Notas iniciais
Oie gente! Olha eu aqui de novo, Lisbeth! Quero primeiro, pedir desculpas pela demora da postagem! É que eu tive alguns contratempos! Mas estou aqui! Essa one é do episódio 02x22 quando o Damon está morrendo pela mordida do lobisomem, e Elena o beija. Espero que gostem!

Às vezes, não queremos acreditar que algo pode ficar pior do que já está. Mas conhecendo o mundo como conheço, eu não devia me surpreender quando as coisas simplesmente saem do controle. Pior, do meu controle.

Eu tinha tudo certo há alguns dias. Dei meu sangue a Elena para ela não morrer, resgatei Caroline e Tyler, matei o tal bruxo do Klaus. Porém mais uma vez, as coisas fugiram do meu controle. Fui atacado pelo Tyler, enquanto ele virava lobisomem. Klaus tinha se precavido, tendo bruxa e lobisomem reservas. E bom, vampiro é muito fácil de se obter. O que eu não contava era que ele transformaria logo a Jenna em uma, para usar no ritual.

Eu fiz tudo para salvar Elena, e o que eu consegui? Uma mordida de lobisomem!

Eu apesar de entender a escolha de Elena, eu tive que ser egoísta. Eu não podia deixa-la morrer. Eu não sou meu irmão! Eu não me importo o quanto ela me odeie! Eu só quero ela do nosso lado, do meu lado. E não importa o quanto ela me odeie, eu faria tudo de novo se fosse preciso.

Quando John apareceu na minha porta, eu tive vontade de mata-lo, simplesmente por está de mau humor. Só que ai meu irmão simplesmente resolveu trocar de lugar com a Jenna. Porém tanto John quanto a bruxinha da Bonnie tinham uma solução, para que Elena não morresse e virasse vampira. Confesso que no início eu não acreditava que podia dar muito certo. Eu já confiei uma vez na bruxinha e me dei mau, e bom, no John é difícil acreditar. E eu tinha minhas reservas em seguir o plano do Elijah.

Mas infelizmente não conseguimos salvar Jenna. Quando chegamos Klaus já tinha a matado, e sugado o sangue de Elena. Eu apenas matei a bruxa, e peguei Elena para levar até meu irmão, eu o ajudei, e ele me pediu pra tirar ela dali. Ele quis ficar e ter certeza que Klaus morreria. Então eu peguei Elena e sumi dali.

Eu a levei onde estavam Jeremy, Ric e John. Foi ali que percebi, que eu menti pra mim mesmo. Porque sim, eu me importava sim, se ela me odiasse. E por um momento desejei que ela voltasse humana, pra que isso não acontecesse. Mas eu fiz o que tinha que fazer, tentei de todas as formas deixa-la “viva”!

Quando Elena acordou, meu coração acelerou e quando percebi que ela era ainda humana, um alivio tomou conta do meu corpo. A sensação foi maravilhosa, por tê-la ainda do meu lado.

Então tivemos que lidar com a morte de Jenna, e ver o quanto isso abalou Elena, Jeremy e Ric, me abalou também. Eu sabia o quanto a família era importante pra ela, mas como eu disse, as coisas escapam do nosso controle.

Elena já havia perdido muita gente, e meu irmão contava comigo para fazê-la superar. Porém eu não tinha mais tempo. Eu sabia qual era meu fim. Stefan dizia que ia encontrar uma cura, porém eu não levava muita fé nisso. E só fiz um pedido, que Elena não soubesse de nada, porque ela não tinha que sentir a dor de perder mais uma pessoa.

Mas eu estava enganado... Muito enganado... E foi após tudo isso que aconteceu que eu decidi, que eu tomei coragem.

MOTIVO 1: ELENA. Ela estava me odiando, e eu sabia que as chances dela me perdoar eram nulas.

Fui até a casa de Elena, com apenas uma intenção: tentar conseguir o seu perdão. Eu não podia partir e deixa-la me odiando. Isso seria demais pra mim! Eu precisava do conforto de saber que ela entendia meus motivos.

Entrei sem me anunciar, eu não precisava disso. A encontrei saindo do quarto da Jenna.

– Isso vai ficar mais fácil – Disse e ela parou na minha frente – Mas você sabe disso.

– O que você quer? – Pergunta.

– Quero pedir desculpa – Fui um pouco sincero, não era só por isso que eu estava ali.

– Damon... – Ela tenta dizer algo, já querendo fugir.

– Por favor. – A interrompo e ela para e me olha – Elena, alimenta-la do meu sangue, eu estava errado.

– Sim você estava – Ela rebate me encarando.

– E eu sei que não mereço o seu perdão... – E aquilo era o que mais me machucava. – Mas eu preciso dele.

– E eu preciso de algum tempo... – Disse.

Isso é tudo o que eu não tenho...

– Talvez de muito tempo – Ela completou.

– Claro. Com certeza – Abaixei minha cabeça. Eu não consegui olha-la. Eu sabia o quanto seria difícil.

Respirei fundo e resolvi olha-la, ela me olhava, daquela forma, que dizia que ela estava chateada e triste com o que fiz.

– Gaste o tempo que precisar – Foi a única coisa que eu consegui dizer naquele momento.

E ela não me deu mais nenhuma resposta. Então eu apenas a deixei ali, e voltei para minha casa. Fui amenizar a minha dor, da única forma que eu conhecia. Bebendo o bom e velho whisky.

Aquela marca no meu braço, ficava cada vez pior e eu sabia que era só questão de tempo, para as alucinações começarem. Então eu quis acabar com isso.

Eu fui até a janela, e abri a cortina, deixando o sol entrar. Eu não queria passar por tudo aquilo. Eu ainda lembro com nitidez tudo que Rose passou, e eu não quero isso pra mim. A única pessoa que me importava, está me odiando, e não quer me perdoar, coisa que eu entendo. Porque prologar a minha vida? Porque sofrer com a dor da minha consciência? Que tipo de alucinações eu poderia ter?

MOTIVO 2: STEFAN... Apesar de tudo, o meu irmão ficou do meu lado. Ele não me abandonou, quando eu pensei que o que ele mais queria era se livrar de mim, e finalmente não me ter atrapalhando seu relacionamento com elena.

Eu terminei meu whisky, ainda absorvendo um pouco do sol que atravessa a janela. Eu também não tinha tanta pressa. Queria absorver um pouco mais, tudo que aconteceu até ali. Eu mesmo me meti nessa confusão, e era eu quem devia acabar com ela.

