Notas iniciais
Hey, girls! Aqui é a Liah de novo. ^-^ Esse capítulo é sobre o episódio 4x07, quando Damon e Elena finalmente tiveram sua primeira vez. *-* Espero que gostem da minha versão desse momento que a gente tanto esperou ver na série. E não se preocupem, nada de Steroline pra atrapalhar aqui! hahaha Para aquelas que gostam de ler ouvindo música, acho que nada melhor do que "Kiss me" do Ed Sheeran, que, caso alguém não saiba (o que acho bem difícil rs) foi a trilha oficial da cena. Link: https://www.youtube.com/watch?v=kFfKb_WEkCE Boa leitura!

Como se fosse uma cidadã exemplar de Mystic Falls, eu parei no sinal vermelho ainda que não houvesse nenhum outro carro a dar passagem ou pedestres para atravessar à minha frente. Eu não estava exatamente com pressa esta noite. Minha casa ficava para trás a cada milha percorrida e eu não sabia quando poderia voltar a viver lá, o que certamente estava fora de cogitação enquanto Jeremy fosse um caçador e eu uma vampira.

Se não estivesse exausta demais até para isso, eu teria gargalhado de mim mesma. Tudo o que envolvia a minha transformação vinha se provando tragicamente ridículo. Patético! Além de lidar com as dificuldades da minha alimentação, com meu primeiro assassinato e com a suposta existência de uma cura, que sem dúvidas não seria encontrada com facilidade, meu irmão não conseguia suportar a minha presença. Essa era a pior parte.

Eu podia lidar com o sangue, com a culpa, com a rejeição ao meu novo “eu”, mas não com a ideia de colocar Jer em risco.

Ele ficaria melhor sem mim. Matt devia estar levando suas coisas para a nossa casa neste exato momento, e se encarregaria de ficar de olho nele. Tínhamos que manter uma distância segura, pelo menos por enquanto. Matt também se encarregaria de contar sobre a minha decisão e de dizer onde vou ficar, para que o meu irmão não se preocupe. Embora eu saiba que ele talvez estranhe minha escolha.

Tudo bem, admito que eu mesma estava meio em dúvida sobre esse ponto. Mudar para a casa do ex-namorado não parece uma boa ideia, em nenhuma hipótese, mas o que posso fazer se a mansão Salvatore era o lugar onde eu encontraria a única pessoa que eu queria ver?

***

— Damon — eu o chamei no alto da escada. Talvez não fosse o melhor momento para termos essa conversa, em meio aos preparativos finais para a realização do Miss Mystic Falls, mas eu não aguentava mais esperar.

— Ainda aqui — ele se virou ao alcançar o térreo.

— Nós precisamos conversar… — comecei.

— Stefan me disse sobre o término.

Desci os degraus até ele e uma sensação de déjà vu me atingiu. Um ano atrás eu fazia esse mesmo percurso para dançarmos juntos, quando eu participava do concurso. Lembrei-me da minha surpresa ao me deparar com Damon no lugar do irmão. Tantas coisas haviam acontecido nesse último ano… Hoje eu não conseguia me imaginar dançando com mais ninguém.

— Queria dizer que sinto muito, mas não sinto — ele continuou.

Tão direto… Essa era uma coisa que eu gostava muito nesse vampiro presunçoso. Ele não ficava fazendo média. Não mentia para agradar, ou para fazer política de boa vizinhança.

— O que ele disse? — perguntei. Eu só esperava que eles não tivessem brigado. Nunca tive intenção de ser o motivo de desavenças entre dois irmãos.

— Ah, você conhece o Stefan… Ele começou a falar e falar e não calou a boca.

— Então, ele não te disse por quê?

— Não, mas eu tenho certeza que tem algo a ver com vocês agindo estranho, então por que você não me diz?

“Agindo estranho” era um eufemismo. O fato era que Stefan e eu estávamos tão distantes que eu não conseguia sequer entender como um dia pude ter tanta certeza de que o amava. Aquele sentimento era muito irreal, parecia parte de uma outra vida, outra pessoa… Não era mais o que eu sentia ou o que eu queria. Eu ainda tinha um carinho muito grande por ele, mas não amor. Em outros tempos, eu teria ficado arrasada com o rompimento do nosso namoro, porém dessa vez tudo o que senti foi um grande alívio.

