Declaro-me Mais Tarde!
15 Capítulo 15 - Problemas é pouco
Notas iniciais
- Antes de mais nada peço mil desculpas pela essa demora toda para atualizar, mas esse capítulo foi realmente complicado sair, tal como foi o anterior, esse cap teve três versões... TRês! @-@ é realmente muito kkkk...
- Bem espero que gostem!!! E agradeço de coração pelos comentários *-* Espero que continuem a acompanhar!
- RECADO: Essa fanfic, como outras duas, foi escolhida por mim (por está amando em escrevê-la) para ser a fanfic a ser atualizada pelo menos duas vezes ao mês, mas o ideal é uma vez por semana ^.^ Então, certamente em breve teremos cap novo por aqui!!!
-Bjokas!!!!
Uma mosca passou pela sala de estar e a albina teve a nítida impressão que naquele silêncio sepulcral foi possível ouvir a mosca com perfeição, até o bater leves de suas asas.
Mira estava entregue a esse tipo de ambiente desde que conversara com o presidente da Fairy Tail, Makarov. Para infelicidade de todos os membros do grupo e para ela, Lucy havia sido transferida. Ela auxiliaria outro agente, este de uma dupla pop – os irmãos gêmeos Sting e Rogue.
E por isso todos em seu escritório falavam o essencial; brincadeiras e comentários adicionais que outrora fazia parte daquele grupo se silenciou com a saída da loira.
E em sua casa, como naquele momento, não estava sendo diferente. O clima impregnado de uma tensão pesada e sufocante, como sempre. E isso não era pelo fato da Lucy estar com outro agente e, sim por causa de Natsu. A ida do rosado há duas semanas havia deixado sua irmã inconformada. A mais nova Strauss achava incompreensivo a decisão do presidente, ela via nisto uma afirmação em tudo que estava acontecendo e pior ela não era a única a pensar daquela forma; jornalistas sensacionalistas de revistas e emissoras teorizavam em cima disso o possível – praticamente confirmado – triângulo amoroso. O foco que anteriormente era Gray , passou para Natsu devido ao polêmico comercial, qual todas as vezes que Lissana assistia a deixava amargurada.
Mira não a culpava por se sentir daquela forma, Natsu durante anos foi a paixão de sua irmã – mesmo ele não correspondendo – portanto era normal a albina ficar naquele estado. Então o que restava para Mira era respeitar os sentimentos dela e compartilhar daquele silêncio incomodo.
Entretanto o que era mais incomodo naquela história não vinha de sua irmã, e sim do acontecimento de duas semanas atrás. Os rumores fervorosos que cobria a Fairy Tail, iniciara da entrada ciumenta de Loki no estúdio de gravação, o que causou um mal estar entre os dois grupos. E claro que isso prejudicara outras duas pessoas, adicionando ao clima mais uma pitada de tensão.
Jellal, ocasionalmente, em momentos que ele e Loki estavam sozinhos, ralhava com o ruivo, culpando-o vorazmente pela distancia que aquele evento causara entre Style Angel e Fairy Law.
Mira, logicamente, pensava numa solução desde que tudo explodira na agencia. Uma vez que a ideia do presidente em afastar Natsu, com a desculpa dele trabalhar no seu álbum solo *, não foi das melhores, já que os jornalistas utilizaram disso para basear e afirmar a suas teorias.
E em meios a tudo isso havia uma guerra acontecendo, das mais brutais e loucas já existentes. A guerra entre os fãs clube da banda e do grupo. Esses manifestavam em shows, eventos para fãs e até diante da agencia, tumultuando e engrandecendo ainda mais todos esses acontecimentos.
Mira e Gildartz, junto ao presidente, pensavam em algo para acalmar ou mesmo acabar com esse conflito. E disso surgiu a ideia de aproximar os dois envolvidos, mas Loki se recursava, alegando que Natsu passara do limite. E Natsu, estando longe, mostrava-se incomunicável, já que negava falar com os demais. Uma situação que a cada segundo só parecia piorar.
O Barulho de TV ligando, fez com que todos esses devaneios de Mira, relembrando os fatos ocorrente e o quão enforcada estava, desaparecesse. Lisanna, que estava sentada no tapete no centro da sala, estava com o controle de TV ainda apontada em direção a mesma, Mira visualizou com desagrado o porque da paralisação de sua irmã. O tal polêmico comercial estava passando, exatamente na parte do beijo, entretanto logo se mostrou que a cena estava sendo exibida por um programa de TV. No qual o apresentador, junto a convidados, comentava o tal comercial. Mira não pensou duas vezes, levantou do sofá e pegou o controle da mão de Lisanna, desligando a TV.
