Declaro-me Mais Tarde!

24 Capítulo 23 - Mais uma confusão, e por que não?


Notas iniciais
- Cap não betado. - Um capítulo que particularmente demorou para ser feito, devido a personagem em destaque deste, já que não sou lá muito fã dela u.u -Espero que gostem! E não se esqueçam de comentarem!!!

Ela precisava alcançá-lo, não queria ficar longe dele naquele dia, sabia perfeitamente o que isso poderia significar. A ida do grupo que sua irmã gerencia foi marcado para aquele dia, conforme foi informada, e portanto não podia simplesmente deixá-lo sozinho pela agencia, a chance de encontro dos dois multiplicara a milhões agora que trabalhariam no mesmo local.

Acionou o botão do térreo assim que adentrou o elevador, onde ela sabia que ele iria; ficaria ao lado dele e o tiraria da vista de todos, sentia que era o que precisava fazer. Tudo que fizera desde que adentrou aquela agencia, deixando de lado contratos internacionais, foi para ter uma chance com ele e não seria agora que ela perderia. Não depois de tantos anos.

a porta do elevador se abriu respirou fundo e tirou todas essas ideias da mente, queria estar alegre quando o encontrasse, precisava atrai-lo, como sempre, com sua energia. E foi desse modo que saiu do elevador, sorridente. Seguiu em direção a ele, quem caminhava despreocupado em direção a saída.

–Natsu-kun! — gritou.

Ele se voltou para ela e sorriu, seu coração deu um pulo de alegria diante aquele sorriso radiante; um fator que fizera ela se apaixonar por ele.

–Pensei que não conseguiria lhe alcançar. — disse ela amavelmente.

–Bem, conseguiu, houve alguma coisa?

–Você prometeu que tocaria para mim, se lembra?

Ele expressou um semblante de culpado, pelo jeito havia se esquecido da promessa que fizera mais cedo a garota, ela manhosa segurou sua mão.

–Vamos agora! Lembre-se que promessa é dívida!

–Tenho que pensar sobre isso. — disse ele despreocupado, começando a chutar algo imaginário no chão, para onde ele manteve a sua atenção.

–Não seja chato, vamos.

Ela virou-se em direção ao elevador, o que havia pego já tinha as portas fechadas, mas o do lado estava ainda aberto e havia alguém parcialmente para fora; uma mulher loira.

–Vamos, o elevador já está aqui. — disse ela, voltando-se para ele. — Você não escapara de mim hoje, Natsu! — disse firme, e voltou-se mais uma vez para o elevador. — Segura o elevador!

Caso a pessoa lhe ouviu, ela pareceu na verdade nem um pouco disposta para realizar o pedido dela, pois assim que gritou a mulher simplesmente adentrou o elevador e parecia que a porta se fecharia, aquilo alertou-a.

–Vamos Natsu-kun! — gritou para ele, já lhe segurando a mão.

Sem esperar por uma resposta dele, ela o puxou em direção ao elevador, chegando no exato momento que este estava se fechando; tempo suficiente para encher perfeitamente quem era a tal mulher loira. Sentiu um mal estar terrível dentro de si, e automaticamente praguejou. Natsu riu diante a isso, ela se virou para ele. Sentiu um grande alivio ao notar que ele não a tinha visto e que a porta do elevador estava fechada e portanto não teria como mais vê-la.

Entretanto ela sabia que a partir daquele momento toda a sua paz iria por água abaixo e que sua determinação em ficar com ele teria que ser mil vezes mais forte do que foi até aquele dia. Pois Lucy Heartfilia, sua rival desde o tempo da escola, havia retornado para suas vidas e Lisanna sabia perfeitamente o quão perigoso era aquilo.

•••

Odiou sua irmã quando soube que ela havia escolhido Lucy para ir em seu lugar para o almoço que juntaria Angel style e Fairy Law; e que nem poderia comparecer ao encontro, pois o presidente havia determinado assim. Já que intenção dele era criar laços entre grupo e banda, para futuros trabalhos.

E a única coisa que sobraria para ela desse modo, era rezar para que a sorte ainda estava ao seu favor. Soubera por cima, devido a um comentário de Jellal com Mira, que Loki e Natsu haviam se reencontrado, e que Lucy estava junto, entretanto não foi um reencontro agradável para os três. Pelo que indicava Loki ainda tinha uma queda pela loira e isso lhe era fantástico.