Assim que terminei, coloquei o copo na mesa e me posicionei mais uma vez na frente da janela, deixando meu corpo totalmente exposto a luz do sol. Enquanto eu tirava o meu anel, eu só pensava em uma pessoa: em Elena... Agora seria tudo mais fácil, pra ela...

Deixei o anel cair, já sentindo o sol queimar em minha pele. Abri os braços, deixando meu corpo ainda mais exposto. Eu sentia cada parte do meu tecido queimar. Eu sentia minha pele atrofiar com as queimaduras. Mas aquela dor não era nada comparada ao que eu realmente estava sentindo. A dor de perder Elena... A dor de não ter seu perdão... Essas dores eram muito piores do que as dores de estar sendo queimado.

Para meu desespero, as queimaduras estavam demorando. Acho que devia-se ao fato do vidro da minha janela ser temperado, e filtrar a luz. Mas estava acontecendo. Eu sentia as queimaduras se espalharem pelo meu corpo. Eu sentia que estava mais próximo de minha morte.

Eu já sentia elas ultrapassando a minha epiderme, quando senti meu corpo sendo arremessado para o chão, para a sombra.

– Saia de cima de mim – Disse entredentes quando vi Stefan me protegendo, me segurando.

Ele usou sua velocidade, para me levar para um lugar ainda mais escuro. Ele me encurralou na parede. Eu estava fraco por contas da queimadura, por conta desse maldito veneno de lobisomem.

– Você não vai fazer isso – Ele disse segurando a gola da minha camisa.

– Já fiz – Eu disse, mas eu sentia meu corpo me curando.

Ele nos afastou ainda mais da claridade.

– Você sabe o que aconteceu com a Rose, Stefan – Tentei lembra-lo do que estava me esperando.

– Eu não me importo – Me olhou nos olhos, com raiva.

Então ele me jogou na cela de nossa casa.

– Você não vai morrer hoje – Ele disse depois de sair da cela e fechar a porta e tranca-la.

Eu tentei me ajeitar, eu já não tinha mais as queimaduras.

– Qual é o plano Super-Homem? – Debocho.

– Eu vou dar um jeito nisso – Rio.

– Certo, uma cura milagrosa. – Digo o encarando. – Boa sorte nisso.

– Bonnie está procurando por alguma coisa, qualquer coisa. – Ele disse.

– Sempre o herói, Stefan – Falo ainda o encarando do outro lado da porta – Me diga adeus e termine logo com isso. – Começo a tossir sangue.

Um dos primeiros sintomas.

– Fique quieto. E guarde suas energias. – Diz saindo.

Eu cuspia o resto de sangue que tinha na minha boca. Eu estava ficando fraco...

AS ALUCINAÇÕES SÃO PIORES DO QUE EU PODIA IMAGINAR! O que me leva...

MOTIVO 3: KATHERINE! Porque tinha que ser com ela? Quer dizer... Não apenas com ela... Porque tinha que ser com ela e com a Elena?

As dores aumentaram, eu mal consegui me mover e respirar. Olhei em direção a porta, para ver se alguém vinha me tirar daqui, mas nada. Fecho meus olhos...

Eu estava passando pelo corredor, a porta do quarto dela estava aberta, eu fiquei ali a olhando, ela estava em sua penteadeira como sempre, ajeitando-se.

– Sr. Salvatore, espiar mulheres é falta de educação. – ela disse sem ao menos se virar, me olhando pelo reflexo do espelho.

Meu coração se acelerou. Fui pego! Respirei fundo e resolvi entrar no quarto.

– Peço desculpas, Srta. Katherine – Digo após entrar no quarto, olhando para ela, que ainda estava se olhando no espelho da penteadeira.

– Mas já que está aí... – Ela se vira pra mim – as fitas do meu espatilho fizeram um nó. Será que consegue desata-lo? – Provoca-me.

– É claro – Minha resposta é automática.

Me aproximo e ela se levanta, sem tirar os olhos dos meus. Ela para na frente de outro espelho – este que vai é bem maior, possibilitando-a de ver todo seu corpo. Eu me aproximo dela, parando atrás de seu corpo.

Afasto seus cabelos para o lado direito, deixando seus ombros nus. Ela fecha os olhos, e escora seu corpo no meu, aproximando-nos ainda mais.

– Vai sentir minha falta quando estiver defendendo o sul? – Pergunta-me e abre os olhos, nos olhando na imagem do espelho.

– Vou – Digo perto de seu ouvido.

– Então vou torcer para voltar logo – Ela diz ainda nos olhando pelo espelho. – Tenho medo de me sentir sozinha sem você. – Diz enquanto eu passo minha mão por seu colar.

Repouso minha mão em seu ombro nu.

– Achei que Stefan fosse companhia suficiente. – Digo e sua mão encontra a minha.

Ela vira-se para ficar de frente a mim.

– É tão errado eu querer vocês dois? – Pergunta olhando em meus olhos.

Ela olha pra minha boca. Antes que eu possa responder algo, escuto uma outra voz conhecida me chamando.

– Damon...

O que me faz olhar para trás. Eu vejo Elena parada na porta do quarto, nos encarando.

– Elena? – Pergunto estranhando.

– Não está vendo? – Ela diz calmamente ainda nos encarando. – Ela está brincando com você. Você só precisa dizer não e ir embora.

Katherine eleva sua mão até meu rosto, e o vira para eu olha-la.

– Você teve escolha – Elena diz.

– Prometa que vai voltar logo pra mim – Katherine diz olhando em meus olhos.

– Prometo – Respondo imediatamente, mesmo estando confuso pelo fato de estar vendo Katherine e Elena num mesmo ambiente.

Acordo assustado, pisco várias vezes, até notar que ainda estou trancado no porão. Olho para porta novamente e depois olho para o meu braço. Levanto a blusa que estava usando, mostrando o local da mordida, e está cada vez mais feio, e sinto uma leve dor, ao sentir a blusa roçar na ferida.

Respiro fundo. Eu nem vou me dá o trabalho de pensar se pode ficar pior, porque eu tenho certeza que vai!

MOTIVO 4: ALARIC! Se minha consciência não estivesse pesada o suficiente, ele estava aqui para provar o contrário! Afinal parte da culpa de sua amada namorada – e tia da Elena – Jenna ter virado uma vampira para ser usada no ritual, é minha!

Continuo analisando aquela coisa horrível no meu braço. Isso está acabado comigo! Escuto passo se aproximando e já me preparo para o que está por vir.

– Bem, parece ruim – Ric diz e sem nem olhar para porta, sei que ele está parado me olhando.

– Está pior – Gemo as palavras, sentindo muita dor.