A albina mais nova continuou um tempo olhando o aparelho desligado, como se nesse ainda estivesse a cena cruel passando, Mira a viu segurar fortemente a barra do vestido que estava usando e ouviu um engasgo, certamente ela estava segurando mais um de seus choros, uma vez que havia prometido ao irmão delas, Efman, que não choraria mais por causa daquela historia. Entretanto Mira sabia que era terrivelmente complicado para sua irmã cumprir aquela promessa, e por isso que ela se ajoelhou ao lado de Lisanna a abraçando fortemente, e a encorajando a deixar aquelas lágrimas caírem livremente.
–Não é justo... – sussurrou ela entre as lágrimas.
Mira intensificou seu abraço, consolando a sua irmãzinha.
–Isso passará. – respondeu Mira.
As duas ficaram um longo tempo daquela forma, até o momento que Lisanna caiu no sono, a albina mais velha a ajeitou no tapete onde estavam e colocou sobre ela um manto que ficava no sofá e a olhando dormindo daquela forma perguntava-se como aquele mundo era tão terrivelmente cruel, já que não só irmã sofria com aquela história, mas os principais envolvidos também, principalmente Lucy...
Mira havia decidido que ao menos aqueles dois ela ajudaria, enquanto estivesse de mãos atadas na questão de Lucy e aos outros três envolvidos nessa história, ela ajudaria aqueles que poderiam e, portanto ela saiu decidida de seu escritório.
Era engraçada a forma como seguiria aquela ajuda, na verdade dava a ela a sensação de cupido, como nos seus velhos tempo de escola, e para deixar a situação ainda mais semelhante à isso tinha aquela cartinha em seu bolso. E lembrar-se disso a fez recordar a expressão de Jellal.
Rindo ela entrou no elevador. O ruivo havia ficado realmente confuso com o pedido dela e embora ficou desconcertado, achando aquilo muito infantil, ele escreveu a tal carta. Até mesmo Loki riu da situação, acompanhado de brincadeiras por parte de Fried. Aquilo até deixara Mira mais feliz, aquele seu simples ato reacendera nos meninos aquele velho modo de encarar as coisas. Sorrindo ela saiu do elevador no andar que correspondia a Fairy Law, respirando fundo seguiu para a sala comum, onde normalmente a banda ficavam antes de alguma entrevista que acontecia dentro de Fairy Tail, e como Mira sabia que dali a vinte minutos eles seriam entrevistados imaginava que os encontrariam ali.
Determinada ela bateu á porta e uma voz feminina lhe respondeu, confirmando sua suspeita, e num segundo alguém lhe atendeu. Era Bisca a assistente de Gildartz.
–Mira-san! – surpreendeu a outra. – No que podemos ajudá-la?
–Poderia falar com Scarlet-san? – perguntou Mira gentilmente.
–Claro...É...Gostaria de entrar?
–Não, acho melhor falar com ela aqui mesmo.
Bisca lhe lançou um olhar desconfiado, mas nada disse apenas voltou para dentro da sala chamando por Erza, quem logo em seguida surgiu diante de Mira.
–Strauss-san? – estranhou a ruiva.
Mira sorrindo tirou a carta do bolso de trás de sua calça e a estendeu para Erza.
–Gostaria que lesse, e caso for possível, agora!
Erza achou aquela atitude ainda mais estranha, e não querendo contrariar a firmeza que aquela mulher apresentava diante de si, a ruiva simplesmente pegou a carta, e sobre o olhar analítico de Mira ela a abriu.
E o que estava escrito ali num primeiro momento a chocou, um choque que aos poucos – ou instantaneamente, segundo Mira – tornou-se numa alegria palpável.
–Ele é... Tão doce. – sussurrou Erza ruborizada.
Mira sorria diante a atitude de Erza.
–Ajudarei aos dois. – disse a albina, fazendo Erza a olhá-la.
–É... Muito obrigada! – gritou empolgada a ruiva, curvando-se numa reverencia exagerada.
Mira riu.
–Não precisa de tudo isso Scarlet-san.
–Erza! – Disse a ruiva se recompondo-se.
–Hã?
–Por favor, chama-me de Erza. Mira-san.