Eu estava livre para dar a resposta sincera que Damon merecia:

— Você.

***

O sorriso que iluminou o rosto dele quando ouviu aquela palavrinha que mudava tudo fez meu coração acelerar, se é que isso era possível nesse status de morta-viva. Fiquei ansiosamente esperando que ele dissesse alguma coisa, mas um inconveniente professor Shane apareceu e o resto do dia foi uma confusão que resultou em eu ter que fazer as malas e sair de casa.

Suspirei sozinha, apertando o volante e ficando cada vez mais perto da mansão. Em poucos minutos, eu estacionei em frente à casa e imaginei se ele estaria lá. Damon. Eu não havia telefonado para avisar que estava a caminho e nós não terminamos nossa conversa interrompida.

De repente, perguntei-me se aparecer com malas e tudo não pareceria meio precipitado da minha parte. Podia sugerir algo além de “Hey, será que tem vaga para uma sem-teto nessa pensão fantasma?”. Era bem a cara de Damon fazer piada sobre como eu mal pude esperar até me atirar nos seus braços! Convencido.

Eu estava rindo quando peguei minha bagagem no banco de trás e me dirigi até a soleira, mas todo o relaxamento desapareceu quando toquei a campainha e me lembrei de que Stefan poderia ser o cara atrás da porta.

Seria muito egoísmo desejar que ele tivesse resolvido virar a noite caçando na floresta?

Felizmente, foi Damon quem veio me receber. Seus olhos passaram pelos meus e eu soube que ele entendia. Sem precisar de maiores explicações, sem brincadeirinhas de duplo sentido. Eu não estava diante apenas de um homem declaradamente apaixonado por mim. Esse era o meu melhor amigo, consciente dos meus problemas e me oferecendo apoio sem ter que dizer uma palavra.

Eu não estava mais apreensiva. A gente daria um jeito nessa bagunça toda. Nós sobreviveríamos.

Entrei alguns passos enquanto ele segurava a porta para mim e o outro dono da casa surgiu para me dar as boas vindas. Ou não.

— Eu não posso mais ficar em casa — justifiquei, quando ele mirou as minhas malas.

Não houve entendimento na expressão impassível do seu rosto. Ele poderia estar bem com isso ou completamente irritado, não dava para afirmar ao certo. Minha aposta, contudo, era a segunda opção. Bem quando Stefan tinha resolvido tomar algumas decisões independentes do que eu iria pensar, ele só conseguiu fazer tudo errado. Colocar Jeremy para se tornar um caçador foi uma péssima ideia, não importava a recompensa no final. Obviamente, ele estava aborrecido porque eu me opus ao seu plano. E porque isso criava uma distância ainda maior entre nós.

— Escolha um quarto… — disse, olhando com desgosto de mim para o irmão. — Eu vou “destruir” outro lugar.

Sem falar mais nada, ele passou por nós como se carregasse uma nuvenzinha negra sobre a cabeça. Eu quis acreditar que o que ele disse fora literal, sem malícia. Mas parecia que o piadista da noite era esse acabando de sair.

Apesar de não esperar ouvir algo do tipo, a grosseria não deteve minha atenção por muito tempo. Um vampiro cavalheiro pegou minhas coisas para colocar junto a uma poltrona e eu me deixei cair no sofá, sentindo o peso do dia e das últimas semanas sobre os meus ombros.

Logo Damon atravessou a sala com dois copos de Bourbon e me ofereceu um.

— Obrigada… — aceitei e tomei um gole. A bebida desceu amarga e enviando um estímulo agradável pelo meu corpo. Eu me senti quente, enfim uma sensação boa depois de tudo.

— Estava apenas sendo educado — ele se sentou também, perto de mim, um pouco surpreso. — Pensei que odiasse whisky.

— Meu irmão quer me matar.

— Bem-vinda ao clube.