Entretanto isso não queria dizer que poderia ser o suficiente para que nada viesse acontecer entre Natsu e Lucy, os dois, durante um almoço, teriam tempo suficiente para desfazer qualquer mal-estar que tenha se instalado entre eles e ela precisava fazer com que o depois fosse terrível para quebrar qualquer laço que tenha criado. E foi pensando nisso que ela entrou em contato, com uma velha amiga que trabalha no restaurante que aconteceria o almoço.

a conversa foi longa e produtiva, ela tinha conseguido alguém que lhe ajudaria. Qualquer coisa que surgisse ali dentro, seria relato a ela depois de modo que ela pudesse utilizar contra os dois; caso fosse necessário usar a mídia, ela usaria sem dó alguma. O que importava era tirar ela do seu caminho...

•••

Estava feliz com o desfecho de tudo aquilo; soubera, assim que terminou o almoço, que Loki levara Lucy embora e que um clima tenso pairara entre ele e Gray — embora Natsu estava envolvido.

Usuária isso contra o rosado, pediu que o garçom, quem Juvia lhe apresentara por telefone, mandasse sua declaração do ocorrido para o jornal famoso da cidade, garantindo a esse que lhe pagaria pelo pequeno serviço. Claro que o garçom o fez rapidamente. O que Lisanna não esperava era o brinde que ganharia com a noitada de Natsu e Gray naquele mesmo dia. O que juntou duas coisas bombásticas que poderia mudar totalmente a história de todos.

O fato dela não achar ruim Gray ser envolvido, era o fato de que conhecia perfeitamente Natsu, e sabia se fosse possível ele o salvaria. Agora era só esperar o escândalo ganhar proporções interessantes de modo que Natsu fosse obrigado a se afastar completamente de Lucy, sem dar a essa chance algum.

Ela só não esperava por aquela ligação.

Quando estava saboreando sua "vitória" seu celular tocou, quando viu no visor quem se tratava ficou confusa, mas logo relaxou afinal ela tinha uma gravação naquela tarde e certamente ela disse que ele queria falar, sorridente — com motivos de sobra para estar feliz — ela atendeu.

–Bom dia Presidente.

–Bom dia, senhorita Strauss.

–Aconteceu alguma coisa, ou mudou algo na programação de hoje?

Bem, digamos que aconteceu. — disse cauteloso.

–Oh, serio? O que? — perguntou já preocupada.

–Ligaram para mim a pouco e pediram para que trocasse a atriz do comercial do Celular. – informou.

Ela não esperou explicações, não suportara ouvir aquilo. Aquela era sua primeira vez que tinha conseguido um trabalho junto com Natsu e não poderia deixar isso passar daquela forma. Desligou o telefone sem se despedir ou esperar com que o presidente dissesse mais alguma coisa. Ela teria que colocar-se em campo, ir até Natsu e tentar com este alguma saída.

Trocou de roupa rapidamente e seguiu para o estúdio que estaria Natsu naquela manhã, sabia disso, pois sempre que podia verificava com Bisca – tinha feito amizade com ela somente com esse intuito.

Assim que chegou ao local se informou sobre a localização de Natsu, pensou em entrar no local que a banda estava tirando foto, mas resolveu esperar. Seguiu para uma salinha de espera que havia no andar e só depois de quase uma hora que ela o viu. Natsu passou em frente a porta da salinha sem nem chegar a olhar para dentro desta, então Lisanna rapidamente se levantou e o seguiu; o viu se sentar numa das mesas, respirou fundo e deu um passo em sua direção, interrompeu-se ao vê-lo pegar o telefone.

Ficou curiosa com isso, mas não conseguiu chegar perto suficiente para escutar a conversa e na verdade não queria fazê-lo, pois certamente seria pega. O que lhe restou então foi esperar. Entretanto a conversa que teve com ele a seguir não foi das melhores – de certo modo. Pois de nada adiantou, ela continuaria sem fazer o comercial com ele, porém ele lhe prometeu que gravariam um MV juntos.