Escuto o barulho de algo batendo na grade, e o cheiro de whisky invade meu pensamento.

– Meu inconsciente está me assombrando, Ric – Digo fechando meus olhos.

Novamente um barulho de algo batendo na porta.

– Por favor, diga que tem algo pra isso – Inclino minha cabeça para o lado da porta.

Abro os olhos e vejo Ric me olhando. Na porta vejo um copo de whisky e meu anel de andar na luz do sol.

– Dose dupla – Ele diz e coloca mais whisky no copo.

– É bom – Me esforço para levantar do chão.

Com muito trabalho vou até a porta e quase caio, tendo que segurar na barra, para não bater em nada. Pego primeiro o anel, o colocando. Limpo a garganta e pego o copo.

– Então o meu irmão o mandou para uma missão suicida? — Debocho o encarando.

– Ele só está tentando te ajudar – Ele responde.

– Ele está fazendo tudo isso – Digo me afastando da porta, para voltar pro meu cantinho. – tentando consertar os erros do passado.

Grito de dor me apoiando na parede e tusso sangue novamente

– Você deveria querer que eu morresse. Eu sou o motivo da morte da Jenna – Jogo na cara dele, mesmo gemendo de dor.

– Eu não culpo você pela Jenna – Ele diz e bebe o whisky direto da garrafa.

– Ah claro que culpa – Eu digo o olhando.

Respiro com dificuldade.

– Não vamos esquecer que transformei sua mulher em vampira – Eu não preciso de sua pena, ele tinha que me odiar, ele não tinha que está aqui – Você deve me odiar por isso.

– Certo, me dê seu copo – Diz simplesmente. – Nenhum de nós está bêbado suficiente para esta conversa – Ironiza.

Eu pego meu copo que coloquei numa pilha de pedra, que estava ao lado de onde eu estava sentado. Bebo o restante do liquido indo até ele. Quando chego perto da porta, eu passo meu braço pela grade e aperto seu pescoço.

– Me mate, por favor – Suplico olhando em seus olhos.

– Dane-se – Diz mantendo seu olhar no meu.

Então antes que eu possa fazer algo, ele me atinge com uma seringa com sedativo.

– Não – Gemo.

Solto sua garganta, enquanto me sinto ainda mais fraco, com isso meu corpo desaba no chão, enquanto gemo de dor.

– Elena? – A chamo.

– Elena não está aqui, Damon – Ele diz.

Eu estava me sentindo cada vez mais fraco.

– Preciso de sangue – Resmungo ainda jogado na mesma posição que cai.

Escuto um barulho e logo escuto os passos do Alaric, ele está me deixando agonizando aqui.

– Por favor. Sangue. – Imploro.

Escuto vozes. E uma palavra me faz estremecer e ficar atento. Xerife!

MOTIVO 5: LIZ FORBES! Mesmo que eu a usa-se, eu gostava de sua companhia. Ela confiava em mim... Tadinha!

Fico quieto na minha posição, só aguardando o momento certo, para ter o que quero. Escuto a porta abrindo e uso minha velocidade de vampiro para me esconder. Sei que isso vai me deixar pior, mas quando eu me alimentar, vou ficar mais forte, e espero que essa maldita dor pare.

Quem entra primeiro é a xerife.

– Liz – Chamo, ela estava de costas pra mim.

Ela se vira apontando a arma pra mim. Eu apenas pego em seu braço e a taco na parede, eu não podia deixa-la fazer algo contra mim, e queria muito sair dali. Ela caiu no chão inconsciente. E eu me alimentei de seu guarda, apenas o suficiente para sair dali e procurar por ela...

Eu nem sei como conseguir chegar a praça. Eu estava sentindo muita dor, tanto que eu mal conseguia andar, muito menos ficar com corpo ereto. Mas eu precisava acha-la. Mas pra minha total loucura e insanidade, as pessoas estavam vestidas com roupas de época. Eu por um momento achei que estava alucinando, mas logo lembrei que era um evento da cidade.

Enquanto eu tossia, eu andava pelo meio das pessoas, procurando aquele rosto conhecido, que tanto eu queria ver. Quando olhei para o telão, eu vi alguém muito parecida com ela. Mas não era ela, era a outra. Aquela que estava me atormentando. Sempre tão bela... Isso eu não podia negar.

– Katherine? – Pergunto quando ela olha pra mim.

MOTIVO 6: JEREMY! Ele me odeia! Fazer o que? Mas não sei porque ele estava preocupado comigo! Ou será que estava preocupado com o que eu faria?

– Damon! – Escuto sua voz.

Olho para os lados, procurando por ela. Então ele fica minha frente.

– Onde está Elena? Preciso ver Elena agora – Peço.

– Primeiro vamos te tirar daqui, certo? – Pergunta me olhando – Ei – me segura quando eu quase caio.

Ele me apoia em seu ombro e me leva até o Grill. Quando chegamos eu me apoio em uma mesa, enquanto ele atendo o celular.

– Ei, sou eu – Ele diz enquanto tento me ajeitar – Estou com Damon no Grill.

Sinto que tem algo errado e me levanto me virando para a porta e vejo Liz apontando uma arma pra mim. Antes dela atirar, eu uso minha velocidade de vampiro para sair dali. Volto para o parque. Eu precisava achar Elena, para me despedir.

Eu a encontro atrás do telão. Eu suava frio.

MOTIVO... Bom... não tem bem um motivo agora, afinal tudo na minha cabeça estava começando a ficar ainda mais confuso.

– Elena – A chamo e ela se vira pra mim, se assustando ao ver meu estado ou a mim.

– Damon. Vamos – Ela vem até a mim – Temos que tirar você daqui. Temos que esconde-lo – Ela diz e eu meio que desabo de fraqueza e ela me segura em seu ombro.

Estou correndo atrás de Katherine, segurando uma tocha, estávamos na floresta.

– Onde estamos indo? – Pergunto.

– Qualquer lugar – Responde.

– Espere por mim. Quero ir junto. – Digo desviando das arvores.

Tropeço em algum galho caído no chão.

– Oi – Sinto as mãos da Elena em minhas costas me amparando.

– Oi – Katherine para e eu me levanto, indo até ela e parando em sua frente.

A empurro até encosta-la em uma arvore.

– Relaxe...

– Temos que tirar você daqui – Elena diz.

Ela está ajoelhada na minha frente, enquanto tento me levantar. Eu a olho confuso. Malditas alucinações. Usando minha velocidade vampiresca, a imprenso em um poste.

– Você é mais rápido que eu pensei – Katherine diz me olhando.

