Delena Pay Per View
4 Redemption
Notas iniciais

***
Exausta, era assim que Elena sentia-se.
Em menos de 24 horas a sua vida sofreu um giro de 180 graus devido à única e exclusiva culpa de Katherine Pierce, que apesar de ser fisicamente idêntica a garota, era uma vampira sanguinária, cruel e vingativa, que um dos principais objetivos era fazer da vida de Elena um verdadeiro inferno na terra.
Elena olhou-se novamente no espelho do seu banheiro, e analisou as pequenas marcas em seu braço esquerdo, consequência de ter enfrentado a sombra da morte novamente. Após Jenna ter enfiado uma faca na própria barriga, por ter sido compelida por Katherine, Elena descobriu que os Salvatore iriam tentar matar a vampira e com muito esforço, conseguiram pega-lá e aprisioná-la na tumba, onde ela sempre deveria ter estado e somente depois de saber que a tia já estava bem, foi que Elena respirou aliviada.
Seu único erro foi ter cogitado rápido demais a possibilidade de finalmente ter todas as pessoas que amava fora de perigo. Fora sequestrada na mesma noite, por Rose. Uma vampira com mais de 500 anos, que pretendia usar Elena como moeda de troca, a vampira á entregaria a um tal de Elijah, um dos vampiros originais.
Naquele momento, o medo a consumia, as mãos de Elena soavam e o seu coração parecia que saltaria a qualquer hora do peito, ela só conseguia pensar que o seu fim havia chegado, mas sua salvação foi o bilhete em que Bonnie enviou-a, fazendo fortalecer sua esperança que Stefan e Damon a salvaria.
E foi isso que aconteceu, apesar de toda a situação conturbada em que Elena e Stefan encaravam, ele não desistiu dela. Assim como Damon que apesar de tudo, sempre esteve ao lado da garota, e era assim que Elena esperava que ele permanecesse.
Olhou-se novamente no espelho e percebeu que estava péssima, não por causa da sua aparência abatida ou até mesmo seu olhar opaco e sem vitalidade, mas por todo o esgotamento mental em que se encontrava, Elena estava cansada de não ter a vida normal de uma garota de 17 anos.
Suspirou cansada, apoiando-se nas bordas da pia. Seu coração estava confuso, seus pensamentos uma verdadeira névoa cinza, assim como aquele começo de noite.
Como se já não fosse o bastante todos os acontecimentos fatídicos daquele dia, Elena e Stefan estavam em um momento complicado na relação e mesmo que a garota o admirasse ainda mais depois do Salvatore mais novo ter ido salvá-la, estavam cada vez mais distantes, como se tivessem erguido uma parede em torno deles.
E por mais que algo em seu anterior alertasse que aquilo era o melhor, seu consciente relutava que com Katherine presa na tumba e Elijah morto, tudo ficaria bem.
As coisas voltariam aos eixos. Refletiu decidida a seguir em frente e respirou fundo antes de sair do banheiro.
– Bonito pijama. – A voz ecoou no quarto de Elena, fazendo a garota levantar os olhos do piso de madeira e encarar a figura sentada no parapeito da janela, seu corpo coberto parcialmente pela luz cintilante da lua. Ele ficava ainda mais lindo. Como se aquilo fosse possível. Elena pensou com admiração.
– Eu estou cansada Damon. – assumiu encarando o chão, e o sentiu aproximar-se.
– Te trouxe isto. – Ergueu o colar de Elena, dando um meio sorriso que não chegou aos olhos.
– Eu pensei que tinha perdido. – A garota sussurrou surpresa. Aquele objeto era a única coisa que a ligava a Stefan nesse momento.
Damon apenas balançou a cabeça em resposta.
– Obrigada. – falou sincera e ergueu a mão para pegá-lo, mas Damon esquivou sua mão e Elena o olhou confusa. – Por favor, me devolva.
– Eu só tenho que dizer uma coisa. – Damon murmurou perdido em seus pensamentos. Estava confuso, mas sabia que tinha que fazer aquilo, ele já não aguentava mais guarda-lo para si.
– Por que você tem que dizer isso com o meu colar? – Elena perguntou, fitando os olhos confusos de Damon ao senti-lo se aproximar.
– Bem... – respondeu confuso – Porque o que eu vou dizer é... – hesitou e encarou as duas orbes castanhas o fitar com curiosidade – Provavelmente a coisa mais egoísta que eu já disse em toda a minha vida. – pronunciou apesar de sentir-se preso em uma batalha assídua dos seus próprios sentimentos.
– Damon não faça isso. – Elena pediu ofegante. Damon estava distante e terrivelmente estranho. Desde que chegaram em Mystic Falls o vampiro não dirigiu uma palavra a Elena, nem um educado boa noite, gesto já tão costumeiro do vampiro. há algo errado. Elena cogitou.
– Não. Eu só tenho que dizer uma vez. – Em um movimento inesperado, o vampiro surpreendeu Elena, ao ficar a centímetros do seu rosto. – Você só precisa ouvir. – murmurou gesticulando com as mãos.
Elena permaneceu imóvel, apenas fitando os olhos azuis perdidos.
– Eu amo você, Elena. – E foi como se o mundo inteiro parasse ao redor de Elena, suas pernas fraquejaram, apesar da morena mostra-se instável após a confissão dele. – E é por que eu te amo... – prosseguiu — Que eu não posso ser egoísta com você... – Elena estava paralisada, os olhos azuis de Damon conectados aos seus. Ela sentia-se tonta, confusa e.. e um sentimento de felicidade preencheu o seu peito – Por que você não pode saber disso. – lamentou com dor. — Eu não mereço você. – inclinou a cabeça para o lado – Mas meu irmão merece. –
Elena tentou formar algo coerente para falar, mas de repente sentiu a garganta fechar e as palavras fugirem.