Com a empolgação da notícia ela havia esquecido completamente da bomba que havia preparado para ser jogada em cima dele e de Lucy; mas Gray ao trazer o jornal daquela manhã lhe fez relembrar de tudo aquilo e somente pela reação de Natsu ela sentia que tudo ocorreria do modo que queria.

•••

Tinha lágrimas nos olhos enquanto olhava para a TV; o desfecho daquele novo evento não havia sido programado por ele e este estava sendo desastroso. Com a entrada brusca de Loki de modo efetivo na história, mudara drasticamente tudo. E como um tempero a mais, embora terrivelmente desnecessário na opinião de Lisanna, tinha aquele maldito comercial.

Era a segunda vez que o assistia, a primeira ela simplesmente não conseguiu ver até o fim, portanto era a primeira vez que visualizava aquele beijo. Um beijo que não existia no roteiro original, tudo tinha sido mudado por causa dela.

Por causa de Lucy. Aquilo não era nem um pouco justo com ela. Como tudo aquilo que ela sempre buscou fugiu de sem alcanço tão rapidamente? Como?

Sentia um aperto forte em seu coração e nada parecia que iria fazê-la melhorar. Já que, nessa manhã, descobrira pela Bisca que Natsu deixaria o país para trabalhar no seu álbum solo.

Lisanna nunca odiou tanto uma pessoa, como odiava Lucy Heartfilia naquele momento. No tempo de escola, quando observava os movimentos da loira, pois descobrira o sentimento dela por Natsu – já que estudavam na mesma sala – sempre a enxergou como uma rival, nada além disso. Nunca chegou a odiá-la por isso, pois tinha certeza que poderia competir igualmente com ela. Entretanto o quadro estava completamente diferente agora, não havia igualdade e isso incomodava profundamente Lisanna.

Ela precisava descontar de alguma forma isso, algo tinha que acontecer para que suas lágrimas não fossem em vão.

•••

As duas garotas olhavam-na cautelosamente. A albina estava com uma jaqueta preta e branca, e tinha sobre seus cabelos branco uma boina prateada e nos olhos óculos escuros. A voz que usava era a que naturalmente entoava simplesmente para conquistar a todos. Algo similar a uma melodia infantil. Suave e doce.

Contara para aquelas duas garotas que tudo aquilo que estava acontecendo era por culpa de uma única pessoa, qual não queria se colocar no seu lugar e tampouco escolher apenas um, o que estava resultando em toda aquela briga; e que definitivamente aquilo não era somente um rumor. Era a mais pura verdade.

As duas se entreolhava, pensavam... Já suspeitava disso, era nítido, mas como nada estava confirmado, só podiam ficar nas suspeitas.

–Eu oriento que peçam esclarecimentos. – disse Lisanna em tom brando. – É o único modo de terem certeza de tudo isso. Além do mais, acham realmente justo Natsu ser tirado desse modo do país, com a desculpa que está trabalhando num álbum solo? Acredita mesmo nisso? – perguntou olhando diretamente para a garota com a camiseta da Fairy Law.

–Não.

–Então mostrem isso, deixa claro para a agencia que vocês não estão felizes. Afinal são vocês que fazem o nome deles, sem vocês não teria sentido dê-los.

As garotas voltaram a se olharem, Lisanna via claramente que conseguira, enfim, atingir seu objetivo com aquilo. Certamente os dois fã clubes entrariam o mais cedo em ação e sacudiria a Fairy tail, como deveria. Era só desse modo que algo realmente grande poderia ser feito; e que esse algo fosse a demissão de Lucy!

•••

Havia alguma coisa ou alguém que realmente estava a favor de Lucy. Era esses tipos de pensamentos que Lisanna tinha todos os dias. Apesar da loira ter sido humilhada diante de dezenas de pessoas e ser suspensa da Fairy Tail, nada realmente abalou crucialmente a vida dela. Já que aquele que ela gostaria que ficasse definitivamente longe dela, não ficava.

E para piorar havia aquele baile, um maldito baile arranjado para que toda a verdade continuasse encoberta, que o escândalo não continuasse a crescer; para sua total tristeza, já que sem esse artificio ficaria ainda mais difícil para ela conseguir afastá-los.

