Declaro-me Mais Tarde!

23 Capítulo 22 - Uma Noite para Nunca se Esquecer


Notas iniciais
- Cap não betado. -Máscara: O Mascarado, foi o último da sequencia do baile, como imagino que tenham percebido; agora todos os acontecimento serão fora do baile - embora poderá ser mencionado o mesmo em algum trecho dos capítulos futuros. - Espero que gostem! - Não se esqueçam de comentarem!

A cena final do episodio bombástico havia iniciado. Era dessa forma que ele sentia. Enquanto tirava a máscara vagarosamente, esse era o sentimento que lhe dominava. Para o mascarado que agora estava preste em revelasse, ele e Lucy estavam num estúdio de TV, gravando a cena importantíssima para o episódio que mudaria todo o desenrolar daquela novela mexicana.

E a cada centímetro que ele revelava de seu rosto, aumentava mais um nível de palpitação em seu coração, que a qualquer momento ele sentia que explodiria. Por isso ele tinha que ser rápido, antes que isso acontecesse, ele tinha que saber qual seria a reação dela, quando visse a identidade do mascarado.

Respirou fundo e retirou o restante da mascara, junto a ela o gorro que usava, estava agora completamente revelado, diante ao olhar de sua amada.

Ela lhe olhou por alguns segundos, ponderando-lhe. E então algo que ele não esperava aconteceu, ela riu. Não foi um simples sorriso, ou sorriso de deboche, foi uma risada, que ecoou no estacionamento. Uma reação que fez ele estranhar. Estava esperando um olhar de desapontamento, de fúria, algumas palavras duras, menos aquilo. Uma risada? O que aquilo poderia significar?

Ele a olhava confuso, enquanto a loira continuava a rir. Esta ria alegremente, pronta para se engasgar em meio à gargalhada, aumentando consideravelmente o estado abobalhado do ex-mascarado.

–Você acha que eu não sabia? – disse ela, quando enfim parou de rir.

O que ele esperava que ela tivesse que fazer ao tirar a máscara, foi ele quem fez. Olhou para ela com espanto, paralisado com aquela revelação, sentindo-se até um pouco idiota por tudo que fez até então.

–Você... Sabia?

–Sim. Não no primeiro momento, mas logo descobri de quem se tratava. Acha que realmente conseguiria se esconder tanto tempo assim de mim, Natsu?

Sem jeito ele deu um sorrisinho.

–Achava. – revelou. – Era na verdade essa a intenção desde o inicio... – Interrompeu-se ao se lembrar de algo. – Espera, isso quer dizer que mesmo sabendo que era eu, você veio. E eu pensando se caso soubesse quem era, iria preferir não vim, já que não usou o vestido que lhe dei.

Foi a fez dela ficar sem jeito, encarando seus próprios pés com grande interesse, ele sorriu alegremente.

–Então quer dizer que Lucy Heartfilia, quis vim até aqui mesmo sabendo quem estava a esperando? É isso mesmo?

Lucy bufou ao ouvir essas palavras e o olhou duramente.

–Não me faça se arrepender por ter vindo até aqui. E um breve comentário do seu vestido. Acha realmente que iria querer parecer um enfeite do baile?

Ele rapidamente segurou uma das mãos dela e a puxou para perto de si.

–Desculpa-me. – E sorriu.

Natsu estava extremamente feliz naquele momento, não imaginava que aquilo que ele e Loki conversaram no dia que a encontraram na agencia da Fairy Tail, iria dar a ele essa grande oportunidade, na qual ele teria a chance de estar ao lado dela desse modo, seu sorriso abriu-se ainda mais e corajoso ele a envolveu em seus braços, a sentiu encostar sua cabeça em seu peito.

Dezenas foi as vezes que ele quis voltar no tempo e mudar aquele dia na escola, aceitar o que ela tinha a lhe dizer e deixar de lado aquilo que havia iniciado. Mas ele não tinha o dom de fazer coisas desse tipo e agora que estava ao lado dela, sentia que não era necessário. Não mais.