A resposta ágil me fiz rir, e o meu riso o fez sorrir. Brindamos às nossas tragédias pessoais e o drama subitamente me pareceu um pouco menor, ainda que fosse uma lista desagradável:

— Jeremy não pode morar comigo, Stefan quer me consertar e Caroline praticamente admitiu que não gosta de mim desse jeito. Acho que é seguro dizer que não sou tão boa nesse negócio de ser vampira.

Tentei caçoar de mim mesma, usar o humor como um remédio. Era preciso encontrar uma forma de viver com isso.

— Você quer saber o que eu penso? — Damon perguntou e, mesmo com o tom levemente divertido, eu vi que era sério. — Eu acho que nunca te vi mais viva.

Ele falava com tanta confiança que eu sorri, fascinada. Era o que eu precisava ouvir e talvez ele estivesse dizendo só para me ver bem, mas esse era apenas mais um motivo para aumentar a forma como eu me sentia em relação a ele.

— Aquela dança que eles fizeram hoje… — eu comecei. — Meio que me lembrou quando…

— Quando nós dançamos juntos? — ele completou. Eu concordei com um aceno. Imaginar que ele também havia pensado naquele dia fez meu peito se aquecer.

— Eu queria ter dançado com você hoje.

Minha confissão pairou no ar por um breve segundo durante o qual nossos olhares permaneceram conectados. Então, Damon sorriu, pegou o copo que eu segurava e o colocou na mesa de centro logo depois de dar o mesmo destino ao dele. Levantou-se e, antes que eu pudesse especular o que ele pretendia, estendeu a mão para mim num convite claro.

Meu próprio sorriso veio repleto de lembranças daquela dança que compartilhamos. Eu me deixei conduzir até o meio da sala, tentando entender como chegamos a isso. Parecia que havia se passado muito tempo depois daquele dia, mas fora apenas um ano desde que este vampiro me salvou de passar um vexame na frente das famílias fundadoras, desde que ele dançou comigo de forma tão impecável como se tivéssemos ensaiado por semanas, desde que eu me permiti notar, pela primeira vez, o quanto ele era atraente. O quanto ele já me atraía naquela época.

Naquele dia, eu não imaginei que haveria uma noite em que Damon e eu dançaríamos sem música, na sala da mansão Salvatore, em frente à lareira. O único som no ambiente era o crepitar das chamas e as nossas respirações, mas não era preciso nenhuma outra trilha sonora. Eu não ouviria mesmo. Estava concentrada demais no toque dos seus dedos entre os meus e na mão indo até a base da minha coluna para me segurar junto de si.

Damon ficou muito perto e minha boca formigou de vontade de beijá-lo, mas preferi reprimir meu desejo mais um pouco e encostar nossos rostos, apenas aproveitando o momento. Eu não tinha certeza se tudo o que vinha sentindo estava claro ou se precisava ser dito de forma mais direta.

Movimentamo-nos devagar, sem pressa, embora eu ficasse a cada segundo mais ansiosa. Várias vezes eu já tinha dançado com ele, mas nunca assim… Entregue. Era como eu me sentia. Eu sabia que parte disso era reflexo da minha transformação em vampira. Os sentidos aguçados faziam com que eu percebesse tudo de forma amplificada, o toque da sua pele, a respiração quente, o cheiro gostoso… Cada estímulo me atingia em cheio e me desarmava por completo.

Assim eu estava, desarmada, quando em seguida ele me fez girar e me puxou de volta, encontrando meus lábios em um beijo. Fui pega de surpresa com a atitude, mas não posso dizer que não estava esperando. Ou querendo. Ou que não iria eu mesma fazer isso caso ele não tivesse a iniciativa.

Os lábios quentes se moveram contra os meus, me fazendo recordar imediatamente cada um dos beijos que já trocamos antes – no seu quase leito de morte, na varanda da minha casa, no motel em Denver… Nenhum deles, porém, era como esse. Livre. Tão livre que eu não pensei duas vezes antes de abraçá-lo, enlaçando o seu pescoço, enquanto Damon fazia o mesmo comigo sem deixar de acariciar o interior da minha boca com sua língua macia.