– Porque você sempre foge? – Questiono.

– Porque sei que você vai atrás – Responde sorrindo em deboche.

– Então me deixe ir atrás de você para sempre – Peço. – Você me alimentará com seu sangue?

– Eu não vou alimentar você, Damon – Ela passa sua mão nos cabelos e tira um alfinete. – Se é o que quer, pegue!

Ela se alfineta no pescoço, e o sangue começa a escorrer, enquanto ela desliza o alfinete. Eu olhava aqui hipnotizado, atordoado.

– A escolha é sua – Ela diz.

– Eu escolho você Katherine – Digo olhando a morena.

– Olha pra mim. Ei. É Elena – A morena diz tentando chamar minha atenção. – É Elena! – Repete.

Eu apenas a fico encarando.

– Prometa que não vai contar ao meu irmão – Digo olhando em seus olhos.

– Prometo – Ela diz rapidamente. – Será o nosso segredinho.

Olho para seu pescoço.

– Não. Damon. Não – Eram protestos.

A morena tentava me afastar, mas eu era muito mais forte.

– Eu preciso, se vamos ficar juntos para sempre – Digo me inclinando na direção do seu pescoço.

Libero minhas presas...

Eu me aproximo de seu pescoço e delicadamente primeiro lambo o sangue para depois chupa-lo.

Mordo sugando seu sangue que é libertado.

– Damon, pare. Está me machucando – Ela gemia de dor e tentava me afastar. – Damon, você não precisa fazer isso. Pare – Protestava.

Eu segurava em seus braços, para mantê-la no lugar. Ela segurava em meus braços, tentando me afastar.

– Está me machucando!

Eu finalmente escuto a voz da morena. Elena... Não! Me afasto atordoado. Ela geme de dor, enquanto tenta estancar o sangue do seu pescoço. Ela me olha, enquanto eu me culpo, por não ter me controlado e a mordido.

– Elena... – Digo a olhando.

Então desabo no chão, ajoelhando. Me sentindo um lixo.

– Damon – Ela me chama, mas eu não a olho – Damon – Como eu não respondo ela ajoelha-se na minha frente.

Eu apenas me inclino, para deitar no seu colo. Ela me abraça com uma de suas mãos, já que a outra está em seu pescoço.

MOTIVO PRINCIPAL! ELENA! Sempre se tratou dela... Não importa... Eu só quero que ela me perdoe para eu poder ir em paz, comigo mesmo...

Eu nem lembro como cheguei em casa, e como fui parar na minha cama, em meu quarto. Eu só me importava, que ela estava aqui, ela estava comigo, cuidando de mim.

– Elena – A chamo.

Ela segurava uma toalha. Provavelmente para enxugar meu suor. Eu estava queimando em febre. Ela se inclina, se apoiando na cama, se aproximando de mim.

– Está tudo bem, Damon. Estou aqui – Ela diz, tentando me acalmar.

– Elena, saia daqui – Gemo de dor, eu mal conseguia manter meus olhos abertos – Eu posso machuca-la.

– Não! Não pode! – Me garante, que mentira... eu já a machuquei. – Fico aqui até o fim. Não vou deixar você!

– Sai daqui – Eu tento gritar e ser rude, mas minhas forças não deixa sair direito, não obtendo o efeito que eu queria.

Grito de dor! Meu peito começa a doer.

– Ei, ei, ei, ei – Sinto as mãos de Elena me amparando mais uma vez naquele dia.

Ela se senta na cama ao meu lado, enquanto gemo de dor. Ela me ajeita em seu colo e tenta me acalmar.

– Está tudo bem – Ela dizia enquanto acariciava meus braços, com aquela sua mão delicada.

Eu tentei me concentrar em seu toque, mas estava impossível com tanta dor. Ela continuava repetindo que estava tudo bem, enquanto passava a toalha em minha testa.

– Não está tudo bem – Resmungo repetidas vezes, assim como ela fez.

Ela me apertava em seu corpo.

– Todos esses anos eu culpei o Stefan – Tento ser o mais sincero possível.

Eu sentia que o fim estava próximo.

– Ninguém me forçou a ama-la – Continuo, mesmo com muita dificuldade de respirar – Foi uma escolha minha.

Ela tenta me fazer ficar em silencio, enquanto acariciava meu braço.

– Eu fiz a escolha errada – Ela precisava saber.

– Ei – Ela tenta me calar mais uma vez.

Eu a olho, e ela está me olhando.

– Diga ao Stefan que sinto muito – Peço – Certo? – Ela morde o lábio e só balança a cabeça positivamente.

Eu fecho meus olhos, tentando concentrar-me em qualquer coisa dela. Seus toques, sua respiração ou até mesmo a batida de seu coração.

– Eu digo – Ela diz me apertando em seus braços.

Ela ficou ali, tentando me tranquilizar. Ela estava aqui... Comigo...

– Isso é mais triste que eu pensei – Digo.

– Ainda há esperança – Ela diz.

– Eu fiz muitas escolhas que me trouxeram aqui – Falo depois de pensar um pouco sobre a tal esperança. – Eu mereço isso. – Engulo seco – Eu mereço morrer. – Falo de olhos fechados.

– Não – Ela me faz olha-la, enquanto balança a cabeça negativamente, tentando me convencer.

Ela me tira de seu colo, e se ajeita do meu lado, quase deitando.

– Não merece – Ela diz.

– Mereço, Elena. Está tudo bem – Digo de olhos fechados.

Abro os olhos e ela está ao meu lado. Está bem perto de mim.

– Porque se eu tivesse feito outras escolhas, não teria conhecido você – Falo baixinho, por conta da fraqueza, ela não está olhando em meus olhos, mas sei que está prestando atenção.

Ela finalmente me olha.

– Sinto muito... – Analiso seu rosto – Fiz muitas coisas que a magoaram.

– Está tudo bem – Ela me garante, mas não era isso que eu queria escutar.

Com o movimento que ela fez com a cabeça, ela se aproximou ainda mais.

– Eu perdoo você – Diz e meu coração acelera.

Fecho meus olhos, saboreando aquelas palavras que saíram da sua boca. Era tão bom ouvi-las.

– Eu sei que você ama o Stefan – Olho pra ela que agora está um pouco afastada. – E que sempre será o Stefan...

Ela deita, deixando sua cabeça bem perto da minha, deitando em meu ombro. Ela se aconchega perto de mim, nossas mãos estão pertos uma da outra, repousadas no meu peito. Então ela pega uma de minhas mãos e começa a acaricia-la.

– Mas eu amo você – Digo.