Ele se aproximou do seu corpo e Elena sentiu a respiração quente de encontro com a sua pele, fechou os olhos ao apreciar o contato dos lábios finos de Damon ao deixar um beijo casto em sua testa. Ainda de olhos fechados, sentiu o vampiro se afastar um pouco e lentamente abriu os olhos e intercalou o olhar entre a boca rosada do vampiro e os olhos azuis tristonhos.
– Deus, eu queria que você não precisasse se esquecer disso. – Acariciou o rosto de Elena levemente. – Mas você tem. – Sussurrou e Elena viu o brilho do azul celeste se perder meio a uma lagrima solitária que desceu pelo rosto do vampiro.
A garota fechou os olhos por um segundo e quando os abriu novamente, o cheiro do perfume não estava mais lá, nem a respiração quente em sua pele. Ele havia partido.
O coração de Elena encheu-se de dor. Por que ele tentou me compelir? Intrigou-se com a pergunta já que a mesma tinha tomado uma boa dose de verbena ao colocar os pés em casa.
Ao mesmo tempo em que se lamentava, sentia certa felicidade ao constatar o que ela sempre achou, Damon ainda tinha humanidade, mesmo que todos ao seu redor falassem que ele era um mostro sem coração, Elena sabia que por trás daquele vampiro teimoso e indomável, havia um homem com sentimentos tão confusos quanto os dela e a amava. Sorriu pela primeira vez naquela noite.
Estava tão envolta dos seus pensamentos, que não percebeu as batidas na porta do quarto, e muito menos quando aquele em que sua mente havia “esquecido” durante aqueles poucos minutos, circulou o seu pequeno corpo com seus braços reconfortantes.
– Oi! – murmurou e sentiu-se ligeiramente incomodada. – Faz tempo que chegou? – perguntou alarmada. Stefan poderia ter muito bem ouvido toda a conversa entre ela e Damon.
– Oi! Acabei de chegar. – Stefan disse fazendo seu halito quente colidir com a nuca de Elena, que estranhou o fato daquele ato não ter a afetado tanto como das outras vezes.
Algo havia mudado.
Stefan ficou em frente a ela, ainda com os braços ao seu redor e percebeu que Elena encarava fixamente algum ponto na escuridão fora da sua janela.
– Aconteceu alguma coisa? — avaliou a expressão confusa da namorada e prosseguiu – Você tá pálida.
– Ah... Não. – limpou a garganta ates de prosseguir – Só... é... eu... eu estou cansada Stefan, foi um logo dia. – gentilmente se desfez dos braços que a acolhiam e pela primeira vez durante aqueles segundos, encarou os dois olhos esmeraldas que a fitava com a testa franzida em confusão, mas hesitantemente concordou com a cabeça e tocou-lhe o rosto.
– Como você está? – perguntou acariciando-lhe as bochechas.
– Bem. – Mentiu.
Para ser mais realista, Elena estava confusa, por que era assim que sentia-se desde o momento em que Damon atravessou a escuridão da sua janela e desapareceu tão rápido quanto o vento que sopra nos galhos das árvores. Era como se ela pudesse sentir a dor daqueles olhos azuis ao dizer que a amava e aquilo a afetou mais do que deveria.
A garota engoliu em seco e forçou um sorriso.
– Okay. – o vampiro concordou depois de um segundo – Eu tenho que te falar algo. – Elena sentou-se em sua cama e indicou a cadeira da escrivaninha, mas Stefan recusou com um aceno e sentou-se ao seu lado, segurando a sua mão. – Eu tenho que ir até a casa em que Rose te levou. – Elena o olhou confusa e entendendo a confusão da garota, prosseguiu. — Tenho que me desfazer do corpo de Elijah, como Damon não está em casa. Resolvi fazê-lo antes que alguém encontre o corpo do original.
– Pra onde ele foi? – a pergunta veio antes que Elena percebesse.
– Não sei. – disse despreocupado – Pensei que estivesse aqui. – perguntou intrigado.
– Não o vejo, desde quando voltamos. – Mentiu e baixou os olhou para o tecido grosso do lençol da cama.
– Ele deve esta com rose.
– O que? Rose está na mansão? – falou incrédula.
– Sim, ela tem muito que contar. Damon deve estar com ela já que não o encontrei em casa. – Stefan a olhou de soslaio e franziu a testa ao ver nitidamente a preocupação da sua namorada com o seu irmão. Já ela, engoliu em seco ao sentir algo em seu interior entrar em ebulição,.. Aquilo seria.,. hum, ciúmes?
Não, não. Era cuidado, ele mal conhecia essa tal de rose, Damon não devia se arriscar tanto assim. Pensou com raiva.
– Tudo bem? – Stefan perguntou. Elena limitou-se apenas a um aceno com a cabeça em confirmação. — Então, eu vou indo. – disse se aproximando do corpo de Elena que permaneceu parada, o vampiro levou aquilo como uma permissão para continuar com o seu objetivo e aproximou seu rosto do dela na esperança de juntar seus lábios.
– Stefan, não. – negou com o rosto a milímetros do seu. Stefan franziu as sobrancelhas, certa confusão estampava seus traços finos. A garota umedeceu os lábios, antes de prosseguir. – Eu te falei ontem a noite, estou confusa, preciso de um tempo pra colocar minha cabeça no lugar. Muitas coisas aconteceram Stefan, eu só tenho 17 anos e... – riu sem humor – Minha vida não era pra ser assim. – levantou da cama – Mas é... E eu não posso fugir disso. – terminou com um suspiro sôfrego.
– Tudo bem, eu te entendo, vou respeitar sua decisão. – beijou castamente a testa de Elena que não conseguiu evitar lembrar-se da sensação de ter os lábios macios do outro Salvatore contra a sua pele quente.