O sabor era tão suculento que eu não resisti ao impulso de jogá-lo contra a parede numa velocidade sobre-humana, tirando da nossa frente qualquer coisa que estivesse no caminho. Ouvimos algo se quebrando a alguns metros – uma luminária, talvez, e algo de madeira (Um móvel?! Ops…) –, mas nenhum de nós deu atenção. Tínhamos coisas mais urgentes para nos deter, como colar nossos corpos de modo que naquele abraço fosse possível desvendar as formas um do outro. E, para meu deleite, não foi difícil constatar como esse homem já estava excitado.

Bem, ele não estava sozinho. Não era de hoje que dançar com Damon me provocava até o âmago, mas esta noite toda a situação estava indo além de qualquer limite… Então, sem me impor limites, eu puxei cada lado da sua camisa, arrancando botões de suas casas para abrir caminho até o peito que outro dia mesmo eu mirei de cima a baixo sem conseguir controlar meu olhar cobiçoso. Também não era a primeira vez que esse corpo me dava água na boca, mas era a primeira em que eu podia apalpar à vontade.

Contudo, eu não era a única morrendo – se isso fosse possível – de tesão por alguém ali, e a ideia de fazê-lo se sentir assim só aumentava as reações do meu corpo aos seus toques. Damon correu as mãos pelas minhas costas para me segurar e imitar o meu gesto de pressioná-lo contra a parede. Fomos parar bem próximos à lareira acesa, mas eu não saberia dizer se o maior calor partia dela ou de nós.

Um som sôfrego escapou dos meus lábios quando o vampiro não poupou forças ao me apertar pela cintura ao mesmo tempo em que agarrava minha perna, levantando um pouco a coxa para acariciá-la. Eu sorri mentalmente com a noção de que nossos corpos eram compatíveis, que ele não precisava se poupar comigo porque eu aguentava. Eu era feita para isso.

A posição também me erguia um pouco nas pontas dos pés e mantinha minhas pernas afastadas de um jeito que ele ficava encaixado no meio delas. Se antes o volume na altura do seu quadril se fez notar, nesse momento ele praticamente implorava por atenção. E eu atendi movimentando minha pélvis contra ele, retribuindo suas carícias.

Recebi de volta uma mão deslizando das minhas costas para um seio e amaldiçoei calada a existência do sutiã.

Como se lesse meus pensamentos, meu companheiro abriu com apenas um gesto a frente do meu vestido, rasgando o tecido para isso. Eu interrompi o beijo com um riso:

— Que agressividade!

— Está falando de quem, afinal? — ele sorriu de volta, indicando rapidamente com a cabeça o outro lado da sala e eu vi meu estrago. A mesinha quebrada e cacos de vidro no chão.

Dei de ombros com a cara mais inocente que consegui, levando em conta que eu estava com a saia meio erguida e a parte da frente do vestido em frangalhos.

Damon encontrou meus lábios com violência, como se não conseguisse conter a necessidade de beijá-los. Então deslizou a boca pelo meu pescoço, afastando minha roupa dos ombros junto com a alça da lingerie, para tomar cada pedaço da pele exposta, me fazendo desejar aquela boca nos meus seios. Por um segundo eu quis que ele me tomasse ali mesmo, na sala da mansão. Mas o risco de sermos interrompidos me fez ser mais racional.

— Lá em cima…

As escadas passando em um flash mostraram que fui imediatamente compreendida. Foi só pressionada contra uma parede, logo depois, que eu percebi os meus pés mal tocando o chão. Damon havia me erguido para me levar através da casa até o seu quarto.

Meu sorriso de satisfação foi interrompido pela boca ávida contra a minha. Puxei as mangas da sua camisa para baixo e ouvi algo como tecido se rompendo, mas não havia como dizer se foi obra minha ou dele, pois os restos do vestido que eu usava caíram no chão logo quando eu arranhei suas costas musculosas. Foi sem querer, claro! Não era culpa minha que esse homem fosse gostoso assim.

Pensei rapidamente que eu estava muito descontrolada, para não dizer desesperada por ele, e um segundo depois tive a noção de que o que eu sentia não era nada perto do que ainda estava por vir. Meu baixo ventre se contorceu de prazer quando tive uma mão forte e ainda assim carinhosa bem no meio das minhas pernas.