Meus lábios estavam perto de sua testa. Ela funga, e isso faz meu coração partir em mil pedaços. Ela estava chorando?

– Você deve saber disso – Falo.

E então escuto seu choro com maior presença, enquanto ela fungava mais uma vez. Fechei meus olhos. Ela continuava a acariciar minha mão. Eu agora conseguia me concentrar em seus toques, em seu cheiro, nas batidas de seu coração. Ela estava ali, em meus braços. Chorando...

– Eu sei – Disse.

Um sorriso surgiu em meu rosto.

– Você devia ter me conhecido em 1864 – Digo e abro os olhos – Você teria gostado de mim.

Ela se mexe e me olha, fecho meus olhos novamente.

– Eu gosto agora – Ela diz.

Abro meus olhos e ela está me olhando.

– Do jeito que você é – Eu finalmente vi ela chorando, e isso doeu.

Estávamos tão próximos, eu fecho meus olhos novamente. Saboreando as palavras dela. Uma tristeza tomou conta do meu coração. Eu preciso estar quase morrendo para ouvi-las. Mas isso não importa mais. Eu vou morrer feliz...

Sinto seus lábios no meu, em uma espécie de selinho demorado.

– Obrigado – Sussurro.

– De nada – Ela diz.

Minha respiração fica mais tranquila. A dor que antes era grande, parece que se aquietou. Eu só queria continuar com a lembrança de seus lábios até que finalmente tudo parasse e a escuridão me tomar de vez.

Sinto os dedos de Elena em meu rosto, secando a lagrima que escorreu, seus dedos vão até meus lábios, fazendo uma caricia. Sinto seu corpo se aproximando ainda mais do meu. Ela retira seus dedos do meu rosto, e eu abro lentamente os meus olhos. Ela está me olhando, então seu olhar abaixa até meus lábios e depois ela volta a me encarar.

– Você não precisa fazer isso – Sussurro fechando meus olhos.

– Eu quero...

Sinto seus lábios nos meus novamente, mas dessa vez em um beijo normal, e é impossível eu não corresponder. Sinto as lagrimas dela caírem no meu rosto. Com muito esforço a puxo para meu colo, e elevo minhas mãos até seu rosto.

Ela se afasta um pouco e eu abro meus olhos, ela dá um sorriso tímido, e agora quem toma a iniciativa do beijo sou eu. Minhas mãos começam a passear pelo seu corpo, eu não sei como, não entendo porque, mas mesmo com tanta dor, com tanta fraqueza, meu corpo correspondia. Era como se ele precisasse desse último contato. Eu precisa senti-la assim, antes de partir.

Com calma, eu a ajeito melhor no meu colo e continuo a beija-la, com uma mão eu acariciava seu rosto, e com a outra eu a segurava mais perto do meu corpo. Eu não queria que ela se afastasse. Uma de suas mãos estavam sobre o meu braço que a segurava e a outra estava na minha nuca. Eu me afasto só um pouco, vejo que ela está de olhos fechados, e sua boca fica um pouco aberta, como se tentasse recuperar o ar. Beijo o canto de sua boca, e depois trilho beijos para seu pescoço após afastar seus cabelos para o lado.

– Damon – Geme meu nome.

E isso me faz parar o que estava fazendo e olha-la. Ela ficou me olhando e um sorriso surgiu em seus lábios, então ela me beijou. Um beijo diferente, com mais intensidade, mais vontade, o que me fez aperta-la ainda mais em meus braços e corresponder à altura. Eu sentia todo meu corpo corresponder. Cada parte do meu corpo, implorava por ela. Estar assim com ela me deixava louco... Apenas com esse beijo, sentia o efeito que me causava, fazendo o volume da minha calça aumentar consideravelmente.

Ela começou a roçar seu corpo no meu, arrancando um gemido de dor e tesão de mim. Tê-la assim era uma perdição. Ela se afasta e desce beijos pelo meu pescoço. Sinto suas mãos passarem pelo meu corpo, até chegar na barra da minha camisa. Ela rasga minha blusa, sem nenhuma dificuldade, e antes que eu pudesse protestar ou dizer algo, ela me beija com mais vontade ainda, me deixando um pouco confuso. Junto toda minha força, e com a velocidade vampiresca, no viro de posição, a deixando por baixo de mim. Seguro seus braços com força. E o riso dela, me faz ter a certeza.

– Você não me engana mais Katherine – Digo com fúria – Achou mesmo que eu não notaria que era você?

Aperto com mais força seus braços, e ela apenas ri.

– Eu sei que você me deseja – Ela diz e morde o lábio. – Sei que quer me fazer sua novamente.

– Não! – Grito.

Saio de cima dela. Ela não vai mais brincar comigo. Sento na ponta da cama.

– Diga que me deseja... Você já me escolheu – Sinto suas mãos em meus ombros.

– Não! Eu não escolhi você – Me viro e a seguro com força, a fazendo rir – Eu não amo você!

– Tem certeza? Porque você ficou tão animado com o nosso amasso – Debocha.

– Eu amo a Elena! Só ela! Ela que me importa! Você não passa de uma alucinação... – Grito a sacudindo.

– Damon... – Escuto a voz da Elena – Damon! – Fala com mais força.

Fecho meus olhos. Eu não conseguia me concentrar.

– Estou aqui... Volte pra mim! – Escuto uma mistura da voz da Elena com a voz da Katherine.

ELENA

Eu não estava fazendo aquilo só porque ele estava morrendo. Eu estava fazendo por mim também. Eu precisava daquilo tanto quanto ele. Saber que ele está morrendo, ouvir da boca dele, que ele me ama... Aquilo foi o estopim! Tudo que eu precisava pra tomar a decisão.

Eu correspondia seus beijos intensos. Meu corpo deseja o seu, tanto quanto o dele está desejando o meu. A diferença é que eu conseguia sentir o desejo dele por mim, eu conseguia sentir o quanto aquilo estava mexendo com ele. E isso estava me deixando louca.

Quando senti o volume em sua calça, automaticamente meu corpo se mexia, para provoca-lo, para senti-lo ainda mais. Eu já não tinha o controle. Eu só o queria... Queria isso tanto por ele quanto por mim. Ele soltou um gemido sôfrego, o que me fez apenas movimentar ainda mais meu corpo sobre o seu. Eu me afasto e começo a descer beijos pelo seu pescoço, enquanto minhas mãos passavam pelo seu corpo. Eu queria gravar cada pedacinho seu, eu precisava dessa lembrança com ele.

