Notas iniciais
Oi gente aqui é a Lisbeth e essa one shot foi montada em cima da cena 01x22! Pra quem não se lembra, é quando Damon beija "Elena" (que no caso da série é a Kath) na varanda, e que Jenna "atrapalha". Espero que gostem! Estamos adorando todos os comentários de vocês! São cada um mais lindo que o outro!

DAMON

Hoje era para ser um dia bom, eu pensei que seria, tanto que até a Parada de Mystic Falls eu fui ver, o que não me arrependi em momento algum. Elena estava magnifica com aquela roupa de época, mas confesso que prefiro ela se vestindo como atualmente, não preciso de mais lembranças de que ela se parece com a Katherine. Apesar do dia parecer começar bem, sempre tem algo que acontece, na maioria das vezes, coisas ruins, extremamente ruins. Parece que eu não posso ter um dia de paz – quer dizer, eu nunca tive um dia de paz nessa minha vida, mas acho que isso se dá as minhas escolhas. Espera! O que estou pensando? Eu sou Damon Salvatore e não me arrependo de nada! Pelo amor de Deus! Ops. Acho que não posso usar seu nome em vão.

Assim que caí sentindo dor – muita dor, devo acrescentar – quando cheguei perto de John, e vi que em suas mãos estava o dispositivo Gilbert, e percebi que ele funcionou perfeitamente, meu primeiro pensamento foi em matar a bruxinha, aquela... Argh! Que porra! Eu sabia que não dava para confiar nela. Mas foi só aqueles olhos castanhos me pedirem, que eu cedi, eu confiei. Ela me faz repensar tudo, inclusive em coisas que não eram pra eu pensar. Mas me acerto com a bruxinha depois, só me odeio por ter agradecido a ela mais cedo. Aquela... Me enganou direitinho. O que ela tinha em mente? Isso tudo era só para me matar?

Outro quem eu quero matar, é aquele filho da puta do John, eu sei que ele é parente da Elena, mas ele tentou me matar, não só a mim, mas todo os vampiros. E o que me deu mais raiva, que me deixou mais puto, foi ver ele matando a Anna, e eu não poder fazer nada. Ela me avisou do ataque dos vampiros da tumba, sem contar que o pequeno Gilbert gosta dela. E ele já está bem mal pela história da morte da Vick, pelo fato de Elena não ter contado nada, absolutamente nada pra ele, estava puto também pelo fato dela ter me pedido para apagar a memória dele. E estava descontando isso em Elena, e bem, ela está sofrendo. Eu sinto isso, eu vejo isso, e isso acaba me deixando mal, porque se ela não está bem, eu não consigo ficar bem.

E pelo motivo de estar fazendo mal a ela, eu resolvi fazer a coisa certa, e conversei com Jeremy e agora eu entendo um pouco ele. Desci as escadas, pensando no que fazer. Elena mexe muito comigo, mas isso está piorando minha relação com Stefan. Ele está com ciúmes, muito ciúmes, e está com medo de repetirmos o que houve com Katherine. Confesso que no início, eu ainda via Elena como uma cópia da Katherine, mas logo vi como as duas são diferentes, e como Elena vem ganhando um espaço muito maior que Katherine já teve.

Stefan quer me afastar de Elena, mas não estou disposto a isso. E pelo visto Elena também não, porque nos aproximamos muito nos últimos dias. E hoje, quando eu estava naquele lugar pegando fogo, eu só pensava em uma coisa, melhor em uma pessoa: nela. Ela dominava meus pensamentos, e por ela eu estava lutando para sobreviver. Quando Stefan me salvou, eu senti um alivio. Porque apesar de tudo que eu fiz, apesar de tudo que passamos, ele foi me salvar. Mas vê-lo com ela, mexe comigo, me traz uma dor. E infelizmente eu não posso fazer nada.

Quando eu abro a porta de sua casa, a vejo subindo os degraus, meu coração logo acelerou.