— O que temos aqui… — Damon sussurrou, malicioso, esfregando a calcinha molhada contra minha intimidade. Ele não precisava ter os dedos entre minhas carnes para constatar minha excitação. E eu não tentei disfarçar. Apenas recostei a cabeça na parede e afastei mais os joelhos. — Há quanto tempo você queria isso? — um gemido audível foi minha resposta. — Era só ter pedido, linda.

— Cala a boca! — eu ri, ofegante, e soltei seus ombros por um breve instante, só para começar a descer a calcinha. Os olhos azuis observaram satisfeitos. — Antes que você rasgue.

Era uma explicação ridícula. Quem se importava com a lingerie? Meu único interesse era estar nua para ele, me entregar totalmente a ele. Damon. Sim, Damon! O “cara mau” da história. Meu receio de admitir que era ele quem eu queria fora pelos ares. Ou talvez tenha se afogado quando morri na ponte. Talvez o vampirismo tenha me tornado mais corajosa. Ou quem sabe eu tenha simplesmente cansado de nos maltratar e negar o que nós dois queríamos.

— Se gosta tanto dessa — ele nos levou muito rapidamente até a cama —, é melhor terminar de tirar.

Não era preciso que sugerisse duas vezes. Minhas mãos foram direto para as tiras laterais, mas as dele chegaram lá antes.

— Se me permite… Eu faço questão.

Então eu pensei que devia ter arrancado aquela tira de pano de uma vez antes, porque agora o vampiro mirava sem nenhum pudor o meu sexo. Eu diria que ele estava me secando, só que com o efeito de me deixar mais molhada.

Damon umedeceu os lábios e engoliu em seco, como quem estava com água na boca. Como se fosse me devorar. Levantou os olhos para o meu rosto, descobrindo o rubor nas minhas faces ardentes.

— É linda… — ele se debruçou sobre mim, sem colocar peso, apoiado nos cotovelos. — Você inteira. É perfeita.

Eu agarrei o seu rosto em um beijo urgente que não durou muito, pois ele foi descendo os lábios pelo meu colo até o umbigo, circundando-o com a língua. Dava para imaginar o efeito que esse gesto teria em outras partes, mas pelo visto não seria necessário criar uma cena na minha cabeça. Estava acontecendo.

Ele distribuiu beijos cálidos no início dos grandes lábios e sugou o montinho latejante, cortando minha respiração. Minhas costas se arquearam, involuntariamente fazendo com que eu empurrasse o quadril na sua boca.

— Ansiosa? — Damon sorriu, me encarando. Eu fiquei mais vermelha, se é que era possível. — Eu também. Não vejo a hora de estar dentro de você.

Dizendo isso, ele cobriu minha intimidade, chupando com força. Perdi a razão por um minuto ou dois, enquanto ele continuou com empenho.

— Quer… — tentei falar claramente. — Quer pular essa parte?

Não sei por que fiz esse raio de pergunta, afinal eu estava sonhando com essa carícia. Deve ter sido um resquício de vergonha dando sinal de vida, pois eu já estava arrependida de ter dito antes de terminar a frase. E se ele aceitasse? Não, não e não! Minha mão voou para os seus cabelos negros, enroscando-se neles e acompanhando o seu ritmo, num óbvio incentivo. Eu esperava que gestos valessem mesmo mais do que palavras.

— O que eu quero… — ele ainda se deu ao trabalho de responder, entre uma sucção e outra. — Eu te quero, Elena Gilbert, de todas as formas. Eu quero te ver gozar agora, e depois, junto comigo. E mais uma vez, quando eu começar de novo. Nos meus dedos… — quase gritei quando ele introduziu dois em mim. — Na minha boca… — não interrompeu a provocação no meu clitóris. — No meu…

— Ok, ok! ­— eu interrompi o seu discurso, incapaz de registrar outras promessas.