–Estou ainda confusa. – disse ela, ele afastou-se de modo que lhe olhasse.

–Com o que?

–Com o que aconteceu dentro do baile, embora possa imaginar quem era o outro mascarado, realmente gostaria de saber o que foi que aconteceu naquele lugar.

Ele sabia que chegaria esse momento, afinal não iriam fazer tudo aquilo e simplesmente ela deixaria passar, como se nada houvesse acontecido. Ele olhou ao redor, via algumas pessoas adentrarem o estacionamento, como também funcionários do lugar. O melhor a fazer era se retirarem dali.

–Antes vamos sair daqui. Vem. – disse amavelmente.

Ela o seguiu, ele deu a volta no sedan que foi testemunha de tudo, e abriu a porta do passageiro dianteiro.

–Pronto, minha lady, abri a porta para você. – a voz gentil de Natsu preencheu o ambiente, o sorriso afável de Lucy denunciou que ela adorara ouvi-lo dizer aquelas palavras.

Ela seguiu até aquele ponto e com ajuda dele – embora não necessária, mas bem vinda – Lucy entrou no carro, para então Natsu dar a volta novamente no carro e entrar no carro.

–Irei lhe levar a um lugar especial. – disse ele. – E lá lhe poderei explicar tudo.

Sem dizer mais nada, e querendo manter o clima prazeroso que se instalara entre os dois, com a oportunidade de finalmente arrumar tudo que havia feito desde o dia que se reencontraram pela primeira vez, Natsu colocou uma música; essa inédita.

A melodia de um piano começou a tocar lentamente, cada nota tocada com mestria. O som invadiu o carro que saia agora do estacionamento, um ritmo que fez com que Natsu desejasse que as vias estivessem livre, pois estava inspirado para aquela noite.

Então junto as notas tocadas agora com mais rapidez e força, quase como um pedido para que seu acompanhante iniciasse a sua parte, iniciou a música. Uma voz masculina, suave e carregada de emoção. A sua voz.

Eu tentei esquecer essa dor

Eu até tentei parar de pensar

Tudo que consegui foi prosseguir

Com tudo que já estava neste lugar

Gritando dentro de mim, como uma eterna solidão

Ele olhou pelo espelho retrovisor o rosto de Lucy, seus olhos estavam cheios de lágrimas. Havia conseguido atingi-la? Teria ela entendido o que aquela música queria dizer?

Já corri para longe

Já corri desta perseguição

Buscando sempre esquecer de você

Buscando somente esquecer

Ele contornou a esquina com o carro, a melodia do piano voltara com seu ritmo vibrante, com sua força bela e necessária. Ele voltou a observá-la, ainda mergulhada na sua própria compreensão da música, presa no som envolvente, que criara especialmente para um momento como aquele. Para o momento deles.

Olhou para a avenida, não estava tão lotada como imaginara, chegaria ao lugar rápido, o que lhe deixou alegre.

E a música continuava a ocupar seu importante lugar dentro do automóvel.

–Eu aprendi que você sempre estará em mim

Como uma eterna ferida, sem um fim

E mesmo que tente, não conseguirei

A dor sempre estará presente

Lembrando daquilo que não consegui fazer

Da tarde que errei por não dizer

Ele voltou a olhá-la pelo espelho retrovisor, ela estava lhe olhando, ele rapidamente virou-se para ela. Havia a compreensão clara nos olhos dela. Lucy realmente compreendera sua música, ela sabia o que aquilo queria dizer, e não havia dúvida.

Sorriu e voltou-se para rua, a música a continuar com sua tarefa.

Já corri para longe

Já tentei correr até Você

Buscando um caminho para esquecer

Um caminho até você

Ele sentiu ela tocar seu ombro, então seus olhos encontraram-se no espelho retrovisor, as lágrimas desciam pelo rosto dela, livres, mas havia nos lábios de Lucy um franco sorriso. Leve e desprendido de quaisquer intenções.