– O que está fazendo aqui? – Ela pergunta um tanto surpresa por eu estar saindo de sua casa, depois do dia de merda que passamos.

ELENA

Depois de um dia cansativo e turbulento, eu só queria ir pra casa, fechar os olhos e pensar em tudo. Eram muitas coisas acontecendo, muitas informações, e eu não estava conseguindo lidar com tudo. Parece que não tem um dia de paz, cada hora é algo que acontece, e olha que se fossem de fácil solução até que não me preocuparia tanto, mas cada vez o problema parece não ter solução, e se tem é algo que é de difícil alcance. E hoje, quando eu vi poderia ter perdido o Stefan e o Damon... Só a lembrança dos fatos de mais cedo me fazem tremer ainda mais.

Eles dois se tornaram pessoas muito especiais na minha vida, Stefan sendo o amor da minha vida e Damon... Não sei bem definir o que sinto por ele, é algo confuso, mas sei que é algo especial. Ele apesar de tudo, se tornou um grande amigo, a qual eu tenho um grande apresso. Ele vem se tornando importante pra mim, de uma forma que eu não consigo explicar com palavras.

Eu paro no degrau da varanda da minha casa, quando o vejo abrindo a porta e saindo.

– O que está fazendo aqui? – Pergunto o encarando.

Não estava entendo porque ele veio para minha casa depois de tudo que aconteceu. Ele saiu tão de repente, que o último lugar que eu esperava que ele estivesse, seria aqui.

– Uma tentativa fracassada e medíocre de fazer a coisa certa – Ele responde me olhando.

– Que foi... – Induzo que ele prossiga, já que estou muito curiosa.

Ele se aproxima de mim.

– Não é importante. E levo isso para você. – Ele pega as coisas que eu estava carregando.

– Obrigado – Digo enquanto ele leva e coloca no banco da minha varanda.

Eu o olho desconfiada.

– Vim para essa cidade para destruí-la – Ele se vira totalmente pra mim – Esta noite... – Ele mexe em sua mão – Quis protege-la. – Me encara – Como é que pode? – Pergunta confuso.

Eu tento responder algo.

– Não sou um herói, Elena – Ele diz antes que eu possa dizer algo. – Não faço o bem. Não sou assim. – Diz depois de desviar seu olhar do meu.

– Talvez seja – Digo sincera.

– Não. Não, isso está reservado para o meu irmão, para você e Bonnie – Diz ainda sem me olhar. – Mesmo ela tendo muitos motivos para me odiar, ajudou o Stefan a me salvar.

– Porque parece tão surpreso? – Pergunto e ele me olha.

– Ela fez isso por você! – Diz me olhando fixamente – O que quer dizer que... – Ele se aproxima de mim – Você decidiu que valia a pena me salvar – eu o encaro – E queria agradecê-la... por isso.

– De nada – Eu digo. Ainda estava tentando entender o que era aquilo tudo.

Damon me agradecendo por terem salvo a vida dele, ele dizendo que tudo foi por minha causa, e mesmo sabendo que foi, eu não consigo acreditar que ele está aqui e que está reconhecendo isso.

Ele inclina seu corpo pra frente e beija a minha bochecha, fazendo meu coração acelerar e me deixar confusa. Eu estranho aquela atitude, e o olho. Ele afasta um pouco, mas mantem a proximidade do nosso corpo, ele olha em meus olhos. Ele se aproxima mais seu rosto do meu, olhando todo meu rosto, ele para um instante seu olhar em meus lábios enquanto se aproxima, eu instantemente olho para seus lábios, ele olha novamente para meus lábios e continua se aproximando. E eu não consigo me afastar, eu não quero me afastar.

Ele vai se aproximando aos poucos, parando alguns segundos apenas para olhar da minha boca para meus olhos, me fazendo fazer o mesmo. A medida que ele se aproxima, eu fecho os meus olhos, até que sinto seus lábios nos meus.

