Declaro-me Mais Tarde!

21 Capítulo 20 - Máscara: Conquista


Notas iniciais
- Cap não betado - Peço desculpa pela demora de atualização... Mas agora que estou de férias novos capítulos estão por vir!

O dia do baile amanheceu comum demais para aquele coração cheio de medos e esperanças.

Fried tinha ido dormir cedo no dia anterior em busca de se acalmar, desde que Mira o informara sobre o novo funcionário da Fairy Tail que ele estava naquele estado, aflito. Ainda não teve contato com o tal funcionário e sabia que no baile não haveria escapatória, na verdade ele sentia isso. Para Fried, Laxus apareceria do nada diante de si dentro do baile, para simplesmente o olhar da forma mais superior possível e então ignorá-lo.

Quando ele falou com Mira sobre seu relacionamento estar caótico, e afirmou que tudo certamente terminaria, ele não havia mentido, já que a última vez que viu Laxus foi exatamente isso que aconteceu, o loiro foi direto ao ponto, dizendo que não dava mais para continuar, pois agora as coisas se complicariam. O que Fried não imaginava, entretanto que a complicação era dele ir trabalhar na Fairy Tail.
O esverdeado suspirou desanimado já pensando num bom motivo para não ir ao baile, afinal de contas Loki já não iria, portanto mais um não iria fazer diferença alguma, sem falar que Jellal iria realizar uma apresentação solo, então para Loki e ele sumirem do baile seria algo bastante aceitável.

O problema era que Mira insistia na sua ida, a albina durante toda aquela semana o enviou mensagem, falou com ele, telefonou e até pediu para Jellal deixar claro que a ida dele era indispensável.

Em outras palavras ele não tinha para onde escapar.

Voltou a suspirar e se desencostou da janela de seu quarto e seguiu em passos lentos para a sala. Seu apartamento ficava numa região nobre de Tóquio, numa avenida movimentada e até por isso que ele quando o comprou optou pelo apartamento que ficava num dos últimos andares, nesse caso o penúltimo. O que contrariava sua vontade naquele instante, uma vez que queria que todo o barulho do mundo invadisse sem pedir licença a sua residência e dessa forma afastasse todos os pensamentos que dançavam perigosamente em sua mente, querendo controlá-lo. Pois caso ele os ouvisse com clareza certamente ele colocaria sua melhor roupa e partiria para o baile com um único propósito. Invadir e conquistar!

Ele deu um sorriso de lado, olhando agora seu reflexo num grande e largo espelho que ficava numa das paredes da sala, logo atrás de seu sofá de veludo preto. Imaginava-se agora dentro daquele baile, vestido no seu smoking branco e usando a máscara violeta que comprara na semana anterior, e dançando, usando desse artifício para conquistá-lo. Agora a intenção da Mira estava mais claro que água em sua mente. Ele realmente estava sendo inocente demais naqueles dias, imaginando que ela estava o forçando a ir somente para representar o grupo, Mira queria que ele realizasse exatamente aquilo que pensara. Seu sorriso alargou-se e virando de costas para o espelho jogou-se sobre o sofá.

Invadir e conquistar.

Agora sua mente era dominada por essas duas coisas percorrendo suas lembranças, trazendo á tona as melhores armas que tinha disponível para colocar aquilo em ação. E ele sentia que conseguir a segunda etapa era questão de saber utilizar perfeitamente o seu terreno, usá-lo por completo e ao seu favor.

Seus devaneios se quebraram quando seu telefone começou a tocar, rapidamente ele o atendeu.

–Alô.

–Finalmente, estava ligando para seu celular que nem louco.

–Desculpa-me, esqueci de carregá-lo... Mas porque está atrás de mim afinal de contas?

Queria saber se você irá realmente ao baile.

Ao ouvir aquilo Fried olhou pensativo para a janela de folha dupla da sala, mirando o céu de um azul límpido, prometendo uma noite estrelada e calorosa. Uma noite que poderia ser perfeita, desde que o tempo não fosse traiçoeiro e no fim das contas trouxesse chuva... Espero que não. Pensou ele.

Então? – insistiu o outro.

–Sim, eu vou. – respondeu firmemente.

–Ótimo. – disse em alivio o outro. – Pois irei precisar da sua ajuda, já que o Jellal estará totalmente ocupado.

–Minha ajuda?

Sim.

– O que você pensa em fazer, senhor Loki?

Fried ouviu o outro soltar uma risadinha marota.

Nada demais, passarei aí para conversamos melhor.

