Delena Pay Per View
1 Temptation
Notas iniciais
Tia Leah e algumas das melhores autoras aqui do Nyah, tivemos a ideia de postar essa coletânea de ones hots pra vcs kkkk
Essa one eu mesma que escrevi e se passa no episódio 1x11 ao qual Elena se envolve em um acidente e viaja com Damon em seguida para Georgia, mas tia Leah fez umas mudanças bem legais e eu realmente espero que vcs gostem!!
Eu e as meninas estávamos muito ansiosas para postar e estamos amando esse nosso projeto.
Espero realmente que gostem!!
Boa Leitura!!

Citação:
"A única forma de nos livrar de uma tentação é ceder a ela."
(Oscar Wilde)
Ele havia mentido para mim...
E saber disso doía.
Depois de tudo dar tão errado por boa parte da minha vida. Ter Stefan por perto significava estar tão... Segura.
E agora, dirigindo no meio da noite por uma estrada vazia depois de ver aquela foto, só um pensamento se passava pela minha cabeça.
Eu não estava segura ficando perto dele.
Ele havia mentido e só Deus sabe o porquê de ter feito isso. Eu estava com raiva. E essa raiva crescia ao pensar que eu havia me entregado a ele para me sentir tão traída logo depois.
Quem era ela? Por que se parecia tanto comigo?
As perguntas tumultuavam minha mente e me faziam ficar cada vez mais confusa e decepcionada.
O toque do celular me perturbou ainda mais. Na tela, um nome me fez estremecer de raiva mais uma vez. Stefan. Uma, duas, três chamadas perdidas.
Eu não queria atendê-lo. Não queria ouvir mais mentiras, não queria conversar. Só queria me ver livre da bagunça a qual minha vida se afundava cada vez mais.
Olhei mais uma vez para a tela e o telefone tocava e vibrava desesperadamente. Tirei uma mão do volante e apertei a tecla vermelha recusando a ligação. O que ele achava que poderia me dizer que explicasse a foto de uma mulher extremamente parecida comigo de 1864?Assim que o pensamento se passou por minha mente eu olhei para frente.
Foi tudo muito rápido.
No segundo seguinte havia um homem. No meio da estrada. Eu pisei fundo no freio, mas não a tempo de evitar a colisão. O impacto do corpo chocando-se contra o pára-brisa. Meu carro perdendo o controle. Minha visão girando em trezentos e sessenta graus.
Meu estomago se revirando até o carro parar de cabeça para baixo. Abri os olhos e respirei fundo enquanto pedaços de vidro se espalhavam por toda parte.
Meu corpo todo doía pelo impacto e pelo aperto do cinto de segurança.Olhei de um lado para o outro em pânico e vi o corpo do homem aparentemente morto estendidono meio da estrada.
Ele se mexeu e o ar restante em meus pulmões se esvaíram enquanto eu arregalava os olhos com a cena.
Ele estava vivo... Mas como?
Minha pergunta foi respondida assim que o vi se levantar aos poucos. Seus ossos se regenerando. Seus braços e pernas quebrados voltando para o lugar. O pânico me invadindo enquanto desesperadamente eu tentava soltar o cinto de segurança que me prendia.
Eu arquejava a cada passo que o estranho dava em direção ao carro. O medo me tomando por completo. Eu puxava inutilmente o cinto que não me libertava.
Pavor.
Ele era um vampiro. Não precisei pensar muito para chegar a essa conclusão.
Eu gritei quando ele chegou perto o suficiente para eu ouvir seus passos. Ele parou a centímetros do carro, se virou e... Foi embora.
Eu encarei a estrada vazia a minha frente sem entender até outro grito de desespero sair da minha garganta quando um homem me surpreendeu aparecendo na janela ao meu lado.
- Você está bem? – a pergunta feita com um tom de preocupação me fez abrir os olhos e encarar o homem na janela.
- Damon? – o reconheci e um pequeno alívio se infiltrou em meu peito.
- Acho que você está presa. – Disse sumindo de minha visão por alguns segundos.
- É o meu cinto de segurança.
- Vou te tirar daí... – disse cauteloso depois de abrir a porta do meu lado do carro. – Preciso que ponha suas mãos no teto. — fiz o que ele me pedia. – Tudo bem, está pronta? – perguntou para logo após contar ate três e soltar o cinto com um puxão abrupto. Meu corpo lançou-se para baixo rapidamente. – Te peguei. – a voz sussurrou próximo ao meu ouvido me fazendo estremecer.
Rapidamente ele me tirou de dentro do carro capotado. Seus braços envoltos a segurar meu corpo.
- Você está bem? Consegue ficar em pé? Quebrou alguma coisa? – as perguntas vieram mais rápido do que eu podia assimilar.
Gemi balançando a cabeça em negação. Meu corpo doía, mas não como se eu tivesse quebrado algo. Damon tentou me colocar de pé e embora eu forçasse minhas pernas a firmarem-se no chão, meus joelhos estavam vacilantes e minha visão turva.
Senti seu braço se agarrar mais firme em minha cintura e só naquele momento me dei conta que Damon que me mantinha em pé.
- Está sem força. – Não era uma pergunta. Eu não conseguia manter meu corpo equilibrado. – Elena, olhe para mim. Mantenha o foco, olhe pra mim. – encarei os olhos a minha frente sentindo sua mão erguer meu rosto gentilmente. Engoli em seco. Duas orbitas azuis me olhavam de volta. Muito azuis. Me transmitindo paz. Transmitindo... Confiança. – Está tudo bem... – ele sussurrou e eu quis por um minuto acreditar nisso.
- Eu me pareço com ela... – o murmúrio saiu como um pedido de ajuda. De explicação.
