle.
Um grito dentro do quarto que só depois eu percebi ser o meu. Meu mundo girou. Meu corpo se tornou pesado e eu jurei que talvez não conseguisse me mexer por um tempo.
– Elena... – eu o ouvi me chamar e abri os olhos. Ele estava sobre mim me encarando com atenção. Damon depositou um beijo breve em minha boca e me segurou pela cintura trocando nossas posições.
Meu corpo sobre o dele em um encaixe que parecia funcionar com perfeição. Ele me olhava com um misto de antecipação e nervosismo nos olhos. Devagar eu me sentei sobre ele. Seu membro entrando escorregadio dentro de mim. Suas mãos apertaram minha cintura cravando os dedos em minha pele.
Ele fechou os olhos e entreabriu os lábios soltando um gemido rouco. Ele pulsou dentro de mim e eu o senti se encaixar fundo. O calor se concentrando mais um vez no pé da minha barriga no momento em que comecei a rebolar em cima dele.
Eu subia a descia ganhando velocidade. Nossos corpos se chocando em um frenesi pela satisfação. Ele me puxava e gemia cada vez mais alto. Eu fechei os olhos e só os abri quando senti Damon se sentar e tomar meu seio na boca.
Era mais do que eu poderia agüentar. Cravei as unhas nos ombros largos vendo a pele branca adquirir uma cor vermelha enquanto eu subia e descia. Rebolava e me jogava contra seu corpo. Cada vez mais fundo e mais forte. Eu gemi, gritei e me contorci sentindo meu corpo se desfazer em mil mais uma vez. Cada músculo contraindo com a sensação gostosa que se espalhava como fogo por todo meu corpo.
– Damon... – eu gemi segurando os cabelos negros e puxando-os sem controle. Senti as mãos grandes me puxarem mais pra perto antes de ouvi-lo gemer e tremer em seguida.
Ele me abraçou sem parar os movimentos deitando a cabeça em meu ombro. Era como se ele não quisesse que acabasse. Mesmo depois de nossas respirações voltarem ao normal. Ele ainda mantinha as mãos em minha cintura me guiando vagarosamente sobre ele.
Seu rosto em meu pescoço. Sua respiração lançando o ar quente em minha pele. Era maravilhoso. Era maravilhoso tê-lo tão perto. Tê-lo pra mim. E foi nesse segundo enquanto eu o abraçava que o pensamento me fez ofegar.
Eu estava inegavelmente apaixonada por Damon Salvatore.
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