Primeiramente só encostando levemente, como se fosse uma caricia. Isso uma, duas vezes. Até que nos afastamos um pouco e quando voltamos, o beijo dessa vez vai ganhando mais intensidade. Subo uma de minhas mãos para a gola de sua blusa, assim como ele sobe a sua para o rosto. Sua outra mão segurava minha cintura. Dando ainda mais intensidade ao nosso beijo.

Eu sentia meu corpo sendo atraído para ainda mais perto do seu como se fosse um imã, a cada vez que intensificávamos mais o beijo. Até que escuto o barulho da porta da minha casa sendo aberta.

Eu encaro minha tia Jenna parada na porta, olhando para nós com uma cara de assustada e confusa. Damon se esquiva olhando para o outro lado.

– Oi – Eu digo quando Damon solta minha cintura.

– Está tarde... deveria entrar – Jenna fala séria.

Eu olho para Damon, que me olha tirando a mão de perto dos seus lábios. Então eu vou pegar minhas coisas que ele colocou na banco. Quando olho, esta os dois parados num clima tenso, tia Jenna me dá passagem na porta e eu entro, sem olhar para o Damon. Escuto minha tia fechar a porta.

– O que está fazendo? – Minha tia pergunta em tom de repreensão.

Eu paro e me viro pra ela.

– Não quero falar no assunto – Digo e ela me olha de cara feia.

– Você estava beijando o Damon, não tem essa de não querer falar no assunto – Ela diz cruzando os braços.

– Podemos ir para meu quarto? – Pergunto para minha tia.

Eu precisava desabafar, eu realmente precisava contar a alguém o que estava acontecendo. E quem melhor que minha tia? Aquela que acaba de me pegar no flagra? Minha tia me segue em silencio até meu quarto. Assim que entramos, eu tranco a porta, vou até o banheiro e entro, abro a porta do quarto do Jeremy e vejo que ele não está, tranco a porta do banheiro que dá acesso ao seu quarto e volto para o meu. Minha tia está sentada na minha cama. Eu vou até a janela. Por algum motivo eu sinto a necessidade de verificar se Damon não está por perto, não quero que ele ouça o que vou falar para minha tia.

– Elena... – Ela me chama, mas eu continuo olhando pela janela.

Nem eu sei o que eu tenho pra dizer. Ainda está tudo muito confuso, em um movimento automático elevo minha mão até meus lábios e fecho os olhos. E as imagens do que aconteceu mais cedo, vem nitidamente a minha mente.

– Elena você pode me dizer porque diabos estava beijando o Damon? Eu perdi alguma coisa? Porque que eu saiba você namora o irmão dele, o Stefan – Minha tia fala, e isso me traz a realidade.

– Ele me beijou – Eu digo ainda olhando pela janela.

– Pelo que eu pude ver rapidamente, você estava correspondendo e gostando – Diz e eu finalmente olho para ela. – O que está acontecendo?

– Eu não sei tia, é tudo tão confuso – Digo e ela me encara – Eu sei que eu amo o Stefan, mas o Damon... Ele...

– Mexe com você – Diz e eu suspiro.

– Sim, ele mexe comigo, não de uma forma boa – Digo e ela ri.

– Parecia de uma forma boa Elena – Ela diz se levantando – Não se deixe enganar, não queira se enganar Elena, Damon mexe sim com você e você tem que saber o quanto...

– Aquele beijo foi um erro, o qual não vai se repetir – Digo e ela se aproxima – Não pode repetir – Digo baixinho.

– Quem você está tentando enganar? – Pergunta parando na minha frente – Por que vejo só você se enganando Elena, sei que ama o Stefan, mas pare de agir como se não sentisse nada pelo Damon!

– Eu não sei o que sinto por ele, esse é o problema tia – Digo e ela me abraça.

– Seu coração sabe, então siga – Ela diz e eu suspiro. – Seja sincera com você, porque assim pode ser sincera com eles. Nenhum deles merece isso, muito menos o Stefan.