Queria eternizar o breve momento do seu sorriso

Queria ignorar a dor, aquela que fiz surgir em você

Aprendi que dores assim não se esquece

O que posso fazer é aprender

A única forma que posso ficar com você

Já corri para longe para te encontrar

Já tentei correr até para o mesmo lugar

Aprendi que é com sorriso que lhe terei

Aprendi que por você sempre aqui estarei.

O piano diminuiu seu ritmo, enquanto Lucy repousava sua cabeça no ombro de Natsu, as lagrimas a continuar a cair.

Aprendi, que sempre te amarei... – Natsu pronunciou junto a música assim que entrou no estacionamento do lugar que queria levar Lucy.

A loira secou rapidamente suas lágrimas quando ele anunciou que haviam chegado. Ele a viu olhar o estacionamento, certamente confusa por ter entrado em um. Sem esperar que ela lhe fizesse a pergunta, que claramente estava formada e pronta para ser pronunciada, Natsu lhe disse.

–Estamos no prédio que moro.

Sabia que aquilo a pegaria de surpresa, e pela expressão em seu rosto confirmava isso. Certamente quando ele disse para os dois fosse para outro lugar, na passara na mente de Lucy que esse seria o apartamento de Natsu.

Rapidamente, antes que ela pudesse dizer ao contra, ele saiu do carro e deu a volta neste, para então abrir a porta para ela.

Lucy o olhou demoradamente, na certa enfrentando interiormente alguma batalha, entre continuar no carro e exigir que ele a levasse de voltou; ou sair e o acompanhar. Natsu suplicava para que ela escolhesse a segunda alternativa, realmente havia preparado tudo para que aquela noite fosse memorável na vida dos dois, a música no carro era só a introdução para tudo.

Então, para sua alegria, ela estendeu a mão para ele, quem a segurou alegremente e a ajudou sair do carro. Ele ainda não conseguia acreditar que sua noite havia chegado naquele ápice.

Assim que travou a porta do carro, ele ofereceu seu braço a ela, quem o entrelaçou prontamente.

–Saiba. – disse ela fracamente, como que na dúvida se deveria realmente pronunciar as palavras seguinte.

–Sim. – encorajou ele, acompanhado de seu famoso sorriso.

–Resolvi ir até você, porque acho que chegou a hora de esclarecer algumas coisas dentro de mim. Resolver o que está dentro do meu coração.

Ele fez que sim com a cabeça e soltou seu braço do dela e a puxou para perto de si, a abraçando fortemente. Ele ficava feliz com a decisão dela, mesmo que depois ela pudesse escolher nunca mais vê-lo, ele aceitaria isso. Pois, tal como ela, ele queria resolver tudo aquilo.

Afastaram-se, somente para se olharem. Havia no olhar de Lucy a esperança que gritava no coração de Natsu, aquilo era tão reconfortante que o rapaz simplesmente deixava com que seu sorriso brotasse em seus lábios. Ele não deveria ter esperado tanto tempo para ter decidido aquilo. Para ir atrás dela, podia ter feito isso muito antes. Mas agora que ele havia dado esse importante passo, aproveitaria o máximo possível.

Segurou na mão dela e de mão dadas seguiram para o elevador. O estacionamento estava entregue a uma calmaria, como se fosse um mundo paralelo ao que eles deixavam para trás. Um mundo só deles.

Cheio de esperanças, adentraram o elevador, neste o silêncio repleto de uma paz há muito suplicado silenciosamente pelos seus corações, os acompanhava. Era tudo que eles precisavam naquele momento.

Chegaram a cobertura, onde ele morava. A porta de seu apartamento defronte assim que se abria o elevador; Natsu sentiu um frio na barriga, não queria que aquela noite desse nada errado, havia planejado tudo e queria proporcionar a Lucy aquilo que fizera pensando nela, carinhosamente.

Colocaram-se diante a porta do apartamento, onde Natsu voltou-se para Lucy, ambos de frente para o outro. Ele soltou a mão dela.

–Espero que goste daquilo que preparei para você. – pronuncia docilmente.

–Caso seja como a música. – diz ela com leveza, aproximando dele. – Tenho certeza que amarei.

