Decode - Fanfic Interativa

2 Nenhum som além do vento.


Notas iniciais
Oi amores, tudo bem?
Como eu vou ir viajar amanhã - e não queria deixar vocês sem nada - decidir postar esse capítulo hoje. Ele não tem muita graça, mas eu precisava dele para seguir a história, entendem?
"Laris, quem ganhou a promoção?". Vou postar o capítulo com os novos personagens na segunda-feira, tá?
Lembrando que ainda dá tempo de mandar a sua ficha! Mandem quantas vezes quiserem (:
Espero que gostem, boa leitura.

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ATENÇÃO: O texto abaixo não me pertence, foi apenas adicionado para uso ficcional numa maneira de dar um novo rumo à história Lua Nova, escrita por Stephenie Meyer. Todos os direitos reservados a editora Intrínseca.

Prólogo

POV BELLA SWAN

Os penhascos eram uma lâmina preta contra o céu claro. Olhando-os, lembrei-me do dia em que Jacob contou sobre Sam e a “gangue” dele. Pensei nos meninos – os lobisomens – atirando-se no ar vazio. A imagem das figuras espiralando em queda ainda era nítida em minha mente. Imaginei a total liberdade da queda... Imaginei como a voz de Edward ficaria em minha cabeça – furiosa, aveludada, perfeita... O ardor no peito incendiou-se em agonia.

Tinha de haver uma forma de extingui-lo. A dor ficava mais insuportável a cada segundo. Olhei os penhascos e as ondas que quebravam.

Bem, por que não? Por que não extinguir a dor agora mesmo?

Jacob me prometera um mergulho do penhasco, não foi? Só porque ele não estava disponível eu deveria desistir da distração de que precisava tanto – ainda mais necessária porque Jacob estava lá fora, arriscando sua vida? Arriscando-a, essencialmente, por mim. Se não fosse por mim, Victoria não estaria matando pessoas por aqui... Estaria em outro lugar, longe. Se algo acontecesse com Jacob, seria por minha culpa. Essa percepção me apunhalou fundo e me fez correr para a estrada que levava à casa de Billy, onde minha picape esperava.

Eu conhecia a rua que passava mais perto dos penhascos, mas tive de procurar o pequeno caminho que me levaria à pedra. Enquanto seguia, tentei encontrar desvios ou bifurcações, sabendo que Jake tinha planejado me levar na pedra mais baixa ao invés de no topo, mas o caminho seguia numa linha reta e estreita até a beira, sem me deixar opções. Não tive tempo para encontrar um jeito de descer – a tempestade se aproximava rapidamente. O vento, enfim, começava a me tocar, as nuvens pesando mais próximas do chão. Assim que cheguei ao local onde a estrada de terra se abria num precipício de pedra, as primeiras gotas irromperam e se esparramaram em meu rosto.

Não foi difícil convencer a mim mesma de que não tinha tempo para procurar outro caminho – eu queria pular do topo. Essa era a imagem que se fixara em minha mente. Eu queria a longa queda que me daria a sensação de voar.

Sabia que aquela era a atitude mais idiota e mais imprudente que já tomara. Pensar nisso me fez sorrir. A dor já estava cedendo, como se meu corpo soubesse que a voz de Edward estava a apenas segundos de mim...

O mar parecia muito distante, de certo modo mais distante do que antes, quando estava no caminho, entre as árvores. Fiz uma careta quando pensei na possível temperatura da água. Mas não ia deixar que isso me impedisse.

O vento agora soprava com mais força, chicoteando a chuva em redemoinhos ao meu redor.

Dei um passo para a beirada, sem tirar os olhos do espaço vazio à frente. Os dedos de meus pés já tateavam às cegas, acariciando a beira da pedra quando a encontraram. Respirei fundo e prendi o ar... Esperando.

“Bella.”

Eu sorri e soltei a respiração.

Sim? Não respondi em voz alta, por medo de que minha voz dispersasse a bela ilusão. Ele parecia tão real, tão próximo. Só quando me reprovava desse jeito eu podia ouvir a verdadeira lembrança de sua voz – a textura aveludada e a entonação musical que compunha a mais perfeita das vozes.