Eu não ia me arrepender! Eu não ia achar um erro! Eu só queria ser dele... Queria dar essa última lembrança feliz pra ele!

Minhas mãos alcançam a barra de sua blusa, e eu começo a levanta-la, porém é difícil, quando o moreno não me ajuda. Eu desisto e passo minhas mãos pelo seu peito. Então numa velocidade enorme, ele nos vira, me deixando totalmente presa em baixo dele. Ele segurava com firmeza meus braços. Pensei que ele ia me beijar, então ri.

– Você não me engana mais Katherine – Ele diz com fúria, o que me fez franzir o cenho, me confusão. – Achou mesmo que eu não notaria que era você?

Ele aperta ainda mais meu braço, e isso me deixa apreensiva.

– Damon sou eu Elena, está me machucando – Eu peço tentando me livrar dele.

Seus olhos tinham uma fúria tão grande. Que meu coração batia cada vez mais rápido.

– Não! – Grita.

Ele sai de cima de mim e senta-se na beirada da cama.

– Damon sou eu, você está tendo mais uma alucinação – Digo e coloco minhas mãos em seus ombros, tentando traze-lo de volta.

– Não! Eu não escolhi você – Ele se vira e me segura com força – Eu não amo você!

– Damon! – Peço, ele está me machucando, as lagrimas descem.

– Eu amo a Elena! Só ela! Ela que me importa! Você não passa de uma alucinação... – Ele me sacode com força, e meu coração acelera...

– Damon... – Eu o chamo – Damon! – Falo mais alto e mais firme.

Eu precisava traze-lo de volta. Mostrar que eu não era a Katherine! Ele fecha os olhos, e eu sorrio, eu tô conseguindo.

– Estou aqui... Volte pra mim! – Digo.

Ele me solta e volta a sentar na cama, ele estava ofegante. Eu me aproximo e mesmo com a mão tremula, acaricio o seu rosto.

– Para Katherine! – Ele grita e eu me afasto – Eu já disse que amo a Elena! Só a ela!

Eu sento no seu colo.

– Damon sou eu a Elena – Digo quando ele me segura.

– Você não vai mais me enganar passando por ela – Ele me joga na cama.

– Você veio mais cedo pedir perdão e eu não dei – Sussurro. – Você me deu seu sangue, mesmo sabendo que eu não quero ser vampira – As lagrimas desciam. – Você não se importou.

– Elena... – Ele piscou várias vezes e eu fechei meus olhos.

Então eu senti as lagrimas dele, caindo em mim, e abri meus olhos. Ele me encarava sem emoção. Olhava para as marcas vermelhas que estavam em meu braço.

– Eu... – Ele tenta dizer algo, e antes que ele se afastasse eu o puxei.

Ele caiu em cima de mim, pus minhas mãos em seu cabelo, acariciando ali, enquanto o beijava. Ele gemeu e se afastou, ele saiu de cima de mim e começou a tossir e a gritar de dor. Fazendo meu coração se contrair.

– Damon... – Fui até ele e ele me afastou.

– É melhor você ir embora – Pediu.

– Não – Digo e o faço olhar pra mim. – Não vou deixa-lo sozinho.

Sento no seu colo novamente e ele geme de dor. Me deixando preocupada.

– Desculpa – Eu tento sair de seu colo, mas ele me segura. – Eu estou te machucando Damon...

– Não... – Ele sussurra.

– Estou – Digo quando ele geme de dor de novo.

– Você está me fazendo feliz – Diz e tenta me beijar.

– Damon... Você está fraco, não quero que... – Mordo meu lábio quando vejo o sorriso torto dele e coro.

– Eu vou morrer feliz Elena... Isso é melhor que qualquer sonho que poderiam me dar... – Diz.

Eu automaticamente, Rose me veem a mente.

– Damon... – Sussurro abaixando a cabeça.

– Por favor – Pede e subo meu olhar até encontrar o seu – Não pare...

– Eu... – Mordo o lábio.

Como eu ia admitir isso assim pra ele? Em voz alta? Ele se aproxima e puxa meu lábio com seus dentes, me fazendo fechar os olhos e solta um gemido baixo. Minhas mãos vão para seu cabelo, quando ele começa a me beijar, explorando minha boca, como se fosse a última coisa que ele fosse fazer. Meu coração dói... Eu intensifico nosso beijo, suas mãos começam a deslizar pelas minhas costas, até chegar a barra da minha blusa. Eu me afasto um pouco, para que ele finalmente tire minha blusa, ele a joga para um canto qualquer, e antes que voltemos a nos beijar, seguro a barra da sua blusa, e ele sorri. Então eu a tiro, e jogo em qualquer lugar também.

Meus olhos vão direto para a marca em seu braço, minha mão coça pra acariciar o local. Eu olho para ele, que também estava olhando para a marca.

– Logo não irá doer mais – Ele diz e eu o encaro, com os olhos cheio de lagrimas.

– Não fale assim – Peço e a lagrima cai.

– Não chores – Ele diz e fecho meus olhos.

Sinto seus lábios nos meus, e logo ele me deita na cama, geme de dor, e é impossível parar de chorar.

– Dói mais te ver chorar do que está assim – Ele sussurra no meu ouvido.

Ele começa a beijar onde as lagrimas passaram, para só então voltar a beijar minha boca. Ele se afasta e me olha de cima a baixo, e um sorriso malicioso surge em seus lábios. Mordo meu lábio, ao analisar aquele homem, que estava em cima de mim. Seu peitoral definido. Passo minhas mãos por ele, ele pega minhas mãos e as prende em cima da minha cabeça, enquanto me beija com intensidade. Ele movimenta seu corpo sobre o meu, me fazendo gemer. Ele solta minhas mãos, quando começa a descer seus beijos até meu colo, levo minhas mãos para seu cabelo. Ele se afasta e abre meu sutiã, arqueio minhas costas só para ele retirar aquela peça.

Fecho meus olhos ao sentir sua boca bem perto do meu seio direito, gemo baixinho quando sinto sua língua rodear o bico do meu peito. E logo o sinto chupa-lo, de uma forma tão erótica, tão intensa, que não resisto e abro os olhos. Só para ver seu rosto, que se contorcia de prazer. Puxo seu cabelo, quando ele arrasta os dentes pelo meu seio. Ele troca de seio e dá o mesmo tratamento.

Suas mãos começam a se mover pelo meu corpo, acariciando e apertando em certos locais de acordo com a intensidade que ele dava ao chupar meus seios. Arrancando assim gemidos de mim.

– Damon! – Gemo/grito seu nome quando o sinto puxar o bico do meu seio com os dentes.