Ternamente ele leva sua mão ao rosto dela, poderia iniciar a aventura que guardara para aquela noite de uma forma fantástica; e sentia que Lucy também gostaria que assim fosse. Delicadamente cariciou o rosto dela, viu-a fechar os olhos em deleite, sentiu-se bem diante a essa visão. Estava extremamente feliz.

Inclinou o rosto na direção dela, repousara seu polegar próximo a boca dela, Lucy voltara a abrir os olhos e não parecia disposta a quebrar aquela aproximação. Para tornar aquele momento ainda mais especial ele pronunciou uma estrofe de sua música.

Já corri para longe para te encontrar. Já tentei correr até para o mesmo lugar, Aprendi que é com sorriso que lhe terei, Aprendi que por você sempre aqui estarei. Aprendi, que sempre te amarei...’

Ao fim de pronunciar a última frase ele selou o contato, seus lábios capturaram os dela, num beijo envolto de ternura e paixão; sem presa eles mantiveram seus lábios pressionado um no outro e então lentamente iniciaram os movimentos, buscando aprofundar o selamento. Lábios entreabriram, línguas se encontraram, mãos e cabelos entrelaçaram-se. Um beijo que nenhum comercial de TV um dia poderia transmitir estando os dois nele. Mas que eternamente seriam selados por eles.

Afastaram-se a respiração levemente alterada, um preço pequeno diante ao sublime momento, o tão sonhado momento.

Com um sorriso bobo a brincar em seus lábios, Natsu abriu a porta e adentrou no apartamento puxando gentilmente Lucy, assim que se colocaram-se no hall de entrada, ouviram-se passos. Natsu imediatamente virou-se na direção desses, vinha do corredor que levava para seu quarto.

Sem reservas, e com a crueldade a brindar em seus olhos, surgiu ela.

Lisanna estava somente de lingerie, e trazia em uma de suas mãos uma taça e na outra uma garrafa de vinho.

–Nii-san, porque demorou? – a voz falsamente alterada para parecer meiga pronunciou aquelas palavras perigosamente. –E porque ela está aqui? Pensei que você iria se livrar dela lá em baixo, concordamos que seria muito dolorosa se ela entrasse aqui e me visse.

Natsu que tinha ficado surpreso no primeiro momento diante a visão de Lisanna naquele traje, dentro de seu apartamento; ficara agora furioso diante as palavras dela, já entendendo onde ela queria chegar.

–Você ficou...

–Não acredito nisso. – a voz chorosa de Lucy, quem agora se soltava dele, interrompeu-o. – Como você pude fazer isso, como?

–Lucy, não é...

–CALA SUA BOCA! NÃO QUERO OUVIR MAIS NADA. – e abriu a porta.

–Nii-san, eu disse que era cruel demais...

–CALA A SUA BOCA! – gritou Natsu para ela, e então se retirou.

Lucy acabara a acionar o elevador, que já abria as portas.

–Lucy, por favor me ouve.

Ela virou-se para ele, mas antes que ele pudesse dizer mais alguma coisa, Lisanna saiu do apartamento e jogou-se sobre ele, entrelaçando o pescoço dele e dando-lhe um beijo estalado no rosto.

As lágrimas mais uma vez se fez presente nos olhos de Lucy, e desta vez Natsu sabia perfeitamente que não era de alegria. Sem dar qualquer esperança a ele, Lucy adentrou o elevador e rapidamente apertou o botão de fechar as portas.

Natsu empurrou Lisanna para o lado, precisava entrar no elevador e conversar com Lucy, pois sabia que se deixasse ela sair daquela forma, não teria uma segunda chance. Não depois de tudo aquilo. Mas Lisanna lhe agarrou novamente o puxando para dentro do apartamento, novamente ele a empurrou, sentia um ódio grandioso dela naquele momento, algo que nunca imaginou sentir por alguém um dia.

Seguiu para o elevador, mas tarde demais... Lucy iria embora para sempre, desta vez...

Notas finais
- Não se esqueçam de comentarem!