Decode
11 Capítulo 11
Cheguei em casa ás 21:00h, tomei um banho e fui dormi. Afinal, tudo que eu queria neste momento era dormir.
Acordei no outro dia, ás 13:00, nunca dormi tanto.
Fui almoçar e enquanto eu comia minha mãe não parava de me xingar um minuto. Eu não ouvi nenhuma palavra do que ela disse, e fiquei calada o tempo todo, porque todos os meus pensamentos estavam voltados para ele.
Terminei de almoçar, tomei um bom banho e saí, apesar do 1 milhão de objeções que minha mãe fez.
Peguei um táxi e mandei ele seguir até as colinas. Demoramos mais ou menos uma hora pra chegar, e assim que cheguei, comecei a subir a montanha gigantesca. Demorei uns 30 minutos,mas consegui chegar até a casa. Bati na porta e ninguém atendeu.Bati mais três vezes e ninguém atendeu. Resolvi gritar. Gritei umas 5 vezes, e na sétima vez Bill abriu a porta com uma cara nada boa.
– O que você quer aqui? — disse ele amargamente.
– Oi Bill! Pensei que eu nunca mais iria vê-lo.
– Vai embora.
– Amor, como assim?
– Vai embora garota! Eu não quero mais nada com você! Eu sei o que você fez.Sua vadia falsa!
– Bill, como assim? Do que você está falando?
– Você NÃO serve para me libertar! Você não é a pessoa que eu pensei que era. Vá embora.
– Bill,eu não estou entendo!
– Você só fingiu que gostava de mim pra descobrir meu segredo e revelá-lo! Você é falsa!
– Bill não é nada disso! Blac...
– NÃO OUSE FALAR MEU NOME!
– SE VOCÊ NÃO GOSTA DE MIM,PORQUE ME SALVOU?
– Por causa da droga do meu instinto! Vai embora.
– Ok, eu vou. Mas apenas saiba que nenhuma das suas opiniões sobre mim vai mudar o que eu sinto por você. Até breve.
Desci as colinas correndo, peguei um táxi e quando vi, já estava deitada em minha cama chorando. Passei o resto do dia chorando, sem saber o que fazer. Eu não poderia simplesmente largar tudo e voltar para os USA, eu realmente estava apaixonada por ele. De uma forma que eu jamais pensei em estar na minha vida.
Acordei péssima. Com uma dor de cabeça terrível, toda suada (apesar do frio) e morrendo de fome, não havia comido nada desde ás 13:00h do dia anterior.
Levantei, vi que eram 08:25h e fui tomar um café da manhã. Dei bom-dia para minha mãe e ela começou falando:
– Lizzie, eu acho melhor você voltar para os USA. Sinceramente, a Alemanha não fez nada bem pra você.
– Ok mãe. Mas você poderia me dar só mais 3 dias antes de comprar a passagem?
– Tudo bem, filha.Mas saiba que eu só quero o seu bem,ok?
– Eu sei mãe — eu disse,dando um beijo nela e saindo.
Fiquei no computador o resto do dia e á noite me preparei para dormir. Ás 00:15h eu levantei, tomei um banho rápido, coloquei uma roupa, arrumei o cabelo e saí.
Andei duas quadras e peguei um táxi. Pedi ao motorista para me levar até as colinas.
Demoramos uns 45 minutos aí eu comecei á subir as colinas. Demorei quase uma hora, pois o ar estava seco e estava fazendo muito frio, o que só piorou a subida.
Fui para a porta da casa de Bill e comecei a bater. Como antes ninguém atendeu. Fiquei batendo e gritando por uns 15 minutos,e depois desse tempo ele veio atender a porta:
– Lizzie, já te falei para me esquecer. Vai embora. Pelo nosso bem.
– Ok, eu vou mesmo. Daqui á três dias eu estou voltando para os USA. Dessa vez é de verdade. Eu só queria te dizer umas coisas primeiro. Eu nunca vou te esquecer, você foi o cara que me deu o meu primeiro beijo, eu nunca vou esquecer a forma como você me tocou, nunca vou esquecer o sentimento de pavor que você me causou á primeira vista, nunca vou esquecer a forma em que você me encorajou á fazer tudo isso por você, nunca vou esquecer á noite em que você entrou em meu quarto e me deu os melhores beijos do mundo, nunca vou esquecer a sua sinceridade, nunca vou esquecer as duas vezes que você salvou minha vida, eu nunca vou esquecer você. E mesmo você pensando coisas horríveis á meu respeito eu vou continuar te amando.E nunca vou amar outra pessoa como eu te amei. Então,acho que isso é um adeus.
– Adeus — ele disse,fechando a porta.
Fiquei uns minutos olhando para o horizonte,e lembrando de tudo que eu havia feito com Bill até ali. Realmente era um adeus, porque dessa vez eu estava realmente indo embora.
Fiquei uns instantes pensando até que senti uma mão tocando meu ombro. Virei para trás e tomei um susto, era meu pai.
– Pai??! — eu disse alto.
– Lizzie. Venha aqui.
– O que você está fazendo aqui pai?
– Tem coisas que você precisa saber. E essa é a hora. Vamos — ele disse pegando minha mão e me levando até a outra parte da colina.
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