Algo me dizia que ele pretendia mesmo cumpri-las. E algo me enviava espasmos por todo o corpo, eu não sabia se partiam do meu interior ou do pontinho que ele mais provocava. O fato era que eu estava em suas mãos, à sua mercê, exatamente como ansiei…

Em meio ao êxtase, eu continuei agarrando seus cabelos, meio que puxando, meio que forçando-o a continuar o que fazia, ainda que ele não tivesse feito nenhuma menção a interromper.

Para meu delírio, Damon prosseguiu me acariciando com a língua, até depois do orgasmo, quando o meu corpo estremecia buscando normalizar a respiração. Se continuasse nesse ritmo, eu iria gozar de novo com ele ainda vestido.

Reuni minhas forças, que graças aos céus – ou ao vampirismo – eram maiores do que em tempos de frágil humanidade, e nos movi na cama, de forma que fiquei por cima dele. Meu bad guy lançou um sorriso torto, e não perdeu tempo. Levou as mãos direto ao fecho do meu sutiã. Seu olhar cresceu diante do par de seios a centímetros do seu rosto.

Eu me inclinei sobre ele dessa vez… me oferecendo? Bem, eu estava. E sem pudor algum, eu tinha que admitir.

Comecei uma trilha de beijos partindo da sua boca até o pescoço, mas parei um instante para me erguer um pouco e deixar que ele abocanhasse meus mamilos, que se encontravam duros com os seus toques. Damon deu atenção aos dois enquanto eu passeava os dedos pelos seus ombros úmidos de suor, e pela minha mente passavam umas histórias de que algumas mulheres conseguiam chegar “lá” só com estímulos nessa área. Mordendo os lábios até quase sangrarem para conter gemidos escandalosos, eu não achava difícil.

Seria bom tirar a prova, só que em outro momento. Haveria oportunidades.

Agora, eu o queria demais em outras partes do meu corpo.

Tateei em busca do zíper da sua calça e a arranquei sem o menor cuidado. Ele se recostou na cama – ou foi jogado… – e eu cobri aquele peito viril de carícias, feitas especialmente com a língua. Foi com satisfação e orgulho que eu vi Damon segurar a cabeceira quando eu fazia o caminho até o volume da sua ereção e a livrava do inconveniente tecido que a cobria.

O contato da minha mão no pênis duro fez com que ele se virasse para me observar, soltando um grunhido de prazer, e fez o meu interior se apertar de ansiedade para tê-lo. Não resisti à tentação de levar uma mão até o meio das minhas pernas, ao mesmo tempo em que o colocava na minha boca. Mas a certeza de que a rigidez daquele membro nos meus lábios somada a um mero toque no meu clitóris seriam capazes de me levar às alturas me obrigou a voltar todo o meu foco na sua direção. Eu podia entender o que o meu vampiro disse sobre me querer de todas as formas. Era exatamente o que eu sentia em relação a ele.

Minha intenção, naquele momento, era a de fazê-lo gozar na minha boca. Não que eu fosse fã de engolir esperma ou de levar jorros esbranquiçados no rosto – até porque isso, por si só, não me excitava nadinha –, mas tratando-se de Damon eu me sentia motivada a ir além de qualquer coisa que eu já tivesse feito antes. Nem sequer muito adepta ao sexo oral eu era, quer dizer, pelo menos não na parte que eu tinha que fazer o serviço. Convenhamos, receber pode ser uma maravilha, mas fazer nem tanto. Logo, a vontade de sentir o gosto dele espantou até a mim mesma. Era uma necessidade gritante.

Então, eu me empenhei em proporcionar o melhor oral da minha vida, executando tudo o que eu imaginava ser parte de qualquer lista de “como enlouquecer seu homem na cama”. E ele estava louco, para meu deleite. Tanto que me pegou de surpresa ao puxar meus braços e me obrigar a soltá-lo.

Disse algo que eu não entendi, o som foi mais um rosnado do que qualquer outra coisa. Também pudera, aquilo na sua boca eram presas ou… Presas. Definitivamente.

Em um impulso, eu apenas me atirei em cima dele, com meus seios pressionados contra o seu peito, nossos corpos suados se tocando. E esmaguei a sua boca em um beijo tão intenso que eu não ligava a mínima para o fato de que o contato veio com gosto de sangue. Os dentes afiados haviam perfurado os meus lábios.