- O que? – perguntou me encarando confuso. Suas sobrancelhas negras se franzindo e os olhos indagadores muito perto dos meus foram as ultimas coisas que vi antes de tudo mergulhar na escuridão.
***
Vagarosamente eu abri os olhos e tentei não gemer com o incomodo da claridade.
Dor.
Foi à primeira coisa que senti ao me mexer. Encarei a paisagem pela janela do carro. Arvores e pequenas casas ao longe. Onde eu estou? O que acont...? As perguntas em minha mente foram interrompidas quando olhei para o motorista.
Damon. Em segundos tudo o que havia acontecido na noite passada voltou como em um filme. Stefan. A foto. O vampiro na estrada. O acidente. Damon.
- Bom dia... – o cumprimento sorridente foi dirigido a mim. Olhei em volta confusa. Eu não conheço esse lugar... O pensamento permeou minha mente.
- Onde estamos? – perguntei dispensando qualquer cumprimento.
- Geórgia. – respondeu voltando-se para a estrada.
- Não Damon. Eu estou falando serio. Onde estamos? – refiz minha pergunta. Não era hora para brincadeiras.
- Não. É serio. Nós estamos na Geórgia. – respondeu. Por um minuto cogitei ser só mais uma brincadeira, mas o olhar sério que ele me lançou fez-me acreditar. – Como você se sente?
- Eu... Eu... – Gaguejei. Eu estava com dor. Eu estava na Geórgia. Os pensamentos tumultuados em minha mente.
- Sem ossos quebrados. Eu chequei. – disse displicente voltando-se para a estrada.
- O meu carro... Tinha um homem... No meio da estrada. – os acontecimentos inexplicáveis me confundindo. – Eu o atropelei, mas ele estava vivo e... Ele... Ele era um vampiro. Quem era ele? – perguntei confusa.
- Bem, é o que nós queremos saber...
- Meu celular. Eu preciso do meu celular. – disse procurando o aparelho em meus bolsos. Eu precisava ligar para Jenna. Precisava avisar que estava tudo bem. – Damon, precisamos voltar. Ninguém sabe onde eu estou. – eu dizia rapidamente. Céus, tia Jenna deveria estar enlouquecendo com meu sumiço. – Encoste. – pedi tentando organizar minhas idéias.
Eu o olhei e ele revezava entre me olhar cinicamente e encarar a estrada. Ele não estava me ouvindo.
- Para o carro. – disse quase entrando em desespero. Damon fez um muxoxo com a boca em indignação e revirou os olhos. – É serio Damon, para o carro.
- Nossa, você é mais divertida enquanto dorme. – debochou encostando à beira da estrada.
Abri a porta assim que o carro parou. Meu corpo se rebelou com o movimento de tentar sair. Meus músculos pareciam travados quando me coloquei de pé. Abaixei-me passando uma das mãos nas coxas. Dor.
- Você está bem? – a pergunta murmurada próximo ao meu ouvido me fez sobressaltar. Sua mão pousou-se em minha cintura delicadamente e eu o encarei. Um resquício de preocupação instalado nos olhos brilhantes. Eu inspirei pesadamente.
- Eu estou bem... – respondi dando alguns passos à frente. Respirei fundo. – Precisamos voltar. – disse o obvio. Não deveríamos estar ali.
- Come on, Elena... Já estamos aqui... – respondeu sem um pingo de preocupação na voz.
- Por que você está fazendo isso? Eu não posso estar aqui. Eu... Eu não posso estar na Geórgia... – respondi exasperada. Será que ele não vê o quanto isso é absurdo?- Eu bati o meu carro, Damon. Preciso ir pra casa. Eu preciso... – parei de falar para encará-lo. Sua cara de tédio enquanto me ouvia me irritou. – Isso é seqüestro!
- Você é um pouco dramática não acha? – perguntou segurando meu ombro e sorrindo.
- Não é engraçado. – repreendi. – Eu tenho que voltar pra casa. Eu não posso ficar aqui. – respondi olhando em volta.
- Mas você já está e caso não tenha reparado o seu cordãozinho mágico não está mais com você... – as palavras me atingiram como um baque. Instintivamente passei a mão pelo pescoço e voltei a encará-lo.
- O que você quer com isso? – perguntei tentando conter minha raiva.
- Nada. Eu só te encontrei no meio da estrada e te ajudei. Obviamente você está estressada. Eu acho que você precisa relaxar. – disse dando um meio sorriso e cruzando os braços para se encostar-se à lateral do carro casualmente.
- Eu não estou... Estressada Damon. Eu só... – eu respirei fundo e fechei os olhos. – Não estou em um dos meus melhores dias... – eu deixei a frase no ar.
- Isso pra mim se chama stress. Uma viagenzinha te faria bem... – sugeriu. Respirei fundo tentando manter a calma.
Minha cabeça doía e a cada fez que eu tentava pensar isso piorava. Eu deveria voltar para casa. Jenna deveria estar enlouquecendo com meu desaparecimento, mas eu não tinha como ir embora sem meu carro. O único jeito era tentar convencer Damon a me levar de volta. Durante alguns minutos eu tentei fazê-lo, mas a cada palavra a tentativa se mostrava mais inútil.
- Damon, olha, eu preciso voltar. Ninguém sabe onde eu estou. Você pode, por favor, me levar de volta?
- Elena, nós estamos quase chegando, come on...
- Chegando onde? – perguntei exasperada sem entender. Ele respirou fundo.