Fechou os olhos com a lembrança e suspirou. Onde ele estaria?
– Eu vou indo. A estrada está deserta pela noite, e será menos suspeito.
– Quando estará de volta?
– Amanhã à tarde, vou aproveitar pra pesquisar sobre Elijah e sua família original.
– Tudo bem, dirija com cuidado. – O alertou, não era por que não nutria os mesmos sentimentos por Stefan que iria o abandonar ou deixar de se preocupar com ele. Ela sempre o amaria, apesar desse amor não ser mais suficiente.
Ele sorri para ela e foi embora.
Elena tomou um suspiro profundamente e se apoiou em sua janela, observou as árvores ricocheteando seus longos galhos e sentiu o vento dançar em seus cabelos longos e castanhos. Foi então que uma ideia atraentemente arriscada atravessou sua mente.
Não, isso é loucura Elena! Pensou balançando a cabeça exasperada por tal pensamento e deitou-se em sua cama, puxando a longa manta sob o seu corpo em busca de aplacar aquele frio cortante que a invadira.
Pensou novamente em Stefan, em todos os momentos felizes que viveram, todas as vezes que ele a protegeu, as vezes que respeitou suas ações e decisões. O que a levava a pensar em Damon, que diferente de Stefan, era impulsivo e teimoso, mas mesmo com a sua forma tão disfuncional, não media esforços para mantê-la segura, viva. Nem se aquilo ocasionasse a sua própria morte e para Elena aquela constatação ao mesmo tempo que era assustadora era fascinante.
E agora ele tinha dito como se sentia em relação a Elena, ela estava diferente.
Todas aquelas palavras pronunciadas com alivio e dor, fizeram a garota ter a noção do quanto Damon era importante para ela. E que apesar de todos os argumentos contras, ela sempre soube que sentia por ele algo diferente do que ela sentia por Stefan.
Damon Salvatore, o vampiro fatalista e que não acreditava mais no amor, apaixonado pela humana frágil e namorada do irmão?
Como aquilo era possível? Ela se questionava mentalmente.
Isso só o destino sabia, mas Elena tinha uma única certeza, precisava conversar com Damon e era isso que ela faria.
***
Estava frio naquele fim de noite. Mas as mãos de Elena soavam vergonhosamente, e a todo instante a morena as limpava no tecido grosso da calça jeans.
Decidida, não hesitou antes de abrir a porta da grandiosa mansão Salvatore. Estava cada vez mais frequente seus passeios constantes a casa dos vampiros e ali Elena não se sentia uma estranha a ponto de pedir para entrar.
Ao colocar os pés no hall de entrada, observou a densa penumbra em que aquela grande sala encontrava-se. Seus olhos se voltaram para as persianas vermelhas fechadas que impediam a bela claridade da lua adentrar aquela casa silenciosa. Elena notou que se não fosse pelas chamas fulgentes da lareira, seria uma total escuridão naquele cenário melancólico.
Olhou para a escada e ponderou em subi-las, determinada, respirou fundo e avançou mais alguns passos, decidida a encontrar aquele que não saiu dos seus pensamentos nem por um segundo.
– Se veio procurar seu namorado ele não está aqui. – A voz rouca e um pouco mais baixa de Damon soou no cômodo, fazendo Elena sobressaltar-se e crispando um pouco os olhos, identificou a figura sentada no sofá da sala, segurando à velha e companheira garrafa de uísque, enquanto observava o fogo da lareira se alastrando aos poucos.
Damon que estava perdido em pensamentos, mal notou quando a garota aproximou-se do sofá, ficando bem em frente ao vampiro que não se deu ao trabalho de encara-la.
Ele não conseguia olhar para ela e esquecer o que fez, simplesmente não entendia seu amor por essa garota e se pudesse voltar algumas horas atrás, faria tudo de novo, a compeliria. Ele sabia que isso era o cúmulo do egoísmo, mas não correria o risco de Elena não falar mais com ele, não se preocupar ou pior enxotá-lo da sua vida.
– Não vim falar com Stefan. – Elena limpou a garganta antes de falar. E Damon uniu as sobrancelhas em confusão, ao ouvi-la se referir ao namorado pelo nome.
– O que veio fazer aqui então? – perguntou mal humorado levando a garrafa de uísque a boca, apreciando o gosto amargo da bebida descer pela sua garganta. – Está tarde Elena, vá para casa.
– Quero conversar com você. – A garota cruzou os braços em frente o corpo querendo aplacar o frio que abrigou seu interior ao sentir a voz áspera e arrogante de Damon ressoar em seus ouvidos.
– Estou ouvido. – Deu de ombros exibindo um sorriso que não chegou aos olhos, e tal ato não passou despercebido pela morena que a todo instante procurava o olhar dele.
– Damon... – pausou antes de prosseguir — Por que tentou me compelir? – perguntou verdadeiramente magoada.
Damon durantes alguns míseros e torturantes segundos encarou um ponto fixo na lareira e em seguida encarou a garota com incredulidade e praguejou mentalmente.
– O que? – Murmurou.
Eu não a tinha feito esquecer? Pensou enquanto formulava algo coerente em sua mente.
Seus olhares se encontraram e Elena não hesitou em se aproximar.
– Por que fez aquilo? Por que tentou me fazer esquecer?
– Não sei do que estava falando Elena! – falou grosso e se levantou abruptamente, seguindo para o balcão de bebidas.
Damon não podia acreditar no que acabara de ouvir, como ele pode ter sido tão tolo ao ponto de acreditar que Elena, depois de tudo que passou naquele fatídico dia, não iria se proteger usando verbena? Praguejou e desejou que tudo aquilo não passasse de uma alucinação projetada por sua mente.