– Eu não quero ser que nem ela – Múrmuro lamentando.

– Ela quem? – Minha tia me afasta e me olha nos olhos.

– Ninguém tia – Digo me afastando e olhando pela janela novamente – O que eu devo fazer? Contar ao Stefan que beijei o irmão dele?

– Acho que primeiro você deve tentar entender o que sente pelos dois – Ela diz e me abraça por trás – Acho que você tem que saber o que se passa aqui. – Ela encosta no meu peito, indicando o meu coração.

– Como? – Pergunto.

– Enfrentando, como vai saber o que sente pelo Damon se evitar o assunto? – Pergunta.

– Está me dizendo para ir falar com Damon? – Pergunto e ela ri.

– Estou falando para você seguir o seu coração – Diz e se afasta. – Ele vai saber o que é o certo a fazer.

Ela sai me deixando sozinha. Penso em tudo que aconteceu agora. Eu amo o Stefan, mas minha tia tem razão, eu sinto algo pelo Damon, algo que vem crescendo cada vez mais, porque senão eu não teria correspondido ao seu beijo. Eu o teria afastado. Eu não sou a Katherine, eu não jogo com os dois ao mesmo tempo. Preciso concertar o que aconteceu, não posso deixar as coisas assim.

DAMON

Não acredito! Eu... Eu a beijei, e ela... Ela retribuiu. Mas que porra! Porque a Jenna tinha que abrir aquela maldita porta e nos interromper? Logo quando finalmente ela cedeu!

Peguei a garrafa de whisky em cima do balcão, dispensei o copo, já que pretendo beber todo o liquido dessa garrafa. Dei um grande gole, mas não consegui esquecer a sensação dos seus lábios nos meus, nem o gosto amargo que eu tanto gosto no whisky conseguiu, muito menos me fez esquecer a sensação deles, só me fez sentir falta. Ainda conseguia escutar o ritmo descompassado do seu coração batendo, enquanto nos beijávamos. Bebo mais um grande gole da garrafa e me jogo no sofá. O que vou fazer? Ela provavelmente agora deve estar com meu irmão, fazendo sei lá o que, e eu aqui, pensando nela. Taco a garrafa longe e escuto o barulho dela quebrando. Nem me preocupo em olhar e ver o estrago que causou, sem contar na melação que deve ter feito. Eu não me importava com mais nada.

– Damon Salvatore desperdiçando bebida, essa é muito boa – A vejo parada na porta, com os braços cruzados, olhando para onde a garrafa se espatifou.

– Meu irmão não está em casa – Digo me levantando e indo pegar outra garrafa. – Achei que ele estivesse com você.

Era só o que me faltava, ela vir procurar meu irmão, e jogar na minha cara sua felicidade com ele, e que nosso beijo não significou nada.

– Alias... – Me viro pra ela. – Não acha que é estranho, você vir até aqui procurar meu irmão, sabendo que ia me encontrar? – Uso o sarcasmo para esconder minha irritação. Desça vez opto por encher um copo – Depois do que fizemos na sua varanda? – Bebo um pouco do liquido do meu copo.

– Um – Ela descruza os braços e faz o número um com os dedos. – Eu não vim procurar o Stefan – Ela anda em minha direção, mantendo o olhar firme no meu. – Dois – Faz o dois com os dedos. – Vim justamente falar sobre o que aconteceu... – Eu bebo o resto do liquido que estava no meu copo e o coloco na bancada e volto a firmar meu olhar com dela – O que consequentemente me leva ao número três – Balança três dedos – Que estou aqui por você!

Usando minha velocidade de vampiro vou até ela e paro em sua frente. A milímetros do seu corpo. Ela ofega, mas não recua.

– Vai me pedir pra ficar longe? Veio me dizer que o que aconteceu foi um erro? – Pergunto a encarando.

– Eu devia te dizer isso tudo mesmo – Ela diz e fecha os olhos. – Mas não consigo, não posso...