Sinto seu sorriso, e logo ele desce seus beijos para meu abdômen, para ao chegar ao meu umbigo, onde o contorna com a língua. Ele abre o botão da minha calça, mas não a abre. Ele sobe em cima de mim de novo e me beija, me fazendo rir. Ele então se levanta, ficando de joelhos na cama, eu o encaro, então ele pega minha perna e retira meus sapatos. Então lentamente ele retira minha calça, me deixando apenas de calcinha em sua cama. Ele se retira seus sapatos e logo levanta para tirar sua calça, me dando a visão privilegiada de vê-lo apenas de cueca boxer preta. Mordo meu lábio ao ver o volume que ela escondia.

– Admirando a vista? – Pergunta rouco enquanto se deita em cima de mim novamente, mas geme de dor.

– Damon... – Me preocupo.

– Estou bem – Diz, mas geme novamente, ao selar nossos lábios.

– Damon... – Chamo novamente, deixando seus lábios.

– Sabe o quanto dói, você está louco de tesão, com o pau duro e roça em seu corpo? – Diz rindo e eu coro, pela forma que ele falou isso.

– Não tem graça – Resmungo, porque ele não parou de rir.

– Não tem mesmo – Ele me beija, e move seu corpo.

Até que sinto seu volume se chocar com minha intimidade, fazendo-me gemer em seus lábios. Ele começa a se mexer, e é como se estivéssemos transando de roupa. Me mexo embaixo dele, para liberar minhas pernas, e quando consigo, entrelaço elas em sua cintura, fazendo o contato de nossas intimidades serem maior.

– Elena – Geme.

Ele nos vira de posição, e isso me faz sorrir. Desço meus beijos pelo seu abdômen, passo pelo caminho da felicidade, e mesmo tendo uma enorme vontade de arrancar logo sua boxer, eu me contento apenas, em dar uma leve mordida, arrancando um gemido grave de Damon. Olho pra ele, que está de olhos fechados, com uma expressão de prazer, e isso me incentiva a continuar.

Retiro sua boxer com calma, e seu membro salta. Mordo meu lábio e fico ali, admirando, embasbacada. Tão viril, tão... Céus...

– Caralho Elena... Você assim praticamente me engolindo com os olhos, é tão... – Ele dizia rouco.

Sua voz tão cheia de desejo...

– Excitante – Geme, quando o pego e começo a fazer movimento de vai e vem. – Cacete!

Vê-lo se contorcendo de prazer, gemendo, mordendo o lábio, só por eu está fazendo aquilo, era estimulador. Eu paro, e ele protesta, mas o vejo sorri, quando eu inclino meu corpo, na direção daquele lugar, que a pouco latejava em minha mão. Para provocar, eu mordo o interior de sua coxa direita, bem perto de seu membro. Ele geme alto, faço o mesmo na coxa esquerda. E por fim, passo minha língua na extensão de seu membro.

– Elena – geme quando coloco-o na minha boca.

Fecho meus olhos, saboreando o momento. Começo a chupa-lo com calma, sinto as mãos do Damon em meu cabelo, e logo ele começa a ditar o ritmo, gemendo coisas desconexas. Sinto um puxão forte, me fazendo parar, então ele me puxa para cima de si e me beija com fúria. E tanto ele quanto eu, gememos de dor, tenho certeza.

– Quero estar dentro de você – Sussurra em meus lábios e se afasta fazendo careta e gemendo de dor.

Acaricio seu rosto, e ele vai suavizando um pouco. Beijo sua boca calmamente, o tranquilizando, ele começa a corresponder, e aumenta a intensidade aos poucos. Sinto uma de suas mãos adentrarem em minha calcinha, e mordo seu lábio inferior, quando sinto seus dedos passarem pela minha entrada.

Movo meu quadril, para senti-lo melhor lá, eu estava completamente molhada, e aquele ponto latejava e implorava por um contato mais bruto e intenso. Damon parece entender e me penetra com dois dedos, me fazendo gritar. Ele volta a me beijar, tentando abafar os gemidos que queriam sair, enquanto ele movia seus dedos dentro de mim.

Ele retira seus dedos, e quando vou protestar, ele usa sua velocidade, para nos mudar de posição, me deixando embaixo dele, ele me beija com força, e seus dedos voltam a me penetrar. Agora ele movia seus dedos com rapidez, me fazendo arquear minha cintura, para ir mais fundo.

– Damon! – Gemo seu nome alto, quando ele morde meu pescoço e depois o chupa delicadamente.

Não, ele não me mordeu, mas se tivesse, eu não teria ligado, porque nesse momento, ele me deu um orgasmo intenso, mas ele não parou de investir seus dedos contra mim, e agora com meu orgasmo, eles entravam mais facilmente, o que o fez introduzir mais um dedo, me fazendo revirar os olhos.

Seus beijos desceram para meus seios, e eu só conseguia gemer e investir meu quadril contra seus dedos. Ele retira seus dedos, e se afasta dos meus seios, me fazendo o olhar em reprovação. Então ele coloca seus dedos na boca e os chupa, ele fecha os olhos e faz uma cara de prazer, que mexe com todo o meu corpo. Eu me ajeito, pego em seu braço, tirando seus dedos da sua boca, ele abre os olhos e me encara, eu pego seus dedos e levo até minha boca, e os chupo, dando uma leve mordida na ponta, antes de retira-los da boca. Ele me encarava embasbacado, então me aproximei e beijei sua boca, mordendo seus lábios.

Não aguentando mais, eu me afasto e ponho minhas mãos em minha calcinha, mas ele as pega e as tira dali, me faz deitar e eu fico ali o encarando, ele sorri, então lentamente começa a descer minha calcinha. Onde seus dedos tocam, parece que fica um rastro em chamas.

Então agora nós dois estávamos nus. Ele deita seu corpo em cima de mim, me fazendo gemer e ofegar com o contato dos nossos corpos, fecho meus olhos. Ele ainda estava quente, bem quente, seu corpo estava suado. Seus lábios encontram os meus, e um beijo intenso começou. Sinto seu corpo se afastar um pouco, mas ele não para o beijo, então sinto a cabeça de seu membro na entrada da minha intimidade, e isso me faz sorrir em seus lábios.

Abro lentamente meus olhos, e o vejo me encarando, enquanto nos beijamos. Seus olhos brilhavam, ele se afasta um pouco, ele está ofegante, seu olhar desce, me fazendo seguir meu olhar, para onde ele estava olhando. Ofeguei ao ver pra onde ele olhava, ele foi aos poucos me penetrando, e ver aquilo era loucura, insanidade, perversidade. Gememos, então fechei meus olhos novamente.