– Ora Damon, não ache que eu sou idiota. – A voz da garota subiu algumas notas e ela respirou fundo antes de prosseguir. – Você foi egoísta. Não podia simplesmente dizer que me amava e depois tentar me fazer esquecer.
– Faria diferença? – Perguntou encarando-a e algo no seu interior gritava por ouvir um sim da boca da sua pequena garota. Elena o encarou confusa, abriu e fechou a boca diversas vezes e balanço a cabeça exasperada, não sabia o que dizer, ou melhor, como dizer.
Damon travou a mandíbula e se contentou em cerrar os punhos contra a madeira do balcão.
– Foi o que eu pensei. – disse em resposta ao silencio de Elena que não tinha coragem suficiente pra dizer como se sentia. – Presumo que contou a meu querido irmãozinho. – falou em tom sarcástico, abrindo uma garrafa e enchendo seu copo com o liquido transparente.
– Não. – respondeu olhando para baixo – Isso não implica a Stefan. É sobre eu e você.
– Eu e você? – repetiu as palavras da garota e riu sem humor – Não existe eu e você Elena. – A garota assustou-se pelo tom arrogante que Damon pronunciou tais palavras, como se quisesse expelir algo ruim pra fora do seu peito.
O vampiro fitou as duas orbes castanhas e por um breve segundo quis acabar com aquela conversa, ultrapassar aquela maldita distancia que os separava, e tomar Elena em seus braços e nunca mais deixa-la partir.
Elena caminhou em direção ao vampiro que permanecia imóvel com as mãos apoiadas no balcão observando cada movimento hesitante da garota.
– Nós somos amigos, lembra? – destemida foi ate ele e se colocou a sua frente, pousando a mão sobre a dele.
Damon sentiu seus punhos serrarem e a mandíbula travar, estava se sentindo um idiota, um verdadeiro imbecil por cogitar por um minuto que Elena pudesse de alguma forma que fosse corresponder seus sentimentos.
– Não quero ser seu amigo Elena. – Gritou exasperado e afastou-se do toque dela, caminhando em direção da lareira. – Eu não posso. – sussurrou sentindo seus olhos arderem, não choraria na frente dela, não iria chorar por ela, não novamente. Ele refletiu.
Incapaz de falar algo, Elena apenas seguiu até ele e colocou a mão sobre o ombro tenso de Damon, fazendo o vampiro se esquivar do seu toque e virar bruscamente a encarando com fúria.
– Vai embora Elena. – Apontou para porta e a garota observou os olhos azuis celestes do homem a sua frente, mergulhados em um tom avermelhado e Elena assustou-se com a constatação de que ele havia chorado e sentiu seu coração arder em culpa.
– Damon... Eu.
– Sai! Eu não quero você aqui. – Gritou e jogou a garrafa de uísque que segurava no crepitar da lareira, onde suas chamas se alastraram e Elena assustou-se pela atitude grosseira do vampiro e observou incrédula, ele subir rudemente as escadas.
Frustrado, Damon bateu a porta do seu quarto com força, respirou fundo e pensou na confusão em que se meterá, mas uma pra sua interminável lista...
Respirou novamente e se concentrou em ouvir os ruídos no andar de baixo, onde um coração batia exageradamente rápido.
Elena pensou em ir embora e esquecer-se do que houve, mas ela simplesmente não podia ignorar o fato de Damon depois de tanto tempo, sentir algo e ainda mais por ela.
Ponderou um pouco antes de subir as escadas, a garota sentia uma leve pontada de medo, mas aos poucos foi se acalmando, pois ela sabia que Damon não faria nada com ela.
Ele não me machucaria.
Damon ignorou os passos hesitantes dela se aproximando, e colocou-se debaixo da ducha fria, com o propósito de aniquilar aquela sensação estranha que se apoderou do seu corpo, não queria magoar Elena, muito menos assusta-la, mas a garota era persistente e ele sabia melhor do que ninguém que ela não desistia tão fácil. Concentrou-se no barulho que a água fazia em contato com o piso de cerâmica do banheiro e depois de alguns minutos, saiu do banho enrolando a toalha branca em sua cintura. Olhou-se no espelho e passou as mãos pelos cabelos, desgrenhando os fios em seguida saiu do banheiro.
O vampiro não ficou surpreso em se deparar com a garota parada junto à porta do seu quarto o olhando de forma indecifrável e Damon por um segundo desejou ler pensamentos e descobrir o que se passava na bela e complicada cabeça de Elena Gilbert.
Elena sentia-se como se estivesse sobre o efeito de algum tipo de hipnose. A garota observava com fascínio as gotículas de água que se formava nas pontas do cabelo molhado de Damon, e seguiam pelo seu pescoço, passavam pelo abdômen e sedutoramente desciam por dentro da toalha que Elena ansiou ter o poder de aniquila-la com o olhar. Engoliu em seco ao deparar-se com tal pensamento, mas era uma tarefa impossível, com Damon ali, praticamente sem roupa a sua frente. Ele era lindo, verdadeiramente magnífico. Tinha um corpo de causar inveja nos homens e de provocar a mais intensa sensação de desejo em uma mulher e com Elena não era diferente.
Damon encarava a garota com a testa franzida, mas que logo foi substituída por um sorriso presunçoso que brincou em seus lábios, ao ver a intensidade dos olhos de Elena queimando sobre o seu corpo, e como que, para exibir-se ainda mais, cruzou os braços dando destaque aos seus músculos definidos.
Elena poderia não sentir o mesmo que ele, mas não conseguia disfarçar a atração que sentia.
– Por que ainda esta aqui? – perguntou revirando os olhos em tédio.
– Você não me deu escolha, não me deixou falar.
– Não quero te ouvir, cansei dessa droga. – resmungou indo na direção do seu closet.