- Em um lugar em Atlanta. Por que você quer voltar agora? – ele me encarou e por um segundo ponderei sua sugestão. – Tem alguma coisa muito importante que precise resolver que não possa esperar cinco minutos? Se dê um tempo, Elena. Te garanto que quando voltarmos seus problemas vão estar lá, no mesmo lugar, te esperando... – ele sorriu. Os dentes brancos se insinuando nos lábios rosados. — Cinco minutos? – pediu colocando as mãos em meus ombros. Fixei meus olhos nos seus pensando no que eu faria.
No fundo eu não queria voltar. Voltar implicava em encarar Stefan e eu não estava com muita vontade que isso acontecesse. Além disso, não era como se eu tivesse escolha.
Ou vai com ele. Ou fica no meio da estrada esperando um estranho te dar uma carona. Pensei desgostosa. Suspirei.
- Eu vou estar segura com você? – perguntei insegura.
- Sim.
- Promete que não vai controlar minha mente? – indaguei desconfiada.
- Sim.
- Posso confiar em você? – perguntei seriamente. Damon deu um pequeno sorriso de canto.
- Entra no carro Elena. – e assim eu o fiz.
***
Durante algumas horas o carro se manteve em movimento e eu pensei em minha situação atual. Eu só podia estar fora de mim. Mas o que eu poderia fazer? Ficar lá e esperar até que uma alma caridosa me levasse sã e salva para casa? Por que, obviamente Damon planejava algo em Atlanta e certamente não iria voltar para Mystic Falls só por um capricho meu.
Eu me virei para olhá-lo e ele encarava a estrada serio. Por um segundo me perguntei o que ele pretendia com aquilo.
- Por que você está indo para Atlanta? Ou melhor, por que nós estamos indo para Atlanta? – perguntei quebrando o clima silencioso.
- Eu precisava ver alguém por lá... – respondeu vago e a resposta me incomodou.
- E? – incentivei. Ele me olhou e sorriu.
- E você estava no meio da estrada praticamente desacordada depois de acabar com o seu carro. Meio que eu não tive escolha em te trazer.
- Poderia ter me levado pra casa. Para um hospital ou coisa parecida. Mas não foi isso que perguntei.
- Alguém já disse que você faz muitas perguntas? – perguntou arqueando as sobrancelhas.
- É, eu faço. Principalmente quando um cara me seqüestra.
- Eu não te seqüestrei. Eu te salvei. Deveria estar grata por isso... – disse como se realmente acreditasse nas próprias palavras, e pior, querendo que eu concordasse. Balancei a cabeça. Damon não tinha jeito.
Entramos em uma cidade pequena e sem muito movimento. Alguns carros passavam pela avenida pouco movimentada que eu deduzi ser a principal da cidade.
- Está com fome? – ele perguntou.
- Um pouco. – respondi e o vi encostar o carro. Olhei para fora e o letreiro azul chamou minha atenção. Bree´s Bar escrito em letras grandes. Olhei para Damon com as sobrancelhas arqueadas. – Um bar? Você me trouxe para um bar?
- Yep. Vem. – chamou-me descendo do carro. Sem escolha eu o segui.
Entramos no bar e uma mulher de longos cabelos cacheados nos encarou surpresa do outro lado da bancada. Ela devia ter pelo menos um metro e setenta de altura. Rapidamente ela pulou o balcão e sem pudor nenhum agarrou Damon pelo pescoço beijando-o. Arregalei os olhos com a cena. Ambos se beijavam descaradamente em minha frente. Isso tudo por que ele se diz apaixonado por Katherine, imagina se não estivesse? O pensamento intruso me ocorreu antes que eu pudesse evitar. Deus, aonde eu vim parar?
***
Depois do agarramento explícito de Damon com a morena, que mais tarde eu descobri se chamar Bree, eu e ele nos sentamos no balcão e ele pediu uma cerveja e lanches regados à batata frita. Antes de a porção de batatas e o cheiro de X-burger entrar pelo meu nariz eu não tinha percebido como estava faminta.
Enquanto eu comia, Bree e Damon colocaram o “papo em dia”, por assim dizer. Já que segundo Bree, Damon a tinha largado no meio do “relacionamento” deles depois de descobrir que ela era uma bruxa.
O fato não me impressionou muito. Enquanto Bree falava encarei Damon e ponderei que isso era bem a cara dele. Não se envolver e manter as pessoas afastadas. Isso não me surpreendia. Às vezes eu chegava até a pensar que o comportamento tão pouco ortodoxo dele devia-se a isso. Ele queria manter as pessoas longe. Manter o risco de se envolver o mais longe possível.
E eu o entendia. Eu já havia perdido pessoas demais em minha vida para saber como envolver-se para depois perdê-las doía. Lembrei de que uma vez Stefan havia me explicado como ser vampiro ampliava os sentimentos. Talvez a dor da perda fosse ainda mais devastadora para eles. Pisquei o encarando enquanto levava mais uma batata a boca. Eu o entendia com certeza.
- Pensativa... – a palavra me despertou do transe e eu fiquei vermelha ao me dar conta que eu o encarava descaradamente. Pigarreei e olhei rapidamente para as batatas novamente. Bree havia nos deixado a sós e eu nem sequer havia notado.
- Não. É só... – a voz morreu em minha garganta. Eu não podia dizer que o estava admirando e pensando nele enquanto ele conversava. Eu não diria. Não mesmo.
- Pensando no Stefan. – não foi exatamente uma pergunta. Mas ouvir o nome me fez franzir o cenho instintivamente. Eu estava irritada. Pior. Eu estava decepcionada.
- Não exatamente. – respondi vagamente. – Por que será que ela se parece comigo? – perguntei de supetão. Damon parou com uma batata a caminho da boca e fez um bico como quem não faz a mínima idéia.