–OK.

Tchau, até mais. – e desligou.

Fried ficou ainda um tempo com o fone na mão, pensando o que aquilo poderia significar, e para seu desespero ele sentia que coisa boa não era.

–Loki seu louco, o que tem em mente agora? – perguntou-se colocando o fone no gancho.

••

Coisa boa realmente não era, e o que impedia-o de recursar tudo aquilo era o fato de que já havia concordado com tudo. Ele iria ajudar no fim das contas o amigo a realizar aquele joguinho perigoso.

Foi até por isso que ele não demorou tanto na entrada do baile, foi o mais breve possível, tirou foto, falou com os repórteres que achou mais interessante e depois se retirou. Assim que entrou percorreu o lugar, primeiramente, em busca dela e depois em busca dele.

Uma vez que a encontrou e fez como o combinado ele seguiu para seu verdadeiro destino ali dentro.

Fried já se encontrava com a máscara desde que posara para fotos, nem mesmo durante as duas entrevistas que fizera a tirou, ele queria utilizar daquele artifício – inspirado em outrem – para esconder-se. Ou pelo menos suas intenções iniciais.

Agora entregue para aquela decoração inspiradora e seus convidados cobiçadores, ele seguia em passos felinos. Para despertar completamente seus instintos ele pegou uma taça de vinho de um dos garçons que passou perto dele e continuou a caminhar pelo grande salão decorado perfeitamente. Fried sentia-se o centro das atrações naquele instante, ele era o rei do baile. A música envolvente que vinha da pista de dança invadia delicadamente aquela parte do salão, ao som daquele ritmo dançante, Fried seguia por entre os convidados com seus passos contaminados por aquela sonoridade. Para completar seu charme ele bebericava seu vinho vez ou outra.

Seus cabelos exoticamente tingidos de verde, estavam presos num longo rabo de cavalo, amarrados pelo próprio fitilho que tinha na máscara. Essa que cobria boa parte de seu rosto, deixando apenas amostra sua boca, dava o toque final naquele charme exótico que Fried queria provocar.

Ele passou pela pista de dança e dessa seguiu para o outro ambiente do baile, sentando-se próximo ao bar que havia no lugar. Ficou dessa forma por algum tempo – ou muito – ele somente se levantou quando certa garota passou por entre as mesas daquela parte e seguiu para o andar superior. Fried ficou entre dois bancos próximos ao balcão, querendo passar despercebido pela garota, afinal a sua parte já tinha sido feita e não podia mais interferir no jogo. Assim que ela sumiu na escada em caracol ele saiu daquele lugar, e seguiu em direção ao ambiente anterior. Mas antes que pudesse prosseguir seus olhos encontrou-se com um olhar penetrante e sedutor.

Fried sentiu o efeito daquele olhar percorrer todo o seu corpo, devastadoramente perverso. Querendo sobressair ao loiro, ele seguiu para perto de um garçom que servia um casal, e pegou da bandeja desse outra taça de vinho, uma vez que a anterior jazia vazia sobre a mesa que outrora ocupava. E provocante, sem realmente olhar em direção ao loiro, ele levou a taça á boca. Deixou que a bebida descesse devagar e saboreasse aquele sabor levemente áspero, percorrendo pelo seu paladar e seguindo seu caminho brutamente por sua garganta, despertando complemente a ele.

Agora duas músicas entrelaçavam entre si, aquela que vinha do andar superior e aquela da pista próxima, agitando os desejos de Fried. Ele devagar caminhou para perto do loiro, e olhando para este desviou o seu caminho e seguiu para a pista de dança. Sorrindo ele foi se envolvendo na música, não olhava mais para o loiro, mas tinha a plena certeza que esse não tirara os olhos de cima dele. E isso o deixava empolgado. E ao som de uma música de seu grupo, a que era sucesso no momento, ele tirou a parte de cima do seu smoking. Ao fazê-lo algumas garotas que estavam por perto agitaram-se, e foram para essas que Fried jogou o paletó, uma delas, uma morena de sorriso farto, foi quem pegou.

Ele piscou para ela e deu mais um gole na bebida, sentindo que a cada novo gole o vinho tinto tornava-se mais suave. Como aquele que provavelmente lhe devorava com o olhar. A garota, certamente entusiasmada, aproximou-se dele, Fried não negou a companhia, e ao ritmo da música de seu grupo ele começou a dançar com ela, perto o suficiente para sentir o seu corpo.