– Para de ser grosso, Damon. – reclamou alto indo atrás dele.
– Para de ser chata, Elena. – rebateu no mesmo tom de voz, virando-se de frente para ela.
Elena observou os fios desgrenhados dele, caírem parcialmente sobre seus olhos e suas mãos coçaram para sentir a textura e maciez daqueles cabelos tão negros como a pena de um corvo. Os olhos azuis flamejavam em cima dos castanhos e Elena sentiu-lhe um arrepio descer na espinha ao notar a intensidade do olhar que Damon que a lançava.
Ele a encarava serio, serio até mais. Elena pensou.
– Damon... – o vampiro permaneceu paralisado – Da...
– Eu já falei Elena, não me faça repetir. — Antes que a garota pudesse cotestar novamente, foi surpreendida pela aproximação repentina de Damon que na sua velocidade vampiresca aproximou-se de Elena, a fazendo sentir suas costas esbarrarem contra a madeira clara da parede em um movimento rápido. — Vai embora agora, antes que eu faça besteira. – grunhiu perigosamente ameaçador.
– Não vou. – Falou com determinação e obsevou atônita os olhos azuis de Damon serem tomados por uma escuridão densa em contraste com a coloração avermelhada que se apossou das duas orbes, o rosto pálido estava repleto de linhas negras que saltitavam ao redor dos seus olhos.
A garota respirou fundo e engoliu em seco, nunca tinha visto Damon na sua real aparência de vampiro e aquilo curiosamente não a intimidou.
– Se está tentando me assusta, não está funcionando. – Elena disse mesmo que com certo receio de que não conseguiria se defender, se Damon tentasse machuca-la. Mas ele não faria, apesar de parecer um predador frio e sem misericórdia naquele momento, Elena sabia que por trás daqueles olhos temíveis, Damon ainda a olhava com um misto de admiração e dor. Ele ainda era aquele Damon que ela conhecerá, aquele que sempre fez seus batimentos acelerarem e suas pernas fraquejarem. Aquele que tornou-se essencial para a vida da garota. – Por que está fazendo isso?
– Posso fazer o que eu quiser Elena, como eu quiser e quando eu quiser. — ameaçou entre dentes. – Não posso mudar quem eu sou. – falou exibindo as presas em um sorriso sarcástico.
– Eu sei que você não é assim. – Tomada por uma coragem que não soube identificar de onde surgiu, Elena ergueu a mão e hesitante tocou levemente o rosto do vampiro.
Damon ficou entorpecido pela atitude de Elena e fechou os olhos letamente ao sentir as pontas dos dedos finos dela acariciarem a pele enegrecida abaixo dos seus olhos. O toque de Elena era reconfortante para o vampiro, ele adorava a sensação das mãos delicadas passarem pelo seu rosto e respirando fundo deixou sua feição humana voltar ao normal.
– Qual o seu propósito afinal? – Damon perguntou cansado. – Isso é algum tipo de punição? Por que se for, eu já tenho culpa suficiente e quer saber ela é uma vadia. – afastou-se do toque dela.
– Quero que você pare de fingir Damon. Eu sei que sente. Você tem humanidade. – Sorriu-lhe confiante. – eu posso te ajudar a trazê-la de volta.
– Será que você não percebe que eu não quero a droga da sua ajuda Elena? — exasperou cansado daquele papo de amizade. — Eu quero você. É somente isso que eu desejo. – assumiu sem rodeios. A garota perdeu o ar por um breve segundo e não conteve seus olhos de irem em direção a boca rosada do vampiro. — Você quer que eu sinta? Ótimo. Eu sinto dor, raiva, frustração. – Rosnou furioso e Elena inalou drasticamente ao sentir o corpo ainda molhado do vampiro colar-se ao seu, os braços firmes e os ombros largos estavam rígidos e Damon pode sentir, mesmo com a barreira das roupas, o calor que emanava do corpo da sua amada.
– Sabe por que eu sinto isso Elena? – ela apenas balançou a cabeça duvidosa. — Porque você não sabe o que me causa quando estou perto de você – A olhou profundamente e desceu seu olhar flamejante para os lábios entreabertos da garota que fazia o mesmo que ele naquele momento.
– Então me diga. — Elena murmurou extasiada.
– Eu prefiro mostrar. – Sem poder contestar, os lábios macios de Damon estavam sobre os seus em um beijo leve, apenas o roçar dos lábios, mas que desecandiou uma serie de arrepios por todo o corpo quente de Elena que observou as pálpebras de Damon se renderem e sentiu o aperto das mãos fortes a segurarem firmemente pela cintura, a impossibilitando de mover-se.
Damon por outro lado, tentava a todo custo usufruir mais da sensação de ter os lábios da garota que amava sobre os seus.
Elena tentava inutilmente relutar e soltar-se dos braços dele, mas fora impossível quando Damon a trouxe para perto e emaranhou os dedos nos seus cabelos finos, acariciando-lhe a nuca.
Redenção, Elena cedeu-lhe as caricias proporcionadas por Damon, o cheiro de banho tomado misturado com a essência máscula natural que ele possuía, embriagou os sentidos de Elena, deixando totalmente submissa aquele momento.
O aperto firme e possesso em sua cintura a fez relaxar nos braços de Damon que sorriu nos lábios rosados da garota, que não contestou quando o vampiro intrusamente pediu passagem para que sua língua explorasse-lhe a boca. Timidamente, Elena deixou as línguas se entrelaçarem numa caricia sensual e o beijo logo tornou-se profundo e ela sentiu seu interior contorce-se em um calor devastador que invadiu seu corpo se alastrando pela suas células.