- Você quer dizer... – ele disse enfiando a batata na boca, para mastigá-la e engoli-a em seguida. – Por que você parece com ela? Considerando que ela é pelo menos quinhentos anos mais velha que você.
- É. Eu... Não entendo. Não entendo a ligação...
- Você já pensou que pode ser descendente dela? – a pergunta me fez encará-lo. E eu me perguntei como não havia pensado nisso antes.
- Se isso fosse possível, e eu não estou dizendo que é. Eu seria... – eu olhei para os lados e cheguei mais perto de Damon enquanto sussurrava. – Eu seria meio vampira? – ele deu um sorriso abafado e eu o encarei.
- Não. – respondeu também sussurrante. – Vampiros não podem procriar... Mas adoramos tentar. – disse dando um meio sorriso sacana, piscando um olho e levando outra batata à boca. Engoli em seco e me afastei. – Significa que antes de ser transformada, ela teve um filho ou filha e assim nasceu sua geração. – disse debochado. – Mas é disso que você quer falar agora? Por que “cinco minutos” longe dos problemas não são validos quando você fica... Sabe, falando dos problemas. – ele disse soando entediado.
Eu o vi levar à garrafa de cerveja a boca. Ele tem razão. Cinco minutos Elena. Só cinco minutos. Minha consciência pediu.
- Ok. – eu disse tomando a garrafa de sua mão. Damon me encarou arqueando as sobrancelhas. – O que é? Um tempo dos problemas pedem uma boa dose de cerveja. – eu disse levando a garrafa a boca e bebendo o conteúdo de gosto amargo. Fiz uma pequena careta e depois encarei Damon. Ele sorria. – Vamos tentar cinco minutos de diversão. – concluí.
- Diversão? – seus olhos azuis brilharam quando eu o encarei. – Esse é nome do meio. Vem comigo. – Ele disse me segurando pelo braço.
Mas uma vez naquele dia me deixei levar por Damon. Não era como se eu pudesse resistir. Não era como se fosse fazê-lo e principalmente não era como se eu quisesse fazê-lo.
***
Damon me carregou para o carro e dirigiu rapidamente pelas ruas de Atlanta. Não ousei perguntar onde ele estava me levando. Ele dirigiu durante um tempo e só parou em uma rua praticamente deserta. Caminhou até uma parede com uma pequena porta toda preta. Eu encarei o lugar com receio.
- Onde nós estamos? – perguntei quando saímos do carro. Ele sorriu e não respondeu. Só balançou a cabeça daquele jeito que diz “Vem”. Respirei fundo, mas o segui.
Damon deu três batidas na porta e olhou em volta como se checasse se alguém nos observava. Depois da terceira batida um cara enorme abriu. Damon murmurou alguma coisa para ele e logo em seguida a porta foi aberta completamente para que passássemos. Ele agarrou minha mão e me carregou para dentro do local.
Era escuro. Na verdade a meia luz. Damon me puxou por alguns corredores e passamos por algumas pessoas até atravessarmos segunda porta.
- Isso é diversão. – ele disse olhando para o piso inferior enquanto eu encarava a visão a minha frente. – Cassino Atlantas. O melhor jeito de esquecer problemas que eu conheço. – ele sorriu de lado. Eu não sabia se sorria ou entrava em desespero.
Olhei mais uma vez para o piso inferior e lá embaixo dezenas de pessoas passeavam entre mesas de jogos. Maquinas caça-níqueis e tudo mais. Pessoas gritavam a cada vez que ganhavam e ao fundo havia um bar com uma fonte atrás. Um riso solto saiu de minha garganta.
Sem pensar duas vezes Damon me puxou escada abaixo e me levou para primeira mesa de cartas.
- Eu não tenho dinh...
- Aqui. – ele disse colocando algumas notas na minha mão. Eu o encarei. – Vai. Pode jogar. É fácil. Se chama 21. Tem que chegar no...
- Eu sei como se joga vinte e um. – interrompi. Ele levantou as mãos em gesto de defesa. – Ok. Divirta-se. Eu já volto. Vou pegar alguma coisa pra eu beber. – disse se afastando.
- Traz pra mim... – Pedi me virando para olhá-lo. Ele sorriu. – Cinco minutos lembra? Uma dose de cerveja?
- Vou te trazer uma coisa que acho que você vai gostar. – ele disse e se foi em direção ao bar. Eu o vi se afastar e encarei o carinha de terno a minha frente.
- Eu aposto vinte dólares na primeira rodada. – o cara de terno sorriu debochado.
- Vinte dólares não cobrem nem a aposta mais barata da noite princesa.
- Cem. – eu disse jogando o dinheiro no meio da mesa. O cara sorriu. E por um segundo eu tive certeza que iria me divertir.
***
Eu realmente estava me divertindo. Era só nisso que eu pensava enquanto tentava mais uma vez ganhar no Black Jack. O que infelizmente não aconteceu.
Damon estava ao meu lado e mais uma vez eu apostei os dólares que ele havia me “emprestado”, não que eu fosse devolver aquele dinheiro um dia. Sorri tomando mais um gole da bebida de limão. Ice, segundo Damon. A qual eu já havia tomado pelo menos quatro copos. A bebida era uma delícia. Dava uma sensação de bolinhas estourando na língua. Além do gosto meio azedinho de limão.
- Você é péssima... – ele debochou, mas eu tinha perdido demais para discordar. – Olha como se faz. – ele disse e apostou duzentos na jogada seguinte. Para minha surpresa, ele ganhou. – Aprendeu? – perguntou arqueando as sobrancelhas.
- Posso te vencer em outro jogo. – desafiei.
- Stripe pocker? – ele provocou.