A garota, como a maioria daquele lugar, usava uma meia máscara, e parecia querer usufruir desta vantagem. Ela aproximou-se perigosamente do rosto de Fried, quem provocante levou a cabeça para trás deixando amostra, para sua acompanhante, seu pescoço alvo, e a garota, como uma vampira faminta, avançou para aquela região. Fried levou um susto quando sentiu os lábios dela em sua pele, ouviu gritinhos excitantes quando isso aconteceu, certamente das demais garotas que estavam próximos deles.

Fried deixou que ela continuasse com seu joguinho e inclinou a cabeça levemente para o lado, visualizando Laxus. O loiro não lhe olhava, esse tinha sua visão direcionada naquela que usufruía de sua presa, que no caso era ele. Fried conhecia aquele olhar melhor que ninguém, e isso o fez dar um sorriso vitorioso. Laxus estava invadido, agora era só conquistar.

Sabendo disso o esverdeado levou a mão sobre o ombro da garota a afastando devagar; agora outra música os envolviam, e ele aproveitaria dessa, como da anterior. Então delicadamente desviou da nova investida da morena e partiu para uma segunda garota. Esta tinha olhos claros que destacavam-se gritantemente da maquiagem carregada, visível no contorno para os olhos da máscara preta que ela usava. Diferente da outra, essa não mostrou interesse de fazer outra coisa, senão dançar. Fried não ligava para isso, uma vez que a garota anterior já provocara o que ele esperava.

E desta forma, dançando sensualmente, sem importar-se com os demais convidados ou possíveis repórteres que poderiam estar a espreita, ele somente aproveitava, entregava-se por completo para aquele deleite particular, fazendo da sua conquista um sucesso.

Ao fim da segunda música, ele partiu para a terceira garota, cada vez ficando mais próximo do local que estava Laxus. Furtivamente Fried o olhou, o loiro ainda estava encostado numa pilastra entre a pista de dança e o ambiente que havia o bar, o observando atentamente.

Isso mesmo, continue olhando.

Dançando com a terceira garota, Fried entregou a taça que ainda estava em mão, semi vazio, para uma das garotas perto dele, e agora com as duas mãos livres começou a abrir a sua camisa branca, deixando então alguns botões abertos, levando as garotas ao delírio.

A terceira garota, uma ruiva que contrariando a temática do baile não usava máscara, tinha o mesmo instinto de predadora que a morena. Em meio a dança, ela avançou perigosamente, Fried sabia qual era o destino daqueles lábios, o olhar cobiçador dela não negava aquilo, entretanto não era o que ele queria, sua intenção era provocar e assim seguiria.

Ele girou ela de devagar, fazendo-a ficar de costas para si e grudou seu corpo ao dela, agora os dois juntos na sintonia da música, perverso ele colocou seu rosto entre o ombro e ao pescoço dela e sorriu sobre a pele dela; ainda ao ritmo da melodia provocante, ele foi girando lentamente, procurando explorar toda a sensualidade que aquele movimento poderia proporcionar até que ficou de frente ao seu verdadeiro alvo.

O loiro lhe devorava com o olhar, não havia em seus lábios aquele sorriso safado e tampouco desdenhoso, e Fried sabia o porque, ele estava com ciúmes, ironicamente por causa da garota, mas Fried não podia culpá-lo, ele próprio certa vez ficou com ciúmes por causa de uma garota, ele não pode deixar de sorrir, um sorriso que aos poucos tornou-se um convite para aquele que ainda estava fora fisicamente daquele jogo .

Fried o viu aproximar-se, devagar, tragando o ambiente com o olhar, para então próximo ao esverdeado ele tirar uma das garotas para dançar, essa como se fosse feita para aceitar regras de jogos automaticamente, entrou no clima. Laxus, como Fried, colocou a garota diante de si, e seguindo também o exemplo.do.outro, ele a deixou de costas para si, os.quartos, Laxus, Fried e as garotas, dançavam, um casal de.fronte ao outro. Exploravam o máximo daquele momento sensual, e Fried somente esperava o momento certo para atacar e conquistar, e ele sentia que esse momento estava perto, Laxus com seus olhares demonstravam isso, a luxúria nestes era gritante.

No auge dá música Fried provocante tomou o lugar dá garota que estava com o loiro começando com este outro jogo de sedução, esquecendo completamente as garotas e a grande platéia que poderiam ter, entregues aos seus desejos e sentimentos, quando Fried sentiu a mão de Laxus em seu peito ele descobriu que enfim conquistara.