Mira alargou seu sorriso.
–Ok, Erza.
A albina deu um aceno alegre e se retirou, sentindo-se leve, e assim que se colocou defronte ao elevador voltou-se para olhar a ruiva que ainda estava diante a porta da sala olhando sonhadoramente a carta.
–Até mais tarde, Erza!
A ruiva a olhou e abriu um largo sorriso, aquilo realmente deixou Mira feliz, afinal ela soubera por Gildartz que todos os membros da banda estavam passando por momentos difíceis por causa da ida do Natsu para o estrangeiro e a confusão que instalara na fairy tail, e por isso era gratificante vê-la sorrir daquela forma.
–Você fez bem, Mira. – disse a albina para si ao entrar no elevador.
Ao retornar para o escritório surpreendeu-se com Fried do lado de fora deste, encostado na parede, pensativo. Mira parou alguns passos de distancia e o observou. Sabia a razão daquele momento pensativo do esverdeado, esse, antes mesmo da saída da Raven Tail, ele tinha iniciado um relacionamento conturbado, qual ele escondia de todos os outros do grupo, e somente não conseguiu fazê-lo de Mira, pois essa o flagrou certo dia no estacionamento da Raven Tail. E a albina imaginava que desde que saíram do outra agencia as coisas certamente complicara para ele...
Lentamente ela se aproximou dele colocando sua mão sobre o ombro dele ao ficar de seu lado.
–O que houve?
Era a pergunta que ele queria ouvir. Pensou Mira ao senti-lo envolvê-la em seus braços e começar a chorar. O brincalhão Fried, aquele que sempre gostava de se mostrar “superior” aos demais, era na verdade aquele frágil rapaz, que agora estava no braço de Mira chorando, suplicando por ajuda. E porque ela negaria?
–A-Aquela pessoa... – soluçou entre as lágrimas. –N-Não...
Ele afundou o rosto nos cabelos de Mira, a mulher o abraçou com força.
–O que aconteceu? – indagou ela gentilmente, cariciando as costas dele.
–As...C-coisas...Estão difíceis. – explicou choroso.
–Imagino que sim. – disse Mira ainda o cariciando.
–A-Acho...Acho...Que tudo vai terminar.
Mira sentiu-se horrível em ouvir aquilo. Embora ficou diversas de vezes com medo daquele romance ir á tona, ela nunca desejou que esse chegasse ao fim, já que Fried sempre foi alguém que sofreu com relacionamentos, e deste que aquele começou — apesar dos pesares – o rapaz realmente estava feliz, era como se ele tivesse visto uma luz no fim do túnel. Num túnel estreito, escuro e frio. Aquilo não podia simplesmente chegar ao fim.
–Eu irei lhe ajudar. – sussurrou ela confiante.
Ela ouviu o rapaz soluçar, engasgar no seu choro exagerado, agradecendo por serem os únicos naquele corredor, caso ao contrario mais comentários poderiam surgir.
–Vo-Você...Irá ajudar? – a voz dele embargado em lágrimas tornou-se aquelas palavras surreal em sair daqueles lábios cheios de manias zombeteiras.
–Sim. – confirmou Mira sorridente.
Ele devagar afastou-se de Mira e a olhou.
–Como?
Ela deixou seu sorriso enfraquecer, mas não ao ponto dele perceber. Mas a ideia simplesmente surgiu em sua mente, algo óbvio, mas eficaz. Assim ela esperava.
–Usarei da minha neutralidade e conversarei com ele.
Fried surpreendeu-se.
–Vo-você?
–Sim. – e voltou a deixar seu sorriso firme.
Fried voltou a abraçá-la.
–Obrigado...
A albina andava apressada pelo hall de entrada da Fairy Tail, minutos antes ela estava em sua casa, conversando alegremente com Jellal e Erza – o local de encontro dos dois – e vendo que sua irmã estava animada com tudo aquilo, quem também sorria e conversava abertamente com os dois, e torcendo por eles, tal como Mira. Mas agora aquilo tinha ficado para trás, uma vez que ela recebera uma ligação do presidente e agora ela tinha que ir vê-lo e saber qual era o assunto urgente.
Ao chegar ao andar destinado ao presidente, deparou-se com a porta do escritório aberta, algo inusitado. Devagar ela caminhou para lá, assim que despontou no recinto uma legião de agentes Fairies encontrava-se sentados na grande mesa de reunião, que localizava-se numa parte mais afastada da mesa principal do escritório. Ver aquilo fez com que Mira tremesse, o assunto era realmente sério.