Tudo que havia pensado até aquele momento na verdade acabou que ajudando Lucy e isso lhe era tão cruel e completamente injusto diante a sua concepção. Foi ela quem se declarou primeiro, na frente de todos da escola, sem se importar com as consequências disso. Tinha sido que ficou ao lado dele, deixando de lado outros trabalhos mais promissores, somente para garantir que poderia estar junto a ele. E ainda assim, ele não a enxergava.

Seu coração estava em frangalhos e a única coisa que passava em sua mente era ser mais direta em tudo que vinha fazendo, mostrar-se pela primeira vez; mesmo que isso significasse ficar sem Natsu. Pois uma coisa agora era clara para si, ela não suportaria a ideia de perdê-lo para Lucy.

Não sabia exatamente quando conseguiria entrar em ação e colocar um ponto final naquele patético romance; mas sabia que quando o fizesse perderia todas as suas chances, ou, na hipótese de maior sorte, não. Poderia ser a partir de sua transparência total que ela conseguiria atingi-lo.

O que ela não esperava, claro, que essa chance chegaria o mais cedo possível. No baile, quando estava no estacionamento para o mesmo.

Ela chegara com Mira ao local e esperava agora esta que foi resolver algumas coisas com alguns seguranças, sobre uma tal sala especial. Enquanto esperava olhava entediada pelo local, queria seguir logo para o baile, embora não quisesse fazê-lo sozinha. Era a única razão que ainda a fazia ficar ali parada.

Os carros chegavam estacionavam e seus donos saiam, alegres a caminho de um baile que prometia, e encostada ao carro de sua irmã, era-lhe possível visualizar todo esse cenário, até mesmo pessoas estranhas que transitavam pelo local. O que lhe chamou mais atenção, talvez pelo modo de andar, foi um homem de casaco preto, cujo o rosto estava parcialmente coberto por causa do capuz do casaco. Por alguma razão aquele homem lhe chamou atenção.

Ficou um longo tempo o observando, até que então alguém estacionou perto de onde estava, e quando esse alguém saiu do carro, ela abriu um sorriso. Finalmente alguém conhecido, poderia pedir a ele que lhe fizesse companhia enquanto Mira não voltava. Quando deu um passo em direção ao Gray o homem encapuzado se aproximou, e o sorriso alegre de Gray alertou Lisanna. Sabia perfeitamente quem se tratava agora.

Cautelosamente ela se aproximou dos dois, ficando escondida atrás de um dos carros perto deles. Um local que conseguia ouvi-los. Seu coração acelerou quando ouviu a voz dele, fazia mais de duas semanas que não o ouvia tão próximo, lágrimas se formaram em seus olhos. Realmente sentira saudades dele. Sua vontade era de aparecer e se revelar para ele, mas limitou-se a ouvi-los.

–É serio essa palhaçada? – questionou Gray. – Não é mais fácil falar com ela.

–Eu e Loki decidimos que seria dessa forma, como um pequeno jogo, no qual é ela quem escolherá no final o grande campeão. – explicou Natsu. – Por isso que realmente preciso que entregue isso a ela.

–E o que tem nesse envelope?

–Algo do nosso passado, algo que preciso que ela veja.

–Entendo. Mas simplesmente entregarei para ela?

–Sim, só isso que preciso que faça. O resto do jogo será feito por mim e Loki.

–Tem certeza que isso dará certo?

–Na pior das hipóteses, tudo que preparei para ela no meu apartamento terá sido em vão.

Aquilo apertou o coração de Lisanna, saber que ele estava indo com tudo pelo seu sentimento a fez se sentir tonta, era como se um ladrão cruel roubasse na escuridão da noite todos os seus sonhos. As lágrimas desceram fartamente pelo seu rosto.

Apertou os dedos contra a palma da mão, a unha adentrando sua pele. Precisava descontar a dor em seu coração em outro lugar, extravasar, caso ao contrario explodiria.

Assim que a conversa entre os dois acabou, qual não durou mais devido a presa de Natsu – já que ele precisava entrar em ação. Lisanna saiu de trás do carro, ela precisava dar o seu golpe final, antes que aquele dor lhe consumisse completamente.