– Não pode o que Elena? – Pergunto em um sussurro enquanto levo minha mão até seu rosto, acariciando sua pele.

Fecho meus olhos, me concentro na textura de sua pele, nas batidas de seu coração, que aceleram na medida que minha mão passa em seu rosto.

– Não posso mais negar que eu não sinto nada... – Engole seco, mas não abre os olhos. – Que o que eu sinto por você, vai além de amizade.

Respiro fundo, sentindo seu perfume invadir ainda mais em meus pensamentos. Se eu antes já não conseguia esquece-lo, agora vai ficar ainda mais difícil.

– Mas não posso – Ela abre os olhos e se afasta de mim. – Não podemos Damon.

Ela se afasta mais, eu permaneço no mesmo lugar, a olhando. Eu ainda estava absorto em meus pensamentos, tentando digerir que ela gosta de mim, mais do que como amigo.

– Fala alguma coisa Damon – Grita. – Me explica o que foi aquilo? Porque me beijou?

– Você diz que sente algo por mim, e me pergunta porque te beijei? – Não consegui conter a ironia e a diversão na minha voz.

Corro até ela, ficando atrás dela.

– Porque correspondeu? Já se perguntou isso? – Sussurro no seu ouvido.

Eu não a deixo virar pra mim, coloco minhas mãos em volta de sua cintura, a mantendo colada no meu corpo. Meu corpo vibra, por tê-la assim tão perto de mim.

– Não preciso perguntar se sentiu algo, porque você estando aqui e me dizendo que gosta de mim, já diz tudo... – Sussurro mais uma vez em seu ouvido.

– Damon... – Sua voz saiu num sussurro e seu coração se acelera ainda mais, me fazendo sorrir.

– Então Elena, porque veio aqui? Sabendo que isso mexeria ainda mais com minha cabeça? Que me faria não desistir de ter você pra mim? – Pergunto e a viro pra mim.

– Porque... – Ela desvia o olhar. – Você pode me soltar? Eu... Eu não consigo pensar assim, com você me segurando assim e me olhando dessa forma.

Eu a solto e ela se afasta, cruzando os braços. Eu precisava saber, precisava que ela me dissesse.

– Elena eu não tenho a noite toda! – Digo, já estava impaciente com sua demora. – Porque veio?

– Eu preciso entender o que é isso entre nós Damon, eu amo o Stefan e... – Ela começa a dizer, uso minha velocidade para ir até ela e a calo com um beijo.

Seguro possessivamente em sua cintura, não lhe dando oportunidade de fugir. Ela nem ao menos tenta, ela cede completamente ao desejo. Me fazendo ter a certeza que ela sente algo por mim.

– Isso não é certo – Ela sussurra quando eu afasto milimetricamente nossos lábios.

– O que não é certo? – Sussurro olhando em seus olhos. – Você corresponder os meus beijos, quando diz que ama o Stefan ou gostar do meu beijo, enquanto ama o Stefan? – Não consegui conter o sarcasmo longe.

– Está vendo – Ela tenta me empurrar – Você é um desgraçado por me fazer me sentir assim.

– Assim como Elena? Eu não tô conseguindo acompanhar seu raciocínio – Digo impaciente – primeiro nos beijamos na sua varanda, e sua tia nos interrompe, e você entra como se nada tivesse acontecido, depois que estou aqui bebendo para me distrair e não pensar em você, você chega e me fala que gosta de mim, mas que ama Stefan, então eu te beijo para você ver o que sente por mim para enfim entender, e você...

– Você não pode simplesmente continuar com isso, de me beijar quando acha que tem vontade – Ela diz me interrompendo.

– Você devia parar de tentar arranjar um motivo para brigar comigo e ver o que seu coração quer – Digo e a solto. – Quando isso acontecer, você pode me procurar.

Decido beber mais, então me afasto dela, lhe dando as costas. Sinto algo batendo em minhas costas e me viro.