Tentando aparentar segura ela aproximou-se da mesa.
–Que bom que chegou! – disse alegre o presidente. – Por favor, acomode-se.
Mira assentiu e sentou numa das duas únicas cadeiras vagas, esta ficava entre Gildartz – que a cumprimentou com um aceno de cabeça – e uma mulher de cabelos negros e olhar imponente – Minerva, a agente da dupla pop que Lucy agora auxiliava.
–Bem agora que todos estão presentes. – começou o presidente. – Vamos iniciar a nossa reunião.
–Finalmente. – suspirou Minerva.
Mira a mirou, pensando como essa estava tratando Lucy. Espero que ela esteja bem. Lamentou Mira.
–Imagino que essa é devido aos novos acontecimentos. – comentou um homem diante de Mira. Max, agente das três atrizes da Fairy Tail – Wendy Marvel, Yukino Agria e Corona Flare.
–Podemos dizer que sim. – suspirou o presidente. – E não.
–Hã? Seja mais claro. – replicou Ultear Milkovich, agente dos dois atores – Rufus Lore e Romeo Conbolt.
O presidente suspirou e olhou para cada um presente ali. Mira o imitou, além de Max, Gildartz, Minerva, Ultear, haviam também Macao Conbolt – agente de todas as modelos que haviam na agencia, que eram na verdade três, já que o presidente investia mais em bandas e grupos – Reedus Jonah, agente do estranho grupo formado por cinco rapazes – Sarusuke (conhecido como Jet), Droy, Bickslow, Nab Lasaro e Lyon Bastia. E ao lado deste o último agente, Alzack Connell, que cuidava do grupo de três garotas que encantava a todos – Angel, Cheila e Sherry.
–Oh! Você já começou.
Todos olharam para o homem alguns passos de distancia da mesa, ao vê-lo Mira arregalou os olhos, era por isso que...
–Tsc. – rebateu o presidente. –Não acho que era importante esperá-lo. – disse irritadiço. – Já que oficialmente ainda não faz parte daqui.
O homem pareceu não se importar com aquelas palavras, Mira o analisou. Um dia sabia que ela poderia encontrá-lo ali, já que a situação dele na Raven não era das melhores, já que ele sempre batia de frente com seu pai, dizendo para quem quisesse ouvir, ou não quisesse, o quão burro ele era por não saber administrar com eficaz aquela agencia, e sempre deixando claro o quando apoiava o gerenciamento que seu avô fazia – que no caso era o presidente da Fairy Tail. Em outras palavras, cedo ou tarde, aquele homem agora presente na reunião, sairia da agencia do pai e juntaria ao avô, aumentando, é claro, a rixa que existia naquela família problemática.
Indiferente ao aborrecimento visível do presidente, o homem recém-chegado sentou-se na cadeira vaga, entre Max e Ultear.
–Pode continuar. – sentenciou com uma superioridade que surpreendeu a todos.
Menos Mira, ela já estava acostumado com ele. O arrogante Laxus Dreyar. Quem, lançou-lhe um olhar significativo, Mira lhe sorriu. Certamente ele havia lido seu e-mail de mais cedo.
–Bem... – voltou a pronunciar o Presidente, a fazendo olhá-lo. – O assunto daqui será sobre um novo evento da Fairy Tail.
–Evento? – indagou surpreso Gildartz. – Tem certeza disso?
–Claro. – confirmou Laxus, irritando Makarov que bufou. – Que melhor momento de fazer um evento, senão este?
Todos começaram a murmurar, Mira analisava também sobre aquilo, e tinha que concordar, um evento, principalmente grandioso, poderia abafar um pouco mais os acontecimentos recentes.
–Que tipo de evento... Senhor Presidente? – Disse Alzack acrescentando o ‘senhor presidente’ ao notar que Laxus já abria a boca para responder.
– Um baile... – Iniciou Makarov.
Um baile, ouvir aquilo fez com que Mira tivesse algumas ideias.
–... de mascara. –finalizou Laxus, dando um rápido olhar para Mira.
E isso fez com que um largo sorriso surgisse nos lábios de Mira. Perfeito.
* Em alguns países asiaticos, como Japão e Coreia do sul, é normal cantores de bandas ou grupos lançarem albúm solo, mesmo ainda fazendo parte da banda ou grupo.
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