Sinto sua boca na minha, ao mesmo tempo que o sinto totalmente dentro de mim, e essa sensação era deliciosamente insana. O desejo era tão grande, que eu simplesmente esqueci tudo. Só me importava agora, ele e eu. Só importava o que estávamos fazendo.

Ele deu a primeira estocada, retirando totalmente seu membro e o colocando de uma vez só. Gritei! Ele repetiu, mas antes que eu pudesse gritar novamente, seus lábios encontraram o meu e sua língua me invadiu. Então ele começou a estocar com rapidez, gemendo, me enlouquecendo.

Eu me sentia em outro mundo. Cada vez que nosso corpo se chocava, que eu sentia a temperatura de seu corpo cada vez mais quente, que eu sentia seu corpo suado se juntando com o meu, era uma tortura. Eu já não sabia se seus gemidos eram de dor ou de prazer, mas provavelmente eram dos dois juntos. Aquilo estava me levando para um local que nem eu mesmo sabia que existia dentro de mim.

DAMON

Eu não me importava com a dor. Eu estava mais concentrado em todas as sensações que ela estava me causando. A felicidade plena que eu estava sentindo em tê-la dessa forma. Eu sentia o quanto ela me desejava! Eu podia escutar seu coração batendo num ritmo frenético! Eu podia sentir a textura de sua pele, mesmo através do suor do seu corpo. Sentia o quanto meu corpo quente, estava aquecendo o seu. Ouvia sua respiração ofegante, seus gemidos, suas frases sussurradas.

Cada vez que ela pedia mais, era uma honra atender. Eu queria que fosse uma noite única pra ela, que ela não se esquecesse. Que ela não me esquecesse, queria deixar a minha marca, então não poupava mordidas e chupões pelo seu pescoço, colo, ombro, seios. Queria que quando ela visse, um sorriso brotasse, e que ela fechasse os olhos e se lembrasse de mim, das sensações.

Eu já não conseguia mais respirar direito, mas eu não quero parar. Nos viro a deixando por cima, não só para deixa-la comandar, mas para eu poder me recuperar um pouco. Mas vejo que é mais difícil. Já que a cada rebolada e cavalgada que ela dava, era um gemido, um grito com seu nome. Eu estava enlouquecendo! Mas estava feliz.

Fecho meus olhos e me concentro no nosso corpo junto, sinto seus lábios nos meus, e como seu corpo se inclinou sobre o meu, o contato ficou mais íntimo. Ela rebolou, e depois quicou. Eu não preciso de mais. Eu realmente podia morrer agora! Não... Eu preciso finalizar isso! Não posso deixa-la na mão.

Junto os restos das minhas forças e nos viro novamente, e começo a estocar com rapidez, força e precisam. Os gemidos foram ficando cada vez mais altos, e eu a sentia se comprimir em meu pau. Eu também estava muito perto! Retirei meu pau e enfiei de uma vez. Ela gritou arranhando minhas costas enquanto se libertava chamando meu nome. Fiz mais uma vez, e a vi fechar os olhos e ofegar, então comecei a estocar mais rápido e logo eu também encontrei a libertação.

– Elena! – Eu gritei e desabei em cima dela.

Eu não tinha mais forças... As últimas usei para sair de cima dela, desabando do seu lado. Respiro com dificuldade, e mal consigo abri os olhos. Eu apenas tateio o corpo ao meu lado, mas não consigo puxa-lo pra perto de mim. Puxo uma lufada de ar. Então sinto seu corpo se aproximar do meu, ela deitou em meu peito, gemo de dor.

– Ahhh – Grito.

– Damon! – Ela se levanta.

Eu me contorço de dor. Então tudo para, estou ofegante, abro meus olhos, e Elena está me encarando com os olhos cheio de lagrimas e com o rosto amedrontados.

– Damon... – ela chora.

– Calma... – Digo.

– Como calma? Você tá... – Ela começa a dizer nervosa.

– Obrigado – Sussurro fechando os olhos.

Eu não conseguia mais sentir quase nada. Não tinha mais dor, mas eu sabia que não ia aguentar por muito tempo. Eu sentia que agora eu iria morrer.

– Bem, é a mim que deveria agradecer – Escuto aquela voz.

Não! Mais alucinação não!

– Eu trouxe a cura – abro meus olhos.

Vejo Elena se cobrindo com o lençol e levantando, enquanto Katherine mostra um frasco na sua mão.

– Achei que estivesse morta – Ela diz caminhando em direção a cama.

– Eu estava – Elena responde.

Katherine vem até a mim, abrindo o frasco. Ela se ajoelha na cama.

– Você escapou – Digo fraco.

– Sim. Finalmente – Ela diz e me faz beber o sangue que estava no frasco.

– E ainda veio aqui? – Eu não estava entendo, porque ela quem trouxe a cura.

– Eu lhe devia essa – Disse fazendo carinho no meu rosto.

– Onde está o Stefan? – Elena pergunta.

Meu coração acelera. Olho pra ela, que ainda está segurando o lençol em volta do corpo, encarando Katherine que agora se afastava da cama.

– Tem certeza de que se importa? – Katherine ironiza.

– Onde ele está? – Elena pergunta novamente.

– Está pagando por isso – Katherine levanta o frasco – Ele se entregou ao Klaus.

Elena a olhou espantada.

– Eu não o esperaria tão cedo – Katherine diz.

– Como “se entregou”? – pergunta preocupada.

Eu não estava entendendo mais nada. Não só o que a Katherine falava, quanto a reação da Elena. Mas o que eu podia fazer? Eu sabia... Sempre seria meu irmão, independente do que acontecesse entre nós.

– Ele sacrificou tudo para salvar o irmão. – Ela disse dando de ombro – Inclusive você – Apontou pra ela.

Elena ficou estática no lugar.

– É bom que você tenha Damon para lhe fazer companhia – Diz olhando de mim para Elena.

Merda!

– Adeus, Elena – Ela diz indo em direção a porta do meu quarto.

Porém ela para e se vira novamente para Elena, que continua estática no mesmo lugar.

– Não há problema em amar os dois – Diz e Elena a olha – Eu amei!

Katherine joga o frasco para Elena, que o segura. Katherine some e Elena me olha. Eu já podia me sentir melhor.

– Elena... – A chamo.

– Damon... Não! Agora não! – Diz e sai o meu quarto.

Droga! Porra! Mil vezes droga!

Notas finais
Espero que tenham gostado! Comentem e digam o que acharam!