– O que foi agora? – Pergunto quando a vejo me encarando.

Meu corpo se impulsiona para trás quando Elena se joga em meus braços me beijando. Suas mãos circulam meu pescoço, me fazendo automaticamente segurar suas cintura, a trazendo para mais perto. Esse beijo foi ainda mais intenso do que já trocamos, sua língua explora minha boca, assim como a minha explora a sua.

ELENA

Eu decidi fazer aquilo que tanto tia Jenna me falou quanto o Damon praticamente jogou na minha cara. Seguir meu coração! E bem, no momento, ele pedia para eu me jogar nos braços do Damon, e foi o que eu fiz.

Não é certo, mas também não está me parecendo tão errado. Eu consegui finalmente ver, que sim, eu sinto algo por ele, mesmo amando Stefan. E com tudo que aconteceu hoje, consegui perceber que não é de hoje.

Sinto ele se afastar, parando de beijar minha boca, mas logo sinto seus lábios descerem primeiramente pelo meu queixo, onde ele faz questão de passar seus dentes e dando uma leve mordida. Eu retiro minhas mãos de seu pescoço e desço pelos seus braços torneados, apertando em alguns lugares, à medida que Damon desce seus beijos para meu pescoço, chupando-o de leve, assim como fez em meu queixo, ele roça seus dentes na aérea exposta, e aquilo me traz um leve arrepio por todo o meu corpo.

Suas mãos, que estavam quietas em minha cintura, começam a acariciar aquela região. Fecho meus olhos para me deleitar com o que está acontecendo. Eu não conseguia pensar em mais nada, a não ser aproveitar o momento. Damon sobe os beijos para os meus lábios novamente, firma sua mão em minha cintura, e me tira milimetricamente do chão, apenas par andar conosco – quer dizer, ele usa sua velocidade vampira – e me imprensa em uma parede. Eu gemo com a pressão que seu corpo faz sobre o meu.

Damon rasga minha blusa, me fazendo parar de beija-lo, mas quando eu ia protestar ele inclinou sua cabeça em direção ao meu seio direito e o mordeu por cima do sutiã que eu usava, me fazendo gemer mais alto, com aquele ato inesperado. Vejo ele sorri de lado, após ele ter olhado para cima, o vejo mudar rapidamente para o seio esquerdo e repetir o que fez ao outro.

Eu sentia meu corpo em ebulição, sentia que a qualquer momento eu iria explodir. Apenas alguns toques e eu estava enlouquecendo. Ele sobe seus beijos novamente para meus lábios, minhas mãos vão para a barra de sua blusa, ele se afasta de meu corpo e retira a blusa a jogando em qualquer lugar.

Ele me encara com um olhar predatório, mas não apenas isso, vejo o desejo em seu olhar. Eu era a sua caça, era por mim que estava sentindo desejo. E quando ele voltou a me beijar eu sentir o seu desejo, não apenas em meus lábios, mas por todo o meu corpo, principalmente quando senti o volume de sua ereção roçando em mim.

– Damon... – Dei um gritinho de surpresa, quando mais uma vez ele usou sua velocidade vampiresca para nos levar para seu quarto.

Ele me jogou em sua cama e subiu em cima de mim, após arrancar meu sutiã, rasgando que nem a minha blusa. Seus lábios foram para meus seios, os chupando com vontade, horas passando seus dentes, me fazendo arquear meu corpo, para ter mais. Minhas mãos estavam em seus cabelos, que eu puxava a medida que ele intensificava seus movimentos. Ele gemeu em meus seios, quando os puxei com força quando ele puxou o bico do meu seio direito com os dentes. Eu o afastei, ele me olhou confuso, mas logo um sorriso malicioso se formou em seus lábios quando sentei em seu colo.