Damon percebeu meu sobressalto de um milésimo de segundo e ia recuar, mas eu segurei firme o seu rosto entre minhas mãos e continuei a beijá-lo. E, sem nos separar, eu me ajeitei sobre ele, com uma perna de cada lado do seu quadril, e desci uma mão para posicioná-lo na minha entrada. Movimentei minha intimidade contra seu membro, apenas antecipando o que viria… E sorri contra os seus lábios, no momento em que o tive dentro de mim.

— Damon. — Eu consegui pronunciar com algum esforço, só para ter certeza de que não estava sonhando acordada. — Damon…

A repetição veio em forma de um gemido alto, que ainda assim não era capaz de expressar todo o prazer que eu senti quando ele passou a se mover. Ele tinha uma mão enrolada nos meus cabelos, deixando livre um lado do meu pescoço contra o qual respirava descompassadamente e alternava beijos e sucções provocantes, e a outra no meu quadril, me ajudando a acompanhar seu ritmo crescente.

Da minha garganta saiam fragmentos de palavras e frases que eu nem sabia quais eram, mas que esperava que se formassem com mais clareza depois. Eu não tinha dúvidas de que eram coisas que pensei ao longo daquele tempo em que reprimi meus sentimentos por ele, coisas que eu gostaria de dizer a Damon agora.

— Eu sei… — ele ofegou, como se lesse meus pensamentos. — Eu sei.

E eu sorri, porque era bem possível que ele realmente soubesse. Esse vampiro me conhecia a fundo.

Ele passou a se mover mais devagar, eu me perguntei por quê. Não, não era por cansaço. Não era por não estar gostando. Era para prolongar o nosso prazer. Eu teria ficado feliz em colaborar, mas meu corpo estava no limite.

Não raciocinei muito ao tentar eu mesma adiantar o final, simplesmente porque eu precisava disso com desespero. Selei nossos lábios mais uma vez e me sentei sobre ele, sem parar para pensar no quanto aquela posição me deixava exposta. Tudo o que eu conseguia registrar era em como ele se encaixava deliciosamente dentro de mim, em como me esticava por dentro, em como eu me sentia completa com ele.

Inclinei a cabeça para trás no instante em que o orgasmo me atingiu violentamente. Consegui distinguir sua voz dizendo meu nome ao fundo, mas todo o resto estava envolto por uma nebulosidade luxuriante. Como se eu me perdesse em mim mesma e nele. Exatamente naquele ponto onde nossos corpos se misturavam.

Após incontáveis ondas de prazer, eu comecei a ter noção de tempo e espaço de novo, e sabia que havia desabado sobre ele, com a boca aberta por um gemido, os olhos semicerrados para buscar alguma lucidez e tremores por todo o corpo. O que eu não entendia era como eu ainda podia manter meus quadris em atividade depois daquilo.

Mas claro, não era eu. Era ele.

Damon não havia parado. Ele tinha me deixado gozar outra vez na hora em que fiquei pronta, mas tinha milagrosamente se contido. Ele nos virou na cama em um movimento ágil que o deixou por cima de mim e passou a estocar intensamente. Minha intimidade sensibilizada chegava a arder com a fricção e minhas vistas nem sequer chegaram a se livrar do nublado que tinha vindo com o clímax anterior.

E lá estava eu, no paraíso de novo. Era o terceiro orgasmo da noite, mas quem estava contando? Eu queria mais. Tudo o que ele pudesse me dar.

Enlacei seu pescoço e ataquei seus ombros com beijos, enquanto sorrisos curvavam meus lábios. Aquilo era melhor do que eu jamais havia sonhado.

Nossos olhares se encontraram no exato momento em que ele se entregou ao êxtase dentro de mim e, de repente, eu quis agradecer. Não pelo sexo em si, mas por existir. Por me amar. Por ser meu. Por me fazer dele.

Por ter me mostrado que, mesmo morta, eu estava viva.

Notas finais
Então? Tomara que tenha feito jus ao momento. Ou que pelo menos não tenha decepcionado. ^^ Me digam o que acharam, amores. Comentem aí! ;))) Até mais! Xoxo ;)