Damon mordeu levemente o lábio inferior de Elena que emitiu um gemido baixo, e o vampiro sorriu satisfeito ao comprovar que ela o desejava tanto quanto ele. A garota sentiu seus pulmões implorarem por ar e separou os lábios, ofegante, mas Damon não se moveu um centímetro e começou a espalhar beijos molhados por toda extensão do pescoço de Elena que arfou e embrenhou os dedos nos cabelos recém-molhados dele, sentindo a textura dos fios negros pinicarem na palma de sua mão.
– Céus Elena! – O vampiro grunhiu ao sentir as mãos de Elena puxar-lhe alguns fios. – Eu já imaginei tantas vezes como seria beija-la e... – parou ao admirar os lábios avermelhados e intumescidos da garota, consequência da ferocidade dos seus beijos.
Elena esperava que ele continuasse, mas o que fez foi unir seus lábios novamente, em um beijo ainda mais intenso. Damon deixou sua mão sobre uma das coxas de Elena e a levantou na altura da sua cintura, e atendendo a “ordem” silenciosa dele, a garota enlaçou as pernas no quadril de Damon, o abraçando com as mesmas e sentido o tamanho da excitação do vampiro. Ela tentava corresponder os beijos ardentes dele, mas Damon era indomável e movimentava a língua de um jeito totalmente enlouquecedor, deixando-a extasiada.
– Damon... – Elena murmurou ofegante, após sentir suas costas colidirem com a madeira da escrivaninha ao lado da porta e o ouviu o barulho dos livros espalhando-se pelo chão e as mãos firmes do vampiro a colocar sentada sobre a mesa. Seguindo seu instinto e desejo, Damon levou uma das mãos até a nuca de Elena enquanto a outra tocava-lhe a barra da blusa e hesitantemente adentrou os dedos pelo tecido fino da blusa que a garota usava. — Espera... – refreio-o quando sentiu o contato da mão do vampiro com a pele morna da sua barriga, fazendo seus pelos eriçarem com o toque. – Isso não é certo. Eu... eu não posso fazer isso. – lamentou de olhos fechados e sentiu a respiração celerada de Damon unir-se a sua quando ele encostou sua testa na dela.
– Por favor, Elena. – suplicou acariciando o rosto ruborizado da garota. – Eu preciso saber qual é sensação de tê-la. – Fitou os olhos castanhos carregados de curiosidades e ansiedade. – Nem que seja uma única vez. — sussurrou na pele da mandíbula de Elena, onde tecia uma serie de beijos.
Damon em nenhum momento iria força-la a nada, ele sempre a respeitaria por mais que seu impulso fosse joga-la em sua cama e fazer amor com ela, até deixa-la exausta, mas ele não faria isso...
Não sem a permissão dela.
– Elena...
A resposta foi imediata, a garota simplesmente, trouxe o rosto do vampiro junto ao seu e acaricio-lhe a pele das maças vermelhas antes dela mesma uni os lábios nos dele que sorriu meio ao beijo e correspondeu com paixão.
Como um reflexo, a garota levou os dedos trêmulos até a nuca de Damon, apreciando a brandura dos fios desgrenhados que esmagava em suas mãos, trazendo-o cada vez mais próximo do seu corpo. Elena já não se importava com o certo ou errado, a névoa em sua mente dissipou-se dando lugar a um único pensamento, entregar-se a Damon.
E foi pensando nisso, que assim como Damon que ousadamente acariciava-lhe um dos seios por baixo da blusa, as mãos trêmulas da garota traçou timidamente toda a extensão dos ombros largos até o abdômen contraído dele e desastrosamente tentou se desfazer daquele pedaço de pano preso em sua cintura, mas estava tão vergonhosamente nervosa que falhou. Damon riu na pele do pescoço de Elena ao ouvi-la emitir um gemido de frustração ao tentar despi-lo.
– Calma pequena. – Damon murmurou em seguida gesticulado para que Elena o abraçasse com as pernas, o que a garota fez prontamente, e não conteve um gemido sair dos seus lábios ao sentir a admirável ereção do vampiro contra sua barriga.
Damon deitou a garota gentilmente na cama e colocou-se por cima dela, sustentando o peso do seu corpo em seus cotovelos.
– Eu vou te fazer minha, Elena e você nunca mais vai se esquecer dessa noite... – sussurrou no ouvido dela, em seguida mordeu seu lóbulo, arrancando um suspiro alto da morena. – Isso é uma promessa. – Elena não disse nada, apenas deixou-se arrebatar pela sensação das mãos ousadas de Damon, deslizarem com luxuria pelo seu corpo curvilíneo, o que lhe causou uma sensação tentadoramente embriagante e seu corpo inteiro estremeceu em ansiedade.
– Damon... – Gemeu trazendo os lábios do vampiro em encontro com os seus, deliciando-se com a textura da língua dele em contato com a sua.
O vampiro quebrou relutante o beijo e ergueu o olhar para garota embaixo dele que o fitava em um misto de luxuria e ansiedade, Damon podia nitidamente ouvir os batimentos descontrolados e a respiração sair ofegante dos seus lábios.
O corpo de Elena sucumbiu com o toque macio e molhado dos lábios de Damon sobre a pele arrepiada do seu rosto. Ele sedutoramente começou a percorrer toda a extensão da sua mandíbula, queixo e por fim, pescoço, que naquele momento estava tentadoramente exposto, Damon sentiu as presas querendo emergir na medida em que sua excitação aumentava, sua sede ficava ainda maior, o que o levou a não somente desejar o corpo de Elena, mas também experimentar o sabor único do seu sangue, a sede em sua garganta era abrasadora e o cheiro natural que a pele de Elena emanava não minimizava seu estado. Mas ele não a morderia, não queria assusta-la e acabar com o momento em que ele sempre desejou, não estragaria tudo, não dessa vez.