“Não faça isso”, pediu ele.

Você quis que eu fosse humana, lembrei a ele. Bem, assista.

“Por favor. Por mim.”

Mas você não vai ficar comigo de nenhuma outra maneira.

“Por favor.” Era só um sussurro na pancada de chuva que agitou meu cabelo e ensopou minhas roupas – deixando-me tão molhada que era como meu segundo salto do dia.

Fiquei na ponta dos pés.

“Não, Bella!” Ele agora estava com raiva, e isso era adorável.

Sorri e levantei os braços, como se fosse mergulhar, erguendo o rosto para a chuva. Mas aquilo estava arraigado demais dos anos de natação na piscina pública – primeiro o pé, primeira vez. Inclinei-me para a frente, agachando-me para tomar mais impulso.

E me atirei do penhasco.

Gritei ao cair pelo espaço aberto como um meteoro, mas foi um grito de alegria, não de medo. O vento impunha resistência, tentando em vão lutar com a gravidade indomável, empurrando-me e me fazendo girar em espiral como um foguete atingindo a terra.

Sim! A palavra ecoou em minha cabeça enquanto eu cortava a superfície da água. Era gelada, mais fria do que eu temia, e, no entanto, o frio só aumentou meu prazer.

Estava orgulhosa de mim à medida que mergulhava mais fundo na água escura e congelante. Não senti nem um segundo de pavor – só pura adrenalina. Na verdade, a queda não fora nada assustadora. Onde estava o desafio?

Foi então que a correnteza me pegou.

Fiquei tão preocupada com a altura dos penhascos, com o perigo evidente de suas faces elevadas e escarpadas, que nem pensei na água escura que me aguardava. Nunca imaginei que a verdadeira ameaça estivesse espreitando muito abaixo de mim, sob as ondas que se erguiam.

Parecia que as ondas lutavam comigo, lançando-me de um lado para outro como se estivessem decididas a me dividir, cortando-me pelo meio. Eu sabia a maneira certa de evitar uma corrente marinha: nadar paralelamente à praia em vez de lutar para chegar à margem. Mas o conhecimento de pouco me valeu, já que não sabia para que lado estava a praia.

Eu nem sabia dizer para que lado estava a superfície.

A água furiosa era negra em todas as direções; não havia qualquer claridade que me orientasse para cima. A gravidade era onipotente quando competia com o ar, mas não significava nada nas ondas – eu não sentia um empuxo para baixo, não afundava em nenhuma direção. Só sentia o bater da corrente que me arremessava em círculos, feito uma boneca de trapos.

Lutei para manter presa a respiração, para manter meus lábios fechados em torno de minha última reserva de oxigênio.

Não me surpreendeu que minha ilusão de Edward estivesse ali. Ele me devia muito, considerando que eu estava morrendo. Fiquei surpresa por estar tão certa disso. Ia me afogar. Estava me afogando.

“Continue nadando!”, implorou Edward com urgência em minha cabeça.

Para onde? Não havia nada a não ser a escuridão. Não havia para onde nadar.

“Pare com isso!”, ordenou ele. “Não se atreva a desistir!”

O frio da água entorpecia meus braços e minhas pernas. Eu não sentia o açoite tanto quanto antes. Agora era mais uma vertigem, um giro desamparado na água.

Mas eu o ouvi. Obriguei meus braços a continuarem estendidos, minhas pernas a baterem com mais força, embora a cada segundo eu tomasse um rumo diferente. Aquilo não devia estar adiantando nada. Que sentido tinha?

“Lute!”, gritou ele. “Que droga, Bella, continue lutando.”

Por quê?

Não queria mais lutar. E não era a vertigem, nem o frio, nem o fracasso dos braços à

medida que os músculos desistiam de exaustão que me deixava contente por ficar onde estava. Eu estava quase feliz por aquilo ter acabado. Era uma morte mais fácil do que as outras que enfrentei. Estranhamente em paz.