Com meu dedo indicador, eu encostei em seu peito e fiz menção de empurrar, ele entendeu o recado e deitou na cama, o sorriso de lado dele ao me olhar naquela posição, me fez ter ainda mais coragem para continuar. Ele me olhava com admiração, desejo. Me inclinei e beijei sua boca, mas quando ele foi intensificar o beijo eu sorri e puxei seu lábio inferior em uma mordida, ele grunhiu baixinho, o que me fez sorrir, principalmente ao vê-lo de olhos fechados.

Aproveitei que minhas unhas estavam grande, e arranhei seu peitoral, enquanto eu beijava seu maxilar. Damon mexeu seu quadril, e senti sua ereção ainda mais volumosa roçar em minha intimidade. Mordi seu queixo e finquei minhas unhas em seu peito. As mãos de Damon que estavam minha coxa se apertaram, fazendo uma pequena dor surgir, mas logo ele afrouxou e acariciou o local.

– Sempre soube que você tinha um lado selvagem – Ele diz rouco e divertido.

Sorrio e começo a trilhar beijos até chegar as marcas das minhas unhas em seu peito, minhas mãos acharam o botão de sua calça, mas eu não consegui abrir, o que fez Damon rir.

Ele nos trocou de posição com sua velocidade sobre humana, e com agilidade se livrou tanto de sua calça quanto da minha. Eu mordi meu lábio inferior quando vi seu membro bem destacado na sua boxer cinza. Subo meu olhar pelo seu abdômen, vendo as marcas vermelhas das minhas unhas em sua pela clara, quando chego meu olhar em seu rosto, perco a respiração lentamente, ele me encara da mesma forma, me olhando com desejo, e mordendo o lábio inferior. Parece que nós dois estávamos admirando o que víamos.

Ele se inclinou na minha direção, sem quebrar o nosso contato, e a medida que ele se aproximava, meu coração acelerava ainda mais. Ele sorri de lado, e sinto suas mãos passearem pelas minhas pernas, chegando até minha calcinha. Damon não pisca em nenhum momento, e eu tento lutar para não piscar também, quando ele se aproxima dos meus lábios eu olho para seus lábios, que ainda sustentam aquele sorriso que muitas vezes achei arrogante, mas que agora me parecem totalmente sexy e tentador.

– Ops... – Ele sussurra rindo quando rasga minha calcinha.

Antes que eu possa falar algo ele beija minha boca com intensidade, me fazendo logo esquecer do que pretendia dizer. Logo ele deixa meus lábios, e começa a descer eles por meu corpo, arfo quando ele desce além dos meus seios, e quando ele passa seus dentes em meu ventre, fecho meus olhos e agarro os lençóis da cama. Quando seus dentes chegam ao meu clitóris eu gemo e aperto mais forte os lençóis.

– Damon... – Grito descontroladamente seu nome quando sinto sua língua em minha abertura.

Olho para aquela cena, ele no meio das minhas pernas, tão concentrado, me fazendo ofegar de tanto prazer, e aquilo me excitava ainda mais. Sinto suas mãos subirem pelas minhas pernas, e irem para minha bunda. Então elevou meu quadril, me fazendo arqueá-lo em seu encontro, e eu gemo ainda mais alto por esse contato mais íntimo.

– Damon! – Gemo seu nome, completamente frustrada quando ele se afasta, ele sorri ao ver meu estado.

– Quero estar dentro de você, quando gozar – Ele diz e retira sua boxer.

Senhor! Que visão do paraíso! Eu nunca pude negar que Damon era um pedaço de mal caminho ainda vestido, e quando o via sem blusa, eu chegava a ofegar e perder a linha de raciocínio, mas completamente nu, a história é completamente diferente. Ele pegou em seu membro e o acariciou de cima a baixo, me fazendo desejar ainda mais tê-lo dentro de mim.

Damon não tirava aquele sorriso presunçoso dos lábios, e eu fiquei com vontade de revirar os olhos. Mas Damon foi mais rápido – novamente diga-se de passagem – e me beijou, deitando sobre meu corpo. Nosso beijo foi ficando cada vez mais intenso, eu sentia seu membro roçar em mim e logo ficar bem na entrada de minha intimidade.