•••

Sorriu para o homem diante de si, ele já a conhecia, já que ela sempre ficava encarregada de verificar como estavam as coisas no apartamento de Natsu, já que o rapaz raramente ia para o mesmo. E por isso lhe foi fácil convencer o porteiro de lhe entregar a chave reserva.

Assim que a obteve seguiu para o elevador, passos duros, coração congelando-se na falta de esperança, lágrimas descendo pelo rosto repleto de um temor interno e a mente planejando somente uma coisa. Destrui-la.

Quando abriu o apartamento, sentiu um aroma delicioso, adocicado. Andou pelo corredor até a sala de estar – do lado oposto ao quarto. Assim que se passava pela passagem do corredor para a sala, um caminho de pétalas era formada e seguia até a mesa. Qual estava preparada para um maravilhoso jantar romântico. Vinho dentro do balde de gelo, taças postas próximo a este, pratos e talheres arrumados, velas no candelabro ao centro e um botão de rosa vermelho sobre um dos pratos.

Encostado no balcão da cozinha americana, estava o violão predileto dele, o seu primeiro violão. A escada que iniciava perto da janela, que levava a área externa, havia mais pétalas, certamente Natsu prepara outro ambiente lá. Mas Lisanna não queria vê-lo. Sentia ódio de tudo aquilo.

Seguiu para perto da mesa e retirou dali o vinho de dentro do balde e pegou em seguida uma das taças. Aquela noite seria um pesadelo para ela. Não lhe custava nada criar mais um problema dentro daquela ridícula história. Caso queriam viver um conto de fadas, ela seria perfeitamente a bruxa cruel.

•••

Seu ódio se multiplicara, mas também a sua dor. Entretanto não podia voltar atrás, tinha feito tudo aquilo para que acontecesse exatamente aquilo. Quando viu a porta do elevador se fechar, sentiu-se vitoriosa. Ela tinha ido embora.

Entretanto o olhar dele sobre si era cruel demais para suportar, mas precisava.

–O QUE DEU EM VOCÊ? – a voz dele embargada num sentimento que nunca presenciou nele, abalou sua determinação. – ACHA QUE DESSE MODO IREI LHE CONSIDERAR? CONSEGUE ENTENDER A MERDA QUE VOCÊ FEZ? — ele se aproximou dela, ela recuou. – Entende o ódio que estou sentindo por você agora?

–Não me importa. – conseguiu falar. – Desde que você, finalmente, consiga compreender a minha dor.

Viu que suas palavras o atingiu, talvez analisando sobre tudo que ela sofreu durante aqueles anos. Pro estar ao lado dele e ele simplesmente ignorar seus sentimentos.

–Isso não lhe dava o direito de fazer isso? – falou brandamente. – Em ferir a ela, a mim. Entenda Lisanna, o sentimento que tenho por você sempre foi e será de amizade. Nem no dia que você declarou a mim ou me beijou, consegui vê-la de outro modo.

Ela sabia disso, sempre soube. Mas terrivelmente sempre negou, como agora fazia. Negava com a cabeça freneticamente, os seus sentimentos não poderiam ser em vão, ela não poderia simplesmente sofrer desse modo, não podia.

–Não. – disse em meio as lágrimas. – Não posso aceitar isso.

–Caso não possa, infelizmente não posso fazer nada. Essa é a verdade, crua desse modo. Não gosto de você da forma como gosta de mim. Esses tipos de sentimentos são reservados somente a Lucy. E caso não consegue ficar feliz por mim, mostra o quão egoísta e falso é seu sentimento.

Aquilo doeu muito. Voltou a fechar o punho a descontar a raiva que invadia seu corpo, a magoa.

–Por favor não faça isso comigo.

–Foi você quem fez isso com você mesma. Agora se veste e saia daqui. A partir de hoje, Lisanna, infelizmente, nem a sua amizade quero mais.

Sabia que, quando começou aquilo tudo, que poderia acabar com sua amizade com ele, entretanto ouvi-lo dizer isso tornou esse fato real e cruel demais. Que em meio ao seu desespero, enquanto ele adentrava o elevador, ela jogou-se aos seus pés.

–Lisanna, não se humilhe mais. Por favor. – e afastou ela, para então apertar o botão e porta, lentamente a fechar e esconder o olhar decepcionado e magoado de Natsu.