- Nem pensar. Que tal, drinking or not drinking? – perguntei desafiando-o para uma espécie de vira-vira com bebidas. Damon sorriu de canto.
- Essa eu quero ver.
***
- Uhuuuuuuuuu – eu gritei depois do quarto copo enquanto levantava os braços em forma de comemoração e girava no banco alto do balcão. – Você é péssimo, mas não fica tristinho... – eu debochei fazendo um bico dramático ao caçoar de Damon. Ele sorriu.
- Convencida.
- Olha quem fala. Quer revanche? Moça me dá mais dois copos disso aqui! – eu gritei para a mulher do bar antes que Damon pudesse responder. Assim que a garçonete colocou os copos no balcão Damon virou o dele de uma vez. – Ei, isso é trapaça. – eu acusei.
- Não é não. Que má perdedora você é Gilbert. – ele disse com falsa indignação.
- Isso não vale. – eu disse tentando apoiar-me no balcão para dar-lhe um tapa. Um segundo antes de minha mão colidir com seu peito, Damon desviou e eu me desequilibrei escorregando de lado do banco alto.
Duas mãos conhecidas se agarraram a minha cintura no ultimo segundo me segurando firmemente de encontro ao peito. Por um segundo senti o mundo girar. Não sabia se era o cheiro da jaqueta de couro, o excesso de bebida ou a sensação das mãos quentes de Damon presas a minha cintura.
- Cuidado... – ele murmurou. Engoli em seco e levantei os olhos para encará-lo. Dois olhos azuis me encaravam de volta. As pupilas pretas dilatadas. A respiração pesada muito perto do meu rosto.
- Eu... – eu gaguejei. A verdade é que nenhum pensamento coerente passava pela minha cabeça. Só o quanto Damon estava perto. Perto demais, pensei descendo meus olhos para os lábios rosados. O hálito de tequila dançando em meu rosto. Será que ele tinha gosto de tequila?O pensamento me ocorreu enquanto eu passava a língua entre meus lábios repentinamente ressecados e via seus olhos acompanharem o movimento.
Algo vibrando de encontro a minha barriga me despertou do transe momentâneo. Rapidamente me coloquei de pé fazendo Damon soltar minha cintura. Ele colocou a mão no bolso da jaqueta e pegou o celular que vibrava.
- Eu... Eu vou ao banheiro. – disse gaguejante saindo rapidamente em direção a qualquer lugar onde eu pudesse jogar um pouco e água em meu rosto que estava constrangedoramente quente.
Caminhei rapidamente em direção a lugar nenhum, já que eu não fazia idéia de onde ficava o banheiro. Eu só precisava sair de perto dele. Por um segundo. Para recobrar minha sanidade.
Deus eu quase o havia beijado!
Pensei entrando no banheiro e parando em frente ao espelho alto. Respirei fundo encarando meu reflexo. Minhas bochechas vermelhas denunciavam o calor do meu corpo. Joguei meus cabelos para trás e passei água em meu rosto.
O que está acontecendo com você Elena?
- Elena? – a voz e Damon do lado de fora do banheiro me fez respirar fundo mais uma vez.
- Eu já vou. – disse voltando a me encarar no espelho. Aja normalmente, ordenei a mim mesma. Saí devagar do banheiro e ele me esperava de braços cruzados do lado de fora.
- Temos que ir embora... – a frase foi dita enquanto ele agarrava meu braço e me levava para fora do cassino.
- O que? Por quê? – perguntei sem entender assim que chegamos ao lado de fora.
- Eu explico depois. Agora entra no carro. – ele disse e rapidamente eu o fiz. No minuto em que Damon bateu a porta um vulto o jogou a metros de distancia. Vi seu corpo colidir com uma parede e escorregar até o chão.
- Damon! – eu gritei abrindo a porta do carro e saindo.
O corpo de Damon caído no chão fez meu coração disparar. O mesmo vulto parou em sua frente. Eu encarei as costas do homem que abaixou e agarrou Damon pela gola da camisa.
Era ele. O homem que eu havia atropelado na estrada. Eu segurei o ar pelo susto enquanto o vi jogar Damon de encontro à outra parede de cimento do outro lado da rua.
- Não! – gritei instintivamente e o homem me olhou de esguelha. Seus olhos completamente vermelhos. As presas se mostrando ensangüentadas. Em velocidade vampiresca ele pegou um pedaço de madeira e foi até Damon acertando diversas vezes nas pernas. Eu ouvia seus ossos quebrando enquanto Damon gritava.
- Para! – gritei novamente. – O que você está fazendo? O que ele fez? – perguntei em desespero.
- Matou minha namorada. – o homem respondeu me encarando para depois voltar-se para Damon. – Nada mais justo do que eu matá-lo. – concluiu acertando diversas vezes mais o corpo de Damon com o pedaço de madeira.
- Sua namorada? Quem é...? – a pergunta morreu em minha garganta. Lexi. O pensamento me fez engolir em seco. – Lexi? – assim que pronunciei o nome dela o homem me encarou novamente.
- Ela não merecia ter morrido daquele jeito. Foi ele. – disse raivoso quebrando o pedaço de madeira em duas estacas afiadas.
- Não! Não faz isso. Ela... Ela me falou sobre você. Disse que você era um humano. Um homem bom. – eu tentei distraí-lo. Em segundos ele parou a minha frente. Meu coração disparou ao vê-lo tão de perto. Era ainda mais assustador.
- E o que você sabe sobre bondade? Esse monstro a matou e você o protege! – ele gritou.
- Então não seja um monstro! – murmurei e ele me encarou novamente. – Não seja como ele. — Ele virou-se e olhou para Damon que se arrastava no chão. Meus olhos seguiram a mesma direção.