Damon se afastou um pouco e me olhou nos olhos, e eu senti ele me penetrando lentamente, eu não consegui fechar meus olhos, eu estava hipnotizada e pela primeira vez, não é algo sobre vampiros, é sobre ele e eu, sobre o poder que esses olhos azuis influencia em mim. Gememos lentamente, enquanto ele me penetra até o fundo, Damon ofega quando está totalmente dentro de mim e finalmente me beija.

– Elena – Ele geme em meus lábios quando dá a primeira estocada e eu gemo levando minhas mãos para suas costas.

Ele começa a estocar de leve, me fazendo acostumar com ele, escutar os gemidos baixos e contidos dele, me fazia gemer e sentir ainda mais prazer. Arranhei suas costas e vi Damon fechar os olhos e gemer um pouco mais alto. Então logo depois ele começou a estocar com mais força e rapidez.

– Céus! – Grito – Que gostoso!

Eu movia meus quadris para ajudá-lo com as estocadas, e a cada encontro, gemíamos mais alto. Enquanto arranho as costas de Damon sem piedade, ele me beija com desejo e suas mãos passeiam pelo meu corpo.

– Damon! – Eu grito quando ele acerta um certo ponto dentro de mim.

Ele sorri e me beija, e continua estocando. Mas ele para de repente e me beija delicadamente, para então me virar e me deixar por cima. Minhas mãos vão para seu peito para eu poder me apoiar, eu me levanto lentamente e sento da mesma forma, fecho meus olhos e jogo a cabeça pra traz, me deleitando com essa nova posição. Eu o sentia ir bem fundo assim. Ele coloca suas mãos em meus quadris e começa a ditar o ritmo do meu corpo subindo e descendo em seu membro. Escutava seus gemidos baixos, então dei uma rebolada e ele apertou suas mãos em meu quadril antes de grunhir.

Eu sentia que estava perto do meu orgasmo, já sentia meu corpo a beira do abismo, Damon nos virou novamente e começou a estocar com rapidez, me fazendo gozar chamando seu nome, sentia ele ficar cada vez mais duro dentro de mim, e sei que ele está perto de gozar também. Levo minhas mãos até seu rosto e acaricio ali, olhando em seus olhos, que brilham ao encontrar os meus. Puxo seu rosto de encontro com meu e beijo sua boca, ele geme em meus lábios.

Ele retira totalmente seu membro e volta a estocar com força, indo até o fundo, ele repete isso mais umas duas vezes, antes de libertar seu orgasmo chamando meu nome e me beijando com intensidade, antes de cair em cima do meu corpo. Não demora nem dez segundos, ele nos vira me deixando por cima do seu corpo, ainda comigo dentro de si. Seu membro ainda estava um pouco ereto, ele acariciava as minhas costas e a minha bunda com suas mãos, enquanto me beijava. Minhas mãos puxavam de leve seus fios de cabelos. Eu o tirei de dentro de mim, mas continuei deitada em cima de seu corpo, agora com a cabeça apoiada em seu peitoral, ouvindo as batidas de seu coração.

– E agora Elena? – Ele pergunta e sinto seu coração se acelerar na medida que eu continuava calada.

Deposito um beijo em seu peito e me levanto, sem olhar pra ele vou até sua cômoda, abro e pego uma de suas camisas e a coloco. Quando eu viro ele está parado na minha frente, totalmente nu diga-se de passagem, me olhando fixamente, esperando alguma reação minha.

Seus olhar me diz que ele está preocupado com que eu possa dizer ou fazer. Me aproximo e selo nossos lábios e quando afasto digo.

– Precisamos contar ao Stefan...

Notas finais
Espero que tenham gostado tanto quanto eu gostei de escrever! Cada comentario é importante para nós! Também gostaria de agradecer as meninas que recomendaram, mesmo que Anna já tenha dito! As meninas que favoritaram também a fic, agradecemos muito!