Pensei por pouco tempo nos clichês, sobre como você devia ver sua vida passar diante dos olhos. Eu tinha muito mais sorte. Quem afinal queria ver uma reprise?

Foi ele que eu vi, e não tive vontade de lutar. Era muito claro, muito mais definido do que qualquer lembrança. Meu subconsciente guardara Edward em detalhes impecáveis, poupando-o para este último momento. Pude ver seu rosto perfeito como se ele estivesse mesmo ali; o tom exato de sua pele gélida, o formato de seus lábios, a linha de seu queixo, o cintilar dourado de seus olhos furiosos. Ele estava com raiva, naturalmente, por eu desistir. Seus dentes estavam trincados e as narinas infladas de cólera.

“Não! Bella, não!”

Minhas orelhas foram inundadas de água gélida, mas a voz dele era mais clara do que nunca. Ignorei as palavras e me concentrei no som de sua voz. Por que eu lutaria se estava tão feliz ali? Mesmo enquanto meus pulmões ardiam, querendo mais ar, e minhas pernas doíam do frio gelado, eu estava contente. Tinha me esquecido de como era verdadeira felicidade.

Felicidade. Isso tornava toda a história de morrer bastante suportável.

A correnteza venceu nesse momento, lançando-me repentinamente contra algo rígido, uma rocha invisível no escuro. Atingiu-me com força no peito, golpeando-me como uma barra de ferro, e o ar fugiu de meus pulmões, escapando numa nuvem espessa de bolhas prateadas. A água inundou minha garganta, sufocando e queimando. A barra de ferro pareceu me arrastar, puxando-me para longe de Edward, mais fundo nas sombras, para o fundo do mar.

Adeus, eu te amo, foi meu último pensamento.

POV ALICE CULLEN

O coração dela parou. Não havia mais volta. Ela estava morta e não poderíamos fazer mais nada.

Os cabelos castanhos estavam mais escuros e lisos do que nunca, devido à água que para qualquer humano estava congelante. A pele – que antes já era branquíssima – estava da mesma coloração do que a nossa. A pequena boca estava roxa.

Ela, agora, flutuava na agua sem direção, sem rumo. Assim como um papel no meio do oceano.

Edward ergueu a cabeça devagar em minha direção assim que a visão acabou. Seus olhos cor de mármore agora estavam negros, mas não era por causa da alimentação — mais precisamente pela falta dela — e sim por causa de um sentimento que eu não conseguia definir.

Seu rosto se contorceu em um formato de dor e a sua boca ficou semi-aberta por um momento.

Volturi.

Sim, Edward iria até os Volturi para acabar com a sua vida de uma vez por todas. Eu já podia ver Aro com as mãos no seu pescoço, esperando apenas um impulso.

Puxei o ar enquanto via o que Edward pretendia fazer.

–Edward, se acalme. – digo me levantando ao mesmo tempo que ele.

–COMO VOCÊ QUER QUE EU ME ACALME DEPOIS DO QUE VOCÊ VIU, ALICE? – ele gritou com os olhos arregalados.

–Edward, Alice, o que está acontecendo? – Carlisle perguntou com um tom de voz preocupado.

As mangas da sua camiseta azul estavam arregaçadas até a altura dos seus cotovelos, indicando que ele tinha acabado de chegar do hospital.

–A Bella – a voz de Edward me despertou dos meus pensamentos – a Bella... morreu.

Assim como Edward, Carlisle arregalou os olhos, abrindo e fechando a boca várias vezes, numa tentativa árdua de consolar o filho. Porém, nada teve sucesso.

–Edward pretende ir até os Volturi, Carlisle.

Aquelas palavras praticamente cortaram a minha garganta ao meio. E, pelo visto, Carlisle teve a mesma reação.

–Arrumem as suas coisas. Nós vamos para o Canadá.

Rosalie, que entrava nesse mesmo momento na sala, arregalou os olhos e repetiu átona:

–Ca..Canadá? — foram as ultimas palavras que eu ouvi antes de ter uma nova visão.


Notas finais
E ai amores, gostaram?
Ah, esqueci de falar lá em cima. TEM TRAILER NOVO VINDO AI *-*