Rapidamente o homem foi até Damon e cravou um dos pedaços de madeira em uma de suas pernas. Damon gritou de dor.
- Por favor... – eu gemi e o homem me olhou novamente. – Não faça isso. – pedi revezando o olhar entre ele e Damon que se retorcia no chão. Damon tentou virar-se para levantar, mas a segunda estaca de madeira foi cravada em suas costas quase atravessando seu abdômen. – Não! – eu gritei ao mesmo tempo em que Damon urrou de dor. Um som abafando o outro.
- Eu não vou matá-lo. – o homem sussurrou — Por ela. – e em seguida foi embora.
Rapidamente corri até Damon e me joguei no chão para tentar ajudá-lo. Ele tremia e sangrava. Em um único movimento ele arrancou a estaca que estava cravada em sua perna se contorcendo em seguida e apoiando a testa no chão como se tentasse conter a dor.
Sua respiração estava pesada e ele esticava as pernas esperando que seus ossos se regenerassem e voltassem para o lugar.
- Vem... – eu disse tentando ajudá-lo a levantar.
- Você... – ele tentava falar entre dentes. – Você tem que tirar a outra estaca. – murmurou.
- O que? Eu...
- Elena. Tire a droga da estaca. Eu não consigo me recuperar com essa porcaria nas minhas costas. Está queimando... – ele disse olhando para a perna que ainda possuía um ferimento aberto onde a primeira estaca havia sido cravada. – Ele as banhou em verbena. Não estão sarando, merda...
- O que eu... O que eu faço? – perguntei vendo-o sentar com um pedaço de madeira praticamente atravessado em seu tronco.
- Eu não consigo tirá-la pela frente, por que a parte de trás é mais grossa. Vá por trás e puxe. – ele disse e me encarou pelo canto do olho enquanto eu fazia o que ele havia dito. – Seja rápida... – pediu com a respiração pesada.
Com ambas as mãos, segurei o pedaço de madeira e fechando os olhos o puxei com toda força. Damon urrou de dor quando a estaca saiu de seu corpo, caindo de lado. O buraco em sua carne jorrando seu sangue sem parar.
- Vem. Vamos pro carro. – eu disse devagar o ajudando a se escorar em mim para irmos até o carro. Abri a porta do motorista e o ajudei a se sentar no banco traseiro.
- Por que não está melhorando? – perguntei encarando o ferimento aberto. Damon soltou um riso seco.
- Por que não me alimentei hoje... – respondeu em tom baixo de olhos fechados encostando a cabeça no encosto do banco. – A verbena está me deixando mais fraco. – sua respiração falha.
- Sangue? Você precisa de sangue? – perguntei. Uma idéia se passava pela minha cabeça, mas o medo e a insegurança a permeavam também. Damon abriu os olhos e me encarou durante alguns segundos.
- Isso, Elena. Eu preciso de sangue humano... – ele murmurou. Como se para me mostrar a gravidade da situação ele deixou suas presas aparecerem livremente. Seus olhos se tornaram vermelho sangue. Suas veias saltadas no rosto que antes era de um branco pálido. Eu engoli em seco. Eu poderia ajudá-lo. Eu queria ajudá-lo.
Sem pensar duas vezes me sentei ao seu lado no banco traseiro. Seus olhos seguiam cada movimento do meu corpo atentamente. Como um predador observando à presa. Mas estranhamente eu não senti medo. Eu me senti... Nervosa. Ansiosa talvez fosse à melhor palavra para descrever.
Lentamente peguei meus cabelos e os coloquei inteiramente para um só lado do pescoço. Deixando o outro lado completamente livre. Sem pressa abaixei a manga da blusa fina até o ombro e pacientemente o encarei.
- Pode se alimentar. Pode tomar meu sangue. – eu disse o encarando. Seus olhos entre o azul profundo e o vermelho sangue me encarando de volta.
- Elena... – foi quase um aviso. Ele engoliu em seco passando os olhos pelo meu pescoço e voltando a me encarar. Balancei levemente a cabeça em sinal afirmativo.
Vagarosamente Damon se aproximou segurando ambos meus ombros. Seu rosto passou pelo meu e instintivamente eu fechei os olhos. Estremeci ao sentir a respiração em baixo da minha orelha.
- Não se mecha. – ele murmurou. – Não quero te machucar... – o hálito quente roçou a pele arrepiada do meu pescoço antes de duas presas finas roçarem levemente a carne em um aviso do que ele faria. Eu gemi inconscientemente no momento que o senti rasgar meu cerne devagar.
As duas pontas finas queimando por um segundo a pele eriçada. Senti suas mãos escorregarem de meus ombros e descer até minha cintura. O sangue jorrando levemente por entre as presas e sua língua quente passar por cada poro saboreando o gosto. O meu gosto.
Suas mãos entraram intrusamente por debaixo da blusa fina, cravando seus dedos na carne da cintura sensibilizada por tantas sensações. Eu me arrepiei ao mesmo tempo em que gemia por me sentir drenada de todas as formas possíveis.
Suas mãos quentes apalpando a curvatura de minha cintura enquanto ele sugava cada gota e eu me deixava ser chupada fervorosamente. O calor se espalhando por meu corpo a partir daquele ponto me fez estremecer.
Minhas pernas que antes tremiam pelo susto agora se contorceram em uma antecipação. Tentando aliviar a tensão que meu intimo latejava por sentir.
Lentamente me deixei escorregar pelo estofado macio. Um sopro de ar atiçou minha pele quando a blusa fina foi empurrada para cima deixando minha barriga a mostra.