Elena estava verdadeiramente incapaz de falar algo, estava absorvida demais com os beijos quentes e excitantes de Damon. Aquilo parecia tão certo que apenas deixou-se permitir ser dominada por aquele sentimento. Não havia como reagir, quando todas as partículas do seu corpo gritavam por Damon, por seus beijos, o toque, tudo em Damon era fascinantemente atraente e Elena o desejou como nunca.
Damon ergueu-se sobre os cotovelos e livrou-se daquele pedaço de tecido indesejado que o impedia de ter acesso ao sutiã rendado que a garota usava. Elena riu da impaciência do vampiro e o ajudou a descer a calça jeans pelas suas pernas, logo em seguida chutando o tecido e o largando em algum lugar do cômodo.
– O que foi? — Elena questionou intrigada ao notar o olhar de Damon vidrado em seu corpo — Por que tá me olhando assim? – Riu envergonhada.
Damon contemplava com admiração a imagem da sua garota ali, seminua embaixo dele enquanto exibia um sorriso tímido e as bochechas ruborizadas contratando com os fios castanhos espalhados pelo travesseiro. Elena era linda, tinha um corpo incrível e o volume no tecido grosso da toalha em que cobria a excitação de Damon aumentou perceptivamente ao imagina-la sem aqueles minúsculos pedaços de pano.
– Você é maravilhosa, Elena. Eu quero provar cada parte do seu corpo. — Debruçando se sobre ela, as mãos desejosas de Damon percorrem o corpo de Elena com luxuria, passando nas coxas fartas, quadril e cintura, enquanto tecia beijos por toda a extensão do ombro nu da garota, e prontamente se desfez do sutiã, deixando exposto os fartos e delicados seios de Elena que contorcia seu corpo debaixo de Damon. – Você é perfeita. – sussurrou fascinado – Seu cheiro... – inalou fortemente o aroma do pescoço dela. – Sua pele – acaricio-lhe a cintura e escorregou os dedos brancos pela barriga de Elena parando em seu seio esquerdo e apertando lhe o bico. Elena arfou e sentiu todos os seus pelos se eriçarem com o toque frio do vampiro contra a sua pele quente e arrepiada. – Todo o seu corpo — desceu a mão até a barriga lisa dela, e acariciou sua intimidade úmida por cima do tecido fino da calcinha.
– Tira logo isso. – Elena reclamou impaciente enquanto ela mesma levava a mão a própria calcinha, o que fez Damon dar um riso inalado e obedecendo-a, retirou lentamente o minúsculo pano, fazendo a garota encolher-se e suas bochechas ruborizarem com o olhar faminto do vampiro que passou a língua pelos lábios secos ao admirar a pele rosada exposta, Ele estava louco para apreciar o sabor da sua amada, mas estava tão excitado que um segundo a mais sem senti-la, ele poderia facilmente gozar somente em admira-la nua em sua cama – E isso também. – A garota completou ao levar a mão a toalha de Damon, acariciando lentamente toda a extensão da sua ereção.
– Elena. – Damon advertiu meio a um gemido, pendendo a cabeça para trás, deliciando-se com os movimentos incertos de vai e vem que a garota fazia. – Você vai me enlouquecer. – ofegou, levando os dedos ate a intimidade pulsante da garota e mergulhou um dedo sentindo as paredes de Elena se fecharem ao redor do seu dedo. – Ah! Você tá prontinha pra mim. – murmurou extasiado, em seguida roçou o corpo no de Elena que arquejava o próprio para aproveitar melhor da sensação do membro rijo de Damon em atrito com a sua pele quente.
Ele desfez o nó da toalha exibindo sua masculinidade viril, digna de uma pintura. A garota pensou ao apreciar com veemência o belo corpo definido. O peito largo e imponente, a barriga lisa com alguns pelos ralos descendo pelo seu umbigo e finalizando nas suas deliciosas e convidativas entradas).
Maravilhada e um pouco assustada pelo tamanho daquela parte do corpo de Damon, Elena engoliu em seco e passou a língua pelos lábios, ansiando senti-lo dentro dela.
– Damon... – Elena olhou no fundo dos olhos lascivos dele – Eu preciso de você. – Damon grunhiu e posicionou-se entre as pernas de Elena que imediatamente se afastaram para acolher o corpo másculo do vampiro.
– Eu estou aqui. – Sussurrou docemente enquanto Elena subia seus olhos até encontrar os dois brilhantes azuis a fitando com carinho — Sempre estarei. – prometeu e encostou novamente seus lábios que se moveram calmamente enquanto o vampiro lentamente se afundava no corpo tremulo dela.
Os corpos se uniram, assim como as bocas que moviam-se de acordo com as investidas de Damon que tornam-se cada vez mais precisas e profundas, fazendo Elena apertar as pálpebras com força e morder o lábio inferior em meio a um gemido.
– Ah... Céus! Damon! – Sussurrou passando as unhas nas costas largas de Damon que sentiu um sorriso brincar nos seus lábios ao sentir as unhas finas da garota entrar na sua pele.
– Você não faz ideia de quantas vezes eu te imaginei assim. – Sua voz estava rouca devido às descargas de prazer que o seu corpo recebia cada vez que sentia a intimidade de Elena contrair-se ao redor do seu pênis, mastigando-o. Ordenhando. – E quer saber? Você é mais quente, apertada e deliciosa do que eu imaginei. – sussurrou pausadamente. – E sonhei.
– Damon. – A garota envolveu o quadril de Damon com as pernas, com um convite explicito para que ele entrasse cada vez mais fundo. O vampiro em resposta estocou bruto, ensandecido. Não queria machucar Elena, mas era quase impossível manter-se calmo em meio a tanta intensidade.