Seus dedos dançaram em uma provocação gostosa entre minha cintura e umbigo deixando um rastro de fogo como o que se espalhava por meu pescoço recém sugado. Senti suas presas deixarem minha pele e sua língua passar sem pressa pelos pequenos furos deixados ali.
Era bom. Era tão bom que eu não pude evitar implorar por mais.
Ele beijou e lambeu os buraquinhos com pequenas gotas de sangue e desceu lentamente sua língua pelo meu pescoço em uma trilha curiosa pela pele que eu gentilmente ofereci.
Seu corpo colou-se ao meu sem apertos. Encaixando-se enquanto sua mão subia e sua boca descia na mesma direção. Fechei os olhos para saborear melhor a sensação. A mão cálida e grossa finalmente encontrando o que tanto procurará. Empurrando o pano da blusa e sutiã, Damon apalpou meu seio e gemeu contra pele do meu pescoço.
Abri os olhos e o brilho enegrecido me encarava.
Luxuria.
Desejo.
Prazer.
Era isso que seus olhos prometiam. Como para me mostrar tudo o que eu poderia sentir sua boca atacou a minha avidamente e eu não me neguei a senti-lo.
Tão quente quanto eu imaginava sua língua enlaçou-se a minha em um dança louca. Sangue e tequila embriagaram meus sentidos me fazendo agarra-me a sua camisa.
Puxei o corpo de Damon contra o meu precisando sentir mais de tudo aquilo. Sua mão brincava com meu seio enquanto minhas próprias mãos se embrenhavam em seus cabelos.
Entre beijos senti suas presas prenderem levemente meu lábio inferior. Eu gemi ao senti-lo puxar e sugar meu lábio luxuriosamente. Ele mordeu ali e seguiu pela curva de meu pescoço beijando, sugando e lambendo onde certamente ficariam marcas vermelhas. Marcas dele cravadas em mim.
Ansiosamente ajudei-o a me livrar da blusa que o impedia de ir mais longe juntamente com o sutiã. Assim que ambos foram lançados ao chão do carro a língua quente encontrou o que procurava.
Em círculos ousados ele saboreou o gosto da pele dos meus seios. Segurando-o e fazendo círculos com a língua no bico sensível até senti-lo eriçado para depois sugá-lo com volúpia. Eu arqueei as costas ao sentir as presas roçarem no mamilo eriçado.
- Damon... – eu gemi quando seu corpo prensou-se mais ao meu me fazendo sentir à ereção contra meu corpo. Meu sexo pulsando para poder senti-lo mais perto. Eu precisava de mais, mais e mais...
Sem piedade ele abocanhou o mamilo em sucções descontroladas. De um seio a outro ele repetia a tortura sem fim. Mordendo e me fazendo ansiar por mais.
Não satisfeito sua boca deslizou entre o vale dos meus seios deixando rastros de beijos por toda a extensão de pele que havia no caminho. Cada pedaço se tornando consciente da presença de sua boca a enlouquecer-me devagar.
Levei as mãos aos cabelos puxando os fios nervosamente. Sentindo meu âmago contrair-se pela falta do que eu mais queria.
Dele. Dentro de mim. Enquanto drenava o sangue do meu corpo tão deliciosamente com a boca quente e sedenta.
Rapidamente Damon desabotoou minha calça e escorregou por minhas pernas juntamente com a calcinha pequeno deixando-me livre do aperto que me incomodava. Sua mão desceu lentamente pela lateral do meu corpo acariciando desde a cintura fina, passando pelo quadril e terminando em minhas coxas.
Enrolei minhas pernas em seu tronco o puxei para mais perto. Damon sorriu e voltou a se afastar para me olhar. Ele respirou profundamente quando seu olhar dançou pelo meu corpo. Sem tirar os olhos de mim tirou a camisa e abaixou a calça.
Nossos olhares se cruzaram deixando a tensão no ar. A antecipação arrepiava meu corpo. Damon apoiou um braço em cada lado de minha cabeça e afundou o rosto em meus cabelos. Fechei os olhos ao ouvi-lo gemer.
- Você é mais linda do que eu imaginava... – ele murmurou suavemente e sorriu fracamente. – E acredite em mim, eu imaginei muitas vezes... – concluiu voltando a beijar meu pescoço.
Fechei os olhos para saborear a sensação e ansiosamente entrelacei minhas pernas em sua cintura. Pele contra pele seu corpo colou-se ao meu. Seu membro rijo roçando a carne quente entre minhas pernas.
- Abra os olhos, Elena. – ele pediu com a voz rouca e assim que eu o fiz seus olhos azuis sorriram para mim. – Olha para mim. Quero que olhe para mim agora... – ele gemeu ao mesmo tempo em que se afundava em meu corpo. Eu gemi e minhas paredes internas o saudaram com prazer.
- Damon... – gemi cravando os dentes em meus lábios.
- É bom não é? – murmurou recuando vagarosamente para se chocar com mais força contra meu corpo. Se apoiando em um só braço Damon segurou minha cintura fortemente e continuou em movimentos ritmados.
Nossos gemidos inundaram o ambiente. Os vidros do carro embaçaram conforme o ar ficava cada vez mais quente, mais denso. Suas investidas tornando-se cada vez mais fortes, fundas e precisas em um ponto tentador dentro do meu corpo.
Eu apertava minhas pernas em volta dele e puxava sua cintura contra minha pélvis implorando para que ele não parasse e depois de algumas investidas meu corpo tremeu e meus músculos enrijeceram com um aviso do orgasmo eminente, que não tardou a chegar destroçando meu corpo em milhões de partículas de prazer.
Sua boca se lançou sobre a minha me impedindo de gritar e eu o senti acelerar as investidas em meu corpo. Entrando e saindo de dentro de mim cada vez mais rápido, com mais força, selvagemente.
Minha carne sensível sentindo o atrito e contraindo contra ele até o prazer sacudi-lo. Ele gemeu e mordeu meu lábio mais uma vez com uma ultima estocada firme dentro de mim, deixando seu corpo cair sem forças sobre o meu e seu rosto aninhar-se ao meu pescoço.
Passei a língua entre os lábios e senti o gosto de sangue que havia ficado ali. Toquei meus lábios inchados ouvindo a respiração ainda pesada de Damon contra meus cabelos. Ficamos assim por alguns minutos sem querer quebrar o contato entre nossos corpos.
Eu teria ficado assim por toda eternidade, se o barulho do celular de Damon não tivesse nos despertado.
Ambos olhamos para o chão do carro ao mesmo tempo e como um balde de água fria o nome na tela nos chamou atenção. Stefan.
Instintivamente levei minhas mãos ao rosto.
Deus o que eu tinha feito? Pensei enquanto me sentia ficar quente.
Culpa.
Como se adivinhasse o que eu pensava Damon saiu de cima de mim e mais que depressa eu me vesti. Ele não disse uma palavra. Só vestiu-se em completo e absoluto silencio. Eu engolia em seco em uma tentativa de me livrar do nó em minha garganta.
O que eu tinha feito? Eu havia transado com Damon dentro de um carro? Os pensamentos passavam por minha mente em turbilhões. Mas o que mais me assustava era o fato que eu não conseguia esconder. Eu não me arrependia. Não lamentava ter ficado com Damon.
Deus mas o que isso diria de mim? Que eu era como ela? Como Katherine?Que brincava com os irmãos Salvatore sem me importar com seus sentimentos?
Mas eu me importava, eu os amava. E era isso que estava errado.
O vento frio da noite bateu em meu rosto me fazendo estremecer quando desci do carro. Meus cabelos foram jogados para trás e eu e respirei fundo passando a mão em meus braços tentando ignorar o frio que me abraçava diferentemente do calor que eu havia experimentado há pouco. Olhei para o céu estrelado tentando organizar minhas idéias. Me virei e Damon me olhava encostado ao carro com os braços cruzados.
- Isso não deveria...
- Ter acontecido. – ele completou a frase com o cenho franzido, mas sem olhar para mim.
- Damon eu...
- Entra no carro. Vou te levar pra casa. – disse para depois bater a porta do motorista com força atrás de si.
***
Caminhei rapidamente em direção a entrada da minha casa. Damon andava lentamente atrás de mim. Subi os degraus da escada da frente e parei encarando a porta. Suspirei.
Eu não sabia o que dizer. Não sabia como agir.
- Obrigada. – murmurei.
- Ela fala... – ele debochou. Fechei e abri os olhos enquanto engolia em seco. Me virei para olhá-lo e me arrependi no mesmo segundo. Sua roupa suja de sangue, seus olhos brilhando enegrecidos fizeram meu corpo reagir imediatamente arrepiando-se inteiro.
- O que queria que eu fizesse? Isso... – eu gaguejei. – Isso não pode acontecer. — Damon riu seco.
- Já aconteceu. – respondeu direto. – Fingir que não só vai piorar as coisas.
- Eu não estou falando de fingir, Damon. Eu só...
- Você o que? – ele quase gritou dando alguns passos à frente. Sem ter como evitar caminhei para trás até encostar-me a parede. – Quer fazer de conta que não sente? Que nada disso aconteceu? Ok. Você pode dizer o que quiser Elena, mas eu e você sabemos a verdade. Eu e você sabemos que tudo mudou agora. Quer mentir para o Stefan, minta, mas você não pode mentir pra si mesma. Não pode mentir mais pra mim... Eu sei. Sei o que você sente... – sua ultima frase não passou de um sussurro.
Eu engoli em seco encarando os lábios rosados a centímetros do meu rosto.
- Damon... – eu murmurei e o vi engolir em seco. – Não podemos fazer isso... – eu sussurrei quase sem ar. Ele deu um sorriso de lado.
A porta da frente se abriu abruptamente. Damon saiu rapidamente de perto de mim e ambos encaramos os olhos verdes indagadores a nossa frente.
- Stefan? – me surpreendi ao vê-lo sair de minha casa.
- Você está bem, Elena? – Stefan perguntou olhando de mim para Damon.
- Sim. Eu... Estou sim. – respondi gaguejante.
- Sã e salva. Entrega em domicílio. – Damon caçoou olhando para Stefan para logo em seguida me encarar. – Ela é toda sua. – disse forçando um sorriso de lado se virando e indo embora.
Um gosto amargo dançou em minha boca. Eu o tinha magoado. Suspirei olhando Damon entrar no carro e ir embora. Sem que eu percebesse meus olhos encheram-se de lágrimas e eu engoli em seco. Eu não queria deixá-lo ir. Não queria perder-lo. Naquele momento eu o queria mais que tudo e essa sensação chegava doer.
- Elena? – Stefan chamou minha atenção segurando levemente meu braço. Olhei sua mão e percebi que o calor não era o mesmo. Não era como o calor de Damon. Voltei a encarar seus olhos esmeralda e não azuis. Engoli em seco contendo minha vontade de correr atrás de Damon para implorá-lo pra ficar, mas eu não o faria, não enquanto não resolvesse as coisas com Stefan.
- Precisamos conversar...
Notas finais
Espero que tenham gostado kkk
Deixem um reviewzinho pra mim vai? Vou amar saber a opinião de vcs sobre as mudanças que eu fiz kkkk
A proxima One não tarda a chegar!
Bjinhus
-Leah
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