– Elena? – chamou erguendo o olhar para garota – Olha pra mim, quero que veja o que eu sinto quando estou dentro de você. – foi diminuindo gradativamente a velocidade dos seus movimentos, fazendo Elena abrir os olhos e fazer um muxoxo com a boca em frustração, mas que logo foi substituída pelo prazer inexplicável, ao sentir Damon entrar lentamente no cerne do seu corpo, fazendo ela absorver todas as sensações extasiantes que aquele ato proporcionava.
A garota observou com deslumbre a expressão de prazer do seu vampiro. Os músculos tensionados, o abdômen contraído, os olhos fechados com as pálpebras trêmulas, o suor descendo pela sua nuca e os gemidos entrecortados que ele emitia a cada contração da intimidade quente.
Elena sorriu vitoriosa ao saber que ela era a causa de tal reação e beijou-lhe os lábios do vampiro com a constatação de que tinha mais poder sobre ele do que imaginava.
– Tá sentindo isso? É maravilhoso, não é? – murmurou entre dentes arremetendo cada vez mais rápido e forte, Elena apenas balançou a cabeça em concordância, inebriada pelas investidas profundas dele que ia cada vez mais fundo dentro do seu corpo.
– Sim... Ahh! – Elena exclamou e agarrou-se as costas firmes de Damon, sentindo os glúteos dele se flexionarem e relaxarem contra as suas panturrilhas, enquanto ele evidenciava para seu corpo que iria a penetrar até o fim.
– Você me apertando assim, eu não vou aguentar muito tempo. – O suor brotava na sua pele, descendo pelo seu abdômen. – Ah Deus! Elena. – Escorregou a mão até a intimidade de Elena, acariciando-lhe o clitóris intumescido da garota que ao sentir os dedos ágeis do vampiro friccionar aquele ponto latente do seu corpo, mordeu o ombro de Damon para abafar um grito.
– Damon eu... — lagrimas escapavam dos seus olhos e Elena não sabia como descrever todas as sensações que arrebatavam seu corpo naquele momento.
– Eu sei. – O vampiro gemeu e acelerou os movimentos compassados.
Os dedos ágeis, as investidas precisas, a respiração quente na sua nuca, fizeram Elena desenhar com as unhas, uma linha fina nas costas de Damon ao mesmo tempo em que uma sensação arrebatadora tomava conta do seu corpo. O nome dele não saiu da sua boca em forma de gemido, mas como um grito de libertação, ao ser dominada pelo orgasmo avassalador.
Elena permitiu-se concentrar-se naquela sensação gostosa se dissipando do seu corpo, enquanto Damon não cessou seus movimentos, seguindo seu próprio ritmo, em busca da sua própria libertação.
–Ah... Elena! – Com as mãos entrelaçadas, Damon urrou e chegou ao ápice arrebatador, Enquanto Elena caia languida na cama, sentindo o liquido quente de Damon, derramando-se dentro dela. Ele também estava exausto e satisfeito, pelo menos por enquanto. Pensou sorrindo, debruçando-se sobre ela, beijando a pele do ombro nu.
Passaram-se alguns segundos, antes de alguém se pronunciar.
– Isso foi
– Errado. Acredite, eu sei. – Damon Lamentou, deixando Elena ligeiramente confusa, ela o encarou com as sobrancelhas erguidas, mas o vampiro desviou o olhar e se afastou dela, levantando-se da cama, fazendo Elena sentir um frio terrível, sem o contato da pele quente dele.
Ela se sentou na cama segurando o lençol fino contra seu peito, cobrindo parte da sua nudez e observou o vampiro ir até a cômoda e ligeiramente vestir a box preta. O que Elena achou um desperdício de visão, já que ele ficava bem melhor sem aquilo.
– O que? – Damon perguntou ao ver Elena sorrir.
– Incrível. Eu ia dizer incrível. – Ela levantou da cama enrolada com o lençol e caminhou até ele.
– Eu pensei que... – disse confuso.
– Shii! – colocou o dedo sob os lábios dele. – Não pense assim, okay? Foi errado, eu sei muito bem disso. Mas não posso ignorar o que aconteceu Damon, eu não quero. – sorriu colando seu corpo ao dele enquanto levava uma das mãos à nuca do vampiro.
– Eu pensei que... Se você quisesse esquecer eu...
– Como eu poderia esquecer a melhor noite da minha vida. – acariciou os cabelos dele e o beijou com carinho. – Mas eu preciso conversar com Stefan. Não é certo com ele, muito menos com você, com a gente. – falou decidida e Damon sorriu admirado.
– Okay, eu entendo. Tudo bem. – Falou deliciando-se com as mãos finas de Elena afagando-lhe os cabelos revoltosos. – Mas eu não vou desistir de você Elena, de nós.
– Nós. – repetiu meio a um sorriso. – Olha... – segurou o rosto dele entre as mãos – É com você que eu quero ficar entendeu, você. – Damon a olhou e a lançou um sorriso aberto, amplo. Coisa rara. O que fez Elena sorrir nos lábios de Damon que aprofundou o beijo e as línguas se acariciaram com preguiça, querendo guardar cada detalhe, cada textura e sabor. Elena quebrou o beijo antes que tomasse outras proporções a julgar pela mão ousada de Damon que segurava possessivamente sua cintura.
– Obrigada por ter ido me salvar. – Falou com devoção – Você sempre faz isso. – Admirou, acariciando a nuca dele.
– E sempre farei. – Admitiu fitando os dois castanhos cintilantes o fitarem e não pensou duas vezes, antes de toma-la novamente em seus braços.
Naquele momento não havia mais palavras, Ele a amava, ela também. Elena era o paraíso proibido de Damon, sua amada, sua Elena. Sim, sua. Ela era dele, isso era incontestável.
E agora...
Seria para sempre.
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